Elo Irrevogável
13 Capítulo 13 - Um fantasma que se agiganta
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_ Obrigada pelo ‘presentinho’, mas eu não me lembro de ter te convidado para minha festa. – disse a frase com um sorriso irônico no rosto.
Olhava-a de uma maneira sarcástica, irônica e cruel, novamente ferindo Maria. Esse poder Estrela tinha sobre ela: feri-la e estava se acostumando a utilizar-se muito desse poder. Maria era uma mulher de poucas debilidades, não se mostrava frágil, tinha pavor de se fazer de vítima odiava a sensação de que sentiam pena dela. Tinha conhecido o lado mais escuro e amargo da vida e isso a tinha endurecido e sua maneira de se defender era se mostrando forte. Mas com Estrela... Com Estrela suas barreiras iam por terra e ela ficava sem reação. Encarou as pessoas que as cercavam sentindo-se um tanto envergonhada por ver como a filha havia tido a intenção de humilhá-la e, de certa maneira, conseguiu. Todos a olhavam muito surpresos pelas palavras tão agressivas e intimidadoras de Estrela. Maria não sabia o que responder.
_ E...Eu... – tentou dizer algo, ainda que gaguejando, mas foi interrompida por Estevão.
_ Maria é minha namorada, Estrela. Eu a convidei. – disse envolvendo-a com seu braço deixando-a um pouco mais segura.
_ Sim, eu vim com seu pai.
_ Podia ter pelo menos me consultado, papai, é minha festa. – reclamou a jovem.
_ Sinto muito Estrela, mas não é por ser ‘sua festa’ que aqui você vai destratar uma convidada minha na minha casa. Ou será que eu vou ter que te pedir permissão para trazer alguém aqui?
Estrela baixou um pouco o ar de superioridade, não queria escândalo em sua festa. Estevão continuou:
_ Aproveito para, aqui, diante de todos, anunciar que Maria e eu estamos comprometidos. Nós vamos nos casar muito em breve. – disse orgulhoso, com um grande sorriso no rosto.
Todos os convidados se surpreenderam, os filhos de Estevão mais ainda. Já sabiam da notícia, mas vê-lo dizer ali, diante de todos até com orgulho por dar aquela notícia os deixou atônitos e sem reação. Vários vieram até Estevão e Maria felicita-los. Estrela, depois do susto pela atitude do pai e a notícia que ele acabava de dar, apenas disse:
_ Você sabe o que faz da sua vida. E obrigada aos dois por estragarem a minha festa.
_ Estrela, não foi essa a nossa intenção... – Maria começou a justificar-se.
_ Não se esforce em se justificar. Com ou sem intenção o fizeram. Então esse é o presente que sim eu vou me lembrar que recebi dos dois no dia de hoje.
Maria percebeu naquele instante que o casamento poderia sim ser uma oportunidade de que ela estivesse fisicamente perto de Estrela, mas não seria nada simples conquistar seu carinho, respeito e admiração. Entretanto já não pensava nisso com intenção de desistir ou hesitante em seu plano. Se convenceu que precisava seguir em frente. Pensou nos conselhos de Luciano e Camila, na possibilidade de dizer-lhe a verdade, mas essa opção também não lhe garantiria seu carinho. Lembrou-se que concluíra que seria contraproducente fazê-lo. “De toda maneira necessitarei começar do zero para conquistá-la”, se disse. Estava presa no plano que havia traçado, não tinha como voltar atrás. Mas naquele momento não pensou no casamento com Estevão com pesar e sim com coragem. Conquistar a filha era tudo que ela queria e sabia que não conseguiria fazê-lo se não mantivesse a confiança que sempre tivera em si mesma.
