Notas iniciais
Amores estou de férias e, consequentemente com mais tempo pra atualizar a fic. Leiam, favoritem e comentem!! Beijocas!

***

Maria sentiu medo e culpa naquele momento. Tanto que havia hesitado em contar a Estevão por medo à sua reação, e ele havia reagido da pior forma possível. Subiu as escadas correndo e bateu na porta do quarto de Heitor em desespero, precisava impedir Estevão de cometer uma loucura de que, de alguma maneira, Evandro voltasse a estragar-lhes a vida. Com o intenso ruído que os dois fizeram no corredor, pelo nervosismo de Maria que contagiou o rapaz, Estrela também acordou e saiu do seu quarto preocupada com aquela movimentação no meio da madrugada. Os dois tentavam entender o que ela queria dizer, mas seu desespero era intenso e só falava coisas incompreensíveis em meio ao choro de medo e desespero. Estrela ficou muito mexida ao ver Maria sofrer daquela maneira, sentiu um grande impulso de ajudá-la mesmo sem entender bem por quê.

_ Maria, a senhora tem que se acalmar. – Heitor pediu em vão. – Assim eu não vou entender do que a senhora precisa.

_ Por favor, tente se acalmar, Maria. Onde está meu pai, aconteceu alguma coisa com ele? – Estrela tentou entender.

_ Eu preciso muito da ajuda de vocês agora! – ela suplicou, conseguindo finalmente ser um pouco clara tentando conter a agitação.

_ Nós vamos ajudá-la! – Estrela se prontificou antes mesmo de saber o que a afligia – Diga o que está acontecendo. Qual é o problema?

_ Eu preciso que você me leve à casa do Evandro, Heitor. Eu não vou conseguir dirigir assim tão nervosa e nem sequer conheço seu endereço, não vou encontrar sua casa à noite... – Conseguiu explicar com muita dificuldade.

_ Onde está o papai? – Estrela perguntou

_ No caminho eu explico. – disse Maria seguindo a Heitor que já havia pego as chaves de seu carro e descia as escadas.

***

Estevão dirigia perigosamente em alta velocidade se colocando em risco por seu estado de espírito tão alterado. Não punha muita atenção no trânsito, o ódio tomou conta dele queria destruir Evandro como fosse, se sentia traído e enganado. As palavras, a dor e o sofrimento de Maria giravam por sua mente deixando-o cego de raiva. Imaginava a impotência e tudo que ela pudesse ter aguentado. Como ele podia ter sido tão covarde? Ganhado a confiança dela para depois fazer algo tão monstruoso? Ele sabia que não podia conquistá-la, que ela jamais seria dele por sua própria vontade por isso havia se aproveitado da confiança que ganhou dela quando a defendeu em seu processo judicial.

Além disso, pensava na amizade dos dois. Ele havia sido enganado por Evandro durante 20 longos anos. Aliás, o mais provável é que ele o houvesse enganado desde antes, desde quando Maria e ele namoravam e planejavam se casar. Evandro e Estevão tinha a mesma idade, haviam se conhecido na faculdade e iniciado uma amizade cheia de confiança que resultou no escritório de advocacia que montaram juntos. Fizeram planos, dividiram, muitas, muitas coisas como acontece em profundas e longas amizades. Estevão havia estranhado o tipo de pessoa que Evandro era, ou se tornara, não sabia bem: solitário, avarento, atormentado, muito desconfiado de tudo e de todos. Mas confiava na sinceridade da amizade com ele. Dividira com ele sua felicidade e entusiasmo da paixão que descobrira com Maria quase no fim do curso da faculdade. Planejava se casar com ela logo que o escritório estivesse consolidado, mas logo que se formou viu seus planos e sua vida serem destruídas pela prisão de Maria.

