E Eu sou o Amor da Sua Vida?

37 Há portas que eu não posso atravessar


Notas iniciais
Hey du; Ça va? Dessa vez, também para uma brasileira residente em Paris em especial... Eu sei que aparentemente as coisas estão bem chateantes e tediosas. Mas, você já me ouviu dizendo (escrevendo) para você que; tudo o que crio é muito graças á você e á sua amavél persistência, companherismo e fidelidade. E eu devo falar novamente que você é a parte mais importante de toda minha escrita e decisões criativas. As coisas andam melhor quando consigo alcançar um público e fico extremamente feliz que você faça parte dele, e seja extremamente especial. Quero que se lembre que sem você, essa história não seria a metade do que ela é e está sendo hoje. Que se chegou até aqui hoje, é porque tem você dando suas imensas opiniões e comentários luxuosos; que me fazem perceber que quando eu escrevo sempre penso: "Vou surpreender todo mundo aqui." ou "Esse trecho vai deixar todo mundo chocado". E quando publico aguardo ansiosamente a reação de todos e sempre tem você. E eu nunca te agradeci publicamente de uma forma tão honrosa digna de um discurso de Oscar ou Emmy. E quando você disse que não estava animada eu fiquei preocupada, e sem chão; confesso, fiquei bem triste, o máximo de tristeza que uma TPM poderia permitir sem eu estar. E eu pensei em seguida: "No que posso ajudá-la?" e 'O que a deixaria feliz?" O que seria de mim sem você? Eu te decepcionei na escrita várias vezes, mas, agora estou no meu esforço e fico tão feliz da minha escrita ter sido seu "Porto Seguro" por esses anos... Eu só quero que aproveite a escrita, e que enquanto eu puder escrever para uma pessoa como você ou ajudar, eu estarei escrevendo... ~♪♫Enjoy♥♪♫ ♪Keke Palmer ~We Are♫ ♪Cavetown ~ Lemon Boy♫ ~Espero que apreciem o capítulo, e agradeço a todos os amores e amoras que me restaram♥

Victor

Não.

Ela disse não!

Calmamente, quase com um sorriso no rosto. Talvez teve um sorriso, não deu para ver bem, mas, foi surpreendente.

Não!

Ela disse NÃO pra ELE

E talvez isso ficou ecoando na minha mente, querendo fazer eu dar um sorriso. Mas, todo mundo tava meio surpreso que se eu desse uma risadinha, ninguém perceberia.

—Ora, por essa eu não esperava. – Falou Verônica soltando meu braço e olhando para a conversa que os estavam tendo no momento. Em seguida ela se virou pra mim. – Literalmente a melhor parte; eu não disse? – Era um misto de surpresa com a expressão de descrença.

Luco estreitou os olhos e inclinou a cabeça pro lado, analisava toda a cena, estava quase fazendo uma “objeção” e indo até ela. Ele negava com a cabeça e depois tapava a boca. Por um lado, ele pode ter ficado desapontado porque Mikaele disse “não”. Até porque, se ela tivesse dito sim, ele poderia subornar Armin psicologicamente usando ela. Porém, não foi o que ocorreu e Luco não estava aceitando.

Mas, ela havia dito o que eu não esperava ouvir, mas, queria ouvir.

“Não! ”

Em seguida ele olhou para Verônica e a chamou mexendo suavemente a cabeça e os olhos. Eu segui, porque, ninguém naquele refeitório estava acreditando que ela disse “não” para quem eles de chamam de o: Faz tudo de Paris.

—Tem alguma coisa errada! – Luco murmurou ainda com o olhar no dois. – Tem algo muito errado.

—Tipo? – Perguntou Joana.

—“É complicado? Ele não entenderia? ” (...) O que poderia ser complicado á ponto daquele mestiço não entender?

—Luco! – Exclamou Pandora. – Você chamou ele de mestiço!

—(...) – Ele abaixou a cabeça pensativo e mordeu os lábios. – Ele é mesmo um mestiço; metade francês, metade canadense, nascido na Itália. Mestiço!

—Não chamamos ele de mestiço. – Falou Verônica.

—Ah, agora não chamamos ele de mestiço é? Mas, naquele fim de mundo podia? Ah. Não! – Ele se levantou da mesa. – Não; o que seria complicado o suficiente para ela dizer n. – Luco então se interrompeu, e em seguida se virou para mim, e eu senti um frio na espinha. – Você!

