[...] Sexta-feira, 16 de julho de 2010, 20h45min.

Todo dia Pedro me ligava, e ficávamos horas conversando no telefone. E sempre, no final da ligação, ele dizia que me amava. O que eu sempre sonhei aconteceu. E o personagem principal dos meus sonhos, agora era real para mim.

Os meninos iriam pra balada direto do aeroporto. Eu e Duda iríamos de táxi. Eduarda já estava pronta me esperando, e eu só faltava à maquiagem. http://fashion.me/looks/1985427/balada

[...] Acabamos de chegar na balada, Duda pagou a corrida e entramos. Faziam apenas dois dias que eu não via o Pedro, mas posso afirmar que eu estava com um ‘friozinho na barriga’. Afinal, quando eu não fico com frio na barriga, se tem o Pedro no meio?

A boate estava super lotada, e só o que se via era pessoas se agarrando. É, aquilo era meio constrangedor, mas...

Fomos até o bar, e a Duda pediu uma tequila pra ela, me ofereceu e eu não quis. Eu não sou de beber, e se bebo, é pouco. Logo sinto alguém me abraçar por trás, virei. Automaticamente um sorriso se formou em meus lábios. Pedro sorria para mim, um sorriso lindo.

- Pequena! – Pedrinho disse, antes de me abraçar.

- Pedro – falei – que saudade.

Bastou isso, para ele me beijar. Mas logo fomos interrompidos. Adivinhem por quem?

- Vamos dançar! – Thomas disse, rebolando. What? Pedro rolou os olhos e deu um ‘pescotapa’ nele, que foi sozinho para a pista de dança.

- Agora sim! – Pedro falou, me puxando para perto, e colando nossos lábios em seguida. Borboletas, elefantes, ursos polares... Era uma festa completa em meu estômago, sem contar o friozinho na barriga. Ah, como era bom ter Pedro pertinho de mim... Como era bom.

- E aí, casal! – Droga, até quando vão nos interromper? Eduarda-psycho-chata dançava, rebolando exageradamente. – vamos dançar!

Pedro revirou os olhos, e eu apenas ri. Fomos até a pista de dança, estava tocando uma música legal, eu não conhecia, mas a batida era bem animada. Dançamos umas cinco músicas, e depois fomos nos sentar.

- Que dor nos meus pés! – falei, logo após de ter sentado. Olhei para a pista e Eduarda dançava animadamente com Lucas. Esse menino nunca me enganou, sempre pareceu ser quietinho, mas estou vendo que ele não é. Pedro Lucas beijava uma menina. Thomas dançava com uma menina loira, bem bonita por sinal. Vou confessar uma coisinha, não gostei de ver Pedro Lucas e Thomas com outras meninas. Eles podem ser meus amigos agora, mas continuam sendo meus ídolos. É, eu tenho ciúmes deles.

- Eu vou ali pegar uma bebida, quer alguma coisa? – Pedro perguntou, se levantando.

- Quero o mesmo que você – sorri.

- Me espere aqui!

Fiquei olhando para a pista. Meus olhos foram direto para Pedro Lucas, que agora beijava outra menina. Esse menino é rápido, né? Um pouco mais distante dele estava Thomas, agora beijando a menina loira. Koba dançava e ria com Eduarda. Se eu bem conheço a Duda, ela quer ficar com o Lucas, mas ele não irá ficar com ela. Lucas é diferente dos outros meninos. Ele não é de ficar por ficar.

Pedro estava demorando. Levantei para ir atrás dele, mas me pechei em alguém.

- Desculpa – falei, e logo vi que era Pedro Lucas.

- Esse é o seu jeito de me dar oi, Laris? – Pedro Lucas falou, de um modo divertido.

- Você viu o Pedrinho? – Pedro negou e eu continuei – A um tempinho já ele disse que ia pegar bebidas, e não voltou.

- Quer ir procurar ele?

Assenti e fomos. Passamos por um grupinho de rapazes que me olharam, e vinham vindo na minha direção, mas logo Pedro Lucas pegou na minha mão.

Depois de muito procurar, achamos Pedro. Eu preferia não ter achado.

A visão que eu tive foi de um Pedro Gabriel parado, segurando duas bebidas azuis, e uma menina acariciando seu rosto. Eu tinha achado que podia ser uma fã, até ela beijar ele. Eu já tinha perdido Pedro Lucas de vista. Ótimo, eu estava sozinha. Fiz a única coisa que veio na minha cabeça, e eu sei que me arrependeria depois.