Refugiou-se no trabalho e cedeu à manipulação de sua tia, de Consuelo e até mesmo do próprio Evandro para se casar com a mãe de seu filho a quem jamais havia amado. Encarou aquele casamento como uma saída rápida para esquecer Maria, a falta dela o consumia como homem, como pessoa, era maior do que qualquer coisa. O casamento como solução para essa falta, resultou contraproducente e ineficiente desde o princípio, mas Evandro, seu amigo, em quem ele tinha tanta confiança estava a seu lado lhe dando forças para que ele investisse naquela relação para a qual ele não via futuro. Com Evandro Estevão dividia a dor pela ausência de Maria e ele o escutava e o aconselhava como um “bom amigo”. Agora Estevão sabia que tudo era hipocrisia, que ele o havia enganado toda a vida, jamais havia sido seu amigo. Um amigo que ele considerava como um irmão.

Repassar essa história em sua mente deixou Estevão muito perturbado. Era como se todas as grandes mentiras de sua vida lhe viessem em cima. Tinha que enfrentar-se com seus fantasmas, com sua própria covardia e tudo que ele podia ter evitado, isso era o que mais o deixava chateado. Pensar que muitas das tragédias da vida de Maria, e da sua própria não haveriam acontecido se ele não tivesse agido de maneira covarde e inerte.

A três quadras da casa de Evandro, Estevão, que continuava a dirigir em alta velocidade furou um sinal fechado e se assustou com a forte buzina de um caminhão que vinha na pista contrária. Por pouco não sofreu um acidente provocado por seu nervosismo e sua desatenção. Ao chegar à porta da casa de Evandro, desceu do carro e respirou um pouco olhando para a casa que não tinha nenhuma sofisticação, de frente, já se notava que era habitada por uma pessoa pouco cuidadosa e que não se importava muito com a aparência do lugar onde vivia. Era, de certa maneira natural, porque Evandro não tinha para quem preparar a casa, sempre havia vivido só. Caminhou até o portão de visitantes, que era estreito com grades grossas e começou a tocar a campainha repetidas vezes.

Evandro, obviamente, se surpreendeu com o som da campainha àquela hora da noite. Levantou-se um pouco tonto e, olhando disfarçadamente pela janela coberta por uma cortina fina, viu que era Estevão apesar da penumbra da madrugada. “O que ele quer aqui a essa hora?”, pensou. Estevão, aflito que estava começou a gritar:

_ Evandro! Abra o portão, eu quero falar com você! – gritava muito nervoso.

Evandro desceu correndo e abriu a porta, aterrorizado pelos gritos de Estevão com medo de atrair a atenção dos vizinhos:

_ Estevão, se acalme eu já vou abrir. Eu estava dormindo, não dá para vir correndo. Não grite na rua, vão chamar a polícia.

_ Então abra! Eu tenho um assunto muito sério para falar com você. – disse alterado.

Da porta Evandro acionou o controle que abriu o portão. Estevão correu na direção de Evandro e o segurou pelo colarinho empurrando-o fortemente contra a porta:

_ Nós temos muitas contas a acertar! – disse olhando-o com os olhos brilhando de ódio.

_ Meu Deus! – disse Evandro assustado. – O que aconteceu com você? Me solta, Estevão! – pediu muito nervoso, não tinha coragem de encará-lo, adivinhou que Maria lhe tinha contado algo e teve medo de saber o quê.

_ Aconteceu que um ordinário me enganou a vida toda e hoje finalmente eu soube quem ele é! – gritou em sua cara fazendo com que Evandro arregalasse os olhos.

_ Calma, Estevão, calma! – implorou olhando desconfiadamente para os lados. Os cães da vizinhança latiam. – Me solte, por favor! Entre, vamos conversar.

Estevão forçou o braço esquerdo sobre o pescoço dele ameaçando sufocá-lo enquanto Evandro o olhava desesperado segurando os pulsos de Estevão tentando tirar suas mãos de sobre ele, Estevão bufava de ódio.

_ Por favor, Estevão, se acalme. – disse Evandro com dificuldade pela força do braço de Estevão sobre seu pescoço enquanto sua outra mão segurava o tecido de seu pijama.