Era incrível como ela sempre se percebia vulnerável ao ter que encarar a rejeição de Estrela. Isso retirava sua firmeza e ela se colocava a repensar suas atitudes, o que queria, na eficiência do seu plano. E esse era apenas um fato que a deixava longe de ser aquela mulher tão segura e firme de sempre. Os sentimentos por Estevão também a confundiam. Quanto mais se aproximava dele, quanto mais o casamento se tornava um fato real e eminente se mostrava o medo da reação dele quando soubesse toda a verdade. E a ela também preocupava o que ela própria sentiria ao descobrir como sua filha desapareceu de seu berço no quarto em que vivia 19 anos antes e se tornara a filha de Estevão e Consuelo San Roman.
Quem também se surpreendeu muito com a notícia do casamento foi Evandro. Quando ouviu Estevão dizer aquilo saiu da sala e caminhou até a biblioteca. No caminho, se serviu de um copo de uísque no bar da sala, nem esperou o garçom para lhe servir. Ficou pensando em seus sentimentos doentes. Suas culpas pelo que fizera a Maria, seus desejos reprimidos, o ciúmes e a inveja que sempre sentira pelo amigo e agora se materializara naquele compromisso. Ficou muito tempo ali, remoendo fatos e sentimentos do passado até que resolveu tomar uma atitude.
***
Estrela e Heitor se afastaram um pouco para comentar o que acabara de acontecer.
_ Você acha que isso é fato, Heitor? Não tem nada que a gente possa fazer para impedir esse casamento maluco?
_ Estrela, como a gente vai impedir uma coisa para a qual meu pai tomou uma decisão com relação à sua vida?
_ Ele passou de todos os limites! – Estrela disse num tom de revolta. – Como ele anuncia aqui, diante de todos os nossos amigos, conhecidos e pessoas com quem ele tem negócios que vai se casar com ela?
_ Talvez porque seja sim o que vai acontecer, mana. Os dois vão se casar. E por mais que nós dois não gostemos da ideia, essa união, ao que parece, é uma realidade. É só uma questão de tempo e, pelo que eu venho percebendo, pouco tempo.
_ E se a gente ligasse para a tia Alba? – Estrela sugeriu. – Ela poderia nos dar alguma ideia de como agir para impedir esse absurdo.
_ Estrela, não acho uma boa ideia a gente ligar para tia Alba. Você sabe muito bem que a mim também não agrada que meu pai se case com essa mulher. Ela esteve entre nossos pais, não sei, sinto que aceita-la, me aproximar seria uma maneira de traí-la, embora, concretamente, eu não tenha nada contra Maria. Você tem, mana? – ele fez um pergunta para a qual não esperava resposta. – Papai vai ficar muito bravo se metermos tia Alba no meio dessa história. Você sabe muito bem que ele não gosta do quando ela se intromete em sua vida e que é por suas constantes brigas que ela vive viajando.
_ Eu não me conformo de imaginar que meu pai vai trazer uma mulher para dentro de nossa casa. E justamente essa mulher que é tão... que é tão...
_ Complete, mana. Maria é uma mulher tão o quê?
_ Ai, eu não sei Heitor! Ela me desperta sentimentos tão confusos. Antes de saber desse relacionamento entre ela e o papai eu gostava tanto dela, mesmo antes de conhecê-la. Era uma pessoa que despertava minha admiração pela sua biografia, pelo trabalho que ela faz, pela sua figura, sua imponência e agora...
_ Agora você deixou de admirá-la?
_ Por que você me pergunta isso, você não está vendo que eu estou confusa?
_ Então é porque a resposta é não. Você ainda a admira. Dá pra ver nos seus olhos, no modo como você olha pra ela, como você fala dela.
_ Mas isso não significa que eu a queira como madrasta! – Estrela sentenciou. – Se ela acha que entrando nessa casa e se tornando nossa madrasta vai receber o lado doce e amável da Estrelinha está muito enganada. Você sabe muito bem que eu não gosto de dividir você e o papai com ninguém. Além disso, essa história do passado dos dois é muito estranha. Não sei Heitor, eu sinto que tem alguma coisa aí que não está muito clara.
