Em Busca da Morte

3 O Quarteto dos Mortos-Vivos


Notas iniciais
Neste capítulo os quatro mortos foram escolhidos para ir em busca da morte mas antes de irem eles são interrompidos por uma surpresa. Espero que gostem! Ótima leitura a todos! Comentáriozinho please? :)

No mundo dos mortos o rei ainda continuava com o processo de seleção, e apesar de já ter conseguido escolher um dos quatro mortos, ainda restavam três. Era muito difícil encontrar mortos que poderiam ser uteis nessa caçada a morte, mais cem mortos passaram, e nenhum interessou o rei. Aborrecido, ele termina de fumar o último charuto da caixa e gritando para seu serviçal esqueleto, exclamou:

— Artie! Acabaram os charutos! Vá buscar mais!

— Agora mesmo senhor!

— Enquanto isso chame o próximo inútil pra subir.

— Sim senhor.

Artie então saiu do salão real e imediatamente outro morto entrou em cena, o rei então perguntou:

— Quem é você? Diga seu nome e sua antiga profissão no mundo dos vivos.

— Meu nome é Alice...

— Alice? Uma mulher? Interessante.

— E a minha profissão era...

E interrompendo a morta o rei disse:

— Não diga mais nada, você foi escolhida.

— Hã? Porque?

— Porque você é mulher. E como deve saber a morte também é. E você como mulher deve pensar como a morte.

Alice então disse:

— Bom, se é assim que você pensa senhor rei, ficarei feliz em ajudar.

E ao mesmo tempo pensava: (Esse rei é muito ignorante, acha que só porque sou uma mulher eu vou pensar igual a morte? Mas tudo bem, vou aproveitar essa chance para tentar reviver.).

Alice então fica ao lado de Duncan e os dois ao lado do rei. O próximo morto subia as escadas, e imediatamente o rei perguntou:

— Qual é o seu nome, morto? E sua profissão no mundo dos vivos?

— Meu nome é Connor e eu era detetive no mundo dos vivos.

— Detetive? Ora mas isso é perfeito. Você foi escolhido detetive Connor, fique com os outros dois.

— Nossa, obrigado pela oportunidade senhor rei.

— Apenas não me decepcione.

— Claro que não.

— Muito bem! Agora falta só mais um!

Exclamou o rei, com um ar de alivio.

Mas de qualquer forma mais tempo passou, mais mortos inúteis vieram, passaram-se cerca de mais de cinquenta mortos e nenhum deles batia com os requisitos do rei. O rei começou a ficar impaciente, e já clamava por Artie e sua caixa de charutos.

— Cadê o Artie?! Com os meus charutos?!

E lá estava ele entrando no salão real, carregando uma caixa de charutos enorme nas costas com extrema dificuldade de locomoção.

— Aqui está, senhor rei.

Tremendo dos pés a cabeça Artie disse.

— Bom.

O rei logo ascendeu um de seus charutos, e começou a relaxar.

— Ah, bem melhor. Próximo!

Então depois de muitos outros mortos entrarem no salão real um chama vossa atenção:

— Diga seu nome e sua profissão no mundo dos vivos, e que seja útil!

— Meu nome é Evan e eu era terapeuta no mundo dos vivos.

— Terapeuta? Ora, acho que vai servir. Você será o responsável de tentar descobrir conversando com a morte, o porque dela ter parado de fazer o seu trabalho, e em caso de resistencia você será aquele que deve tentar negociar com ela para voltar a exercer seu papel de morte, será que você consegue?

— Acho que consigo senhor rei.

— Então está decidido! Conseguimos quatro mortos! Venham comigo.

Disse o rei chamando os quatro mortos para a sacada do seu palácio, de lá ele exclamou para os milhares de mortos que abaixo dele haviam no reino:

— Mortos! O processo de seleção, já acabou! Estes quatro foram escolhidos: Duncan, um perito em geografia em turismo, este será nosso explorador. Alice uma mulher... Hã... O que é que você faz mesmo?

Alice então respondeu:

— Eu sou estilista.

— Ah, sim! Estilista! Deve servir para algo.

Alice pensava: (Esse é mesmo o rei do mundo dos mortos? Um cara tão simplório que me escolheu sem nem saber minha profissão? Eu irei me aproveitar disso com certeza, eu irei reviver.).

O rei Adolas, continuava a falar com os mortos:

—Alice! Uma estilista! Connor! Ele irá atrás das pistas como nosso detetive! E Evan! Nosso terapeuta! Que tentará contato com a morte caso as tentativas de capturá-la, falhem! Estes quatro mortos foram escolhidos com a missão de buscar, encontrar e capturar a morte. Por isso, receberam vidas temporárias e transitarão no mundo dos vivos! E como prometido por mim, eles serão revividos, caso encontrem a morte! Estes quatro são: O Quarteto dos Mortos-Vivos!

Duncan falava com seus parceiros de equipe:

— Que ironia não? Fomos mortos pela morte e agora temos que ir atrás dela para reviver.

— Nem me fala.

Respondeu Connor.

O rei Adolas então olha para o quarteto e diz:

— Vocês terão sete dias e sete noites, capturem a morte neste tempo. Esse é o tempo que suas vidas temporárias durarão. Acho que vocês já podem...

E antes de terminar de falar Artie interrompe o rei, dizendo:

— Espere senhor rei!

— Artie? Como ousa me interromper?!

— D-Desculpe S-Senhor, mas é importante!

Disse Artie morrendo de medo.

— O que é?

Olhando bem de perto respondeu o rei.

— Tem algo que você precisa saber, parou de passar gente pelo portão do mundo dos mortos!

— Mas é claro Artie, seu idiota! A morte deixou de trabalhar!

— Mas senhor, apareceram duas mortas entrando pelo portão, completamente sozinhas!

— O que?! Como você sabe disso Artie?!

— Bom, quando eu fui buscar seus charutos um dos demônios que fica no portão se encontrou comigo e disse, e também falou que elas diziam não entender o porque tinham morrido.

—Isso significa que a morte está matando quem bem entender? Isso é um crime gravíssimo. Onde estão as duas mortas?

— Estão lá embaixo senhor!

— Então para de perder tempo! E trás logo elas aqui!

— É pra já senhor!

E correndo a toda velocidade se foi o serviçal esqueleto Artie, atrás das mortas. A busca pela morte estava prestes a começar.

Notas finais
Muito obrigado por ler até o final, espero que tenha gostado! Por favor diga nos comentários o que gostou e o que não gostou do capítulo, se possível aponte os erros da história! E se estiver gostando muito adicione nos favoritos! Muito obrigado por ler! Até o próximo!