Elo Irrevogável
16 Capítulo 16 - Uma Nova Vida (+18)
Notas iniciais
***
Ao final da cerimônia todos aplaudiram ao casal que acabava de se unir em matrimônio. A festa não contara com muitos convidados, apenas pessoas mais próximas da família e isso forçava uma certa convivência entre eles. Estevão e Maria voltaram a se beijar, posando para o fotógrafo e se retiraram pelo caminho de pétalas de flores lilás entre as cadeiras onde se acomodavam os convidados. Passaram entre todos que lhes cumprimentaram e parabenizaram o novo casal. Quando se aproximaram dos filhos de Estevão, o clima ficou um pouco tenso. As pessoas fizeram silêncio e voltaram sua atenção para a situação que se formava com relação à nova família. Heitor abraçou seu pai e lhe disse com a voz um pouco embargada:
_ De verdade, papai, eu desejo que você seja muito feliz. E a senhora – se afastou de Estevão e dirigiu seu olhar e sua mão direita à Maria. – bem-vinda à família. Parabéns pelo casamento.
_ Obrigada, filho. – Maria agradeceu.
_ Sim, Heitor, muito obrigada, meu filho. – Estevão também agradeceu. – Suas palavras têm um grande significado para mim, você sabe!
Estrela não desfez sua postura imatura e orgulhosa. Estava adensado nela, a jovem não podia evitar. Às vezes essa característica de sua personalidade fazia até com que ela agisse de maneira conflituosa com seus próprios sentimentos, mas o orgulho vencia suas emoções e ela adotava essa postura defensiva. Olhava Estevão e Maria de cima abaixo com um ar de superioridade, de reprovação. Não se moveu. Todos na festa olhavam aquele encontro com uma certa animosidade especialmente as quatro pessoas ali, envolvidas naquela situação. Estevão rompeu o silêncio e perguntou:
_ Você não vai nos parabenizar, filha? Não vai desejar a felicidade de seu pai? – tentou abrandar a jovem tocando-lhe o coração.
Ela não disse nada. Parecia estar emocionada, mas não disse palavra. Permaneceu ao lado deles, mas dirigiu o olhar em outra direção qualquer sem fitar o que estivesse na vertente de sua vista.
_ É claro que ela não vai! – Heitor respondeu com um pequeno sorriso. Você sabe como é Estrela. Por dentro está louca para dizer que deseja que vocês dois sejam muito felizes, que achou a festa linda, mas não vai dizer nada porque não dá o braço a torcer. Não costuma reconhecer que está errada. Você sabe, pai, isso é pelo seu signo.
_ É verdade. – Maria observou. – É muito comum que as leoninas ajam assim. Sempre chamam muita atenção para si, ainda que não queiram, e não gostam de admitir que se equivocaram.
_ A senhora está duplamente enganada! – Estrela respondeu ríspida. – Em primeiro lugar eu não sou leonina, sou virginiana! E em segundo lugar, não tenho nenhuma equivocação à admitir. Esse casamento foi uma palhaçada e eu não vou desejar que sejam felizes porque sei que não vai ser assim, eu sei – deu bastante ênfase às duas últimas palavras. – Agora me responda: por que disse que eu sou leonina?
_ Ah, virginiana... – Maria divagou. Por um momento se esqueceu que a filha havia sido tirada dela um mês após seu nascimento e que possuía outra data de nascimento que não a verdadeira.
_ Sim, virginiana. – respondeu Estevão. – Por isso tão inteligente, audaciosa e seletiva. Por isso esconde tão bem suas emoções.
_ Não é nada disso. – Estrela desconversou. – Mas eu quero saber! Por que a senhora achava que eu era leonina?
_ Por que... – Maria hesitou, mas logo encarou a filha de frente. – Bom, Estrela, por causa de suas características. Você tem muito dos leoninos. É segura de si, vê o mundo girar à sua volta, tem brilho, liderança, luta muito pelo que quer e, é sempre sincera e fiel ao que acredita.
