E Eu sou o Amor da Sua Vida?

52 Lá, Tão Longe Que Nem Sei...


Notas iniciais
O segundo capítulo do mês!! Cansada estou? Sim, mas, também aliviada. Apenas penso: "Será que ela vai gostar? Será que será do agrado dela?" Então, eu posto, porque eu gosto quando me mandam mensagens dizendo o que acharam.. As mensagens precisam ser mais longas kkk Esse capítulo em especial eu dedico á Minha Lindíssima Aurora. Até porque no futuro eu vou precisar dela para qualquer outra adaptação literária. ♥ ♪Coldplay ~ Hymn for the Weekend♫ ♪Mary Poppins ~ Supercalifragilisticexpialidocious♫ ~Enjoy. ♥

Victor

Meu coração quer cantar todas as músicas que ouve; meu coração quer bater como as asas das aves, eu sei que vou ouvir o que eu ouvi antes.

—95.46? Não dá para acreditar nisso... Eu quase enfartei com a porra daqueles agudos.

—A nota dele não estando ali não me deixa melhor! – Do nada o choramingo de Joana foi cortado pela fúria do japonês.

Conrado jogou alguma coisa contra a parede, pois, fez um barulho estridente. Todo mundo se encolheu no canto do quarto, agora tinha espaço para ele andar livremente pelo cômodo e quebrar o que quisesse.

—94.89 não significa nada! Ele pode ter tirado de 95 pra cima! E não vão mostrar, só porque “o alecrim dourado” foi embora! Ele podia ter esperado? Podia! Mas, nãoo... – Ele se agachou no chão. – Fui perfeito. Parfait!

—Você ainda tem a melhor nota e. – Verônica tentou consola-lo.

—Tōzakeru! – Ele berrou e Jay puxou Verônica.

—Hey.

—Ele pediu para se afastar!

—Kichigai...

—Kanzaki você tem a melhor nota. – Jay disse.

—Como sei que é a melhor nota? – O pessoal desse grupo devia passar por uns psicólogos urgente. O povo é surtado. – Aquele Yarou...

—Certo, não é para tanto. – Ele estava tentando acalmar o Conrado.

—O que ele disse? – Perguntei.

—Expressões ofensivas.

—Não é ofensivo se a gente não entende. – Max disse com cautela.

—Eu entendo. – Jay retrucou. – É ofensivo na nossa cultura. São palavras que não devem dizer a alguém.

—E que seriam?

—Vocês não vão achar ofensivas.

—Diz de uma vez Jay – Luco exclamou. Jay revirou os olhos.

—Kichigai é algo como débil mental, incapaz. – Ele usava as mãos para dar o exemplo. – Yarou é bastardo, idiota. Ele apenas diminuiu os kanjis de Yarou.

—Não é ofensivo. – Audrey comentou.

—Na nossa cultura é sim. Um dos piores palavrões. E eu disse que vocês não achariam ofensivo!

—(...) Traduzindo, se eu te chamar de retardado é ofensivo? – Jay franziu a testa.

—Sim.

—Ouh. Desculpe. – Pandora disse sentando-se no chão.

Hoje estávamos no quarto de Conrado
Por dois motivos.
Ele viu as notas da sua apresentação.
Ele não viu as notas de Armin.

E como ele subiu furioso, fomos atrás dele. Por sorte ele só olhou as notas depois de tomarmos o café. Então, já estávamos de barriga cheia. Barriga cheia e aturando um ataque de fúria de um japonês que podia sacar uma katana e matar a gente ali; simplesmente porque não deram nota para o rival dele. Que só para ressaltar, só hoje a falta, foi sentida, porque o fim de semana ninguém falou dele.

De repente alguma coisa pesada atravessou a janela quebrando o vidro, fazendo todo mundo gritar com o susto e se afastar da parede.

—Que droga Kanzaki! – Exclamou Dégel. – Você tirou uma nota maior que a do Igor. E do que da Joana.

—Estou te ouvindo Dégel.

—Mas, não precisa sair quebrando tudo. – Ele hesitou. – Aliás, o que que era pesado o suficiente para quebrar o vidro? – Verônica abriu a janela e tentou ver. Mas, ela só se abria pela metade.

—(...)

—O que você jogou cara? – Perguntou Jay percebendo que ele não tinha dado conta que ele havia quebrado mesmo a janela.

—Shichifukujin. – Mi-Cha arregalou os olhos.

