- E aí meninos, entrem! – falei, com meu olhar preso em Pedro.

- Oi Laris! – Pedro Lucas me abraçou, e logo entrou. Logo atrás dele estava Koba, que me deu um beijo no rosto, e entrou em seguida. Depois veio Thomas.

- Oi Raíssa! – Thomas disse. Raíssa?

- ô bicho besta, é Larissa, Thomas! – Pedro falou – LA-RIS-SA, entendeu?

- Tanto faz, é parecido, não é?! –Thomas disse mostrando o dedo do meio pro Pedro, e entrando em seguida. Eu ri, e logo meus olhos encontraram os de Pedro.

- E aí, linda! – Pedro disse, e logo me deu um abraço. Um abraço apertado. Um abraço aconchegante. Um abraço carinhoso. O melhor abraço.

- Vem, Pedrinho! – falei – vamos entrar.

Entramos em casa, e me deparei com uma cena um tanto engraçada. Thomas e Lucas dançavam e cantavam uma música desconhecida por mim. Logo que me viu, Lucas parou de dançar e se sentou ao lado de Pedro Lucas. Porém, Thomas continuou.

- O que tem de rango, Raíssa? – Thomas disse passando a mão na barriga. Raíssa, Thomas? Raíssa?

- É Larissa, loiro! – falei, rindo e Thomas revirou os olhos, sentando-se em seguida – Eu não sei o que tem pra comer, foi a minha amiga que fez.

Logo Eduarda entra na sala, com um avental.

- Eu fiz lasanha! – ela disse. Olhei para Pedro, e o mesmo sorria.

- Você sabe fazer lasanha? – perguntei – Eduarda, o que você fez?

- Relaxa, vocês vão adorar a minha lasanha! – Duda disse. – Pe Lanza, você é o colorido que gosta de lasanha, né? – Pedro assentiu, rindo.

- Duda, o chame de Pedro, Pedro! – falei. Odeio quando chamam ele de Pe Lanza, sei lá, eu acho estranho.

- Eu os chamo do jeito que eu quiser! Você não manda em mim – Duda-criança disse – o Thomás também curte lasanha, né?

- É Thomas, garota, Thomas! – Thomas disse. É isso mesmo, produção? Estou vendo um Thomas bravo?

- Meu nome é Eduarda, Thomás! – Duda disse e Thomas revirou os olhos. Ok, acho melhor eles pararem por aqui.

- Gente, vamos comer? – falei e fui para a cozinha, todos foram atrás.

Vi que tinha uma lasanha dentro de uma travessa de vidro, e duas caixas vazias da sadia estavam em cima da pia.

- Ok Duda, foi você mesma que fez? – Pedro perguntou.

- Foi, Pedro, foi um trabalhão pra montar a lasanha né, mas eu fiz!

- Já olhou em cima da pia? – Koba perguntou. Já disse que amo a voz dele?

- Droga. – Duda disse. Todos riram, exceto Eduarda e Thomas.

Comemos e rimos bastante. De cinco em cinco minutos Eduarda e Thomas davam um jeito de se provocar. Depois foram todos para a sala, e eu fiquei na cozinha. A louça era minha. Enquanto eu lavava os pratos, ouvi passos. E logo depois ouvi a voz que me acalma.

- Olha que moça prendada – Pedro -lindo- Lanza falou. E eu gargalhei.

- E aí, como estão os dois lá na sala? Brigando muito?

- A Eduarda disse que o Thomas fede, e ele chamou ela de gorda.

- Meu Deus, o Thomas não sabe que é proibido chamar uma mulher de gorda? – perguntei. É, o Thomas não sabe das consequências. Se tiver algum menino lendo isso aqui, que fique sabendo: NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA, CHAME UMA MULHER DE GORDA. Se não, meu amigo, você está fudido.

- Foi isso que ela falou. – Pedro disse, rindo – Quer dizer, ela falou assim: Fedido você não sabe que é proibido chamar uma mulher de gorda? A sua mãe não te deu educação, né? Do mesmo jeito que homem não gosta de ser chamado de pinto pequeno, mulher não gosta de ser chamada de gorda. Aprende, fedido! – Pedro falou, tentando imitar a voz da Duda. Mas só o que ele conseguiu foi ficar com a voz igual da Fernanda Palma. É, minha gente, eu acho que ela tem voz de homem, sim! Peço minhas humildes desculpas aos psycho-babaovo-fernanda, mas é minha opinião.