—Eu? – O olhei assustado.

—Ele? – Pandora perguntou sem entender nada.

—O nó de gravata perfeito... – Ele deu um peteleco no meu nariz.

—Auh. – Abaixei a cabeça segurando o meu nariz.

—Você é complicado o suficiente para ela dizer não. Você é o primeiro que ela vai chamar, o primeiro que ela vai ver. É você Young! Claro que é você! – As garotas o olhavam sem entender ele.

—O que tem eu? – Perguntei sem entender nada. Quase entendendo, mas, com medo de ter entendido mesmo.

—Ela gosta de você. – Minha face começou a queimar completamente. – E o que tem você? (...) Se ela gosta de você não ficaria com ele! O que acabou de ocorrer.

—Mas, se essa teoria. Estiver errada? – Falei quase gaguejando.

—É que do jeito que eu conheço o Rowell; ele não vai desistir até conseguir um “sim”. – Luco passou a mão no rosto. – Porém... Ele não insistiu!

—E isso não é bom? – Perguntou Joana.

—No mínimo suspeito... – Disse observando Armin saindo do refeitório após ter dado as coisas para Mika que não queria aceitar de princípio.

—Ele nunca pediu para namorar com ninguém. – Falou Verônica. – Não sabemos como ele reage a um “não”; ele sempre consegue tudo o que quer, me fala se você sabe como é a reação de alguém que raramente leva um: “não”.

—Deve ser magnífico raramente levar um não. – Fala Joana cruzando os braços.

—(...)Temos ensaio pré-testes hoje. – Falou Luco depois de um longo tempo de silêncio.

—Isso não é para calouros? – Perguntou Joana. – Você já é bem velho e.

—Hãn, tecnicamente eu sou novo. Acabei de chegar. – Ele deu um sorriso largo. Assustador.

—Faz sentido. – Disse Pandora ainda com a voz contraditória. – E ao mesmo tempo não faz nenhum... Você não é mais calouro, e já sabe como isso funciona. Ninguém seria idiota o suficiente de te colocar com os calouros.

—E se forem? – Antonie apareceu com as mãos nos bolsos sorrindo. – Eu achei esse espetáculo fraco. Bonjour. – Ele disse olhando para todos, mas, não se sentou.

—Fraco? Foi perfeito. – Disse Joana tranquila, talvez um pouco intrigada.

—Rowell não faria tão pouco, algo tão simples...

—Simples? – Eu o encarei. – Não teve nada simples; teve a Rosa Encantada da Bela e a Fera! – Antonie se sentou ao lado de Luco sem tirar os olhos de mim, prestando atenção no que eu falava. – Tipo... Pra mim, ele abriu o coração dele para que todos pudessem ver o quanto ele. – Engoli secamente. – A ama. – A palavra saiu com dificuldade.

—É bem engraçado isso. Abrir o coração para ela. Nenhum um outro fez isso.

—Está com dor de cotovelo Mengoni? – Perguntou Verônica rindo. – Ora, ele tinha que fazer diferente!

—Ele é diferente!

—Mas, ele é como nós... –Falou Antonie, ele parecia enjoado. – Tem ambições, medos, fraquezas; ele não é perfeito (...) Nunca foi!

19h23

Nossa Monitora sentou-se com os calouros do 4º andar na mesa, Luco estava entre nós; também tinha mais cinco residentes do meu andar, mas, eles não eram calouros. Em outras mesas, um pouco mais cedo Monitores também se reuniram com seus calouros; porém, saíram mais cedo do que nós. E tava tudo bem.

Mikaele mal conseguiu comer, ela tinha papeis e cadernos na mesa ao lado do seu prato e a cada garfada ela escrevia ou dava uma olhada em uma folha; ela estava concentrada e eu posso dizer e confirmar que ela realmente é sexy e delicada... Quando de repente ela se virou para Luco que estava tomando sopa de cogumelos; ela parou e o encarou.

—Luco; você não é calouro. – Ele riu. – Qual a graça?

—Claro que sou. Vim de outro lugar, para o começo desse ano letivo; eu sou calouro aqui!

—Não é não! – Ela largou a caneta e o encarou. – Você já sabe como funcionam os testes e...

—Escuta, todo mundo desde prédio concordou que somos calouros. – Todo mundo é muita gente. – Temos o direito dos pré-testes antes dos testes. Até porque estamos longe á muito tempo. – Ela ficou em silêncio. – Vamos Moniteur, pra onde vamos agora?

