E Eu sou o Amor da Sua Vida?

53 Longe dos Olhos. Longe do Coração


Notas iniciais
O terceiro capítulo do mês!! O plano sempre "não ter nenhum plano", porque aí no final tudo aos poucos se resolvem. Porque se não tem solução, não tem problema. Correto? Pode ser. Pode não ser... Oh, então temos um capítulo diferente!? Vamos ver se esse estilo agrada. Espero que sim, porque eu me demorei tanto nele, porque eu simplesmente gostei dele. Do nada. Amável♥ Vou dedicar esse capítulo á Belissíma Aurora e á Minha Fã nº1. Ambas merecem, ambas estão entre lendo e agitando kkkk Esse é o lance♥ ♪Stromae ~ Santé ♫ ♪Imagine Dragons ~ Radioactive♫ ♪The Script feat. Will.I.Am ~ Hall Of Fame ♫ ~Enjoy. ♥

Kathy

Estes são os dias que estávamos esperando, em dias como esses, quem poderia querer mais?

Eu queria muito ir para o Baile de Máscaras noturno em Versalhes. Só haviam três pessoas em toda a França que sabiam que que não queria ir somente em um piquenique com roupas barrocas, apresentações, desfiles e concurso de melhor fantasia.

Mateus, que disse que quando eu tivesse 17 anos iria me levar. Luco, que havia dito quando namorávamos que ele achava que eu merecia uma noite só para mim. E Armin, porque eu disse o quão legal seria ir em um Baile de máscaras, e ela vai e me soltou sobre a noite em Versalhes; mas, que nós não podamos ir porque lá tem bebida alcoólica, e bem, tecnicamente não poderíamos ir ser um acompanhante. (No Brasil isso jamais seria um problema.)
Como Luco tinha menos de 15; e Mateus não morava em Paris, Armin não iria para lá sem um grupo. Até porque ele era um pássaro, né para andar em bando!

Porém, com tantas coisas ruim ocorrendo ultimamente, eu merecia uma diversão diferente. Na verdade, todas nós precisávamos. Eu, Nieh e Mika. Seria tão fabuloso Nieh dançando com Lafayette, Mika com Antonie, e eu dançando com o Alexy. Então me aparece Luco sem noção querendo se mostrar o sensual; mas, o único bom exemplo que ele teria dado seria Albert e Victoria. O único romance de monarquia que eu aceito.
Mas, eu estava indo com Alexy justamente para Luco não importunar; e mesmo assim, ele faz o inferno para conseguir uma coisa que nem foi com o dinheiro dele. Bom, depois disso, só me custou, me irritar com ele, com Mika por ela ter vendido pra ele, com a data das apresentações tão próximas assim, e por cima de tudo; ver a minha amiga sofrendo por uma pessoa que foi embora e nem quis dar um beijo nela antes.

Mas, eu também eu não estava esperando muito, na verdade, eu estava apostando tudo o que eu tinha naqueles testes apresentação. E não ter tempo para me preparar me deixou um pouco estressada.

—Explica de novo... – Pedi encarando Mika nos olhos. – Me ajude a entender o que máscara tem a ver com aqueles olhos bizarros dele... – Ela fechou a mão e os olhos. Ela aprontou, e nem foi um aprontou bom. – Não estou com pressa.

— Quase meia noite. – Ela começou e Igor que apenas veio falar da sua nota sentou do meu lado para saber o que ocorreu. Brasileiro tem uma alma de fofoqueiro agitada para sair. – Luco bateu na porta, entrou sem pedir licença e depois de falar coisa com coisa.

—Bêbado. Óbvio – Resmunguei.

—Por um milagre, não. Ele estava bem sóbrio. – Eu, Igor e Nieh fizemos a expressão de “não pode ser”. – Até eu fiz essa cara que vocês estão me fazendo. Super sóbrio. Então depois de papo vai, papo vem, ele perguntou por quanto eu vendia o convite, e eu vendi por um piano, umas roupas e um carro.

—(...) Onde você vai enfiar um piano? – Perguntei incrédula.

—Pra que você pediu um carro? – Perguntou Nieh.

