E Eu sou o Amor da Sua Vida?
58 Imperfeito é Melhor do que Perfeito
Notas iniciais
Luco
Guiado pela batida de um coração, eu não posso dizer onde a jornada vai acabar, mas sei por onde começar (...) Dizem que estou preso em um sonho. Bem, a vida vai passar por mim...
Precisa ser perfeito!
Gastar o suficiente para fazê-la feliz, incrivelmente amada, sortuda, surpresa, sem reação e curiosa: “Oh, quem será que me deu isso? ” Eu queria sentir a surpresa e dizer que ela merece o mundo. Eu sempre sonhei além, Armin dizia que eu sempre fui dos Garotos Perdidos. Mas, eu poderia me encontrar quando quisesse. E eu me encontrava sendo o “King of New York”. Mesmo que minha mente dê umas embaraçadas engraçadas.
—300 euros. – A atendente fala em francês; torço a boca.
—Rabais? – Peço um desconto, ela nega com a cabeça. – Porquoi?
Ela respirou fundo.
—Muitas pessoas e empresas compram e encomendam muguets para o 1º de maio. – Puxo então e mostro meu cartão do Depardieu e a identificação da nossa Instituição na minha carteirinha de inscrição. Nós somos conhecidos pelos arredores de Paris, e em outros locais da França, como Montpellier e Rouen-Normandia. – Você é do Le Rouge?
—Oui! – Digo.
—Oh. Que bom. – Eu ganharia um desconto. – Você é o diretor? – Nego. – Então são 300 euros. – Que grossa! Paguei, o que acabou me deixado com menos de 200 euros; entretanto, era por uma boa causa, ela merece. Ela merece tudo e muito mais. – Merci. – Acenei para florista, minha entrega estava prevista para dia 30, não queria que fosse junto com o carregamento que eles sempre levavam para o Depardieu.
Katherynne Kurz sempre foi magnifica. O dia que eu conversei com ela pela primeira vez, foi como estar em uma enorme queima de fogos do 04 de julho. Porque a primeira vez que eu conversei com ela, não foi a primeira vez que a vi, e segundo ela mesma era ridículo como haviam alunos que exigiam que toda a França falasse inglês em vez de França. Aquilo foi uma indireta pra mim. Claro, eu cometi um erro? Alguns? Vários? Com certeza. Eu não posso esperar que ela goste muito, mas, eu espero que ela fique ao menos surpresa. Comecei a refazer o caminho para voltar ao dormitório, ainda era dia 25 e eu precisava ensaiar para o meu momento no palco. Meu maior ato de amor para a minha amada New York!
Parei de andar. (...) Pensei um pouco. Onde eu errei exatamente com Kathy Kurz? Não acho que batidas na porta de seu quarto depois do toque de recolher a incomodava... Nem se eu ficasse sumido com meus amigos, mas eu me redimia com doces e canções. Nada estava perdido. Eu não sei se foram as conversas acaloradas com os estrangeiros que a deixavam incomodada, ou geralmente brigarmos para monopolizar uma conversa. Na verdade esse recomeço é muito novo para mim, já foi um baque sair do meu país e me acostumar com outro país e bem depois de bem acomodado ser mudado novamente, sinceramente foi inesperado.
Primeiramente, Armin disse que cuidaria de tudo para que nós não sofrêssemos ou fossemos afetados emocionalmente com o local. Infelizmente, a Rússia não era lá muito amigável não, e o rompimento da amizade foi desgastante. O que fez com que cortássemos contato com todos na França. Confesso poderia ter me esforçado igual Dégel se esforçava escrevendo sempre para Niedja mais... Eu nunca tive um encerramento. Dégel também não; mas, ele era o último romântico do grupo, o que o deixava literalmente vivo era escrever. Eu preferia falar, demonstrar, vê-la.
Mesmo com as inúmeras alegações dela, doía. Sim, meus transtornos nunca foram devidamente tratados, eu podia ter sido melhor, meus olhos têm uma cor ótima, minha marca de nascença no pescoço é única e é uma coisa que eu sempre me orgulhei. Ela não falava mal dela, mas, tinha medo dos meus olhos. E nesse meio, como ficar normal com uma coisa que eu nunca tive controle como genética? Então porque eu ainda queria estar com ela? Meu estomago se apertou com a lembrança do dia que ela terminou comigo, no dia do aniversário dela, sem entender meu ponto de vista, sem conversar comigo, apenas para entender. Mas, não, o maravilhoso M.S. sabia mais porque ele era mais velho, mais inteligente, mais atraente, mas, ele era comum. Não era como eu, único.