Ela levou um susto pelo sorriso que ele deu, e em seguida olhou a hora no celular. Reuniu os papéis, se levantou da mesa.

—Calouros, o teste de vocês começa logo, vamos?

Nós nos levamos e a seguimos o dormitório adentro. Era o mesmo caminho em que seguimos para ir para a sala do curso de Francês; porém continuamos indo pelo corredor, então quando menos esperamos, um teatro. Com um palco enorme, com cortinas carmesim, possuía também um piano, uma harpa no palco. Alguns residentes estavam se despedindo do exótico e tinha mais uns sete residentes que estavam do outro lado do palco ensaiando algo.

Mikaele pediu para ficarmos na coxia e estamos esperando que ele terminasse de se despedir e nos notar.
O exótico estava estranho, diferente, ele não estava com mais nenhum piercing, então, a cara dele estava estranha mesmo. Ele estava usando uma regata e uma calça harem yoga de pezinho, junto com um aquecedor de braço direito e um esquentador de cotovelo esquerdo, ambos da cor preta. Ele parecia muito concentrado fazendo um alongamento quando nós chegamos depois que ele terminou de se despedir dos outros. Outros calouros.

—Oi; o 4 º andar chegou. – Mikaele disse calmamente, ele parou de se alongar e acabou fazendo um passo de ballet, sem tremer nenhum membro para se virar para nós.

—Certo, na hora certa. – Ele deu um breve sorriso e prendeu o pouco cabelo em um curto rabo de cavalo. – Bem-Vindos ao Teatro: Elisabeth Louise Dorléac. – Ele respirou fundo. – Um dos teatros de ensaio desse dormitório, que fica em um dos dois prédios dessa Instituição, com o maior palco, para maiores ensaios e apresentações.

—Belo teatro! – Exclamou Leonardo. Então Mikaele se colocou perto dele, com frieza eu diria, o olhou de cima a baixo e fez estralou os dedos.

—Esse é Armin Rowell; mas vocês já o conhecem e.

—Foi o cara que você deu o fora. – Falou uma menina que estava do meu lado. Ela abaixou a cabeça e sorriu, assim como ele.

—(...) Vocês o conhecem como o rapaz que toca violão no refeitório. – Ela respirou fundo. – Bom, profissionalmente, Armin Rowell é o multi-instrumentalista, dançarino, tenor, barítono...

—O que é barítono? – Perguntou Leo; e Mikaele olhou para Armin, como se fizesse sinal para ele respondesse a pergunta.

—Ah! – Ele exclamou. – Barítono é uma voz mais grave e aveludada que a dos tenores, porém quase nunca conta com a mesma agilidade; mas, como o volume e na capacidade de produzir notas graves e cavernosas, também é como uma voz madura e potente.

—Ou seja... – Leonardo continuou.

—Eu seguro uma mesma nota por alguns segundos.

—Uh. – Uma garota disse.

—Ator e enfim, um aluno profissional que vai ajudar vocês nesse pré-teste. – Quando Mikaele terminou de falar, Luco cruzou os braços e foi aí que o exótico deu por fé dele no grupo. Mas, não fez nem alarde.

—Ah, agora ele é professor também? – Luco colocou a mão no queixo.

—Na verdade... – Ele começou falando bem tranquilamente. – Esse ano eu sou maestro também, e sim, hoje sou eu quem dou uma pequena aula; “calouro”, tudo certo? – Um sorriu para o outro ironicamente.

—Tudo certo sim, Senhor.

Após alguns segundos de tensão Mikaele estralou os dedos contra seu peito e entregou uns papéis para Armin que viu um, por um com cautela; não sei o que estava escrito nos papéis, mas, ele se atentou em cada um.

—Tem bastante esse ano... – Nós éramos sete, contando com Luco; e nem todos eram brasileiros que vieram de avião conosco. Eles eram mais velhos ou mais novos.

—Um pouco de trabalho não faz mal. – Ela disse indo se sentar nas plateias.

-Certo. (...) Alec Pino, Beatrice Miranda, Camila Ferreira, Giana Bloom, Leonardo Gomes, Victor Azevedo, e (...) Luco Seward. – Ele leu nossos nomes no papel que imagino que eram nossas fichas. – Todos têm a mesma idade exceto...