—Achei bem justo as roupas. – Igor riu, e ela riu junto com ela. – Ele vai te dar ou.

—Ele me fez um cheque. –Igor assobiou.

—Porque você fez isso? – Perguntei.

—Sinceramente? Não sei, ele começou a implorar, implorou, eu comecei a ficar com sono, daí ele começou a cantar. – Rangi os dentes. – Eu não queria ir com Antonie. Me desculpa.

—Não. Não perdoou! – Peguei o papel que continha o cronograma das apresentações e levantei da mesa.

—Kathy. Espera; se fosse com outra pessoa, tudo bem e.

—Outra pessoa é o Rowell, não é? Acontece que ele te deixou para trás, só segue o baile. Ao menos ele sabia que eu queria ir nesse Baile. – Peguei uma folha a mais e me afastei. – Parabéns Igor; tenha um bom dia!

Olhei para a data das apresentações e bem, digamos que eu estou um pouco sem opções do que fazer ou apresentar mesmo. Se figurino fosse um quesito, eu poderia fazer muita coisa.
Mas, no momento, eu estava nervosa com Luco também, não podia esquecer disso...

Eu ia enfiar aquela folha na goela do Luco. Mas, ao menos eu entendia o que ela quis dizer; do mesmo jeito que eu estava irritada por Luco ir, ela devia se sentir mal em ir com Antonie. Ex duas vezes. Mas, esse não era o caso. Tanto que quando avistei a trupe de Luco, eu tive uma visão de que enfiar o papel na goela dele seria muito complicado.

Me aproximei deles com tudo e jogue a outra folha contra o peito de Victor.

—Toma! Nossa programação. – Segurei tempo o suficiente para que ele a pegasse e lesse; percebi que Jay estava afastado deles então fui em sua direção. Ele estava bonito, não é sempre que ele usa o gorro azul escuro. Hoje ele usava.

—Que isso? – Oh por Deus! Cruzei os braços. Luco teria engolido numa boa. Ou sufocado...

—O que tá parecendo?

—A data das apresentações?

—Sim! Do nosso andar! – Então veio aquela risada.

—Nossa minha eterna...

—Não ouse falar comigo! – Interrompi Luco que me olhou sem entender; talvez o choque e eu tê-lo o tratado com simpatia ontem foi demais para a realidade de hoje. Me virei para Antonie, com uma expressão de “acabe com ele você”.

— Antonie, esse ser desprezível foi até o quarto da nossa Monitora. – Poderia ter dito em particular? Mas, eu estava indignada demais para conversar em particular.

—Você fez o que? – Oh. A intenção saiu melhor o que eu esperava. Me aproximei de Jay.

Ohayo... – Segurei no ombro dele sorrindo, e recebi o sorriso mais bonito da minha vida.

Sugooii... – Ele disse baixinho, me fazendo me arrepiar toda, sinceramente, eu estava começando a gostar daquele japonesinho aleatório que surgiu na minha vida.

—Você está brava comigo? – Encarei Luco.

—Eu não tenho paz de você não? – Fiz um bico; me segurando para não dar na cara dele, e sei que ele sabia disso. – Você vai devolver o convite pra ela! (...) – Apertei o ombro de Jay, que se mexeu. – Pardon. – Eu precisava espairecer, pensar, precisava pegar meu caderno de ideias e escolher uma para realizar.

Eu não posso sair descontando minha raiva do meu ex no meu ficante. (...) Futuro ficante, eu e Jay ainda não nos beijamos, então é certo chama-lo de ficante. Mas, apenas que estamos tendo um rolo; algo firme eu poderia dizer? Meu celular vibrou.

“Incrível.
Você foi incrível.
E aposto que Luco ficaria com inveja do apertão que você me deu.

O quanto eu estou arriscando aqui? Então eu ri. De fato Luco ficaria com inveja da força que eu apliquei no ombro do Jay. Mas, àquela força era para ser aplicada no rosto dele. Apenas entrei no quarto, peguei meu caderno e sai. Eu precisava comer alguma coisa, porque naquela manhã foi tanta raiva que nem deu tempo de comer.

—Ah, você está aqui! – Assim que bati a porta senti um arrepio vindo atrás e mim, e quando me viro, não estou confortável.