Claro que nos meus devaneios, eu tenho certeza de que o único motivo que eu não tenho raiva dela é porque quando você sofre uma lavagem cerebral você muda radicalmente. E quem melhor que um americano para confirmar isso?
Estadunidenses, Kathy odiava que eu me chamava de americano, porque América não é um país, é um grande continente. Foi por isso que eu me encantei por ela. Me pisar com conhecimento é uma coisa que eu nunca experimentei na minha vida inteira. Eu ainda tenho esperanças de estar em um lugar lindo com ela. Em algum momento único, no ano novo? Com certeza. Vida nova.
Claro, não importa o que ela vestisse ou onde estivesse, ela conseguiria roubar o meu ar assim que eu colocasse os olhos nela. Sempre que a vejo sou tomado por sensações de dopamina. De repente senti algo na minha testa, um peteleco.
—Auh! – Era Verônica que estava na minha frente. – Bonjour!
—Para de andar e sonhar ao mesmo tempo. Fica estranho. Onde estava? – Dei de ombros e ela revirou os olhos. Eu gosto das caras e bocas da Verônica, mostram um lado caótico dela que nunca desgruda daquela alemã. – Que seja, você tem que manter-se tratado.
—Verdade! – Dou um sorriso. Ela vai me conduzindo para dentro do dormitório, pelo que entendi eu estava a um tempo parado na calçada. –Aparentemente precisamos manter todo os seus neurônios funcionando, não é? – Mantemo-nos funcionais era uma questão muito respeitada no grupo. Afinal, todos tínhamos os seus comportamentos atípicos, por isso andávamos juntos.
—É. – O seu “é” tem agora um tom diferente, eu nunca sei o que a incomoda ou a agrada. Talvez seja o clima da primeira semana dos testes, mas, é normal, sempre foi. Com exceção que dessa vez não temos o nosso “Líder de torcida Oficial. ” E eu não sei manter o ritmo dele sem surtar um pouco.
*
1º de maio, não tinha como o 5º Andar se apresentar, pois não tinha nenhum responsável para dar nota, feriado mundial né? Fui pegar as flores de Kathy antes da minha apresentação na quarta, sei que eles entregariam, mas, algo me dizia, “vá buscar”. Senão ela descobriria que eu comprei muitas flores. E o efeito surpresa se encerraria, na verdade, não teria. Porém eram muitos vasos para trazerem, então eu tive que pedir ajuda de veteranos que me conheciam, mesma nação. Eles eram do outro prédio terminando acho que as graduações, eu não sei, sei que eles tinham mais de vinte e tantos anos. Não precisamos de tantas viagens, mas, como não tinha elevadores no prédio, o que era muito revoltante, quem tinha pernas e braços para subir quatro lances de escadas?
Quando nós chegamos não tinha ninguém em volta, coloquei os sete vasos no meu quarto e tive meu dia relativamente normal, um ensaio antes do teste, o teste, na qual eu fui o oitavo a apresentar, e sinceramente sapateado não é fácil, eu estava muito orgulhoso desse feito, pois, eu simplesmente esqueci como se sapateia. E depois de mim, o Young cantava, enquanto Katherynne tocava violão. Porque ele não falou que iria se apresentar com ela? Claro, porque obviamente a minha pontada de ciúmes iria estragar toda a apresentação dele. Engoli meu ego, meu ciúme e foquei inteiramente em Kathy.