_ Eu não quero promover uma guerra, desafiar nosso pai e agir como uma menininha mimada como minha irmãzinha que está fazendo 19 anos hoje, – ele disse sorrindo implicando com ela. – mas já deixei muito claro ao nosso pai que não aprovo essa história esse romance como você. E mesmo assim ele decidiu seguir em frente Estrela. Você acha que vale a pena estar sempre brigando, batendo de frente, enfrentando nosso pai por uma coisa que nós, como você mesma acabou de dizer, não sabemos claramente como foi?
_ Não me chame de mimada! O que sim está claro é que ele ama essa mulher e isso eu não consigo aceitar, Heitor...
_ Mas isso não é motivo para se colocar contra um relacionamento, Estrela. Muito menos de uma pessoa como nosso pai, é claro que você está sendo mimada!
_ Ah Heitor não enche! E muito menos hoje, é meu aniversário! Me deixa aproveitar, pelo menos, o que resta da minha festa depois disso tudo.
_ Claro minha mimadinha. Vai ficar tudo bem, não duvide. – ele disse abraçando-a
_ Sim, eu duvido, Heitor...
***
Maria se sentia um pouco fora de lugar naquela casa, apesar de que aquele fosse o lugar que ela sempre quisera ocupar desde que soube a identidade da filha. A sua rejeição a fazia sentir deslocada. Estevão percebeu seu desconforto.
_ Meu amor, você não precisa se preocupar com a má atitude dos meus filhos, principalmente de Estrela. Nós vamos nos casar e vamos ser muito felizes.
_ Estevão, é um pouco difícil que eu acredite que seremos felizes com seus filhos agindo como se eu estivesse invadindo um espaço que não me pertence. Como será quando eu viver em sua casa?
_ Maria, meus filhos são adultos. Por mais que Estrela seja um pouco mimada, são jovens de bem. Eles estão agindo assim nesse momento porque em todos esses anos nunca me viram tão apaixonado como estou agora. São só ciúmes.
_ Depois que Consuelo morreu, você nunca... Nunca mais se apaixonou? – Maria se surpreendeu com a revelação
_ Nunca! – ele disse olhando-a de maneira terna. – Da mesma maneira que nunca amei Consuelo. Depois de amar você, todas as mulheres se desvaneceram para mim, Maria. Eu ansiei por voltar a sentir esse amor toda a minha vida. Por voltar a sentir a alegria de ter você ao meu lado, de ter você para mim. Você é e sempre foi a única mulher que eu amei em minha vida. Eu já te disse isso, você não acredita?
_ Estevão, você vem me dando muitas provas de que eu posso voltar a confiar no seu amor. Você me pediu em casamento, me apresentou frente aos seus amigos e seus filhos e está me dizendo que nunca pôde amar outra mulher...
_ Tudo isso é a mais pura verdade. Eu quero te demonstrar que você pode sim confiar no meu amor, Maria, estou aqui, rendido diante de você. Tudo que eu quero é te fazer feliz. E não vai ser uma birrinha dos meus filhos que vai nos impedir que concluamos nossa história que foi injustamente interrompida. Eu fui o melhor pai possível.
_ Imagino que tenha sido muito difícil ficar sozinho com eles tão pequenos. – Maria observou
_ Estrela era muito pequena quando Consuelo morreu e sofreu muito a ausência da mãe. Ainda sofre. Por isso eu, de certa maneira, desculpo seu gênio possessivo e mimado. Heitor, por ser um pouco maior sofreu não só sua ausência, mas também o trauma daquela tragédia. Perder a mãe da forma como aconteceu foi traumático para meu filho. Acho que, dentro das possibilidades, fiz um bom trabalho com eles. Me dediquei exclusivamente aos dois, tive alguns esboços de relacionamentos que nunca ameaçaram passar a algo mais sério, eles sempre foram minha prioridade. Além do mais, como eu te disse, seu amor estava impregnado em mim, Maria. Nenhuma mulher podia estar à sua altura, nenhuma mulher podia me despertar o que você me despertara.