—Mateus... – Ele estava de cavanhaque, incrivelmente charmoso... Não estava mais com a cara de acabado que ele vinha demonstrando desde que chegou em Paris.

—Katherynne! – Em qualquer ocasião eu apenas concordaria com ele lhe dando uma resposta crua, claro que eu estaria aqui, esse é meu quarto. Mas, não achei que precisava –Bom... Como você está?

—Estou bem. Na verdade, estou ocupada; queria dizer algo?

—(...) – Ele queria. – Não. Nada. Não quero que se atrase para nada; aliás, começa a sua semana de testes. Na verdade, e estou feliz de poder ver você se apresentando.

—Ah! – Assobiei. – Irei dar o meu melhor. Você sabe disso. – Ele sorriu. – Dê o seu melhor também.

—É o que estou indo fazer. – Ele acenou pra mim. – Tenha um bom dia.

—Merci.

(...)

Analisando bem a situação, ele está melhor. Analisando tudo, eu posso estar melhor sem ele.
Mas, uma coisa que.

Não! Ele me trocou pela Simone. Ele foi na dela. E eu vou esquecer isso.
Caminhei até o Jardin BioPark, lá tem uma vibe bem ecológica, silenciosa e o mais importante, não é um ponto turístico muito conhecido ou movimento de paris, e tem bancos para se sentar; assim, eu poderia pensar tranquila.

Assim que me aconcheguei em um banco recebo outra mensagem.

“Aparece pra gente conversar. Já conversei com o Antonie. Por favor, só essa semana, não vamos ficar irritadas uma com a outra. ”

Guardei o celular. Preciso pensar.

Cantar primeiro seria uma boa ideia. Mas, eu não estou com pique para isso, nem para dançar ou interpretar; na verdade, como veio de surpresa me desanimou um pouco. Apenas fico pensando no pessoal do primeiro andar que vai ter que se apresentar hoje. Se tá em cima pra mim imagina pra eles. Comecei a escrever, talvez começando com um monótono seria mais interessante, como guardar o melhor pro final...

—Katherynne... – Ah não! Mas, que droga. Dou de cara com Victor, e apenas o examino com o olhar. – Eu posso? Podemos conversar? – Eu só queria paz. O que aparente está bem difícil hoje.

—Sobre o que você quer conversar? Porque está aqui? Lu.

—Não, Luco não me mandou aqui. Foi porque estava uma confusão entre o grupo em si então eu corri. Posso sentar?

—Que tipo de confusão entre o grupo teve que ter, pra você sair de lá em um, dois? – O que poderia ser tão interessante? Para ele me incomodar?

(...)

Puta que pariu! Assim que eu cheguei do parque, fui direto pro quarto da Mika. Ela disse que até quinta ela não iria à biblioteca; eu estava afoita aos montes, que porra foi aquilo que o guri me contou?

Porque eu sou a última a saber? Não importa, não importa! Eu nunca imaginei que Victor seria tão louco assim. Mas, entre nós dois, ambos somos loucos nesse sentido. Porra!

Tanta coisa faz sentido agora, eu nunca liguei a essa razão.

—MIKAELE! –Berrei entrando no quarto dela. Que se virou com tudo. – Eu posso saber de uma. – (...) Você está chorando?

—Não... – Fecho a porta devagar e me aproximo dela.

—O que aconteceu?

—Nada em particular. – Ergui uma sobrancelha. – Não vou incomodar. Apenas quero saber; porque entrou me gritando? – Sentei no seu carpete.

—Porque estava chorando? Não vai me incomodar! Vai me incomodar se você não contar! – Mika fungou. – Quem fez você chorar?

—Ninguém. – Ela se sentou na cama. – Você se acalmou? – Ela mudou de assunto. – Eu pedi desculpas para Antonie, disse que achava melhor nós dois não sairmos.

—E ele?

—Ele deu o meu convite para a Joana.

—Caraca! É sério isso? É por que você tá chorando?

—Não.

—Então, é porque? – Ele ficou em silêncio por um momento.

—Aan; liguei pro Armin.