Eu não ouvia ela tocando violão a muito tempo, apenas quando Igor ensinou alguns acordes para ela, e nisso ela aprendeu alguma música francesa onde apresentou em uma festa para o aniversário dele. Que foi a mesma música que estava tocado com o Young. Talvez ela só saiba toca aquela música e tudo bem; existem notas muito complicadas no violão, mesmo que seus dedos basicamente dançassem nas cordas, esse não era um instrumento que ela usava em apresentações. Mas, eu não faço ideia de que tipo de instrumentos ela tem aprendido a tocar, já que faz um bom tempo que estou fora... Ela pode ter aprendido a tocar outro instrumento. Harpa, flauta, clarinete... Instrumentos que exaltam a beleza florescente e crescente nela. Ela sempre teve uma postura confiante, e mesmo que isso assustasse algumas pessoas, eu amava ser intimidado por ela. Ela apresentou em seguida, onde ela dançava, o Young apenas a acompanhava. E cara. ELE ERA PÉSSIMO DANÇANDO! Ritmo de um tronco de árvore do Mágico de Oz, a sorte dele era que era ela quem estava conduzindo ambos, e não nego em dizer sua aparência deslumbrante dançando no palco era divina. Não posso negar que fiquei irritado como ele não me disse que estava ensaiando com ela? Ainda por cima, por quanto tempo eles ensaiaram? Só posso dizer que pra ele não fois o suficiente.
Na hora do jantar toda a raiva que eu iria jogar nele foi transformado em uma confissão de que ele contou para minha galáxia de que ele gosta da nossa Monitora. O que no final se tornou apenas uma grande aposta de “Quem vai ficar com a Mikaele? ” E eu não entendi porque o Dégel escolheu o lado do Antonie. Mas, apostas funcionam assim, cada um fica de um lado. Se ambos escolhessem um lado não seria uma aposta. Dégel quase nunca aposta, na verdade, ele só se concentra em coisas muito relevantes: Os Estudos em um todo. Na família que sempre estava orgulhosa dele. (O que invejava literalmente, TODOS NÓS), ele se concentrava no futuro, e depois de muita concentração havia Niedja, eu coloco ela por último porque, segundo ele mesmo, ele quer estar focado nela 100%, nem 75%, nem 50%, 100%.
Depois de cada um escolher um lado, podia dizer que estava tudo bem. Amistosos. Por hora eu precisava estar focado em colocar os vasos na porta de Katherynne. Mas, precisava esperar que a Monitora fizesse a rota da noite, esperar ela dormir definitivamente após a meia noite, e para evitar de acordar todo o andar eu tinha que fazer isso por volta das 2 da manhã, o que era certeza não acordaria ninguém facilmente. E porque deixar na porta do quarto dela? Seria a primeira coisa que ela iria reparar quando fosse sair do quarto. Então quando tudo ficou quieto fui rolando os vasos de vime do meu quarto para a porta do quarto dela, não queria mesmo fazer barulho e ser desmascarado.
Meu esforço foi muito bem compensado. Porque o pequeno alvoroço que ela fez, era de animação. O que sinceramente aquecia meu coração. Foi algo como um suspiro suave, com uma exclamação. Depois de uns segundos eu me sentei na cama. Esperei as suposições. Nada conclusivo. Ela deu bom dia para o Young e essa era minha deixa. Pois, ela se lembrou do significado celta, e quando ela observava os muguets conversamos casualmente. O que devia ser muito importante. Mas, ela tem uma magia estranha de me deixar sem jeito, onde eu fico desnorteado, não penso muito bem, não sou muito coerente, é como se tudo ficasse extremamente sobrecarregado, e tudo parasse; mesmo que eu pareça estar prestando atenção, e falando bastante, e dando respostas confiáveis, eu não estou realmente prestando atenção. E quando ela levantou a mão e entrou no quarto, eu não sei exatamente o que eu falei ou o que ela respondeu. Ou vice e versa. Fiquei no corredor por um tempo. Ela tinha colocado os vasos na parede do corredor. Ao menos ela pegou um. Esperei um minuto, não era isso que eu queria. Queria conversar e interagir com ela. Interagir!
Cheguei perto da porta e ousei falar:
—Eu ouvi uma coisa interessante. (...)Sobre alguém te contando em estar apaixonado pela... Nossa Monitora. – Sussurrei.
—Do que você está falando?
É como alguém me disse uma vez; “três pessoas podem guardar um segredo se duas delas estiverem mortas. ” Acontece que eu estava bem vivo, e já se tornou algo público entre os Coloré. Expliquei que ia dar uma bronca no Young, mas, saber que agora Kathy tinha conhecimento de que ele gostava da melhor amiga dela; principalmente um segredo que obviamente ela deve ter ficado animada em saber em primeira mão. Mas, bem, eu a conheço o suficiente para dizer que se ela souber que nós sempre soubemos disso antes, ela se sentiria indignada.
