E se tudo mudar?

5 I'm right here


Notas iniciais
Resolvi postar hoje porque talvez amanhã eu não consiga. P.S.: Amanhã tenho simulado *chora* me desejem sorte ♥ Sabiam que eu amo fantasminhas? Apareçam! ^-^ (E Isabel dá as caras!)

Estavam todos no hall de entrada da mansão Cahill para se despedirem de Amy.

— Amy, esteja sempre alerta, eles podem ter ficado contra a mãe, mas você sabe como é a Isabel, ela pode aparecer a qualquer momento.

— Mas... tio Fiske, ela está presa. — Disse a garota que agora se encontrava trajando um vestido leve sem mangas, um pouco acima dos joelhos e cor de salmão.

Um cinto marcando sua cintura, alguns outros assessórios e uma sapatilha Chanel preta.

Seus cabelos castanhos-avermelhados estavam soltos como o de costume.

— Não está mais.

— Como? — Perguntaram os irmãos Cahill em uníssono.

— Parece loucura, mas é verdade. — Disse Nellie. — Ela está respondendo em liberdade, porque criou uma fundação de fachada para poder escapar.

— Mas não requer tanta preocupação, afinal comunicamos a todos os Cahill, de todos os clãs. Logo, logo teremos a localização exata dela.

— Mas e os Vesper? Ainda estão ajudando ela? Porque pelo o que eu saiba ela também é Vesper. — Perguntou Dan.

— Parece que não, eles não confiam tanto nela depois de terem alguns de seus segredos expostos.

— Bom, Amy, acho que já está na hora de irmos.

— Verdade. Tio Fiske? — Pergunta ela se aproximando para abraçá-lo.

Ele retribui e diz:

— Espero que corra tudo bem, e que aproveite muito.

Agora a garota se aproximou de Dan, que para sua surpresa a abraçou sem questionar.

— Amy, cuidado, eu não quero mini-Kabras me pertubando, já não basta o Ian. — E todos os presentes riram.

— Dan, seu bobo!

— Mas é sério, a família Cahill já está grande demais. — E riram novamente.

***

A viagem foi monótona, após algumas horas elas chegam finalmente a Inglaterra.

Seus passos ecoavam continuamente pelo chão laminado do aeroporto. Cada um de seus passos indicavam que estava cada vez mais próxima dele... a sensação de insegurança permanecia com a garota.

É... realmente, o mundo dá voltas. Cá estou, na Inglaterra, para rever Ian. ; pensou ela.

Nellie lhe disse uma vez:

"O primeiro amor é como uma música ruim. Não importa o que você faça, se vai ouvir músicas boas ou sair com outras pessoas, vai continuar na sua memória."

Nellie realmente a entendia, não importava o que estivesse fazendo, se Amy ou Dan a chamasse ela ia no mesmo momento. Fora sempre à ela que Amy confiou seus segredos, suas confissões e desabafos.

— Nellie, está na hora?

— Não, ainda faltam alguns minutos. Dá tempo de você se trocar, aqui na Inglaterra faz muito frio.

— Tem razão. Vou ali no banheiro e já volto.

Ela entra apenas com a bagagem de mão e se troca. Seu vestido deu lugar à uma meia calça preta, uma saia e um sobretudo por cima de uma blusa, já as suas sapatilhas foram trocadas por uma bota de cano curto e cor de caramelo.

— Estou pronta. — Diz ao encontrar Nellie novamente.

— O.k. Hm... não era pra ter alguém aqui te esperando?

— Segundo o Ian, era o motorista dele que ia me esperar.

— Vamos, deve ter alguém aqui.

— Está vendo aquele homem?

— Qual?

— O de terno, perto da esteira de bagagens. Parece trabalhar para os Kabra.

— Olhando bem, tem razão, ele faz o tipo. Vamos nos aproximar.

— Senhorita Amy Cahill? — Pergunta o homem formalmente ao ver a menina próxima.

— Ah, s-sim, sou eu.

— Prazer — E se curvou -de maneira quase imperceptível- para a garota. -, meu nome é James Collins. Sou o motorista do senhor Ian Kabra. Está na hora de irmos.