—Porque? Ele te deixou, nos deixou! Preciso anotar isso? Ele foi embora porque quis! Nem te deu um beijo, ele só liga apenas para ele! E você liga pra ele?

—Na verdade, um rapaz apareceu no dormitório hoje, queria falar comigo, parecia bem urgente. – Comecei a prestar atenção. – Ele se ofereceu para ser meu parceiro na apresentação teste. – Ri.

—Achei fabuloso!

—Não! Eu nunca vi ele; como é que ele sabe quem eu sou? Como ele vem aqui do nada oferecer ajuda? Como.

—Porra Monitora Mikaele! – Eu gritei com ela. – Paris não é tão gigantesca assim quando você é um estudante de um Colégio prestigiado! – Respirei fundo e abaixei a cabeça. – Qual o problema de um outro rapaz estar querendo ser seu parceiro de apresentação? Eu arrumei dois!

—Dois?

—Existem mil olhos me observando, eu cansei de ser observada, agora eu quero observar, e nesse quesito, eu tenho arrumei dois e você não vai me impedir de porra nenhuma!

—Katherynne! – Acenei com a mão me desculpando.

—E você ligou pro Armin para contar isso?

—Foi algo semelhante. – Ela fez uma careta. – Não foi Armin que atendeu. Era uma garota, que falava espanhol; e ela passou pra Armin que disse me ligaria assim que a “confusão” estivesse acabada. – Assobiei. – Não sei qual era a confusão, mas, sei que ela falava junto com ele, foi horrível.

—Uh não... Sinto muito. – Mika respira fundo. – Eu não vou comentar nada sobre isso. – Eu queria comentar que ele já tinha trocado ela e que era bola pra frente, mas, eu não podia fazer isso; ela não merecia isso. Nem da minha parte, nem da parte babaca do Armin. – Mas, o que ela falou?

—Eu não entendi bem o que ela disse, está além da minha tradução. – Ela jogou a cabeça para trás. – Parecia divertido.

—(...) Deixe Armin pros Estados Unidos. Me conta do rapaz que apareceu te procurando. Como ele era?

—Alto, magro, estiloso, cabelos pretos desgrenhados, olhos... – Ela fechou os olhos. – Castanhos, nariz fino, tatuagem na palma da mão.

—Hm... – Coloquei a mão na boca. – Alguma chance dele chamar sua atenção amorosamente? – Ela estreitou os olhos. – Porque ele parece muito bonito...

—Não! Ele (...) Precisaria de muito mais para atrair meu interesse. – Me aproximei dela.

—Claro. – Concordei. – Tipo o que?

—Tipo o que?

—Tipo o que atrai o seu interesse? – Ela se afastou um pouco.

—Pra que isso? Nunca se preocupou com isso... – Ela revirou os olhos. – Até porque isso não importa agora. O que você pensou quando escolheu dois parceiros? – Estralei a língua no céu da boca.

—Na verdade para causar na apresentação mesmo.

—Kathy!

—Você sabe melhor que ninguém que, eu dependo dessas apresentações para passar de ano. Aliás, todos nós precisamos. As provas só fazem a gente passar de série; que podemos terminar no Brasil. Eu não tô nem um pouco afim de voltar para o Brasil.

—Porque está tão insegura?

—Não sei. Antes do teste de orquestra... – Cruzei os braços. – Ouvi Lafayette dizendo que para novos alunos entearem, os atuais precisariam sair.

—Mas, isso é padrão. Sempre foi assim.

—Não! O jeito que ele falou foi diferente. Tanto que naquela noite mesmo ele disse para o Antonie que “Não ia ser surpresa se os demais testes nos pegassem de surpresa. ”

—Quando você ouviu isso? – Dei ombros sorrindo.

—O que importa é que realmente fomos pegos de surpresa! – Me levantei e comecei a andar pelo quarto. – A partir do momento que Armin disse que ia ajudar a gente, eu já pensei “vai ser um baguio difícil” porque ele não ajuda ninguém.

—Você aprendeu algo com ele?

—Aprendi á dançar e cantar sem perder o folego.

—E está preocupada com?