Porque confidenciar que você gosta de uma pessoa para Kathy despertará nela uma chama de “Cupidon” e ela iria observar as oportunidades de fazer isso oficial, ou não. Porém, saber que ela não foi exatamente a primeira a saber, a deixaria confusa.
—Você blefa demais. – O ego se apaga. Mas, eu sei que no fundo ela está curiosa. Então a menção deles se beijarem a deixou em conflito. Nisso ela fechou a porta na minha cara. Eu não ia a lugar nenhum, e quando ela abriu a porta depois de um longo tempo ali já imaginava que ela pediria explicações e detalhes, como eu tinha planejado. Mas, na verdade ela me empurrou e foi pra porta do Young. Aí eu fiquei confuso. Pois ela basicamente invadiu o quarto dele e me deixou no corredor. Um absurdo. Digamos que depois de um tempo no corredor desnecessário dizer que logo depois eu quem fui arrastado eu adorei, adoro a força física dela.
A agitação foi tão surpreendente e nova. As expressões dela eram ótimas. E ela fica tão linda quando está irritada. Depois de uma longa conversa ela entrou na aposta se valesse dinheiro, o que foi revolucionário. Tinha que combinar com todo mundo, porém, ela estava torcendo para o Antonie. E digamos que ela pode ter uma grande influência quando quer, assim que ela saiu Victor começou a dizer que iria perder, que eu era louco mais, na verdade não era tão difícil assim. Pois, sinceramente, Antonie namorou a novata Mikaele, e bem, agora ela não mais tão novata e também é do mesmo andar que o Young, nisso ele tinha dois pontos. Agora, em crédito da Kathy ela poderia fazer e falar tudo para a Monitora, mas, no final atitudes que contam. E que se se ele ficasse nervoso demais não pareceria confiante, então tudo sairia pelo ralo. O que importava era ele manter a confiança, a mesma que ele teve quando a beijou na biblioteca.
O próximo passo foi ir atrás de quem fez a aposta e concordou e dizer que valia dinheiro agora. Achar todos, foi um pouco difícil; era feriado, e por conta dos turistas geralmente ficávamos nos quartos, isso inclui em qualquer quarto, de qualquer pessoa em qualquer andar. Consegui encontrar quase todo mundo nos seus quartos. Não consegui encontrar Dégel, então fiz uma busca por ele nos quartos de Conrado, Mi-Cha e Stefano que estavam juntos no refeitório, ambos não quiseram participar da aposta, entretanto, quando eu mencionei que dinheiro havia surgido eles aceitaram, porém, apostaram que Mikaele voltaria com Armin, a daí o dinheiro iria para eles. E quando fui criticado por Mi-Cha sobre porque contei a Kathy... Mas, se não fosse por ela não estaria apostando dinheiro.
Já era quase a hora do almoço, por último fui chamar a Verônica. Bati na porta algumas vezes, e acho que ela abriu porque eu Luco Nathan Seward sou incrivelmente irritante. Mas, quando ela abriu a porta, quis correr. Fiquei em silêncio por uns segundos.
—O que você quer? – Ela estava com uma cara inchada, parecia mal. Fiquei surpreso. – Fale rápido, não quero visitas.
—Olha, serei breve, sabe nossa aposta? – Ela murmurou. – então, ela agora está sendo apostada em dinheiro. – Murmúrio. – E até Conrado, Mi-Cha e Stefano apostaram. – Ela me encarou.
—Em quem eles apostaram? Antonie? – Neguei. – No moleque? – Neguei de novo. – Em quem?
—No Armin! – Foi então que ela soltou um grunhido interno, só pude ouvir pela garganta. – O que foi?
—Porque agora vale dinheiro?
—Bem, porque a Katherynne ficou sabendo e.
—O que? A Kurz sabe? A branquela loira? – Faço uma pausa, Verônica também é branca. Então não entendi. – Porque você abriu a sua maldita boca?
—Pra ela falar comigo. E por causa dela agora está valendo dinheiro. – Dei um sorriso. – Daí vim perguntar primeiro se você viu o Dégel e depois se você quer participar da aposta valendo dinheiro. Estamos com quase cerca de 3 mil euros. – Mentalmente eu estou supondo.
—(...) E ela, a melhor amiga da Monitora aposto que apostou no amiguinho estranho.