Vagarosamente Estevão se afastou e Evandro respirou aliviado como se houvesse se salvado de um grande perigo. Afastou-se rapidamente caminhando para dentro, na sala. Estevão o seguiu com um pouco mais de calma. Queria destruí-lo, cobrar dele o que ele havia feito à Maria, mas ao ouvir seu apelo de que conversassem pensou que talvez houvesse mais coisas que o covarde pudesse lhe dizer. Coisas que talvez Maria não tivesse podido ou, até mesmo que ela não soubesse. Estava se dando conta que, definitivamente, Evandro era uma pessoa que ele nunca havia conhecido bem e que havia passado toda a vida acreditando no contrário.

***

Enquanto Heitor dirigia, Maria estava extremamente nervosa. Apertava as mãos contra o queixo, comportamento comum nela quando estava perdendo o controle.

_ Não tem como ir mais rápido, Heitor? – inquiriu-o

_ Seria muito perigoso, Maria, eu estou indo rápido. – ele tentou acalmá-la.

_ A senhora disse que no caminho nos explicaria o que estava acontecendo. – Estrela recordou – O que foi que houve? Por que o papai foi atrás do tio Evandro a essa hora e a senhora está tão nervosa com isso?

_ Não é tão fácil explicar, Estrela. – ela tentou fugir do assunto.

Maria não se imaginava falando sobre aquilo com Heitor e sua filha. Seria duro demais para Estrela, quando descobrisse a verdade, saber a maneira como foi concebida. Tinha medo que o peso de tantas revelações fossem demasiado para ela, e, definitivamente, não mereciam aquela situação. Ela era uma jovem forte, se havia tornado uma mulher admirável, mesmo sem ter tido ao lado o carinho e a orientação da mãe que Maria desejava ardentemente ser e ter sido.

Mas será que seria justo com ela o peso da verdade? Ainda que sentisse que não era o momento de dizer tudo o que aconteceu no passado e o elo que as unia tinha medo do dano que podia fazer a Estrela com aquelas revelações. Revelar quem era e como haviam jogado e manipulado suas vidas lhe causariam uma imensa dor e sofrimento. E tudo o que Maria não queria era voltar à vida da filha lhe causando esse desgarramento, como se sua presença ao invés de um bem, fosse um mal. “Ela vai sofrer de toda maneira, é inevitável”, pensou Maria. “Tudo o que eu posso fazer é ficar ao seu lado e acompanhá-la nessa dor”.

_ Tente fazê-lo. – Estrela pediu surpreendentemente de maneira terna. – Pode ajudá-la a se acalmar.

Maria deu um leve sorriso de orgulho ao perceber a preocupação da filha por ela. Mesmo em meio daquele extremo caos foi bonito perceber que, ainda que sutilmente, estava ganhando terreno com ela.

_ Vocês sabem que seu pai e eu tivemos uma relação, mais de 20 anos atrás, não sabem?

_ Sim. – Estrela respondeu desconfortável. Heitor só assentiu com a cabeça pois estava concentrado no trânsito.

_ Evandro já era amigo de seu pai nessa época e depois que nos separamos ele se aproximou de mim, se fingiu de meu amigo e... – baixou os olhos, era pesado demais falar sobre aquilo ainda mais com eles.

_ O que ele fez? – Estrela se interessou muito, se preocupava com Maria, não podia evitar. Sentia um magnetismo com relação àquela mulher que a confundia porque ela tinha um intenso pleito dentro de si entre o que queria e o que sentia.

_ Minha relação com Estevão havia acabado, eu estava sozinha e Evandro me ajudou. Eu fui presa, acusada de roubo de joias, fiquei alguns meses na cadeia...

_ Sim eu sabia disso. – Estrela a surpreendeu.

_ Sabia? – Maria perguntou descrente.

