Em Busca da Morte

5 Vidas Temporárias


Notas iniciais
Galera, me desculpem por essa demora pra postar o capítulo 5, foi praticamente um mês sem nenhum capítulo, isso aconteceu porque eu estava viajando e só tinha escrito até o capítulo 4. Espero que entendam o motivo da pausa! Agora a história voltou com tudo!

O quarteto acabara de chegar em um hotel barato na noite do primeiro dia de suas vidas temporárias. O hotel simples, era pequeno já por fora. Com cerca de apenas cinco vagas no estacionamento logo a frente do prédio, e nenhuma delas estavam ocupadas.

Os quatro ao entrarem no prédio com cerca de cinco andares se deparam com uma sala mal iluminada, um balcão empoeirado e bagunçado com papéis, e uma escadaria a direita do balcão onde havia um funcionário esbelto e moreno, com cabelos negros penteados para o lado e um bigode fino separado no meio. Vestindo uma camiseta social branca, e um colete vermelho com a estampa do hotel, estava quase cochilando de bruços em cima do balcão, até o quarteto entrar e este acordar espantado.

— Tem certeza que querem ficar aqui? — Disse Alice, olhando aos arredores.

— Nós não temos escolha, Alice. Os outros hotéis já devem estar fechados a essa hora da noite. — Respondeu Connor.

— É sério isso? Vamos ficar no primeiro hotel que aparecer na nossa frente? — Alice Reclamou.

— Por mim tudo bem, e por vocês? — Perguntou Connor.

— Tudo bem pra mim também. — Respondeu Duncan.

— Pra mim também. — Disse Evan.

— (Ah, homens... Tá na cara que vocês vão escolher tudo o que é mais simples.). — Pensou Alice.

— É, parece que nós vamos ficar aqui, Alice. — Disse Connor.

— Mas é claro! Vocês homens estão na maioria aqui, não é justo fazer esse tipo de votação! — Respondeu Alice.

— Ora, mas o Evan, parece meio afeminado. — Disse Connor, em um tom de deboche.

— O que disse Connor? Eu não vou com a sua cara! E não tô nem ai se você é um detetive, por acaso quer brigar? — Evan responde encarando Connor, olho no olho.

— Há, há, pra um terapeuta você é bem nervosinho, Evan. — Connor falou.

— Ei, ei, vamos parar vocês dois? Nós temos um longo dia amanha, na verdade uma longa semana. Essa não é a melhor maneira de começar tudo isso, temos que nos dar bem se quisermos completar nossa missão. — Dizia Duncan, separando os dois.

— (Esse Connor me da nos nervos, ele se acha "O detetive". Mas se ele pensa que vai mandar em mim ou algo parecido, ele está muito enganado.). — Pensou Evan.

— Hã... Hoje é Hallowen? — Perguntou o recepcionista do hotel, reparando o quarteto.

— O que? Claro que não. — Respondeu Alice.

— Então porque vocês estão vestidos desse jeito? — O recepcionista diz, apontando para os mantos que os quatro vestiam.

— Não é da sua conta! Eu não escolhi vestir essa roupa! Apenas me arrume um quarto tá legal? E separado desses três! Me fazer vir num lugar como esse... Vocês ao menos tem um chuveiro no quarto não é? — Alice respondeu e perguntou irritada.

— Ora, mas é claro senhora! — Falou o recepcionista.

— O que você disse? Me chamou de senhora? Eu pareço uma senhora pra você?

— Hã... não, senho- digo moça, só estava tentando ser educado.

— Ei, calminha ai Alice, não precisa ficar tão irritada por isso, o cara só tá trabalhando. — Disse Duncan pedindo calma com os braços, e com a face espantada.

— Quieto Duncan, quieto, ela está nervosa conosco, falar com ela agora não vai adiantar. — Disse Evan encostando a mão no ombro do amigo, e fazendo negativo com a cabeça.

— O que nós fizemos?! — Perguntou Duncan.

— Depois eu te conto. — Respondeu Evan.

Então, Alice pegou a chave com brutalidade e velocidade da mão do recepcionista, e subiu as escadas, reclamando mais uma vez:

— Mas que droga! Não tem nem elevador nessa joça!

— Desculpe por isso, três quartos. — Disse Connor ao recepcionista.

— Não tem problema, aqui estão as chaves, espero que gostem da estadia no hotel.

— Aí, será que não da pra mandar um rango no meu quarto? Tô cheio de fome. — Perguntou Duncan com a mão na barriga ao recepcionista.

— Podemos sim senho- digo moço. — Respondeu o recepcionista

— Ei, não se preocupe pode me chamar do que quiser que eu não ligo! Da pra mandar um hamburgão no meu quarto? Quero sentir esse gosto de novo! Aquela deliciosa carne prensada... Ah, só de pensar já me dá água na boca. Ah, manda um refri também! — Disse Duncan, quase babando.