—Hãn, ainda bem que estamos conversando, você teria perdido dinheiro. Ela apostou no Antonie porquê. – Foi aí que Verônica bateu o pé. Ela estava além de irritada, estava furiosa, eu já vi ela fazendo isso na Rússia, e o resto não foi muito bonito.
—Porque você contou pra ela? Você sabe que ela é a melhor amiga da Mikaele. Você sabe que o magrelinho sem talento vai perder.
—Olha. – Ela entrou no quarto e sentou na cama, só agora eu percebi que o quarto dela estava um completo breu, a não ser pelo abajur e as lanternas de tomada. Entrei no quarto e encostei a porta. – Estou supondo que.
—Vocês nunca supuseram que eu não queria entrar nessa merda toda porque eu sei que Antonie iria ganhar? Além do mais com Kathy-meia boca pra auxiliar.
—Hey. Porque a raiva?
(...)
Foi daí que ela começou a chorar. Era TPM, certeza.
—Eu vou.
—Você não vai sair linguarudo! – Mordi a língua. Ela respirou fundo. – Eu vou te dar uma semana para resolver essa merda.
—Porque? – Ela me encarou.
—Porque era para o Antonie estar comigo! – Aih merda. – Você e Dégel fazendo essas palhaçadas, ela não ama mais ele, e ele não pode ficar se iludindo pra sempre. E vocês ainda inventam essa merda? Estão dando uma esperança que não existe mais. E não existe desde que ela o trocou por Cainan!
—E o que você quer que eu faça o que? – Ela sorriu. Eu odeio o jeito que ela faz isso.
—Vocês podem ajudar pro lado do magrelinho, do iluminado, de qualquer um. Um novo. Mas, não no Antonie, eu já sofri demais pra que mais magoas? Se você pode tentar voltar pra sua esquisita, se Dégel pode voltar pra dele, não pode fazer o mesmo por mim? Porque eu aposto, e ganho que se Armin Rowell estivesse aqui, ele estaria do lado e o grupo não estaria separado. – Ela respirou fundo. – Essa era vantagem dele. E não vou apostar merda nenhuma. E saí do meu quarto. E ah! Se você abrir essa boca sobre essa conversa, escuta só uma coisa, eu vou tornar sua vida miserável! Conserta!
Eu não gosto da ira da alemã.
*
No jantar daquela noite eu estava tão desfocado, mas, não vi minha galáxia, nem minha monitora ou a inspiração de Dégel, supondo que ambas estavam juntas resolvi que iria comentar com Kathy para escolher o lado do Young, Antonie não podia ganhar, e eu não tinha nenhuma mentira feita pra isso no momento. Mas, tinha que falar com ela de qualquer jeito. As apresentações seriam muitas naquele dia. Por isso bati na sua porta animado antes do café. E assim que ela abriu a porta parece que foi pega de surpresa. Ela parecia assustada em me ver, ainda estava de roupas de dormir. Estava linda. Mas, não parecia pronta para ver sua amiga se apresentar. Niedja é do 5º andar.
—Bonjour.
—O que você quer aqui?
—Ah! Vim avisar que consegui conversar com todo mundo e a aposta em dinheiro está valendo e.
—Que bom. Ótimo. – Ela concordou e deu um suspiro grande e cansado. – Veremos quem é o melhor. – Ela ia fechar a pôr na minha cara, mas, estava de cabeça baixa, não estava em forma de guerra e força, estava descarregada. Segurei a porta. – (...) – Dei um sorriso de nervoso, o que pode ter assustado ela.
—Desculpa Luco, não quero conv.
—Opa! Você nunca me pediu desculpas. – Ela abriu a boca um pouco. – Nunca. Pois nunca fez nada errado. Parou! – Foi como se ela tivesse muito a dizer e ao mesmo tempo nada.
—Eu acho que Luco Seward não sabe mais o que Katherynne faz. Nem é da conta dele.
—Claro que não. – Me estiquei, desviei o olhar e quando o ar de superioridade dela inflou os pulmões para falar, fiz um movimento com meus dedos ela não falou. – Você gostaria de caminhar? Sinceramente? Acho que nós devíamos dar uma breve caminhada.
Então algo extremamente estranho, inacreditável, incomum e milagroso ocorreu. Ela olhou para si mesma e para o relógio na parede do quarto dele, suponho, claro.