—Mas, é a mesma lição. – Falou Luco antes de Armin olhar para ele. Armin respirou fundo, deu ombros e olhou para o lado, no que seria as cadeiras do teatro. Estavam muito tranquilos pro meu gosto.

—Tudo certo. – Armin estralou os dedos. – Gostaria de saber o básico do básico... Qual é o nome de você e a meta de vocês no curso de Cênicas? – Houve um silêncio. Ele riu. – No que pretendem se tornar? – Ele fez a pergunta em três idiomas, e depois esperou que respondêssemos.

—Dramaturga e Atriz. Sou Beatrice. – Beatrice era uma garota de cabelos loiros escuros, que estavam presos em um coque, de olhos castanhos claros e esbelta; daria uma boa modelo.

—Diretora, Coreografa e Atriz. Me chamo Camila. – Ela tinha cabelos loiros com a raiz preta, com um jeito de exibida, bem magra e olhos castanho escuro. Ela fez uma pose quando falou; como se tentasse impressionar Armin.

—Producer, Dancer and Choreographer and obvious, actress. I'm Giana. – Giana por sua vez tinha os olhos verdes e os cabelos ruivos com franja e uma trança, entre todos ela parecia mais séria.

—Dançarina, coreografa e atriz. – Leo cochichou pra mim; obvio que eu sabia disso. – Que meta mais ambiciosa... – Concordo.

— Mi objetivo es ser Dramaturgo, Actor y Músico; Soy Alec – Alec tinha cabelos castanhos claros e olhos castanhos.

Se eles eram do meu andar, eu posso dizer que estava numa bola porque nunca reparei neles. Meus olhos não iam muito longe, meu círculo de amizades era restrito e bem estranho se assim posso dizer.

—Produtor, Roteirista, Músico. – Leo falou bem rápido, ou seja, ele já tinha isso em mente.

—Huum, Ator, Músico, Dançarino, Cenógrafo, Diretor, Critico, Dramaturgo (...) O pacote completo. – Luco riu e Armin fez um som com a boca revirando os olhos.

Mas, eu fiquei quieto; não sei o que quero ser. Na verdade, não pensei nisso numa forma profissional; até porque imaginei que desenvolveria meus talentos durante as aulas teatrais. Como eu fiquei quieto todos olharam pra mim, esperando que eu desse uma resposta, mas, dizer que quero ser um cara que trabalha com efeitos visuais não é exatamente o que se procura em Cênicas. Isso são Artes Visuais.
Coloquei a mão na nuca e olhei para o chão. Ao menos duas coisas que eu poderia almejar nesse curso, mas, mesmo assim não me parece bem o que eles esperam que eu diga.

—Vamos trabalhar em um algo para você. – Armin disse para mim, depois de um longo tempo em que fiquei em silêncio.

—Produtor! – Falei de súbito. – Ele pareceu assustado.

—Certo. – Ele deu um sorriso. – Vocês estão em um bom nível de francês imagino.

—Oui. – Falamos.

—Oui, oui Professeur! – Disse Luco com zombaria. — Notre première classe (...) ?

—Luco; não é uma aula. – Armin falou tranquilo.

—Claro...

—Tem mais algo a dizer? – Luco negou. – Ótimo. Preciso esclarecer tudo para vocês de como serão esses testes. – Ele se sentou no chão e aos poucos sentamos também. Menos, Luco, ele se deitou no chão. – Com certeza a Monitora de vocês já disse isso, mas, eu vou reforçar novamente. Existe as provas por escrita, a oral e a artística. Vocês farão as três.

—Como é? – Alec perguntou assustado. – As três?

—Sim, mas não no mesmo dia. Porém, a artística é feita três vezes, e vocês podem refazer ela se sentirem que não está perfeito. O resultado sempre saí um mês antes das férias de verão; ou seja, no mês de junho.

—O que fazemos na prova artística?

—Bom... – Ele foi interrompido.

—Nós cantamos. – Todos se viraram para Luco. – No final temos que fazer uma apresentação. Eu cantei. Mas, tem como fazer uma apresentação de peça teatral, tocar um instrumento ou dançar. O que foi ao agrado das Belas Artes.

—Você vai cantar de novo? – Alec perguntou e ele sorriu.

—Claro.

