Em Busca da Morte
4 Um Mundo Sem Morte
Notas iniciais
Depois de algum tempo Artie entrava no salão do rei com as duas mortas em seu lado, e então disse a Adolas:
— Aqui estão elas senhor.
— Já estava na hora Artie!
As duas se perguntavam: "O que está acontecendo?" "O que estamos fazendo aqui?"
E o rei responde:
— Vocês duas foram mortas! Me façam um favor, sim? Digam para mim onde vocês morreram.
Uma delas dizia:
— Nossa, fomos mortas? Mais porque? Como assim... Eu estava tão saudável...
— Respondam!
Disse exaltado o rei.
— Tá bom, tá bom, calminha ai. Nós morremos na praia.
Respondeu uma das mortas.
— Qual praia?
Perguntou o rei.
E outra morta complementou:
— Uma praia do Havaí.
Adolas então olhou para o quarteto e disse:
— Muito bem, já sabemos o último lugar onde a morte esteve irei colocar vocês no mundo dos vivos nessa praia do tal de Havaí, lembrem-se Quarteto dos Mortos-Vivos, vocês tem sete dias, uma semana para encontrar a morte e traze-la até mim, nos comunicaremos por telepatia e vocês me manterão informado sobre a situação, todos entenderam?
Os quatro mortos respondem ao mesmo tempo:
— Sim!
Os olhos inteiramente brancos do rei brilham e ele diz:
— Então vão! Recebam estas vidas temporárias e encontrem a morte!
E um enorme turbilhão de vento suga o quarteto, fazendo os quatro desaparecerem do salão real do trono.
No mundo dos vivos... Quatro pessoas acordavam com a cara enfiada na areia da praia, eram eles:
Duncan: Um homem esbelto, caucasiano, de estatura alta, com um penteado moicano tingido de verde e um piercing no nariz. Usava nada mais que um manto negro e sandalhas.
Alice: Uma mulher esbelta, caucasiana, de estatura mediana, loira, de longos cabelos lisos. Também usa um manto negro e sandalhas.
Connor: Um homem esbelto, caucasiano, de estatura alta, cabelos morenos, com um penteado arrumado jogado para trás. Manto negro e sandalhas também faziam parte de seu figurino.
Evan: Um homem esbelto, caucasiano, de estatura alta, cabelos loiros, com um penteado caído jogado na frente. E como todos os outros também usa um manto negro e sandalhas.
Os quatro que acabavam de acordar na praia olharam uns aos outros, Duncan foi o primeiro a falar:
— Nossos corpos! Se restituíram!
E Alice também falou:
— Sim tem razão, mas e essas roupas? Ah não, não, não.
Connor também veio a falar:
— Isso é o de menos. Precisamos encontrar a morte, lembrem-se nós só temos vidas temporarias.
E por último Evan:
— Quem morreu e te nomeou chefe da equipe?
Perguntou Evan olhando para Connor, que respondeu:
— Já estamos mortos! E além do mais eu sou um detetive, é obvio que eu devo ser o chefe da equipe.
Um pouco distante Duncan estava agaixado olhando para o corpo das duas mulheres que ali estavam, pouco antes de terem sido mortas pela morte, ele interrompeu Connor e Evan falando:
— Ei senhor detetive, vem dar uma olhada nisso aqui.
Todos se aproximaram dos cadavares, Connor então reparando em algo no chão próximo das mortas disse:
— Estão vendo aquilo? Pegadas. Elas dão nessa direção. Só podem ser as pegadas da morte.
Apontou o detetive para o leste, seguindo as pegadas. Os três então olham uns aos outros e resolvem seguir Connor.
Seguindo as pegadas até de noite, o Quarteto dos Mortos-Vivos acaba se surpreendendo com uma caminhonete descontrolada que invade a praia e bate em um coqueiro, fazendo grande estrago, quatro pessoas saem se jogando do carro, pareciam universitários, o quarteto então começa um diálogo pela Alice:
— Nossa! O que foi isso? Devemos ajuda-los?
— Eu não tenho certeza.
Respondeu Connor.
— Pare de agir como chefe do grupo Connor!
Disse Evan.
— Temos que encontrar a morte! O primeiro dia vai acabar logo! Não temos tempo pra isso!
Respondeu Connor.
Sem ninguém perceber, Duncan estava checando os feridos dizendo para todos:
— Caramba! O motorista quebrou o pescoço!
— O que está fazendo Duncan?
Disse Connor.
— Espere Connor! É pior do que parece! Eles não estão mortos! Apesar de estarem com ferimentos mortais. Eles desmaiaram com o choque mas quando acordarem vão sofrer muito!
— E o que você quer que eu faça Duncan? Não podemos fazer nada aqui, estamos perdendo tempo! Se não quer que as pessoas sofram sem morrer então precisamos encontrar a morte, o mais rápido possível!
— Eu odeio admitir, mas ele tem razão Duncan.
Disse Evan.
— Então o que estamos esperando? Vamos!
Falou Connor.
— Esperem vocês três, as pegadas acabam aqui.
Alice falou.
— Não. Será que a miserável saiu voando?
Perguntou Connor, e Evan respondeu:
— Provavelmente.
— E agora o que faremos?
Disse Duncan.
— Bom, nós sabemos a direção que ela foi, mas de qualquer modo ela deve estar longe.
— Eu recomendo que passamos a noite em um hotel, estou sentindo fome em muito tempo, e gostaria de trocar de roupa também, ninguém merece esse manto.
Alice disse.
— E com que dinheiro faremos isso, Alice?
Perguntou Evan.
Alice então aponta para trás, e mostra o acidente dos universitários, Evan responde:
— Boa ideia.
Os quatro então começam a revistar os corpos e encontram as carteiras das respectivas pessoas.
— Quanto conseguiram?
Perguntou Alice
— Aqui tem duzentos e cinquenta dolares.
Disse Duncan.
— Trezentos e vinte dolares aqui
Evan disse.
— Quinhetos dolares aqui, tirei a sorte grande, e você Alice?
Connor falou.
— Aqui tem quatrocentos dolares. Temos dinheiro suficiente, vamos nos hospedar em um hotel e retomar a busca amanha, eu preciso de um banho.
O quarteto concorda entre sí, e resolvem ir em busca de um hotel para passar a noite, enquanto isso, em um lugar distante de lá... Em uma balada, a morte estava dançando com um vestido preto e bem atraente, até um homem que não podia ser reconhecido direito por causa da iluminação se aproximou da morte e disse:
— Oi, gatinha, tá dançando sozinha é? Quer que eu te pague uma bebida?
— Foi mal cara, você não faz o meu tipo.
— Ah, qual é? Você nem me conhece!
— Eu te conheço melhor do que você pensa, e é por isso mesmo que não tenho intenção nenhuma de conversar com você!
— Aí! Eu não aceito não como resposta!
O homem segurou o braço da morte com força.
— Não devia ter feito isso.
— Ora, o que vai fazer?
— Isso.
De repente o homem solta o braço da morte e cai no chão, morto, a morte então sai andando normalmente da balada, enquanto um amontoado de pessoas se juntava para tentar reanimar o cadaver.
— Mas que droga, não posso nem dançar em paz! E agora? Pra onde eu vou?
A morte faz outra vitima.
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