— Como me garante que posso confiar em você? — Perguntou Nellie um pouco desconfiada.

— Hm... bem, creio que tem apenas a minha palavra, mas olhe — E apontou para o lado esquerdo do peito para mostrá-la o brasão da família para qual trabalhava. -, é o suficiente?

— Amy, se sente segura? Quer que eu te acompanhe?

A menina não sabia se poderia confiar no tal homem, e iria com ele, ou se pedia para Nellie acompanhá-la. Decidiu então não demonstrar fraqueza ou insegurança.

— Pode deixar Nellie, acho que posso ir.

— Então você sabe, qualquer coisa é só ligar. — E a envolveu com o abraço mais carinhoso e afetuoso que poderia oferecer a garota naquele momento. — Tchau. — Ambas sorriram.

— Tchau.

— Me deixe levar suas bagagens para o carro. — Ela entregou todas as suas malas ao homem, menos a sua mochila.

— Onde está o carro?

— Não encontrei vagas por perto, então estacionei naquela esquina à direita.

Ela sentia a presença de algo dentro de si que não lhe inspirava confiança em James, suas pernas pareciam não querer continuar a percorrer o caminho. E então ao focar olhar em alguém á uns dez metros de distância percebeu o porquê de se sentir tão insegura.

Isabel Kabra estava esperando para seu encontro ao lado do carro, e o único pensamento de Amy neste momento foi correr, correr o mais rápido possível, o máximo que suas pernas e seu corpo pudessem aguentar. E correu.

Por uma fração de segundo percebeu que o homem tentou segurar seu braço, mas ela conseguiu desviar.

Isabel percebeu que ela havia fugido e pegou sua arma o mais rápido possível, fez todos os disparos tentando mirar na garota que por sua vez conseguia se desviar rapidamente graças às suas aulas de artes marcias, corrida e autodefesa que tinha feito durante os últimos dois anos.

E Amy continuou correndo sem parar, infiltrando-se em ruas desconhecidas pela mesma, a cada um de seus passos sua velocidade aumentava e o seu cansaço também. Ao perceber que não estava mais sendo seguida pelo homem, parou um pouco para descançar e voltou a caminhar, não apressadamente, mas com calma, sem rumo, sem direção, sem destino, apenas caminhava.

Passos largos e lentos, que pareciam levá-la à lugar algum. Apenas seguia sua intuição.

"[...] Caminando por la calle

Con mis botas y mi ropa de colores

A punto de llover

Pensando que diré cuando te vea

Lo cierto es que me encanta

La manera en la que

Yo me he enamorado de ti

He comenzado a sentir

Que tu amor va llenando

Mis sentidos y mis días de colores

Sé que ya estoy loca por ti

No tengo forma de huir, no quiero [...]"

( N/A: Irremediablemente — Dulce María

"[...] Caminhando pela rua

Com minhas botas e minha roupa colorida

A ponto de chover

Pensando o que direi quando te ver

O certo é que me encanta

A maneira em que

Eu me apaixonei por você

E comecei a sentir

Que seu amor vai enchendo

Meus sentidos e meus dias de cores

Sei que já estou louca por você

Não tenho forma de fugir, não quero [...]" )

Onde estou? O que faço agora? , se perguntava em quanto andava. Eu não acredito que confiei nele, e mais uma vez.

E antes que percebesse, um carro preto parou ao seu lado. Não conseguia identificar quem estava dentro dele, pois o vidros eram completamente negros. Ao ouvir o clique da porta traseira se abrindo, tentou correr, mas a pessoa que saiu a segurou pelo pulso, ao voltar com o impulso se deparou com quem menos queria ver aquele momento.

Ian Kabra estava ali, fitantando a garota como se não acreditasse no que seus olhos captavam.

— Amy, o que está fazendo aqui? Era para você estar no aeroporto.

— Dá para me soltar? — E o garoto a soltou.

— Não vai me explicar porque está aqui?

— Como se você não soubesse. — Falou com raiva, evitando encarar os olhos dele. Como Ian não disse nada ela prosseguiu.