—Com tudo. – Estralo os dedos. – Bom, arrumei dois porque a arte é um casamento! – Mika ergueu uma sobrancelha e torceu o nariz.

—Não é não... – Ela riu. – Na calçada da fama só tem espaço pra UM nome!

—Aaah, pare! Você só está assim porque Armin foi embora. – Hesito. – Desculpa por ter falado do garoto estranho lá e gritado contigo. – Ela dá ombros.

—Tudo bem. Acontece.

—Mas, então, você não estaria interessada em outra pessoa?

—No momento, não. – Ela se levantou e começou a mexer nos papeis dela. – Porque a curiosidade?

—Hãn, nada demais. – Ri. – Até porque eu quero muito que você vá para Versalhes comigo. Com um par, de preferência. – Ela me encarou.

—Você não vai me arrumar alguém né? – Mordi os lábios.

—Toda rainha Elisabeth precisa do seu príncipe Philip!

—Ah Kathy não. Por favor, eu não estou em um no momento para conhecer ninguém.

—Precisa beijar na boca, já que Armin não fez isso. – Ela se corou, fechou os olhos e contraiu os lábios.

—Nós queríamos muito nos beijar. Tanto eu quanto ele; mas, seria cruel demais. Então, não nos beijamos.

—Que bestagem! Seria cruel se vocês estivessem na cama e bem na hora não fizessem nada. – A olho indignada. – Se queriam tanto se beijar, porque não se beijaram?

Naquele instante ocorreram duas coisas que eu não estava esperando.

Ela começou a chorar. Em seguida ele jogou todos os seus papéis para cima irritada. E me encarou.

—Eu não sei! – Ela exclamou. – Eu não faço ideia! Mas, também não precisa jogar na minha cara! (...) Ele queria me levar com ele. Mas, eu cortei ele. Eu não sei se ele me levaria... – Ela passou a mão na testa. – Tirando isso Katherynne; quer dizer mais alguma coisa?

—Aan... Você vai apresentar ás quartas também? – Mika enxuga as lágrimas das bochechas e nega.

—Eu vou apresentar aos sábados, junto com os alunos do 7º andar, á tarde. Igual você; depois do almoço até as 19; na hora do jantar. Se você perder uma apresentação será difícil recuperar; cada semana são professores e profissionais diferentes; então...

—Eu sei, eu sei. Me organizar.

—Você e seus dois pares; quem quer que sejam... – Minha língua estava coçando. Será que ela sabe que o guri gosta dela? Deve ter uma noção, aliás, somos do mesmo andar. Até porque, se aquele inútil do Luco sabia, com certeza ela sabia. Mas, no momento ela ainda está sofrendo pelo Armin; que deve estar se engraçando com outra pessoa. Mas, aqui. – Katherynne?

—Hum!?

—Você está me ouvindo?

—Estou. – Céus, eu ignorei tudo o que ela falou. Caray...

—Sério? – Concordei. – Katherynnee. – Ela disse séria. – Em quem você está pensando?

—(...) Em “quem”? – Mika respirou fundo, e em seguida olhou no celular. – O garoto desconhecido se apresentou para você?

—É do Depardieu. – Estou surpresa. – Schuyler...

—Do Depardieu, e não mora no dormitório? – Retruquei.

—Ele não é do Programa de Artes Cênicas. Ele mora em Paris.

—Então não é tão desconhecido assim... – Ela fez uma careta. – Não estou mentindo.

—Ele falou pra mim. Não conheço ele. Nunca o vi antes.

—Quais são as chances então, de você conhecer e sair com ele?

—Zero.

—E de se apresentar com ele?

—Kathy, eu não vou sair com quem não conheço. – Pensei um pouco.

—Então, devia parar de ligar para o Armin. Ele não merece suas lágrimas. – Apertei suas bochechas. – Vai por mim, o amor está no ar e é só você parar par reparar nele! – Mika me deu um sorriso concordando.

—Certo. Se eu fosse você, iria preparar a minha apresentação.

—Apresentações!

—Com os dois parceiros?

—Acredite em mim; vai ser fabuloso!

*

Naquela noite eu pensei bem. Se depender do guri vai ser um fracasso!