—Sim. Podemos dar uma caminhada. – Eu perdi meu folego bem ali. Ela me olhou por uns instantes e em seguida fechou a porta dizendo algo como me esperava fora do dormitório.
—Sério?
—Eu vou me trocar. – Sinceramente não esperei que ela aceitasse. O que o dinheiro, uma aposta e uma confissão de amigos não faz...
Fiquei esperando no outro lado da rua do dormitório. E pensei, talvez alguma coisa estivesse errada, com certeza. Antes que eu pudesse me mexer de volta para o dormitório, ela saiu. Estava usando um lenço preto na cabeça, óculos escuros, era um disfarce? Comei a rir e quando ela se aproximou contive o riso.
—Está com vergonha de mim?
—Aonde você vai? – Apontei para frente e começamos a caminhar.
—Você anda com seu bilhete de trem? – Ela negou. – Sem problemas. – Ela juntou as mãos enquanto caminhávamos, ela mantinha uma distância segura de mim, era estranho voltar a estar perto dela, a muito tempo isso não acontecia.
—Nem pense que isso acontecerá sempre. – Ela diz quando estamos bem longe da rua do dormitório.
—Você não quis ficar para ver sua amiga?
—Você não ficou pelo seu amigo.
—Ele não precisa de plateia. – Respondo. – Você precisa dar uma descansada. Não quero deixar as coisas estranhas, então aproveite a caminhada. Caminhamos por um bom tempo sem dizer nada e quando chegamos perto de uma parada de ônibus ela tira o lenço da cabeça, seus cabelos estão ondulados e brilhantes. Quando eu a puxo pelo ombro para ficar parada no ponto de ônibus ela leva um susto.
—Que foi?
—A gente precisa ficar aqui. – Antes que ela possa dizer algo um ônibus parou e fiz um movimento com a mão para que ela pudesse entrar.
—Porque? – Ela está confusa.
—Tenho certeza que você vai gostar da caminhada... – Ela hesita por um minuto, então subimos no ônibus. Pago ambos os bilhetes, o local está praticamente vazio. E nos sentamos em bancos diferentes, com um acento de distância. Eu quero muito segurar na sua mão, mas, me contive. Mesmo que meu coração estivesse batendo como um tambor. – Você dormiu bem hoje? – Pergunto olhando para a frente.
—Luco, para onde a gente está indo? Eu não conheço esse caminho.
—Por favor, não faz isso ser difícil. – Digo não me aproximando dela. – Achei que agora que você descobriu que Young e nossa Monitora se beijaram você iria bancar a cupido.
—Eu ia. – Ela começa a falar. –Eu conversei com ela. Falamos sobre muitas coisas, e. – Ela parece desconfortável. – Por favor, me diz pra onde estamos indo...
—Tem alguma coisa te incomodando? – Eu entendo de lutas silenciosas, meus pais faziam expressões assim em reuniões familiares. – Oh, vamos lá Katherynne, conversa comigo, estamos relaxando.
—Não íamos caminhar e.
—O destino é muito longe e eu acho que nossa Monitora vai se apresentar hoje à tarde. E se fossemos caminhando iria demorar muito tempo. Sei que isso vai não mudaria nada entre nós. Só estou sendo amigável pela aposta. – Ela revirou os olhos. – Quer saber? Sou eu quem devo usar óculos escuros. – Tiro os óculos dela e os coloco em mim.
—Hey!
—Assim você vai poder olhar nos meus olhos e não achar assustador. – Ela respira fundo.
—Me desculpa Luco, nunca quis dizer que são assustadores.
—Sério, você está me assustando com a quantidade de desculpas que está me pedindo. O que eu fiz?
—(...) Nada. – Então abaixo os óculos e a encaro. Ela se afasta um pouco.
—Nós vamos visitar umas pessoas...
—Que pessoas? – Ela se recompõe.
—Perto do La Mére Lachaise... – Ela me olha surpresa. – Mas, vamos tomar um café primeiro. Então faremos nossa caminhada de volta, assim você estará restaurada de toda atenção que precisa.
—Eu acho que não preciso. – Ela diz com uma voz sentida.
—Eu acredito que sim.
Ela definha as horas da minha vida. Mas, não posso parecer desesperado por ela... Mesmo que esteja muito evidente.
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