— Mandarei senhor.

— Faz tanto tempo que eu não como um hamburger... Eu também vou querer um! E um suco de laranja, por favor. — Disse Evan.

— Sim senhor.

— Eu também vou querer um hamburger mas além disso, mande algumas cervejas no meu quarto, quero aproveitar o tempo que eu ficar aqui. — Falou Connor.

— Muito bem senhores, mandarei os lanches assim que ficarem prontos. — Respondeu o recepcionista aos três.

Os três então subiram as escadas e foram cada um para seus quartos.

Enquanto isso, no mundo dos mortos... No palácio real, Adolas exclamava:

— Artie! Onde é que você está com a minha TV?!

E depois de alguns segundos Artie aparece carregando uma pequena TV em comparação ao tamanho de Adolas. Uma TV de cor marrom, antiga, com cerca de 20' polegadas, mesmo assim o servo esqueleto tinha dificuldades de carrega-la.

— Harf... Harf... Ufa... Aqui está o que você me pediu senhor rei, mas pra que serve essa TV? — Artie disse ofegante.

— Você vai ver, Artie. Espero que ela ainda funcione, ligue-a. — Ordenou o rei.

— Hã... Mas, senhor não temos nenhuma tomada no mundo dos mortos, como eu vou liga-la?

— Não se preocupe com isso Artie. Essa TV não precisa de energia, ligue-a.

— Ok, vou tentar.

Artie então aperta o botão na TV, mas nada acontece. Ele tenta de novo, e algumas vezes mais, mas nada acontece.

— Porcaria, lata-velha, liga!

Artie da um tapa na TV, e logo depois ela liga, aparecendo a imagem de uma praia a noite.

— Muito bem Artie. — Elogiou o rei.

— Senhor, não quero ofende-lo, mas com tudo que está acontecendo como o senhor pode sentar e assistir TV? — Perguntou o serviçal.

— Artie, que canal é esse que a TV ligou? — Respondeu o rei, com outra pergunta.

— Hã... Não sei, não parece ter um número.

— Veja bem.

— Espera um pouco, esse por acaso é... O mundo dos humanos? — Perguntou Artie.

— Exatamente. Artie não é atoa que você é meu serviçal predileto, há, há, há! Agora mude de canal. — Disse contente o rei.

— Sim senhor.

Artie, o serviçal esqueleto muda de canal, e se depara com Duncan, deitado em uma cama, comendo um hamburger e assistindo TV, na maior mordomia, dizendo quase chorando de emoção: "Isso aqui tá muito bom, tá muito bom! Como é bom viver de novo!"

— Esse é o Duncan! E ele tá comendo um hamburger! — Disse Artie.

— O que?! Como é? Ele deveria estar procurando a morte! — Exclamou irritado o rei.

— Enquanto aos outros? — Perguntou a si próprio Artie, enquanto mudava de canal.

Connor estava bebendo cerveja, sentado na varanda do hotel admirando a paisagem e falando consigo mesmo: "Como vamos pegar a morte...?".

— Bom, o nosso detetive está bebendo senhor, mas pelo menos ele está pensando em como capturar a morte.

— Esses imbecis... Estão desperdiçando tempo precioso que podia ser usado na captura da morte! E os outros dois?

— Vamos ver, senhor.

Evan estava no banheiro, tirando a roupa. Rapidamente Artie trocou de canal.

— O que aconteceu, Artie? O que Evan estava fazendo?

— Nem queira saber, senhor.

Sem perceber que já tinha trocado de canal, Artie se vira para a TV, e se depara com Alice, tomando banho.

— Que isso senhor?! Que coisa linda! É bom demais poder ver essas coisas mesmo depois de morto!

— O que foi Artie? Deixe-me ver!

Então o rei empurra Artie com a mão e se aproxima bem da TV, ele impressionado da um pulo para trás e cai de bunda no chão, fazendo o castelo inteiro tremer, consequentemente a imagem da TV perde o sinal.

— Artie, não comente nada pra ninguém sobre isso que aconteceu agora.

— Sim senhor.

— Contanto que capturem a morte, eles podem fazer o que quiserem, e eu irei perdoa-los. Mas eu estarei observando tudo. Eles sabem que não podem perder tempo. O Quarteto dos Mortos-Vivos sabe muito bem o que está em jogo.

Notas finais
Muito obrigado por ler até o final, não esqueça de comentar o que achou do capítulo, se possível aponte os erros da história, e ajude a melhorá-la do jeito que puder! Se estiver realmente gostando da história, adicione-a nos favoritos! Até o próximo!