- Me vê a bebida mais forte que tiver! – pedi, e o garçom me entregou um líquido transparente. Pedro não estava ali, e a piranha rebolava junto com mais umas duas meninas. – Me vê mais um desses.

Acho que Pedro não tinha me visto, se não com certeza ele estaria ali me enchendo o saco. Pedro Lucas devia estar pegando alguma piranha, a Eduarda devia estar se jogando pra cima do Lucas. E o Thomas... Devia estar com aquela loira escrota.

- Mais um desses, por favor.

A bebida descia rasgando pela minha garganta, mas eu não me importava. Quanto mais eu bebia, mais eu esquecia. Por que o Pedro fez isso? Ele veio comigo, ele sabia que eu estava aqui!

- Mais dois!

Pedro não tinha um pingo de respeito por mim, onde eu estava com a cabeça quando me apaixonei por ele? Eu só podia estar louca! Terminei a primeira bebida, e logo depois terminei a segunda.

- Me vê mais uma dessas

O garçom já me olhava torto, dane-se ele. Dane-se todo mundo.

- Mais uma!

Peguei meu copo e fui para a pista, tropeçando. Comecei a dançar no ritmo da música. Logo eu estava rebolando, e vários meninos me rodearam. Terminei minha bebida, e entreguei o copo para alguma pessoa que estava atrás de mim. Senti mãos quentes segurando minha cintura, e me puxando para si. Olhei, era um menino alto, forte. Bem bonito. Ele me botou em sua frente e começamos a dançar. Me soltei dele e fui até o bar.

- Aquela mesma bebida, amor.

O garçom revirou os olhos e eu ri.

Bebi. Bebi muito.

- Mais uma! — gargalhei

- Laris, o que você está fazendo? – Alguém perguntou, não me dei ao trabalho de ver quem era. – Larissa, estou falando com você!

- O que você quer?

- Eu que pergunto, Larissa, o que você quer? Quer ficar em coma alcoólico? Você está louca, Laris?

- Eu me considero louca desde o momento que eu me apaixonei por você, Pedro!

- Laris, eu não sou o Pedro, vem cá – Pedro me abraçou.

- DROGA PEDRO, NÃO ENCOSTA EM MIM! – comecei a chorar, Pedro encostou em mim! Ele não podia fazer isso!

- Laris, sou eu, o Thomas!

- Thomas, o Pedro encostou em mim! – Chorei, chorei que nem um bebê.

- O Pedro está lá na mesa, Laris. Fui eu que encostei em você.

- MAS EU VI O PEDRO, THOMAS! – o abracei.

- Vem, vamos lá pra mesa.

- Não, o Pedro está lá! – Thomas me pegou no colo, e não fiz força para me soltar. Vi várias pessoas me olhando, mas não liguei.

- Onde você estava Laris? – Pedro perguntou. Eu não vou falar com ele. Ele encostou em mim. – Larissa, eu estou falando com você!

- Thomas, eu quedro ufma bebidga – Thomas riu

- Laris, você não está nem falando direito, você não vai mais beber!

- THOMAS, EU... – comecei a chorar de novo. – Thomas você é muito malvado, eu não gosto de pessoas malvadas.

- Tudo bem Laris. – O malvado se levantou – Pedro, cuida dela.

- Tá, vai lá. – Pedro olhou pra mim, e ficou me encarando.

- Que que é? – perguntei

- Por que você bebeu tanto? Por que você não estava aqui quando eu voltei?

- Você demorou, então encontrei o Pedro Lucas e fomos atrás de você. Te achei e vi que estava se divertindo com uma piranha lá, então resolvi me divertir também! – Mais lágrimas, droga de bebida.

- Laris, aquela menina disse que era uma fã minha, e do nada me beijou!

- Não sou burra, Pedro, eu vi. Você correspondeu, tá? Você me feriu!

- Laris, vem cá, vou te levar pra casa.

- Não Pedro, você não pode encostar em mim!

- Por que, Larissa, por que eu não posso? – Pedro perguntou, sem paciência.

- É uma brincadeira, não pode encostar em ninguém. Se não perde.

- Acho que perdi – Pedro falou, e me abraçou de lado. Saímos da balada, e pegamos um táxi.

- Pedro, eu te odeio – falei antes de encostar minha cabeça em seu ombro, e fechar os olhos.

Notas finais
Estão gostando? Que tal deixar um comentário? Não dói, e faz bem ao coração do autor.