—Eu não acredito que com tanta coisa pra tu jogar nas paredes você joga os sete budas da sorte. – Ela diz

—Sorte? Não me deram sorte!

—Tem que ir pegar? – Pergunta Max.

—Sim! – Jay exclama abrindo a porta e descendo os degraus junto com Mi-Cha, Antonie e Max.

E foi aí que Conrado deitou em sua cama. A raiva passou. Dégel se aproximou dele.

—Explica pra nós esse seu surto aí, por favor. Eu perdi os primeiros segundos de lógica. – Conrado o encarou. – Claro, você pode guardar toda a lógica para si mesmo. – Conrado se sentou.

—Goldblum estava no teatro. Não é possível que nenhum deles deu uma nota para aquele cara. Me irrita não saber se a nota dele é maior, menor ou semelhante que a minha... Todo mundo tem nota, menos o “diamante lapidado por satanás”. – Me segurei para não rir.

—Onde você ouviu essa expressão? – Audrey perguntou ainda afastada dele.

—Kathy falou isso para o Luco.

—(...) Ao menos me chamou de diamante.

—Cara... – Falei. – Isso não é bom não.

—Ouh.

Dégel pigarreou.

—Acho que a gente devia parar de se preocupar com ele. – Ele disse. – Pensar nas apresentações-teste. Não entendo como ele pode afetar tanto vocês quando sequer fez nada. Nem tudo é sobre ele. Lembra? É sobre nós também!

—Apresentações... – Joana murmurou. – Eu tirei 94.89 com Carmen! Sua nota foi maior que a minha!

—Talvez seja a hora de você parar de cantar essa canção insuportável! – Exclamou Conrado. – Se tivesse cantado bem, ambos teriam uma nota excepcional.

—Não é minha culpa se a sua cara é amarga. Igor devia ter recebido uma nota maior apenas pela simpatia!

—Gente não precisa brigar. – Luco falou.

—Está aqui o seu Shichifukujin...

—Hãn, que se dane! – Ele pegou um casaco no guarda roupa. – Eu vou sair. Sai todo mundo do meu quarto!

—Onde você pretende ir? – Pandora perguntou.

—Não sei. Não interessa, não me sigam!

—Mas, eu... – Audrey perguntou e recebeu uma careta feia. – Certo, bom passeio. – Ele apontou para a porta para todo mundo sair do quarto dele e quando saímos, ele a trancou e sumiu pelos corredores.

—Bom, acho que hoje não temos Conrado né? – Comentou Audrey sem jeito.

—Hunf. Nunca tivemos ele; ele é egoísta demais. – Joana revirou os olhos. – Quero outra audição com Igor regendo dessa vez. Palhaçada.

Descemos para o pátio em silêncio, e de fato, o que a “ausência” do exótico incomodava na vida deles? Afinal, ele tinha ido embora, se humilhando ou não, ele foi embora; e esse era um “plano” (ou não) do Luco, o único objetivo era eliminar ele, descartar; ele fez isso sozinho eles deviam agradecer por isso.

—Ele sempre foi mal humorado assim? – Todo mundo me olhou. – Conrado. Ele sempre foi mal humorado? – Perguntei enquanto nos dirigíamos para o pátio.

—Kanzaki sempre foi cara fechada. Nada agradava ou agrada ele. – Antonie disse. – Sabe, ser o melhor em tudo? Bem o padrão asiático de vencer.

—Eu ouvi isso! – Resmungou Jay.

—Claro. Todos ouvimos! – Mi-Cha disse em seguida aborrecida.

—Eu não estou errado. – Antonie se defendeu.

—Tsc. – Max riu.

—Então, Joana, não apresente mais: L’amour est une oiseau rebelle. – Stefano comenta. – Já tentou a “Queen of the Night? ”

—Não sei se eu consigo como soprano. Eu sou mezzo-soprano. – Mi-Cha sorri.

—Sua voz é intermediária? Hãn. Por isso não tirou uma nota alta!

—Ah, cala tua boca!

—Moças! Parem! – Berrou Luco. – Na verdade, pessoas com timbre de voz mezzo-soprano também podem cantar em óperas. Então, está tudo bem.

—De fato; Jô, já pensou se usasse um apoio vocal? – Dégel sugere subitamente.

—Apoio?

—Porque na verdade, eu considero a gente meio enferrujados para cantarmos sozinhos... Um apoio vocal ajudaria e muito.