- O Thomas vai sofrer nas mãos dela! – gargalhei. – Pedro, vem aqui! – O chamei, e ele ficou na minha frente. – Fecha os olhos. – ele fechou, e eu passei minhas mãos em seu rosto. Gente, ele fica tão lindo com espuma nas bochechas. – Eu sempre quis fazer isso! – falei, rindo.

- Ah não, vem aqui – Pedro disse, e pegou a esponja que estava LO-TA-DA de espuma. E quando eu digo lotada, eu quero dizer que estava “explodindo espuma”. Ele passou a esponja em todo meu rosto, e eu comecei a jogar espuma nele. Nem preciso dizer como aquilo acabou, né?

Uma bagunça total. É. Essa frase resume tudo. Depois que eu terminei de lavar a louça, Pedro me ajudou a limpar a cozinha, a qual tinha espuma até nas paredes. Sem contar que tinha espuma até no resto da lasanha, que estava em cima da mesa. Depois fomos para a sala com os outros, que ficaram apavorados com o nosso estado. Dei uma toalha para o Pedro, e peguei uma para mim.

[...] Depois que a gente tirou muitas fotos, conversamos e rimos um monte. Lucas deu a ideia de assistirmos um filme. E Thomas deu a ideia de irmos à praia. Mas Eduarda e Pedro Lucas queriam porque queriam ficar em casa. Então, resolvemos assistir um filme mesmo. Na metade do filme já estavam todos dormindo. Thomas atirado no chão. No chão mesmo, nem no tapete ele estava. Pedro Lucas, Lucas e Pedro estavam deitados no tapete. Eduarda deitada no sofá, com a cabeça em meu colo. Levantei-me para ir até o meu quarto, quando sinto uma mão puxando minha perna, só não gritei porque tapei minha boca. Olhei para o chão e era Pedro. Idiota.

- Aonde vai? – Pedro disse sussurrando.

- Vou lá no meu quarto – falei.

- Posso ir junto? Não quero dormir – Pedro fez biquinho. Assenti, e ele veio atrás de mim.

Nos sentamos na cama, e ficamos conversando sobre coisas sem sentido. Até que chegou num assunto que começamos a discutir. Pedro dizia que sorvete de morango era melhor que sorvete de kiwi. E não era, não. Logo ele disse que pizza de calabresa era melhor que a de mussarella, e eu comecei a discutir com ele de novo. Até que chegou num assunto que gerou polêmica. Não, não estou falando de mamilos. Estou falando que o Pedro disse que o miojo dele é o melhor do mundo. E não é. O meu é melhor.

- Laris, o meu é melhor. – Pedro insistia em dizer que o dele era melhor.

- Não, o meu é melhor – Pedro gargalhou, e negou – Pedro, vamos lá na cozinha. Cada um faz um miojo, eu como o seu, e você come o meu. Daí decidimos qual é melhor, ok?

[...] Eu comi o miojo do Pedro, e eu estava certa. O meu é melhor. Eu vi que ele gostou, mas como ele gosta de se fazer de difícil.

- Isso tá uma porcaria, Pedro! – falei – Nem parece que foi pro fogo! Tá super ‘cru’.

- O seu tá horrível, Laris! – Pedro falou. Céus, como esse menino é orgulhoso – É o pior miojo que já comi em toda a minha vida!

Eu aguentaria qualquer coisa. Poderiam me chamar até de gorda. Mas falar que meu miojo é o pior? Ah... daí tá pedindo para morrer. Levantei da cadeira e lancei um olhar mortal para ele. Que entendeu o recado e saiu correndo em volta da cozinha, corri atrás dele, até que o alcancei e pulei em cima. Rimos, rimos muito. Até que seus olhos encontraram os meus, aí vocês já sabem né? Parecia que existia só a gente ali. Mais um daqueles momentos clichês, que só acontecem em filmes. Mas eu não trocaria esse momento clichê por nada. Estávamos prestes a nos beijar, quando um ser loiro com uma camiseta rosa entra na cozinha.