Estrela a olhou confusa. Lhe incomodava o quanto Maria mexia com ela e lhe deixava sem ação, sem saber o que dizer e como agir. Como poderia ter uma impressão tão positiva dela depois de como ela a havia tratado desde sempre? Como podia tratá-la com tanto carinho e vê-la como aquela pessoa que acabara de descrever se ela havia sido a pior das pessoas com ela e a julgado da pior maneira. Não conseguia entender.
_ De verdade a senhora tem essa impressão de mim? – indagou bastante surpresa.
_ Sim, Estrela. É essa a visão que eu tenho de você. Te admiro justamente porque você age da maneira que eu descrevi apesar de, às vezes, estar tão confusa.
_ Você vê, filha? Maria não te quer mal. E essa vida que estamos iniciando hoje é para que todos sejamos felizes. Os quatro, como uma verdadeira família. – Estevão observou.
Estrela não disse nada. Permaneceu por mais um momento olhando os dois que tinham expectativa de que ela dissesse alguma coisa e, sem pedir licença ou dar explicações, se virou e foi em direção a seus amigos. Estevão e Maria se olharam com um certo pesar. Ele sorriu e acariciou seu rosto:
_ Não se preocupe, meu amor. Ela vai mudar sua atitude, você vai ver.
_ É tudo o que eu espero. – Maria respondeu extremamente sincera.
***
A festa seguiu de maneira muito agradável. Os convidados se divertiam, sorriam, dançavam e os noivos também. O único que parecia deslocado e fora de lugar era Luciano. Olhava Maria com um extremo sentimento de perda, lamentava muito ver como ela estava feliz com aquele casamento que, por mais que ele negasse também para si mesmo, ela estava construindo uma família com Estevão. Independentes dos rumos que aquela história tomasse, sentia que, definitivamente a havia perdido. Não conseguia vislumbrar uma esperança para conseguir uma chance com ela.
Em um pequeno momento que Maria ficou sozinha, Camila se aproximou.
_ Você está linda, amiga.
_ Obrigada, Camila. Muito obrigada por estar aqui, por me apoiar. – Maria agradeceu.
_ Eu vou te apoiar sempre, Maria. Em qualquer maluquice que você se proponha a fazer, aqui estarei eu, do seu lado para te apoiar. – disse com uma certa ironia na voz que Maria, por conhece-la também, reconheceu facilmente.
_ Por que você está dizendo isso? Você acha que me casar com Estevão foi uma maluquice? – indagou intimidadora.
_ Toda essa história é uma maluquice e você sabe, Maria. Você está se envolvendo em um labirinto impossível de decifrar ou de sair ilesa. Você se casou com um homem pelo qual você é completamente apaixonada, está no seu rosto, no seu sorriso, mas, segundo você é só para recuperar sua filha e não tem cem por cento de confiança nesse homem. E o fato de você amá-lo tanto vai te machucar porque, de alguma maneira, você o está enganando, você está mentindo para ele.
_ Camila, por hoje... Por hoje não diga nada. – Maria pediu.
_ Você tem ideia de que não há nenhuma possibilidade de essa história terminar bem, Maria? – Camila continuou ignorando o pedido da amiga. – Você percebe que está num beco sem saída? Eu sou sua amiga, não quero ver você se machucar.
_ Você mesma disse, Camila, não há maneira. E se o preço para recuperar minha filha é que eu me machuque por amor, terei que pagá-lo. A partir de amanhã vou viver na mesma casa que ela, estaremos mais próximas, nos conheceremos e, com bastante sorte, conquistarei seu carinho para o momento em que lhe diga a verdade.
_ Não vou dizer mais nada porque não há mais nada o que fazer. Nessa história de casamento não tem como voltar atrás.
_ E você sabe que, mesmo se tivesse eu não voltaria, não é?