—Acho essa ideia válida. – Era a minha salvação

—Young! – Pandora exclama. – Você sabe que vai ter que apresentar algo artístico né?

—Sei.

—Necessariamente não precisa ser um musical. Mas, se na música tiver uma nota bonita, e uma boa apresentação; é válido.

—Vocês já têm alguma ideia?

—Claro! – Falou Mi-Cha junto com Audrey, Max, Jay, Stefano e Antonie. Foi tão sintonizado que fiquei impressionado.

—Não. – Dégel diz sorrindo. – Ainda nem devíamos estar pensando nisso e.

—Toma! – A gaúcha veio com tudo colocando uma folha contra meu peito. – Nossa programação. – Ela passou reto por Luco e encarou Jay de cima a baixo.

—Programação? – Audrey se aproximou de mim. – Que isso?

Quatrième étage
Dates et Lieux de Représentation

30/04 – Teatro William Goldblum

07/05 –Teatro Elisabeth Dorléac

14/05 – Teatro William Goldblum

Olhei para Katherynne que estava parada a poucos centímetros de mim.

—O que é isso?

—O que tá parecendo? – Ela cruzou os braços. Estava visivelmente irritada.

—A data das apresentações?

—Sim! Do nosso andar! – Luco deu uma risada e se aproximou dela.

—Nossa minha eterna Duquesa, porquê. – Kathy levantou a mão, o fazendo ficar em silêncio imediatamente.

—Não ouse falar comigo!

—(...) ?

—Antonie, esse ser desprezível foi até o quarto da nossa Monitora tarde da noite e. Comprou o convite que você deu para ela! – Ele foi no quarto da Mikaele á noite? – Comprou algo que ela ganhou! – Luco ficou pálido igual papel e Antonie se virou para ele imediatamente.

—Você fez o que? Eu que dei o convite pra ela! – Convite? De que?

—Ela não queria ir mesmo... – Luco tentou se defender. – Você está brava comigo? Não fui eu que vendeu, eu apenas comprei! Olha...

—Eu não tenho paz de você não? – Kathy fez um bico, que fez Luco se arrepiar por completo. – Você vai devolver o convite pra ela! Porque eu não estou afim de ver a sua cara em Versalhes não! – Kathy se afastou depois de segurar no ombro de Jay por uns segundos. – Eu não quero ver seus olhos naquele Palácio!

(...)

—Que porra foi isso? – Luco encarou Jay.

—Não! – Antonie começou. – Você foi no quarto da Mikaele...

—Mas, eu não fiz nada! E você? – Apontou para Jay. – O que você fez com minha musa de espartilho?

—Eu...

—Mas, você foi! Não importa se você não fez nada. Não tinha o direito de estar lá! – Joana deu dois tapinhas nas costas de Antonie.

—Você não tem o direito de reclamar Mengoni. Ela é a chéri do Victor. – (...) – Foi ele quem beijou ela, não você, e se ela vendeu o convite; não queria a sua companhia.

Antonie me encarou e eu comecei a puxar ar, senti meu rosto queimar. Cara, Joana é muito língua nos dentes! Eu não queria fazer parte daquele grupo de brigas por causa de garotas. Mas, uma coisa é fato, eu beijei Mikaele e ela vendeu o convite e Antonie. Mas, não seria eu quem iria falar alguma coisa. Jamais.

Então, Dégel colocou a mão no rosto e começou a rir. Todos paramos para observá-lo.

—Eu só observo como realmente Armin cuidava de nós! Evitava que a gente discutisse. E olhe só agora, está todo mundo discutindo! – Ele nos encarou. – Por algo que é só conversar. Quer saber? Acho que podíamos dar uma volta, tipo, no D’Orsay... Visitar a casa de Monet, ou então fazer um piquenique perto do Sena. Apenas para apaziguar esse espírito de inimizades.

—Eu adoraria Dégel. – Falei rapidamente. – Mas, eu preciso ver o que eu vou apresentar na quinta; eu não pensei em nada. – Dégel concordou.

—Ir ao Sena nos daria ótimas ideias. Não acham? – Verônica colocou a sua mão na testa dele.

—(...) Você está muito animado para o meu gosto. Gosto de você assim!

—Merci. Mas, espero que entenda que eu só posso amar uma garota. – Eles começaram a rir, mas, logo as atenções voltaram para Luco, Antonie e Jay.

—O fato aqui é que você está afim da Katherynne!

—Mesmo assim você não tem o direito de ir no quarto da Mikaele

—Ela só segurou no meu ombro...