—Qual é Victor!? Não tem como ser difícil! Escolhi a coreografia mais fácil da internet.

—Admiro a seu esforço, mas, eu estou fazendo o meu máximo!

—Pelo amor de Deus guri. Até um tronco de árvore tem mais ritmo que você!

—Hey!

—Você não está nem se esforçando para copiar a sua parte!

Estávamos no quarto dele; completamente sem graça e não tinha muitas coisas, então, após arrastarmos a cama e alguns moveis tínhamos um bom espaço para dançar. Ou o que eu imaginei que seria dançar... Coloquei meu laptop na escrivaninha e peguei uma das coreografias do programa: dança das com as estrelas, examinamos a coreografia e arrumamos para nossa realidade. Já ele; não falo ideia do que ele fez.

—Desculpa... É que. – Ele hesitou.

—O que está te machucando?

—(...) Ouvi uma conversa.

—E diz respeito à você?

—Não. – Antes que eu disse algo, ele continuou. – Foi sobre algo que disseram pra Mikaele.

—(...) O que disseram pra ela?

—É embaraçoso. – Dei uma risada.

—O que poderia ser embaraçoso?

—Ela pediu pra Joana traduzir uma frase.

—Hãn.

—No final, mesmo sem ouvir, e sem entender, era algo de teor sexual.

—Poha! – Tampei a boca. – Tipo o que?

—Algo como excitado e rapidinha e. – Comecei a rir. –O que foi?

—Quem por Deus, falou isso pra ela?

—Ela não disse quem foi; apenas pediu pra Joana traduzir porque a tradução não fazia sentido.

—(...) Bem... –Seria possível? – Fique despreocupado, ela nunca faria uma coisa dessas.

—Como você sabe? – Dei um sorriso para ele.

—Apenas sei. Agora, se você não tem nada mais interessante a dizer, foca na dança porque estamos atrasados! – Ele arfou. – Vamos tronco de árvore, vai dar tudo certo. Porque se não der certo pra mim, também não vai dar certo pra você!

—Merda.

~>

Treinamos até perto de onze da noite, ele é horrível dançando, espero de verdade que ele melhore, eu poderia simplesmente ignora-lo e escolher outro parceiro ou fazer sozinha, mas; estou realmente com dó dele, não ter talento. Ao menos não para dançar. Cantar não deve ser tão difícil assim.
Alguém bate porta com batida ritmada,

Abro a porta e Jay me olha bem nos olhos, eu nem preciso me abaixar para ele me olhar nos olhos, ele tem a altura perfeita, os centímetros certinhos. Ele me dá um sorriso, e em seguida estende duas caixinhas da cor rosa.

—Macarons e bolo de frutas vermelhas. Qual você quer?

—Macarons mon ’amour. – Digo rindo e ele me entrega uma caixinha. – Porque não entra? Não está tão tarde. – Jay encosta sua testa na minha; confesso que quero um beijo, mas, desse jeito é tão... Fofo!

—Fiquei sabendo que está ensaiando o calouro. Então vim trazer um doce, você tem que descansar. Então, como estão as coisas?

—Está um pouco difícil não sou professora. – Digo. Se eu estiver contando certo, e eu estou; no 3º encontro, ele vai me beijar; é um saco esperar TRÊS encontros pra beijar, então, deve valer MUITO A PENA.

—O quão ruim ele está sendo?

—O suficiente! Tipo, não ruim, mas, ele nem está se esforçando. Ele é a árvore do Mágico de OZ! – Jay ri.

—Admiro você estar ajudando ele. Colocamos Audrey para dançar com ele, porém, ele não quis.

—Ele não vai dançar. Eu vou, ele vai cantar! – Jay parece surpreso.

—Ouh, então acho melhor você ajudar ele na dança.

—Já estou arrependida.

—Eu sei que vai conseguir. – Ele esfrega o nariz no meu. – Atrizes também são professoras. – Antes que eu possa dizer algo ele tomou a coragem de me beijar. ME BEIJAR!
Foi um beijo devagar, que me pegou de surpresa me fazendo tremer, porém, tão de repente começou, acabou. Fiquei surpresa. – Bonne nuit

—Nuit. – Disse ainda surpresa. Jay piscou pra mim, e eu fechei a porta.