_ Eu sei. – Camila respondeu sorrindo e a abraçou. – Seja feliz, amiga, embora eu não veja muitas possibilidades para isso numa história construída entre tantos mistérios e mentiras, desejo de coração que você seja feliz.
_ Obrigada, Camila. Te agradeço sinceramente pelo seu apoio. Sua amizade é fundamental para mim.
_ Mas, você me disse que a partir de amanhã vai viver na mesma casa que Estrela...
_ Sim, foi o que eu disse. – Maria respondeu.
_ Vocês não vão viajar em lua-de-mel? – Camila voltou a colocar em prática seu espírito curioso.
_ Não, não vamos. – a voz de Estevão as surpreendeu no meio do diálogo. Nenhuma das duas o havia visto se aproximar. – Mas que fique claro que não é pela minha vontade e sim pela dela.
_ Sim, não vamos fazer nenhuma viagem, por enquanto, Camila. Eu convenci o Estevão que esse não era o melhor momento para que saíssemos da cidade por nossos trabalhos e pela atitude de seus filhos...
_ Eu acho que ainda assim vocês mereciam aproveitar, um tempinho maior para vocês. – Camila observou.
_ Por mim nos daríamos esse tempo para nós dois que você sugere, Camila, mas Maria...
_ Eu sou sensata e ponderada. Você sabe que sua empresa acaba de passar por um momento de mudança e, se você se ausenta pode ser um problema.
_ Minha não, nossa. Se esqueceu que você é dona de quase a metade dela?
_ Não, não me esqueci. E quanto a minha empresa, estou preparando o lançamento da nova coleção de joias da minha joalheria para daqui a 15 dias. É impossível que eu me afaste nos últimos momentos de preparação.
_ Sim, você tem razão, você é sensata. – ele sorriu e a abraçou. – Você percebe, Camila? Eu escolhi a melhor esposa que poderia haver escolhido, você não acha? – se gabou.
_ Sim, a melhor. Disso não tenho nenhuma dúvida. – Camila respondeu.
***
A festa transcorria já há algumas horas e parecia que não terminaria tão cedo. O ambiente era propício para o amor, a situação agradável quando, após dançarem agarradinhos e trocarem beijos apaixonados, Estevão puxou Maria disfarçadamente para dentro de casa. Procurava um lugar que pudesse estar tranquilo e à sós com ela. Quando entraram na biblioteca, Maria perguntou:
_ O que foi, senhor misterioso? O que você quer aqui comigo?
_ Duas coisinhas. – Ele disse de maneira pícara.
_ Quero te dar um presente e te fazer uma proposta.
_ Um presente? Não precisa, hoje nós dois já trocamos alianças, fizemos um compromisso...
_ E é uma ótima ocasião para que eu também te dê um presente. Para que recordemos a data de hoje e tudo o que ela significa em nossas vidas.
_ Está bem, já fiquei curiosa, que presente é?
_ Você precisa me acompanhar para receber esse presente.
_ Ah, não é aqui?
_ Não. É em um lugar especial.
_ Mas você disse que também tem uma proposta. Que proposta é essa, senhor San Roman?
_ Para isso... – Estevão disso beijando de leve sua boca – você também precisa me acompanhar.
Estando assim, tão próximo dela, tão feliz, tão encantado por sua beleza, não pôde resistir ao impulso de se declarar uma vez mais.
_ Eu te amo, Maria. Te amo com a alma. – disse antes de beijá-la magnetizando-a naquele sentimento, encontrando em suas bocas a combustão dessa afeição que existia entre eles. Afeição não, amor. Amor do grande, do completo, daqueles que não se podem resistir. Afastaram-se vagarosamente olhando-se nos olhos de maneira terna. Ele seguiu se declarando. – Não posso acreditar que você é minha, só minha. Que tudo o que nos separou no passado não existe mais, que somos um só.
Maria o olhou confusa. Sempre que eles se beijavam ela se sentia perdida. Tudo, tudo desaparecia. Suas convicções, suas certezas, seus planos, tudo desaparecia em tão somente um beijo.
