Notas iniciais
Amores, vi que deixaram BASTANTE reviews no capítulo dezoito. Espero que seja a mesma coisa nesse! haha.

“A dor é horrível. Vocês já devem ter ouvido falar dela, quem sabe até já sentiram... A dor da perda. Ele costumava ser tudo pra mim, costumava ser o motivo de eu levantar sorrindo todos os dias. E hoje? O que eu posso dizer? Eu não tenho mais esse ‘motivo’ ao meu lado. Eu não tenho mais o Pedro Gabriel ao meu lado. Sim, passei a chama-lo de Pedro Gabriel. Acho que eu não tenho mais tamanha intimidade para chama-lo de Pedro, ou Pedrinho. Nunca pensei que ficaria longe dele outra vez. Por via das duvidas, eu ainda o amo. E ele ainda é a minha vida. Ele também continua sendo meu ídolo, e ainda me orgulho dele. Apenas não estamos mais juntos. Ou melhor, não estamos mais namorando. Não estou mais sendo feliz que nem antes. Mas sempre que o vejo na televisão, consigo sorrir um pouco. Pedro Gabriel não tem mais aquele lindo brilho nos olhos que tinha. Talvez ele ainda tenha... Até porque depois de quatro meses, eu só o vejo pela televisão. Sim, faz quatro meses que terminamos. Ele não me procurou depois disso, e eu também não. Quando entro no twitter, vejo-o respondendo as fãs. Todo dia ele arruma um tempinho para se dedicar aos fãs. Eu penso que eu deveria mandar um tweet para ele assim: ‘Ei ídolo, manda um beijo? Estou com saudades! ’, mas eu acho que já não sou apenas uma fã, apesar de eu ainda me considerar uma. Agora eu faço parte do seu passado. Mas o que posso dizer, e tenho absoluta certeza disso é que ele faz falta.”

Saí do banho, e coloquei uma roupa simples: Um short jeans, e uma t-shirt branca. Afinal, eu ficaria em casa, como eu sempre fazia nesses últimos meses. Thomas me ligava quase todo dia, conversávamos... Ele tentava me fazer rir, o que era difícil. Ele dizia que o amigo andava mal, não saía, nem sorria. Ele não devia estar tão diferente de mim. Desci as escadas e o meu celular tocou. Era Juliana, dizendo que iria passar a noite no hospital. A mulher que ficava no turno inverso ao dela faltou, portanto ela ficaria mais um turno. Deixei meu celular na mesinha de centro, que havia na sala e fui até a cozinha, Eduardo não estava ali. Pelo jeito eu estava sozinha. Nicole tinha ido para a balada, e Eduardo estava sabe se lá a onde. Peguei uma lasanha e a coloquei no micro-ondas. Eu amo o cara que inventou essas comidas pré-prontas. Ele é “O” cara. Escutei um barulho na sala, e fui ver o que era. Era apenas Eduardo, e mais um homem. Eles estavam bêbados.

- Ei, Larissinha! – Eduardo falou, sorrindo. Fiz careta, e voltei para a cozinha. A lasanha estava pronta! A tirei do micro-ondas, e servi num prato. Comi tudo, e larguei a louça na pia. Mais tarde eu lavaria. Fui para a sala, e Eduardo se levantou do sofá e veio em minha direção.

- Larissa, vem aqui! Quero te apresentar uma pessoa. – Eduardo me segurou, e fez sinal para o amigo se aproximar. – Esse aqui é o Gustavo! Você nunca mais vai se esquecer dele, pode ter certeza.

Ele falou isso, e os dois começaram a rir. Eles estavam bêbados, muito bêbados. E eu estava com medo, muito medo. Quando consegui me soltar de Eduardo, bufei e fui em direção à escada. Mas para eu poder subir, teria que passar por Gustavo. E quando fiz isso, o mesmo me segurou pelo pulso.

- Ei, eu quero subir. Será que você podia me dar licença? – perguntei, e engoli seco.

- Me deixe pensar... – Gustavo olhou para Eduardo, rindo, e depois me encarou com um sorriso malicioso no rosto – Vamos brincar um pouquinho.