_ Despertara? – ela perguntou com um sorriso pícaro brincando com o tempo verbal.
_ Despertara e desperta! Eu mal posso esperar pra que você volte a ser minha – ele respondeu também sorrindo acariciando seus cabelos se aproximando e ameaçando beijá-la.
_ Não Estevão, está todo mundo olhando. – ela se afastou envergonhada olhando para os lados.
_ Meu amor, que olhem! Que todos saibam que eu te amo. Você quer que eu grite aqui, frente a todo mundo? – ele ameaçou sorrindo
_ Não faça isso seu louco! Você viu o que Estrela disse. Ela acha que estragamos sua festa. Se você faz um escândalo, com certeza eles vão me odiar ainda mais.
_ Está bem! – ele disse roubando-lhe um selinho – Faço isso porque, a partir do momento que nós dois assumimos um compromisso, eu assumi comigo mesmo um compromisso de te defender de toda e qualquer coisa ou pessoa, inclusive dos ciúmes e birrinhas dos meus filhos. Ao meu lado você estará segura, Maria, te prometo!
_ Obrigada! – ela sorriu agradecida dando-lhe um beijo. – Se você continua agindo assim, tão fofo e encantador eu não sei... – ela se interrompeu porque também sentia que estava perigosamente terna com ele.
_ É claro que eu vou continuar agindo assim. Maria, eu te amo! Quero te fazer feliz, quero que você seja minha mulher para toda a vida. E vou cuidar de você. Já te disse, meu amor, vou sanar suas feridas.
Ele acariciou seus cabelos e a beijou no rosto. De fato, todos no salão observavam o apaixonado casal que acabara de anunciar seu compromisso.
_ Você tem certeza que quer mesmo encarar tudo isso? Assumir tudo o que representa estar comigo?
_ Para mim só importa você! Amo meus filhos, Maria, mas eles são adultos e terão que aceitar que a única coisa que estou fazendo, que estamos fazendo é lutando pela felicidade isso não pode e nem deve ser um problema para ninguém.
_ É isso, Estevão. Lutando pela felicidade ainda que por tanto tempo eu vivi descrente dela.
_ Você vê? – ele perguntou sorrindo pícaro e segurando seu queixo – Já comecei a sanar suas feridas, estou conseguindo fazer com que você volte a acreditar que a felicidade seja possível.
_ Sim, você. Exatamente você está fazendo isso, Estevão.
Ele a abraçou e acariciou seu rosto com ternura.
_ Você quer beber alguma coisa? – Estevão perguntou
_ Eu não bebo...
_ Já sei, não gosta de nada alcoólico – Estevão completou. – vou à cozinha buscar um suco pra você.
_ Obrigada. – ela sorriu.
***
Evandro estava ‘refugiado’ na biblioteca desde que Estevão e Maria anunciaram seu compromisso. Não pôde assimilar aquela notícia que por mais que não devesse, o afetava. Volta e meia ia até a porta e observava o movimento na sala. Lhe incomodava ver que Estevão estava sempre ao lado de Maria, os dois tão carinhosos, cúmplices. Não podia aguentar a consumição que aquilo lhe provocava por dentro, era como se um animal selvagem estivesse dentro dele e o devorasse. Quando finalmente observou que Maria estava sozinha, sem Estevão, e conversava com uma colega de faculdade de Estrela, chamou a um garçom que passava pela porta da biblioteca e pediu que ele a chamasse e pedisse que ela fosse até a biblioteca.
O garçom se aproximou de Maria que conversava calmamente com a jovem:
_ Com licença. Há um senhor que pediu que a senhora fosse até a biblioteca.
_ Um senhor? – Maria se surpreendeu. – Será Estevão?
_ Eu não sei quem é, só pediu que a senhora fosse até lá.
_ Obrigada! Com licença. – disse Maria se encaminhando para a porta indicada pelo garçom como da biblioteca.