Então tinha meu merecido descanso, com doces e um beijo. Que eu esperava mais, porém, começamos bem, o plano, é manter esse plano e aperfeiçoar os lábios dele. Quase quinze minutos despois ouço baterem na porta; Jay pode ter esquecido de dizer algo.

Para minha frustação é Luco.

—Que tu queres inferno do meu ódio? – Ele dá uma risada sarcástica. – Você é insuportável! – Ele concorda e segurando a porta se aproxima de mim e fui horrivelmente rápido.

—Não é muito fácil te explicar. Eu preciso demonstrar.

—Não! Nem pensar! – Exclamo. Ele sorri e então me beija.

Luco me beijou! Ele demonstrou sei lá o que me beijando.


Ele colocou uma mão em meu ombro, e a outra em minha nuca segurando ela, enrolando seus dedos nos meus cabelos. Era um beijo profundo, lento, fervente, quase excitante. Um arrepio subiu sobre a minha nuca, fazendo meu coração bater rapidamente.

Eu estava tão alta... Eu estava entorpecida, era capaz de voar com aquele contato que Luco estava fazendo.
Luco me beijou!?

Não! Eu falei muito mal dele para cair nas graças desse idiota. Não posso simplesmente ignorar o Jay. Ele não é descartável; Luco é um imbecil, ele nem devia estar aqui no meu quarto, me empurrando contra a parede.

Sem ligação entre nós dois! Empurrei Luco para longe de mim e imediatamente fechei a cara. Luco apenas sorriu, aquele sorriso largo e assustador que ele sabia dar. O que me fez sentir ódio novamente.

—Eu não sou nada sua! – Ele arfou. Segurei meu abajur. Não pode vir me beijando assim e.

—Se você jogar em mim, eu vou ficar gostar!

—Seu doente! – Assim que eu joguei o abajur em sua direção pegando em seu ombro, começaram a bater na porta desesperadamente, como se fossem derruba-la. – Se prepara para sair. – Chutei Luco para poder abrir a porta; devem ter escutado os gritos.

—Eu. Estou arrependido... – (...)

—Mateus?! – Me afastei um pouco. – Arrependido?

—Achei que ia ser o melhor para nós, mas, só deu errado. – Ele parece desnorteado. – Virou um problema. – Ele estava cheirando a álcool; ele estava bêbado! Mordi os lábios, eu nunca vi ele bêbado. Até porque Mateus não bebia, nem socialmente.

—Você... – Aquela era a pior cena da minha vida. Aaah não!

—Quer ficar com você! – Fechei os olhos. – Preciso tanto de você. – Ele não. – Sem você não funciona.

—Hãn, grandão, acho que ela não quer você, na verdade, estávamos... – Empurro Mateus para longe da entrada do meu quarto e saio do quarto.

—Moniteur Mikaele! – Grito assustando os dois. Um tempo depois ela apareceu assustada. – Ele está bêbado. – Aponto para Mateus. – Luco invadiu meu quarto! – Eu não vou ficar aqui essa noite. Bonne nuit!

—Kathy! – Mika me chamou, mas, eu não ia voltar para lá naquela noite.

Oyasuminasai...

Konbawa.

Konbawa. – Repeti, Jay acenou. – Então estive pensando; seria muito abuso da minha parte, se eu dormisse aqui contigo hoje? – Jay ergueu uma sobrancelha, ficando em silêncio.

—(...) – Ele pensou um pouco. – Será um prazer ter a sua companhia essa noite... Na verdade, é uma honra. – Dou um sorriso e entro.

Minhas mãos tremem, não consigo evitar de pensar em como vi Mateus, e no limite que Luco ultrapassou; mas, entre ambos, o pior é com certeza ele precisar estar bêbado para dizer qualquer coisa romântica...

Eu não posso estar dividida...

Notas finais
Obrigada por simplesmente lerem... Ás amoras e amores, residentes parisienses que habitam no Brasil; agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até o próximo capítulo ♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. ~♠~ ~♦~E Paris sempre vai estar pronta para nós. ~♦~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~