- Pedro, você sabe que não tem que ter ciúmes do Thomas! – falei, me aproximando e dando-lhe um selinho. – Agora eu sim, tenho que ter ciúme de uma pessoa...

- De quem? – Pedro perguntou.

- Nicole. Ela voltou e vai ficar aqui por tempo indeterminado!

- Não creio, Laris! Mas não precisa ter ciúmes dela. Ela não significa nada pra mim.

Me deitei do seu lado e o beijei. Um beijo calmo e com muito amor. Quando finalizamos o beijo, falamos juntos:

- Eu só tenho medo de te perder. – Rimos com isso.

- Credo, que clichê! – falei, e Pedro gargalhou, me beijando em seguida. Esse era um beijo diferente. Um beijo com urgência, com paixão. Era um beijo... Quente. Pedro levantou minha saia nada comprida, e apertou minha bunda. Aquele não era o momento certo. Mas era impossível parar! Fui levantando a camisa de Pedro, e ele tirou. Ele tirou minha saia, a jogando longe. Nem sei onde foi parar. Eu mesma tirei minha blusa, ficando apenas de calcinha e sutiã. Em momento algum paramos de nos beijar. Exceto quando eu estava com problemas para abrir o fecho da calça dele, então ele mesmo a tirou. Logo voltamos a nos beijar. Estávamos a ponto de tirar as roupas íntimas, quando alguém bate na porta. Pedro bufou e levantou correndo em busca de suas roupas, e jogou as minhas. Me vesti rapidamente e Pedro disse que precisava de um banho gelado, em seguida foi para o banheiro. Entendi o que ele quis dizer e ri com isso. Coitado. Levantei e abri a porta. Droga. Ela nem esperou, e foi logo entrando e se sentando na cama.

- Que tal você chamar o seu namorado pra gente sair?

Nesse momento o chuveiro foi ligado, e Nicole sorriu maliciosamente para mim.

- Tava tirando o atraso? – ela perguntou. Deixei ela falando sozinha e decidi arrumar as roupas no closet. Levei vinte minutos para guardar tudo. E quando saí dali, vi que Nicole ainda estava sentada na cama. Essa garota não cansa de incomodar, não? Escutei a porta do banheiro e vi um Pedro sorridente vindo na minha direção. Eu sabia o motivo daquele sorriso. É que quase tinha acontecido. Nunca havíamos ido tão longe assim. Pedro sabia que na próxima, aconteceria. E lembra que eu falei que não era o momento? Esquece aquilo. É o momento sim. Claro que não agora. Não sou nenhuma louca que sai transando na frente de todo mundo, apesar de que seria legal ver a cara indignada de Nicole. Mas eu não me sentiria bem com isso. Mas na próxima vez que irmos tão longe assim, nada vai interromper.

- Oi Pedro... – Nicole falou. Eu vou bater nessa garota!

- Oi Nicole. – Pedro falou, sem humor algum. Salvos pelo gongo! Eduardo entrou no quarto, e avisou que Juliana nos esperava para jantar. Nicole desceu na frente, rebolando. Essa garota me dá nos nervos! Jantamos em silêncio. Quando eu e Pedro íamos subir de novo, Nicole perguntou:

- Você vai dormir aqui, Pedro? – CARA DE PAU!

- Ele vai dormir sim, aliás, vamos dormir agora. Boa noite! – falei, e puxei Pedro, subindo as escadas. Quando entrei no quarto, soltei um suspiro pesado. Nicole vai me dar muitos problemas, tenho certeza disso.

1 mês depois...


E o tempo passa... Já faz um mês e alguns dias que estou morando aqui com a minha irmã. Mas eu sei que não querem saber de mim, vocês querem saber é do Pedro. Certo? Ok, ele ficou de ir lá em casa mais tarde. Não, eu não estou em casa. Adivinhem onde estou? Na casa do Thomas! Ele passou a ultima semana lá no Rio, e queria me contar como foi. É claro que o Pedro sabe que eu estou aqui. Mesmo eu achando desnecessário, mas ok.

- E daí o Thiago falou que se eu fizesse a Duda sofrer, eu ia me ver com ele! – Thomas falou e começou a rir. Thiago, como vocês já sabem, é aquele meu amigo. O Tho foi à casa da Eduarda, para conhecer os pais dela. O tio Márcio, pai dela, não gostou muito de saber que a filha estava namorando. Mas ele não a impediu. Depois quando estava tudo certo, Thiago apareceu lá e ficou puto da cara sabendo que os meninos coloridos estavam roubando as amigas dele.

- Game over pra você, Thomi! – falei e gargalhei.

- Tem certeza, Laris? Tem certeza? – Thomas falou e começou a andar até o sofá em que eu estava. Fazendo “garras” com as mãos. Eu iria morrer!

