E de repente Um Amor
10 Capítulo 10 - Don't Go away
Anne
Ao chegarmos no hospital não consegui pensar em outra coisa a não ser em meus pais e como eles estariam.
— Moça, pelo amor de Deus, como está meus pais?
— Calma senhorita, o médico ainda está consultando-os, mas assim que o resultado sair, pedirei que o Dr. Carlos lhe dê uma noticia.
Passei a chorar desesperadamente e o que me confortou foi o abraço do Pedro naquele momento.
Pedro
Sabia que coisa boa não era, então Anne iria precisar de mim, agora mais do que nunca. Segurava a mão dela com tanta força para que ela sentisse que comigo estaria segura independente de tudo.
Logo o médico veio com a noticia de que seu pai estava bem mas sua mãe tinha sofrido um pequeno trauma craniano. Nunca havia visto a Anne chorar tanto assim. Ela não conseguia dizer nenhuma palavra apenas fechava os olhos e deitava no meu colo, quando já mais a noite, pediu que eu fosse embora, pois ela ia ficar até seu pai conseguir ir embora para casa.
Peguei meu celular liguei para minha mãe e pedi que pegasse umas roupas minhas e algumas coisas para comermos e avisei que passaria a noite no hospital com a Anne. Quando minha mãe chegou, perguntou a Anne se ela não queria que passasse em sua casa e pegasse algumas roupas para ela também, ela aceitou, entregou a chave de casa para minha mãe e disse onde estaria suas roupas. Comemos algumas bolachas que minha mãe trouxe e Anne mesmo não querendo comer nada comeu uma ou duas bolachas. Eu entendi o sofrimento dela, por isso não a forcei a nada.
Foi uma noite longa, Anne não conseguiu dormir, eu dei uma cochiladas mas nada muito extenso. Quando de manhã o Dr. Carlos disse que o pai dela teria alta após ao meio dia, mas sua mãe teria que ficar por lá mais alguns dias, e talvez teria que passar por uma cirurgia. Obvio que a Anne não estava preparada para isso, mas eu estaria do lado dela, independente do que mais iria vir.
Anne não podia estar mais cansada. Mas realmente só descansou depois que seu pai saiu pela porta e deu um abraço nela, ele estava com alguns curativos na cabeça e no braço. Minha mãe levou nós todos para casa da Anne e seu pai nos explicou o que aconteceu no acidente. Ele havia pedido que sua esposa pegasse um documento que estava no banco de trás do carro, então Dona Marta soltou o sinto e ao se virar para pegar o zicado documento o caminhão veio na direção dos dois e o Sr. Lúcio tentou desviar, mas acabou batendo no muro do acostamento. Dona Marta por estar sem cinto e virada de costas sofreu mais lesões que o Lúcio. Anne voltou a chorar mas dessa vez nos braços de seu pai. Minha mãe se despediu e me disse para irmos embora e para deixarmos eles descansarem, dei um beijo na Anne e disse que mais tarde ligava e que no dia seguinte iria passar em sua casa.
Anne
Parecia que não era uma semana de sorte não é? mas pedi para meu pai se deitar e descansar um pouco. Eu ia fazer o mesmo. me deitei e esperei até que o pedro me ligasse.
— Alô ? Anne?
— Pedro?
— Oi, princesa, como você está?
— Nada bem.
— Amor, se você quiser, amanhã quando eu passar ai a gente pode ir no hospital para você ver sua mãe.
— Tá, por mim tudo bem.
— Descansa, ok?
— Pode deixar, um beijo, te amo.
— Também te amo.
Pedro
No dia seguinte, passei na casa dela por volta das 11 horas, conversei com o pai dela, para ver se ele já estava melhor e levei Anne ao hospital para ver sua mãe, ela entrou na sala, e pediu para que eu esperasse-a do lado de fora, fiz conforme o seu pedido, depois de mais ou menos 1 hora ela saiu da sala chorando muito, perguntei o que havia acontecido e ela só balançava a cabeça sem acreditar na realidade, eu a abracei e por questão de segurança, perguntei ao médico se havia acontecido alguma coisa, e ele disse que a mãe dela sofreu uma hemorragia e não ia aguentar mais que algumas horas, pedi que Anne ficasse calma, por mais que soubesse que aquele momento seria impossível, disse a ela que estaria ao seu lado em todos os momentos. Ela achou melhor esperar chegar em casa para contar ao seu pai sobre a noticia, pois ele teria que assinar uma papelada e ela queria que ele estivesse mais calmo, mais preparado.
Ao chegarmos na casa de Anne recebemos a ligação do Dr. Carlos, pedindo que a família comparecesse ao hospital, pois Dona Marta havia falecido. Não sei como iria resolver isso, só sei que enfrentaria isso junto com Anne.
O pai de Anne, parecia mais forte do que realmente estava, mas no fundo ele sabia que tinha que dar todas as suas forças para sua filha.
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