—É isso mesmo Armin? – Beatrice perguntou o encarando

—É. – Armin confirmou. – Porém, houve algumas mudanças importantes de serem ditas. Eles se tornaram bem rígidos, por sua vez, apenas cantar, interpretar e tocar não é o suficiente. Você também pode optar por fazer uma peça teatral; o que é ideal para os calouros.

—Como assim?

—Esse ano; quem mesmo está organizando uma peça? – Armin se virou para Mika.

—O andar da Déia; eles vão fazer Ragtime.

—E só um andar faz a peça?

—Eles são os responsáveis, mas, vocês também podem apresentar junto com eles. – Falou Armin. – Há duas chances de se participar de peças, no verão e no inverno. E bem, sempre tem testes artísticos, alguns deles salvam a suas notas ruins em provas escritas.

—Isso ao menos é um alivio... – Comenta Leo.

—De fato, um alivio. Mas, nós precisamos ter ciência de que, se em algum momento o mundo artístico não for para nós, ainda há o intercâmbio de 3 anos; porém, infelizmente não ficará nesse prédio, mas, em outro. Com as despesas por igual.

—Só não ficaram na parte mais legal da França. – Falou Luco e Armin suspirou fundo.

—Agora eu vou demonstrar para vocês como se deve fazer no dia do teste. – Ele se levantou e apontou para onde nós iriamos entrar, e que lado deveríamos sair. E o que eu já confesso ser bem complicado de entender. – Alguém quem tentar? – Luco ia se levantar porém, Armin apontou para Alec. – Em ordem alfabética Alec?

Alec se levantou, entrou e saiu do palco e parou no centro dele; Armin ensinou isso para todo mundo; depois de Alec, foi Beatrice, Camila, Giana, Leonardo e como Luco tecnicamente não devia estar nesse grupo por não ter por volta de 14 anos, ele seria por último; então era minha vez. Eu observei cinco pessoas fazerem sua apresentação, e quando foi a minha vez, considero que não estava tão pronto assim...
Armin apenas fez um movimento para me ajudar a controlar minha respiração e me acalmar; respirar fundo, prender e relaxar. Eis, que eu olhei para o auditório vazio, disseram que teria em torno de 15 profissionais nos observando, nos avaliando; eu abaixei a cabeça, céus, eu me lasquei.

—Erh. Certo; eu sou Victor Azevedo, de São Paulo Brasil; eu não pretendo exatamente ser ator. Pensei em não só aprender sobre a 7ªarte como também, ser um renomado produtor. – Engoli secamente, estava nervoso e bem, eu tenho certeza que seria convincente.

—Certo Sr. Azevedo. – Armin estava interpretando um dos profissionais. – você preparou algo para nós?

—Aan...

—Um poema, um monologo, uma música, uma letra, alguma coisa assim?

-(...) Não. – Armin estralou os dedos, a interpretação acabava ali.

—Certo, tendo em vista que você não preparou nada porque foi em cima da hora está aceitável. Mas, quer uma dica? – Acenei positivamente. – Relaxe o corpo, sorria mais, e antes de ser produtor você será ator. E nisso ao menos um monologo você terá que ter preparado, saber de cor. – Ele olhou para cima. – Alguma ideia em mente? – Neguei. – Monitora? Então? – Eles se olharam como se conversassem pelo olhar, pela mente, porém, era sobre mim.

—“Você devia ter pedido ajuda Victor” – Leo cochichou pra mim.

—Que tal uns ensaios particulares? – Mika sugeriu, e antes que eu pudesse dizer algo, Luco deu um grito, era isso que ele queria. – Luco? Tudo bem?

—Me ignora um pouco. – Ele disse rindo.

—É bem impossível, já que você é o próximo.

—Bom trabalho Azevedo.

—Obrigado.

—Porém, preste atenção Azevedo, e os outros também; eles se enjoam e se entediam com facilidade, não são só vocês, é uma escola, um dormitório inteiro que colocará seus talentos à frente deles, vocês têm que ser o foco que eles não vão esquecer tão cedo, entenderam? – Realmente, ele é um bom profissional. Em seguida Armin fez um movimento para eu agradecer e me retirar do palco, ele com a mão chamou Luco em seguida. E quando eu ouvi a voz de Luco.

—Quem não tem talento, acaba em uma banda de rock! Porque não existem duas palavras no idioma inglês mais prejudiciais do que “bom trabalho. ” – Aquela fisgada no estomago.

—Não estamos à procura da perfeição Seward; não deve haver limites para o esforço humano.