_ Não falemos do passado nesse momento. – ela pediu quase que rogando.
_ Está bem. Tudo será como você quiser. – disse sorrindo acariciando seus cabelos. – Vamos?
_ Vamos! – concordou ela. Te acompanho para essa surpresa que me deixou super curiosa. – ela respondeu sorrindo enquanto ele a puxava delicadamente pela mão.
_ Eu espero que você goste.
_ Tenho certeza que sim. – Maria respondeu enquanto caminhavam furtivamente pela casa tentando desvencilhar-se de um ou outro convidado que encontravam no caminho para fugir da festa.
***
Evandro observava há horas a casa de Estevão de uma esquina próxima de dentro de seu carro. Ali remoía toda a sorte de sentimentos mesquinhos que compunham sua personalidade medíocre. Era mais do que sua personalidade, era algo que ele havia construído em anos de viver à sombra de Estevão e de suas culpas. Jamais havia superado o passado e o fato de Estevão e Maria se casarem naquele momento, de Estevão conseguir o que ele jamais havia conseguido com Maria, a única mulher que ele acreditava ter amado o deixava muito furioso.
Estevão e Maria saíram de casa bastante acaramelados. Estavam de mãos dadas e Estevão se aproximou da porta do carro para abrí-la para Maria. Ela sorriu do gesto com uma gostosa gargalhada fazendo com que Estevão sorrisse também. Ele a agarrou antes que ela entrasse e os dois se beijaram encostados na porta do carro em frente da casa de Estevão que agora seria a casa dos dois. Evandro observava tudo de longe. Aquela cena o consumia violentamente. Não suportava ver os dois tão felizes, sorrindo, se beijando imaginar que logo estariam se amando. Foi quando uma nefasta ideia surgiu em sua mente: “E se eu acabasse de vez com a felicidade dos dois? Sim, – exclamou para si – eu poderia acabar de vez com a vida dos dois nesse momento. Se eles morressem, essa felicidade não existiriam. Eles, e Estevão principalmente, não me teriam ganhado.”
Permaneceu algum tempo ali duvidando de fazer ou não o que se havia proposto durante os segundos que observou Estevão e Maria se beijando. Por fim, decidiu não fazer nada. Pelo menos não imediatamente. Os dois recém casados entraram no carro e seguiram para o seu destino. Para o lugar em que Estevão havia preparado uma surpresa para sua esposa. Evandro os seguiu. Ele não era muito hábil para essa atividade, qualquer pessoa perceberia o que ele estava fazendo, mas Estevão e Maria estavam de tal maneira envolvidos em sua felicidade que não perceberam que Evandro os acompanhava de perto.
Quando o carro parou na frente do hotel Maria olhou para Estevão sorrindo:
_ Esse hotel?
_ Esse hotel! – ele exclamou. – Um dos lugares mais especiais da minha vida porque foi o lugar onde eu fui mais feliz.
_ Foi aqui... – Maria disse um tanto emocionada. – A minha primeira vez. Aqui nós fizemos amor pela primeira vez.
_ Era esse o presente, meu amor. Você não quis viagem de lua-de-mel, mas eu pensei que não podíamos ficar sem um momento especial quando iniciamos nossa vida de casal. – disse antes de descer do carro e ir até o lado de Maria abrir a porta. Entregou as chaves para o manobrista e os dois entraram de braços dados no hotel.
Evandro permaneceu fora do estabelecimento remoendo sua pequenez. Como nunca havia conseguido ser feliz na vida, a felicidade de Maria e Estevão era algo totalmente inaceitável para ele, especialmente a deles dois. Não foi pra casa naquela noite permaneceu por largas horas ali, observando o hotel e dentro de si chegou a uma só conclusão: “Isso não vai acabar assim! Essa história ainda não chegou ao final”.