— Mas é óbvio que eu não podia confiar em você novamente, afinal já tentou me matar quantas vezes? Sabe quem eu encontrei quando cheguei ao aeroporto? O seu motorista e ele me levou a Isabel!

— O meu motorista está aqui, no carro.

— Então como você me explica o nome James Collins?

— James Collins? — Ele perguntou surpreso. — Ele é um Vesper!

— O que? Então quer dizer que você mandou um Vesper me levar pra Isabel?!

— Claro que não! Eu estava vindo junto te buscar pra evitar que isso acontecesse.

— Então você sabia?! — A garota se surpreendia com a maneira de como estava conseguindo transmitir tanta fúria com tão poucas palavras.

— Nós não podemos continuar falando sobre isso aqui, vamos.

— Ah, mas eu não vou a lugar nenhum com você!

— Eu não tive nada a ver com isso, você tem que vir comigo antes que a Isabel saia te procurando por toda Londres.

— Como posso confiar em você de novo?

— Simples, não acha que eu quisesse te matar já não teria feito isso?

— Não sei... — Disse um pouco mais calma.

— Vamos... estou lhe pedindo... — E a ruiva fez o que estava evitando desde o início da conversa, olhou naqueles olhos cor de âmbar e não conseguiu negar seu pedido. Ela respirou fundo e assentiu. O moreno abriu a porta novamente e Amy entrou, Ian se sentou ao seu lado.

O trajeto até a mansão Kabra foi silencioso, nenhum dos dois se atreviam a dizer algo até que chegassem ao destino. Ao entrarem na mansão, Amy não pôde deixar de reparar na decoração do ambiente, moderna e ao mesmo tempo tradicional. Não pôde deixar de reparar também em como o moreno estava vestido, uma camisa social preta e uma calça jeans escura muito bem cortada caindo perfeitamente no garoto. Sempre elegante, pensou ela.

— Então... bom, sente-se. Quer que eu peça para te servirem algo?

— Não, obrigada. — E se sentou em uma poltrona a frente da de Ian. — Agora me explique tudo.

Ele disse tudo o que aconteceu quando Isabel esteve na mansão, sobre ela ter criado a tal fundação, sobre ter grampeado todos os aparelhos de telecomunicação da mansão e de ela ter descoberto que iria se encontrar com Amy.

— Como sabe que não tem algum grampo aqui mesmo nessa sala?

— Já procuramos, mas se tiver também não irá funcionar. Colocamos bloqueadores de sinal em alguns lugares.

— Então basicamente você não pode se comunicar com ninguém?

— Posso, ela não sabe da existência do centro de comando que foi construído aqui após a busca. Então eu me comunico por lá. Os bloquedores não interferem nele. Mas geralmente é para casos estremos.

— Hm... e quem é James Collins?

— Como te disse é um Vesper, deve estar ajudando a Isabel a te sequestrar. Só pode ser mais um plano deles.

— Ela ainda faz parte disso?

— Sim, e no conselho dos Vesper ela é Vesper Dois, foi promovida após escapar da prisão, por isso é ela quem deve cumprir essa tarefa.

— Ah, claro, então ela está furiosa. Quando eu fugi Isabel tentou me acertar com vários tiros, mas não conseguiu. Suponho que não irá se contentar por muito tempo a receber ordens de Vesper Um.

— Não mesmo, sempre foi uma mulher muito ambiciosa. — Concordou com a garota. — Muito boa a sua fuga, desviar dos tiros de Isabel não é nada fácil. E, devo também te elogiar, está muito bonita. Nem parece aquela Amy que vestia somente jeans e suéteres. — A garota corou com o comentário.

— Bom, se esqueceu de camisetas, mas vou levar como um elogio. — Disse com um pouco de humor.

— O tempo muda as pessoas.

— Somos um ótimo exemplo disso.

E novamente fitou aqueles olhos cor de âmbar e percebeu que ele também estava encarando os seus. Jade com âmbar, âmbar com jade. Uma sintonia perfeita, que só os dois entendiam.

Notas finais
Não sou muito boa para descrever looks. Qualquer erro, avisem-me. XD Gostaram? Sim, não?