- Não, Thomas! Sai! – falei quando o mesmo começou a fazer cócegas em mim. Ah, qual é? Todos os meninos acham que a solução para tudo são: CÓCEGAS (?). – THOMAS! NÃO! – gargalhei – THOMAS, PARA – gargalhei de novo – THOMAS EU VOU TE QUEBRAR! – gargalhei – THOMAS... EU TO... SEM AR! – Só assim para ele parar, né? Thomas estava com os olhos arregalados, olhando para alguém que estava atrás de mim. Olhei para trás e ali estava à tia Elaine, segurando um chinelo na mão, dando a entender que se o Thomas não parasse, ela ia bater nele. Comecei a gargalhar de novo, e Thomas me deu um pedala. Cachorro! Tia Elaine saiu correndo com o chinelo na mão, atrás do Thomas. Eu estava quase morrendo, de tanto rir.

- TIA, BATE NELE! – Quando eu gritei isso, ela o alcançou e deu três chineladas na bunda dele. O mesmo fez cara de dor e começou a massagear o lugar atingido. Thomas se sentou do meu lado e ficou quieto. Tia Elaine saiu dali rindo, e foi para a cozinha. Olhei as horas no meu celular, e já eram seis e meia. Levantei, seguida de Thomas.

- Thomi, tenho que ir pra casa! – falei.

- Vem, eu te levo.

Fomos rindo e fazendo palhaçadas, como sempre. Thomas me largou em casa, e logo foi embora. Entrei e não tinha ninguém na sala. Fui direto para o meu quarto. A casa estava num silêncio, me aproximei do meu quarto e vi que a porta estava entreaberta. Me deparei com uma cena HORRÍVEL. Pedro Gabriel estava sentado na minha cama, e em seu lado estava Nicole. E sabe o que mais? Eles se beijavam. Por incrível que pareça, eu não chorei. Não ali. Empurrei a porta com toda a minha força, fazendo um barulho enorme. Pedro me olhou com os olhos arregalados, e se levantou. A minha expressão era dura, e fria. Eu não choraria na frente de uma pessoa que me trai. E ainda tem a cara de pau de fazer isso no MEU quarto!

- Amor, não é o que você está pensando! – Pedro falou, vindo na minha direção.

- Por que será que eu tive a exata certeza de que você iria falar isso? – Perguntei, com sarcasmo. Pedro suspirou e pegou na minha mão. Saí de perto dele, e mandei Nicole sair dali.

- Laris, eu não queria... – Pedro falou, e eu o interrompi.

- Não queria o que, Pedro? Não queria que eu visse? Sinto muito, mas eu vi.

- Laris! Você sabe que eu nunca faria isso contigo, eu te amo!

- Palavras não bastam, Pedro... Você provou que não me ama, quando beijou a minha prima. – falei. E droga, eu acabei deixando uma lágrima cair. A limpei rapidamente.

- Larissa, foi ela que me beijou!

- Não vem com essa, Pedro. Por que você não parou, então? Porque você também queria. Admite, por favor. Não faça doer mais do que já está doendo...

- Larissa eu não... – O interrompi, de novo.

- CHEGA PEDRO! Acho que é melhor assim, mesmo. As suas fãs reclamaram que você não dá mais atenção para elas, e dizem que eu sou a culpada. Talvez agora que a gente não está mais junto, você dê a devida atenção que elas merecem.

- COMO ASSIM A GENTE NÃO ESTÁ MAIS JUNTO? Quer dizer que você quer terminar por causa delas?

- Ei, mocinho. Pode parando por aí. Você quem quis que isso acontecesse. Você sabia que isso iria acontecer, você sabia das consequências. Você quem me traiu. Agora por favor, sai daqui.

- A gente não terminou a conversa, Larissa!

- Terminamos sim, Pedro. Terminamos tudo. Agora sai, e faz um favor? Tenta não machucar as suas fãs, que nem você fez comigo? Elas não merecem. – Pedro encarou o chão, e depois me olhou. Quando ele fez menção de dizer alguma coisa, eu o interrompi. – Sai, Pedro.

No momento em que a porta se fechou, senti meu mundo inteiro desabar. Pedro era a minha vida, e agora? Como seria? Eu não seria nada sem ele. Perdi o controle do meu corpo e minhas pernas cederam, fazendo-me cair de joelhos. O impacto foi forte, mas a essa altura do campeonato eu não ligava para esse tipo de dor. A única dor que estava me matando, era a que estava massacrando o meu coração. Pedro Gabriel não devia fazer ideia do poder que exercia sobre mim, ele não deve saber o vazio que deixou aqui dentro. Lágrimas corriam pelo meu rosto descontroladamente, levei minhas mãos até o mesmo, e as limpei. Mas logo mais lágrimas estavam ali; tentei me levantar, mas estava sem forças. De agora em diante seria assim. E enfim, com esses pensamentos, e a dor imensa do lado esquerdo do peito, adormeci.

Notas finais
Deixem reviews. Não dói, e faz bem ao coração do autor. Se eu demorar muito para postar, podem me cobrar no twitter. Estou sempre ali: @dekacl.