- Cara, a gente tem que ir pro aeroporto! – Thomas disse, e nem se flagrou que tinha acabado de atrapalhar o melhor beijo da minha vida. Que não aconteceu. Mas que eu sei que iria ser o melhor, tudo que vem de Pedro é melhor.

- Tá, Thomas! Eu já vou – Pedro disse, e Thomas deu de ombros, saindo dali. – Onde estávamos?

- Na parte em que você se despede de mim, e vai para o aeroporto! – eu ri, e me levantei. Estendendo a mão para Pedro que se levantou em seguida.

- Droga, eu mato o Thomas! – Pedro disse, bufando. Eu apenas ri. – Então tá, nos vemos sexta?

- Sexta? – O que tinha sexta?

- Balada! – Pedro disse – Eu te convidei, não vai dizer que esqueceu?

- Ah, claro! – lembrei. – Nos vemos sexta!

Pedro se aproximou de mim.

- Posso? – assenti. Agora nada atrapalharia. Pedro se aproximava, estava quase tocando meus lábios quando escuto um grito.

- AAAAAAAH. – Thomas estava ali na cozinha.

- O que foi Thomas? – Perguntei.

- Nada, só queria avisar que já estamos indo! – e a vontade que eu estou de bater no Thomas, como faz? – Vamos, Pedrinho!

- Thomas, some daqui antes que eu te de um soco! – Pedro disse, e eu ri. – Acabou com o clima de novo, né?

- Deixa isso, vem aqui! – Puxei Pedro, e finalmente aconteceu. Eu não disse? Foi o melhor beijo da minha vida. As famosas borboletas no estômago mais pareciam elefantes. Thomas ainda estava ali, assistindo tudo de camarote, mas não ligamos. Eu não liguei. Para mim, havia apenas eu e meu ídolo ali. Apenas eu e o amor da minha vida. Infelizmente tivemos que parar, Pedro iria perder o avião. Thomas fez questão de nos lembrar disso.

- Vamos Pedrinho! – Disse ele.

- Que merda, Thomas eu disse pra você sumir daqui! – Pedro disse.

- Só quero dar tchau pra Raíssa! – Thomas veio, e me deu um abraço. Logo ia saindo da cozinha, quando eu gritei.

- Thomas! – ele me olhou e eu disse. – É Larissa!

Thomas riu, e saiu dali. Pedro me selou, e me abraçou em seguida.

- Vou ficar com saudades! – ele disse.

- São só dois dias Pedro.

- Mas pra mim parece uma eternidade.

Fomos para a sala, e eu me despedi dos meninos. Quando chegou em Pedro, foi difícil, sim. Eu sempre fiquei meses sem ver ele, até anos... mas dessa vez foi diferente. Parece que o que eu sinto por ele tá mais forte, se é que isso é possível. Sem querer deixei uma lágrima escapar, e Pedro viu. Ele passou seu polegar em meu rosto, limpando a lágrima que caiu. E logo me abraçou.

- Eu te amo! – Pedro falou. É isso mesmo? Ele disse que me ama? Eu... eu acho que estou ficando louca.

- Eu te amo muito mais, vida. – falei, e ele logo se foi. Pronto, bastou isso para meus olhos jorrarem lágrimas. Larissa, são só dois dias. Dois dias!

Eduarda ia embora também, me despedi dela e fui para o meu quarto.

Antes de eu dormir, escutei meu celular apitar. Mais uma mensagem, de Pedro.

“Que o simples fato de te ouvir me faz perder toda a razão. Xx”

Ah... Pedro, como eu te amo. Eu tenho vontade de te colocar numa caixinha, e te carregar comigo a vida inteira. Se isso fosse possível, é claro. Mas mesmo que ele não esteja presente aqui, agora, ele está presente meus pensamentos, sim.

Com ele em minha mente, enfim, adormeci.

Notas finais
Estão gostando? Que tal deixar um comentário? Não dói, e faz bem ao coração do autor.