Quando Maria entrou no ambiente não viu ninguém. Procurou próximo às prateleiras dos livros, próximo às cortinas, chamou por Estevão e ninguém disse nada. Sentiu um calafrio, uma sensação que lhe remetera aos seus mais ocultos medos do passado e não gostou da sensação decidindo sair dali. Quando ela se virou para se dirigir novamente à porta em direção à saída, Evandro disse da cadeira da mesa que estava de costas para Maria.
_ Então é isso que você pretende? – ele disse rodando a cadeira na direção dela. – Vai dar um golpe em Estevão.
_ Golpe? – Maria sorriu. – Que necessidade eu teria de dar um golpe em alguém seu avarento asqueroso? Você sabia que meu patrimônio é até maior que o do Estevão? – ela o enfrentou firme.
_ A mim você não engana. – ele se levantou andando até ela de maneira ameaçadora. – Eu sei muito bem o tipo de mulher que você é. Sei que você nunca valeu nada! – ele a atacou.
_ Você acha que me intimida, Evandro? Você acha que eu não percebo que você está morrendo de medo? Você tem medo que eu te denuncie. Que Estevão e todos as pessoas que te conhecem, que acreditam que você seja um homem admirável, saibam que você tem que usar da força para possuir uma mulher? – dessa vez foi ela quem o olhou de maneira ameaçadora. –Me diga, Evandro, eu fui a única mulher que você violentou? Quantas mais além de mim você deve ter possuído agressivamente contra a vontade? – ela perguntou desafiando-o com o olhar firme de seus olhos verdes.
_ Não diga bobagem, as coisas entre nós não foram assim! – ele negou
_ Negue, negue o quanto você queira, Evandro! Negue para si mesmo, negue para Estevão, para seus amigos, para mim, para a sociedade, mas eu e você sabemos que você é um maldito covarde desgraçado que me estuprou! – ela disse levantando a voz.
_ Abaixe a voz! O que você quer? Que todos que estão aí na sala escutem essa mentira absurda? – ele se amedrontou.
_ Por que Evandro, por quê? Me diga porque eu teria que calar algo que você fez contra mim? Por que eu teria que calar que fui sua vítima? Por que eu teria que esconder seu segredo sujo? – ela voltou a desafiá-lo.
_ E o que você acha que Estevão pensaria se você dissesse esse absurdo? Acha que ele acreditaria em você? Você também tem muito a perder Maria! Seria sua palavra contra a minha. – ele quis intimidá-la.
_ E qual vale mais? Por que você acha que sua palavra valeria mais diante das pessoas, Evandro?
_ Porque eu sou um advogado respeitado e você é só uma vagabunda que vai pra cama com qualquer homem e depois faz essas acusações absurdas.
O sangue subiu à cabeça de Maria e, nesse momento, ela o esbofeteou. O tapa foi tão forte que Evandro se assustou, as marcas dos dedos dela ficaram em seu rosto caucasiano que ruborizou, mas não de vergonha, senão de raiva.
_ Você não ouse nunca mais me faltar com o respeito dessa maneira! – Maria disse enfurecida. – O que você acha, que eu vou te proteger? Que eu vou esconder das pessoas o criminoso que você é ainda mais com você me ofendendo e faltando ao respeito depois de tudo o que você fez! Não ouse me desafiar Evandro porque eu te garanto que vai ser você quem sairá perdendo! Você não sabe, mas eu tenho provas! Eu posso provar a todos que você me violentou!
_ Que provas? Você acha que eu tenho medo de você? Eu não tenho medo de uma vagabunda!
Ela levantou a mão e fez um gesto para esbofeteá-lo outra vez e segurou seu braço voltando a desafiá-la:
_ Não queira medir forças comigo Maria! Você tem certeza que não tem mesmo nada a perder nesse jogo?
Nesse momento Estevão entrou na biblioteca e se deparou com Evandro segurando o braço de Maria muito alterada e dizendo aquela frase. Observou a cena perplexo e perguntou:
_ O que está acontecendo aqui?
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