***
Quando entraram no quarto os dois sentiram que faziam uma viagem no tempo. Havia uma pequena mesa preparada com petiscos e champanhe que Estevão logo abriu para que brindassem à nova vida que iniciariam. Serviu sua taça e a de Maria e ela segurou sem deixar de olhá-lo sorridente.
_ E à que brindamos? – Maria indagou
_ Ao primeiro dia do resto de nossas vidas. Eu vou te fazer feliz, Maria é uma promessa!
Os dois brindaram e beberam champanhe desfrutando do momento e da companhia um do outro. Depois de alguns segundos de silêncio Maria olhou-o de maneira terna:
_ Ainda que pareça a maior loucura desse mundo, eu acredito Estevão. Acredito que você vai me fazer feliz, que podemos ser felizes.
Ele olhou-a interrogativo e lhe deu um selinho.
_ E o que te faz pensar que pareça a maior loucura do mundo? Não é loucura, é maravilhoso, meu amor!
Colocou sua taça sobre a bancada e envolveu seu corpo com seus braços, beijando-a. Ela se deixou levar. Se entregou no beijo, nas carícias, no carinho. Ele a conduziu carinhosamente até a cama e disse pesaroso por deixar de beijá-la:
_ Quero te fazer minha essa noite. Quero fazer amor com você da melhor maneira que existe: com muito amor, com amor de verdade.
_ Obrigada. – ela disse inebriada e com a voz embargada.
_ Pelo quê? – Estevão indagou surpreendido olhando-a firmemente nos olhos. – Se é você que me faz o homem mais feliz do mundo.
_ Obrigada por me mostrar que o amor pode ser bonito, dar prazer, alegria, felicidade. Só com você... – agora foi ela quem teve a iniciativa de um beijo arrebatador enchendo Estevão de alegria que correspondeu ao beijo com muito amor. – Só com você eu conheci o verdadeiro amor. Me faça sua essa noite. Me mostre de novo que o amor é bonito, Estevão. Tire todos os meus medos como você me prometeu.
Ele não pôde resistir aquele pedido tão ardente da mulher que amava tão intensamente e a beijou. Se entregaram em beijos quentes. Ela envolvia suas pernas em seu corpo no momento em que começava sentir os estímulos do prazer em seu corpo misturados com a emoção de realizar o verdadeiro amor. Ele tirou carinhosamente seu vestido e a observou como uma contemplação. Tirou suas roupas vagarosamente, sem pressa, disfrutando o momento em que tinha junto com ela, queria que durasse pra sempre, os dois queriam.
Consumaram seu amor naquela noite como nunca antes haviam feito. Enquanto Estevão a possuía, entre gemidos e espasmos que antecediam o orgasmos ela repetia com dificuldade e a respiração muito alterada:
_ Eu te amo, meu amor. Eu te amo, Estevão. Sou sua, sua.
Contemplar as reações do corpo de Maria às suas incursões, Estevão sentia ainda mais prazer. Ver sua receptividade e que os dois compartilhavam o mesmo tipo de sentimentos enquanto faziam amor lhe dava uma sensação de felicidade inexplicável e lhe estimulava a aumentar o ritmo fazendo com que Maria chegasse ao orgasmo e sentisse o mundo lhe escapava totalmente de seu controle. Minutos depois ele também caiu sobre ela cansado. Havia regalado dentro dela.
Ele deitou-se ao seu lado contemplando como ela ainda se debatia e respirava agitadamente acariciando seus cabelos. Ela instintivamente achegou-se para junto dele deitando sua cabeça sobre seu peito. Ele passava seus dedos sobre seus cabelos e os dois desfrutavam no silêncio a entrega daquele momento. Estevão sem deixar de acariciar seus cabelos disse de maneira insegura:
_ Posso te fazer uma pergunta?
Ela girou sua cabeça para que pudesse olhar na direção de seu rosto e respondeu:
_ Claro que sim.
_ Por que você só diz que me ama enquanto nós fazemos amor?

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