—Você não ouviu o que a Joana disse? Ela não quer ir com você. Não foi apenas uma “segurada” no ombro, tinha um teor sexual ali.

—Teor (...)?

—Ele só beijou ela uma vez! – Antonie me encarou. – Ou... Teve outras?

—Vocês estão com algum problema? – Mateus! A minha salvação! Assim que ele se aproximou de nós, eu saí correndo, como se não houvesse amanhã, ignorando tudo e saindo de dentro do dormitório.

E após me afastar o suficiente, fui em direção ao Jardin BioPark que não era tão longe do dormitório; ele é um pequeno jardim que está rodeado por edifícios, mas, tem bancos para sentar. Ele apenas não era atraente o suficiente para nós.
Ficaria o tempo suficiente para a raiva de Antonie passar.

Ain Joana, senhorita encrenqueira. Bom, supondo que Jay não correu também, ele ia ouvir bastante do. Uns bancos à minha frente vejo Katherynne com um fichário escrevendo algumas coisas, parece bem concentrada.

Me aproximo dela aos poucos, mas, também não quero assusta-la. Esse seria o local que geralmente ela vem para espairecer? Na verdade, depois de plantar a discórdia, é bom relaxar um pouco. Mas, ela me parece incomodada com algo.

—Katherynne... – A chamei baixinho, ela me o olhou. De cima a baixo. – Eu posso? Podemos conversar? – Ela parecia irritada.

—Sobre o que você quer conversar? Porque está aqui? Lu. – A interrompi.

—Não, Luco não me mandou aqui. Foi porque estava uma confusão entre o grupo em si então eu corri. Posso sentar? – Ela revirou os olhos e acenou; então sentai, mas, não muito perto dela.

—Que tipo de confusão entre o grupo teve que ter, pra você sair de lá em um dois? – Ela ainda escrevia.

—(...) Porque tocou no ombro do Jay? – Kathy riu colocando a caneta na boca.

—Sério que começaram a brigar por isso? Aposto eu que Luco detestou.

—Correto. – Ela fechou o caderno.

—Ele disse algo?

—Na verdade, brigou com Jay. Jay disse que nõ fez nada. E assim se seguiu... – Ela deu uma risada leve. – Antonie quis saber porque Luco comprou o convite e no final, Mateus apareceu... – Ela suspirou quando eu falei o nome dele. – Mas, então; o convite... É de que? Qual a ocasião?

—Você é muito engraçado... Só vem conversar comigo quando não tem eles por perto. E olha, que você tem andado muito com eles. – Ela cruzou os braços e me encarou. – Eu sou o que pra você só vir falar comigo quando eles não querem?

—Não é isso. Primeiro, você quem parou de falar comigo. Lembra? “Porque eu estava andando com eles” – Fiz aspas, e ela deu ombros. – Luco em ciúmes de você e.

—Foda-se Luco Seward! Como se ele tivesse algum controle sobre mim. – Ela ficou em silêncio. – O convite é para um Baile de Máscaras; em Versalhes.

—Uau.

—Não são muitos; então... Luco tinha que se mancar que.

—Mas, a Mikaele não queria ir. – Ela me encarou.

—Ela podia ter dado à outra pessoa, não á Luco; que inferno. – (...) – Não custava nada ela ir.

—Então, o que está escrevendo aí?

—Minhas ultimas ideias para a primeira apresentação quinta,

—Katherynne, seria muito ruim eu pedir sua ajuda? – Ela não compreendeu. – Estou vendo que eu não vou passar nem com a barriga. Preciso de uma dupla.

—Porque não chama uma das suas amiguinhas?

—Bem, eu não tenho muita intimidade com elas e. Bem... Você poderia deixar Luco explodindo de raiva.

Ela colocou a mão no queixo.

—Hmm. É uma boa ideia; mas, aparentemente você deve ser ruim em qualquer coisa.

—Com certeza. Mas; eu aprendo rápido! Vai por mim, eu aprendi latim em um mês.

—(...) Vou ser um pouco indelicada. – Mais? – Latim não vai te ajudar em nada; a menos que você tenha uma boa ideia...

—O que me sugere?

—Cantar. – Meus ombros caíram, eu ia chorar. – Começando pelo difícil eu posso ser seu par.

—Sério?

—Se você realmente tiver um talento muito bom. – Ela levantou o dedo. – E me contar porque a confusão fez você se afastar do “bando”.