Nojo. Foi só o que eu senti. Eduardo me pegou no colo, e foi andando até o sofá. Mas no meio do caminho caímos. Ele estava podre de bêbado, mal conseguia dar um passo sozinho. Gustavo começou a abrir o cinto, e Eduardo fez o mesmo. Arregalei meus olhos percebendo o que ia acontecer ali, e me levantei. Mas Gustavo logo que percebeu, me empurrou.

- Você vai fazer o que a gente mandar. – Eduardo falou, e me deu um tapa na cara. Aquilo doeu.

Então era isso que ia acontecer? A minha irmã vivia com um monstro desses? Ela era casada com um homem tão sujo assim? Percebi meu estômago revirar, e meus olhos lacrimejarem. Eduardo se aproximou de mim e começou a distribuir beijos em meu pescoço. Comecei a socar seu peito, o que não adiantava. Ele tirou meu short, e eu comecei a gritar. Tentativa em vão, já que as casas eram bem afastadas uma da outra. Eu queria poder correr e chamar a polícia, ou ao menos trancar-me em meu quarto. Mas eu não iria conseguir me levantar. Eduardo estava em cima de mim, apenas de cueca. Enquanto Gustavo estava completamente pelado. Eduardo tirou minha blusa, e sorriu. Eu estava apenas de roupas íntimas. Completa idiota eu sou, querendo guardar minha virgindade para o menino que eu amava, e agora perdê-la com dois bêbados nojentos. Eu sempre planejei perder com Pedro Gabriel, mas agora seria impossível. Eduardo e Gustavo me pagariam por isso. Se eu saísse viva daqui, é claro. Já vi muitas reportagens falando sobre meninas que foram estupradas, e depois mortas. Algumas encontravam o corpo, outras não. Se eu for morta, espero que encontrem o meu corpo. Não quero que minha alma fique vagando por aí. Mas enfim... Gustavo se aproximou de mim, tocando em sua intimidade. Senti uma imensa vontade de vomitar. Enquanto isso, Eduardo tirava minha calcinha. Gustavo estava tão bêbado, que antes mesmo de se abaixar, já caiu no chão. Ele havia desmaiado. Eduardo estava menos bêbado, e sem cerimônias, me penetrou. Ele fazia os movimentos sem dó, e isso causava uma dor absurda. Eu era virgem, ele sabia disso. Mas ele não sentia pena, ele sentia apenas prazer. Soltei um soluço.

- Cala a boca vadia! – Eduardo falou, me dando outro tapa na cara. — A priminha sempre faz tudo sem reclamar, e ainda pede mais! Aposto que depois que você deixar, vai querer mais também.

Fechei meus olhos e os apertei. Talvez quando eu os abrisse novamente, eu acordasse. Vai que esse não é só mais um daqueles pesadelos horríveis, que a gente não consegue se proteger, não consegue correr...? Eduardo se levantou, e quando ele ia penetrar em outro lugar eu me levantei. Não me perguntem de onde eu tirei aquela força, mas eu consegui empurrá-lo. Saí catando minhas roupas e as vestindo. Em questão de segundos, peguei meu celular e saí correndo daquela casa. Pude escutar Eduardo gritar alguns palavrões. Mas nada me fez parar. Tudo que eu sentia era: Alívio e nojo. Alívio por ter conseguido sair de lá, e nojo... Bem, eu fui estuprada. Eu me sentia suja. Nesse pouco tempo eu não havia pensado para onde eu iria. Pensei em ir a um bar que ficava a cinco quadras daqui, eu podia pedir ajuda. Ou eu ligava pro Thomas, para pedir para ele me buscar... Isso! Thomas! Disquei o número do mesmo, e senti algo em minha cabeça.

- PASSA TUDO VADIA, VOU CONTAR ATÉ TRÊS!

- Calma! Eu não tenho nada aqui! – falei, sem olhar para trás, e sem pensar. Eu estava com um celular na mão, como não tinha nada?