_ Sim. A senhora se esqueceu que eu sou... era encantada com sua biografia? Eu conheço parte de sua história e li que a senhora iniciou-se no ramo da joalheria depois de ser acusada de roubar joias. Como que, uma maneira de demonstrar ao mundo o seu valor e que não precisava roubar nada de ninguém.

Maria ficou muito surpresa com as palavras dela. Sentiu nelas a admiração que algum dia Estrela havia lhe dito que sentia pela mulher que ela era. Percebeu aquele elo não estava de todo perdido e que sim, ela tinha chances de recuperar a filha.

_ Exatamente isso. – ela concordou.

_ Mas o que tio Evandro tem a ver com isso? – Heitor as interrompeu.

_ Ele foi meu advogado. Me procurou, disse que ia me ajudar a provar minha inocência e realmente o fez, me tirou da cadeia para logo depois... – parou suspirando sem forças para completar

_ Fale, Maria. Pode falar. – disse Estrela colocando ternamente a mão em seu ombro.

_ Ele me violentou. – disse com os olhos baixos, coberta de vergonha.

_ Meu Deus! – Heitor exclamou surpreso e penalizado com Maria.

_ Que covarde! – Estrela se encheu de fúria e asco. Não podia acreditar que Maria tivesse passado por algo tão terrível, doía nela.

Maria chorou. Perceber que os dois não a julgaram foi uma grande emoção. Sentiu alívio, como se se desfizesse de um grande peso que havia carregado por toda a vida. E era algo que ela precisava até para conseguir, de fato, deixar tudo aquilo atrás.

_ E por isso papai foi atrás de tio Evandro? – Heitor perguntou

_ Sim, Estevão não sabia disso. Evandro mentiu para ele como o covarde que sempre foi, nunca lhe disse que havia sido meu advogado, que havia tido contato comigo depois que terminamos e, obviamente, nunca falou dessa covardia. – ela disse exaltada como que recordando a intensa preocupação com Estevão. – Tenho muito medo do que ele pode fazer...

_ Calma, Maria, calma! – Estrela pediu. – Nós vamos chegar a tempo!

***

_ Você quer beber alguma coisa? – ofereceu Evandro cínico.

_ Eu não quero nada, seu desgraçado! – Estevão respondeu hostil. – Você tem muitas, mas muitas coisas que me explicar!

_ Mas você precisa se acalmar. O que você vai fazer? Me matar? – Evandro parecia estar se revelando. Falava de um jeito despreocupado, quase que desafiando Estevão. Sabia que suas mentiras haviam sido descobertas, se não todas, grande parte delas.

_ É o que você merece seu desgraçado! Pelo que fez com Maria! Como você pôde? Como você pôde Evandro? – gritou-lhe na cara enquanto Evandro esticou o pescoço e o encarou de maneira cínica.

_ Como eu pude o quê? Do que você está falando? Você bebeu?

_ Não se faça de desentendido que é pior! Só aumenta a minha raiva e você não sabe as intenções com as quais eu saí de minha casa para vir aqui. Uma vez na sua vida se desfaça dessa sua covardia e se mostre como você é: um pulha imbecil que, para ter uma mulher precisa forçá-la!

_ Eu não forcei nenhuma mulher! Foi isso que aquela vagabunda te disse?

Ouví-lo ofender Maria foi demais para Estevão. Evandro sentiu a toda a força do ódio de Estevão no punho cerrado do ‘amigo’ no lado esquerdo de seu rosto. Sua bochecha se cortou dentro da boca tão forte o impacto do soco de Estevão e imediatamente sentiu o gosto do sangue. Caiu assustado no sofá, mas se levantou rapidamente e encarou Estevão:

_ Você pode me bater quanto queira, mas isso não vai mudar os fatos! Maria foi pra cama comigo porque quis! É mais: ela me provocou, se insinuou para mim, já fazia isso enquanto namorava com você. A mulher com a qual você se casou é uma qualquer e nada que você faça vai mudar isso!