—Mas, eu falei...

—Você está omitindo alguma coisa, eu sinto. – Ela ergueu uma sobrancelha. – Porque seria muito ruim, se eu não soubesse. – Ela me olhou como se fosse me matar; como Luco olha para ter o que quer.

(...)

(...)

—Bem... Antonie estava com ciúmes de Mikaele

—Eles não têm nada. – Respiro fundo.

—Foi o que Joana falou; então... – O que eu estou fazendo?

—Então o que? O que Joana falou? Que ela gosta de Antonie?

—Não; falou que eu gosto da Mikaele.

.

Eu mesmo conto os segundos da minha morte, do meu velório, enterro e do fim.

Apenas observo a gaúcha abrir a boca e ficar imóvel por alguns segundos. Até tomar a consciência, piscar e rindo e me encara.

—Isso é sério? – Aceno com as mãos nos bolsos. – Você gosta dela? – Confirmo novamente. Mais alguns segundos sem reação. – Você gosta dela desde que Armin foi embora? – Nego. – Certo, e como Joana sabe disso e eu não?

—Porque você parou de falar comigo... – Kathy fecha os olhos, parece pensar em uma boa resposta.

—Ela sabe disso? Mikaele? – Nego; provavelmente não. – Você correu pra não apanhar do Antonie. – Confirmo. – Faz sentido. (...) Mesmo sobre um grande choque, e revolta, eu posso te ajudar. – Ela coloca a mão no queixo. – Quem diria... Espera, você sabe que é 6 anos mais novo que ela?

—Cinco. São cinco anos. – Ela faz um bico.

—Que merda hein. – Ela solta uma risadinha e em seguida abre o caderno de novo. – Gosto de informações novas. Mesmo todo o clube do bolinha saber disso... – Ela mordeu os lábios. – Acho que eu posso tocar na sua apresentação, se você cantar. E na minha, você pode dançar. Que acha?

—Dançar?

—Você quer passar ou não?

—Claro, eu quero!

—Vai ser assim mesmo.

Eu não entendo porque a Kathy não quer ficar com o Luco... Os dois são os malucos um do outro. Isso é uma maneira clara de dizer que ambos são perfeitos um pra loucura do outro.

*

Naquela tarde nós nos encontramos no pátio com árvores, e ficamos sobre nas mesas de concreto combinamos como íamos fazer.

—Comuéquié?

Supercalifasgilisticexpialidocio. – Kathy repetiu. – Não acredito que você nunca em sua existência ouviu essa música. Mary Poppins é um clássico do cinema e do teatro!

—Olha...

—Olha nada; quem vai cantar vai ser eu, então você vai dançar.

—Mas, a gente só tem três dias.

—Caramba, três dias? – Ela disse sarcasticamente. – Tsc; e agora? Como vamos fazer com tão pouco tempo? – Fiz um bico e ela deu uma risada. – Eu peguei a coreografia mais fácil da internet... – Houve uma pausa. – Acho que você vai ter que cantar também.

—Cantar?

—Tem razão, você não sabe a música, eu sei, eu canto, você apenas dança. – Ela começou a falar rápido. – Eu vou precisar saber das suas medidas, e.

—Espera, isso é a minha apresentação?

—O que? Não. A minha apresentação.

—Espera e a minha?

—Pensei em muitos acordes, mas, não vejo você cantando com agudos então; me diga uma música brasileira que eu penso...

—Eu sei inglês. Tem os Beatles e.

—Garota de Ipanema! – Ergui uma sobrancelha. – Essa eu sei tocar no violão!

—Mas.

—Imagino que você quer cantar uma música em especial. Mas, você vai ter que agradar eles; e geralmente é difícil agradar eles se você não solta uns bons agudos. E cada apresentação vale ponto. Você precisa começar bem; porque, eu apresento contigo, minha nota também conta! Então, vamos pra música mais tocada no mundo todo. – Ela se aproximou do meu rosto. – Você sabe cantar ela?

—Claro.

—Ótimo! Vai dar tudo certo com o meu ensaio. – Não estava muito confiante.

—E isso vai dar certo?

—Se você fazer a sua parte direito, sim. – Ela estava bem concentrada. – Escute, nós apresentamos no mesmo dia; por isso temos que combinar bem, perguntei pra. – Ela fez uma pausa deu uma risadinha. – sua amada... – Meu rosto queimou.

—Kathy... – Ela levantou o dedo me interrompendo. Eu cavei a minha cova agora eu vou ter que deitar nela.