- PASSA A PORRA DO CELULAR, E NÃO FALA NADA! – Eu tremia. Levantei meu braço, e lhe entreguei meu celular, sem olhá-lo. Quando fui correr, o mesmo deu um tiro para cima, e me deu uma coronhada (pancada com o revólver) na cabeça. Senti uma dor absurda, e levei a mão até lá. Em segundos um galo enorme havia se formado ali, e quando olhei para as minhas mãos, notei que havia sangue. – EU VOU SAIR DAQUI, MAS SE A PATRICINHA RESOLVER OLHAR PRA TRÁS, NEGUIM ATIRA. FALOU? – Apenas assenti, e escutei passos se distanciando. Caminhei lentamente até a esquina, e quando cheguei até a mesma, comecei a correr desesperada. Logo percebi que eu estava na Rua de Pedro. Dane-se que estamos separados, dane-se o orgulho. Corri até o seu prédio, e em seguida fui até o elevador. Ele estava parado no sexto andar. Iria demorar. Abri a porta ao lado, e subi os lances de escadas. Eu estava cansada, e ainda estava com medo. Em menos de uma hora tanta coisa havia acontecido. Acho que eu ainda não me flagrei que eu havia sido estuprada, e assaltada. Sem contar no sangue que está saindo da minha cabeça. O SANGUE! Apertei o lugar que sangrava, e senti uma dor horrível. Não parava de sangrar. Finalmente cheguei ao andar de Pedro, e corri até a última porta. Apertei a campainha três vezes seguida e ninguém atendeu. Apertei de novo, e nada. Encostei-me a porta, e resvalei até o chão. Fui dominada pelo choro desesperado, e soltei alguns soluços. Até que adormeci.

[...]

- Oh meu Deus, quem é essa menina? – Escutei uma voz conhecida ao meu lado. E em seguida, a voz da pessoa que eu mais amava.

- Quem, mãe? – percebi alguns passos e abri meus olhos. Levantei a cabeça e encarei o fim do corredor. Pedro caminhava em minha direção, e quando me reconheceu, começou a correr. Quando chegou até mim, soltou as sacolas no chão e me abraçou. – Laris? Laris o que aconteceu com você?

- Eu... Eu... – Levei a mão até a minha cabeça novamente, e o sangue ainda escorria. Eu estava fraca.

- PEDRO, ELA ESTÁ SANGRANDO! – Dona Leni falou, abrindo a porta e jogando as compras em qualquer lugar do apartamento. – VAMOS LEVAR ELA AO HOSPITAL!

Pedro arranjou forças do além, e me pegou no colo. Tudo que eu via eram borrões. Fechei os olhos, e alguém me balançou.

- Larissa, você não pode dormir, ok? Fique bem acordada! – Leni falou.

Em menos de dez minutos estávamos em frente ao hospital, Leni entrou e logo vieram alguns médicos com uma maca. Fui levada até uma sala, e senti alguém espetando uma agulha em mim. Logo tudo escureceu.

[...]

Acordei com uma claridade invadindo o quarto. Fui coçar minha cabeça, e me arrependi totalmente disso. Senti que havia alguns pontos ali. Meu olhar percorreu por todo aquele quarto, até que pararam naquela linda figura dormindo toda torta naquela poltrona.

- Pedro... – sussurrei, e o mesmo deu um pulo, me olhando assustado.

- Laris? Você está bem? Como está se sentindo? Tá doendo alguma coisa? – Pedro disparou a fazer perguntas. Ri com a preocupação dele. Ele ainda fazia meu coração bater a mais de mil.

- Eu estou bem... A cabeça dói um pouquinho só... Mas nada de mais. – Falei devagar.

- Laris, o que aconteceu? – O que aconteceu? Essas três palavras me fizeram lembrar dos piores momentos da minha vida. – Laris? Por favor, meu amor, me fala!

Meu amor! Pedro falou ‘meu amor’! E ele nem se ligou do que disse.

- Eu... Eu fui... Eu fui Es... – O médico entrou na sala, pedindo licença para Pedro, que sai da mesma.

- A senhorita pode me explicar o que aconteceu?

Notas finais
Amouras, eu vou ir pra praia hoje e bem... Lá não tem internet. Vou ficar mais ou menos uma semana sem postar, mas quando eu voltar, prometo que posto, ok? Ah, e não esqueçam: Deixem reviews. Não dói, e faz bem ao coração do autor.