_ Eu vou fazer você engolir cada uma de suas palavras seu desgraçado! – Estevão novamente o segurou pelo colarinho. – Você quer comparar o caráter de Maria com o seu? Você é o covarde aqui! Foi você quem mentiu pra mim a vida toda e de Maria... de Maria eu só tenho encontrado provas de que sempre fui muito injusto com ela.

_ Abra os olhos Estevão. – Evandro desdenhava da agressividade contra ele. Desfrutava ofender Maria, calculava que o atingia que minava aquele amor que tanto o perturbava. Sentia que tinha uma oportunidade destruir a felicidade e o amor deles que tanto o atormentavam. Isso o enchia de excitação ainda que estivesse sob a mira da fúria de Estevão. – Essa mulher não vale nada e está fazendo com você, pela segunda vez, o que faz com todos os homens: cegando-te com sua sedução. Ela é bonita, é linda. Usa isso como uma arma e desde que era uma menina. Ela não presta! Nunca prestou!

Estevão o jogou sobre o sofá cheio de raiva. Caminhou de costas para ele e sorriu. Respirou fundo se virou para ele e disse com desprezo:

_ Você a ama, não é? A ama desde que a conheceu, está explícito. Agora tudo faz sentido na minha cabeça. Eu me lembro como você ficava ao nos ver juntos. Como você sempre falava mal dela para mim. Você sempre quis Maria para você, mas nunca pôde tê-la.

_ Amor?! – Evandro questionou. – Você está realmente louco! Louco!

_ Admita, Evandro, admita! Você é covarde, para você é difícil encarar qualquer verdade, mas não há como negar, você a ama. Ama à Maria e não pode suportar que ela seja minha. Que ela sempre tenha me pertencido de corpo e alma.

_ Você é um idiota. Um brinquedinho nas mãos dela. Ela manipula você de acordo com sua vontade e você não percebe.

_ Sim, Evandro. Ela me pertence – Estevão ignorou seus insultos. – Maria e eu nos amamos tão infinitamente que você não pode imaginar. É maravilhoso viver um sentimento assim. Ser correspondido em um amor como esse é o céu. Eu tenho pena de você.

_ Pena de mim? – Evandro perguntou ferido. As palavras de Estevão se enterraram em seu peito como uma faca. O amor de Maria e Estevão sempre foi sua maior derrota. Não podia aceitar vê-los juntos e felizes. Sempre os havia tentado sabotar pelas costas de Estevão e agora, agora Estevão lançava a verdade cristalina sobre seu rosto.

_ Pena de você, muita pena. Você não só nunca vai saber o que é amar e ser amado assim como terá que conviver com a verdade.

_ A única verdade é a que você não quer aceitar, Estevão. Que Maria, a mulher que você considera uma santa e exibe com orgulho como sua esposa já foi minha por inteira. Como uma prostituta.

Estevão engoliu a raiva. Já havia se acalmado e sabia que Evandro não valia a pena. Percebeu que ele havia vivido toda a sua miserável vida à sua sombra e à sombra de Maria. Por isso tentava difamá-la no momento em que era confrontado com suas repugnantes verdades.

_ Eu não vou sujar minhas mãos com um verme como você. Olhe à sua volta Evandro, toda a sua vida é uma mentira. Você nunca teve nada seu. Você – disse o pronome com ênfase – você é um nada! – disse virando-se para caminhar rumo à porta.

Não se deu conta que Evandro se dirigiu a uma cômoda antiga que ficava ao lado do sofá e abriu a primeira gaveta. Heitor, Maria e Estrela entraram correndo na casa, Evandro havia deixado o portão aberto no embate com Estevão, e imediatamente arrefeceram e alteraram suas expressões com o cenário que encontraram. Estevão os viu e também parou. Ia dizer algo, mas foi interrompido pela voz de Evandro:

_ Quem é o nada aqui?

Quando Estevão se virou Evandro apontava uma arma para ele.