—Ela disse que as apresentações começam depois do almoço, e vão até ás 19. – Ela me olhou sorrindo. – Ela vai se apresentar no sábado de tarde. (...) Eu não acredito que você não me contou que gostava dela!

—Você vai ficar mesmo falando disso? – Eu estava corado com certeza.

—Oia, minha semana estava ruim, achei que essa ia ser péssima, mas, pelo visto não vai ser tão ruim... – Revirei os olhos. Era bem torturante ouvir ela falando dela para mim. (...) Será que me ouvir falando do Luco devia ser tão ruim assim? – Quem apresenta primeiro? Eu ou você? – Dei ombros. – Você primeiro. Pronto! Á noite, eu bato no seu quarto pra ensaiarmos. Esteja pronto e hidratado.

Na hora do jantar, descobrir que aquela semana todo mundo ia se apresentar, então, eles estavam tão desesperados quanto eu. Menos Jay, Mi-Cha, Max e Audrey, que já tinham tudo planejado. Então foi mais como um jantar de reunião, sobre o que seria adequado ou não sobre o que poderiam apresentar.
A conversa se seguiu até o quarto da Joana onde eu só estava esperando Luco se descontrair para ir para o quarto da Kathy.
Porém, fui surpreendido por Mikaele, que apareceu na porta querendo falando com Joana. Então, tinha apenas eu perto o suficiente da porta. Era só usar isso pra sair do quarto dela.

—Fala devagar. – Joana falou.

Ou esperar um pouco.

—Eu não sei se eu entendi bem. Então... – Joana colocou uma mecha do cabelo para trás.

—Quer que eu traduza? – Ela acenou. – Certo. Diga o que “você” entendeu.

—...una moto. – Mika repetia devagar. Mas, eu não sei bem o que ela dizia. – Echar un. – Joana levantou as sobrancelhas e pediu com a mão para ela parar de falar. – O que foi?

—Young tampa os ouvidos!

—Porque?

—Já tampou? – Fiz uma careta e coloquei um fone de ouvido; mas, não dei play. Então fiz joia para Joana, que se virou para Mikaele.

—Então você pesquisou e a tradução foi vaga. – Joana assobiou. – Mi Querida... São expressões sexuais!

—O que? – Eita!

—Informais... Então... Não sei quem te disse isso, mas, significa que; a pessoa está excitada e sugeriu uma rapidinha... – Eu não podia olhar para a expressão dela, mas, imagino que ela esteja tão chocada quanto eu. Mas, com certeza, estou mais chocado.

—Não...

Si, chica... – Houve um longo silêncio. – Vai ficar tudo bem. Aposto que Antonie será bem gentil cont. – Ela mesma se interrompeu. – Ele sempre será gentil...

—(...) Não. Eu... – Ela perdeu a voz. – Merci Joana!

Estare aqui, Dulce. De rien! – Respirei fundo. – Maravilhoso você ouvindo a conversa pessoal dos outros!

—Eu? – Ai que merda.

—Ela veio conversar comigo, não era pra você ouvir!

—E quem te disse que eu estava ouvido?

—Você me respondeu rápido!?

—Ah. (...) Bem, eu fiquei curioso e.

—Você beijou ela e gostou! – Joana colocou as mãos na cintura. – Mas, não significa que precisa saber tudo dela. – Abaixei a cabeça. – Vocês nem tem intimidade o suficiente.

—(...)

—Quer dizer algo?

—Só não diga a eles o que ela te disse. – Ela me olhou surpresa. – De fato, Antonie pode ser gentil com ela. Então; não comenta com eles.

—Não se preocupe Enamorado... Isso é coisa de mulher. Você ouviu porque é curioso!

-Preocupado?! – Joana se aproximou da minha orelha.

Mi chico enamorado... Você só tem que se preocupar com os rivais a sua frente. – Sua voz soava maliciosa, mas, também não era mentira... Joana sabia colocar lenha na fogueira e temperar o que quer que fosse.

Mas, no final das contas, eu só tinha que me preocupar com os rivais a minha frente.

Notas finais
Era para estar pronto á uns dias, mas, eu não queria perder nenhum deles.Kkkk Obrigada por simplesmente lerem... Ás amoras e amores, residentes parisienses que habitam no Brasil; agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até o próximo capítulo ♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. ~♠~ ~♦~E Paris sempre vai estar pronta para nós. ~♦~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~