—Você alcançou a perfeição né Rowell?

—Luco... – Mikaele chamou sua atenção.

—Pardon Moniteur!

*

Todos cantam bem, interpretam bem... Menos eu; óbvio tem o Alec e a Beatrice também. Ambos pegos de surpresa. O que nós queríamos? Ser apenas aceitos sem nenhum teste. Como a vida não é fácil, estamos caminhando um passo de cada vez.
Cada frase que Luco citou no pré-teste de ontem, foi tirado de filmes que ganharam o Oscar.
E ainda não estamos bem na nossa entrada, nem na nossa apresentação. Porque depois Armin testou nos chamar novamente, se não for em ordem alfabética a gente se confunde.

Nas próximas duas semanas, Marjorie e Leo não vão poder tomar café ou jantar juntos; e terão sorte se almoçarem juntos. Ela é de um grupo independente que vão fazer uma apresentação de canto e dança, talvez interpretação. Nisso, ela vai ficar um pouco ocupada com as garotas, e ele consigo mesmo. Bom, juntos como quando chegamos em Paris. Então, ainda mantínhamos o cronograma de ensaios, ou seja, muita gente tinha ensaio com o “Faz Tudo de Paris”; menos o 5º andar, Cainan era contra o andar dele ensaiar com ele, mas, alguns alunos iam sozinhos pegar conselhos eles mesmos.

Estávamos sentados nas mesas com todo o andar como na noite anterior, porque 10 horas iriamos para o teatro. Mikaele na ponta escrevendo e Luco meio desapontado por não estar na mesa com seu grupo; ele poderia ir, se quisesse, mas, segundo ele existia uma coisa boa em ficar na mesa do 4º andar. Uma hora “sua galáxia” iria aparecer. Devia ser por volta das 09horas, quando alguém bateu com tudo na porta da entrada do dormitório chamando toda a atenção pra si, mas, era mais uma batida de quem estava com muita raiva.

E antes que associássemos qualquer coisa, Luco levou dois tapas na cara, um em cada lado do rosto.

—O que você falou pra ele seu demônio? – Era a gaúcha, com o rosto vermelho, com os olhos lacrimejando, com fúria, ela pegou Luco pelo pescoço que só riu.

—Eu sabia que você voltaria a me dar carinho, mas, não assim; com.

—Cala a boca! – Luco levantou os braços. – O que você falou pra ele?

—Ele? Não faço ideia do que. – Ele parou de repente. – Seu namorado terminou contigo? – Seu sorriso cresceu assustadoramente como o do Gato Risonho. – Mateus. – Antes dele continuar a dizer qualquer coisa, Kathy tampou a boca dele.

—Não ouse dizer o nome dele, você não tem dignidade para dizer o nome dele. – Então ela partiu para agredir ele, ela estava furiosa e descontando a sua raiva nele, nisso Mikaele, um cara do 5ºandar e Cainan precisaram correr para afastar um do outro, duas pessoas só para segurar ela. Enquanto ele ria, achava aquilo engraçado.

—Para de rir! Quero ver você sorrir sem os dentes! Seu...

—Kathy... – Mikaele falou alguma coisa em seu ouvido, o que a fez parar de se mexer por uns segundos. Ela a encarou depois sem reação. – Eu sinto muito... Respira fundo, vai ficar tudo bem. – Soltaram ela que continuou imóvel.

(...)

—Você sabe que tem que ficar com o “bem nascido” que sou eu... – Luco disse logo em seguida.

—Vai pro inferno! – Ela berrou pegando o meu prato e jogando contra ele. Ele desviou, não batendo na cara mas, bateu no lado da cabeça dele, fez um estalo, e o prato se quebrou. E nisso, meu café da manhã estava no chão. Não quis retrucar porque em seguida ela me encarou furiosa. – Junto com a plebe podre que anda com você! Vão todos pro inferno, principalmente você e essa mania de bem nascido. – Ela lhe jogou um copo, e um croissant que ele desviou sorrindo; sorriso assustador. E antes que ela pegasse outro prato, Mikaele segurou seu pulso.

—Katherynne... – Mikaele chamou sua atenção, mas, Kathy se soltou de seus braços e saiu do refeitório. Ela olhou para Cainan. – Obrigada por segurar ela.

—(...) Fazer o que, é minha amiga. Você não ia conseguir sozinha. – O jeito que ela o olhou, me deu um calafrio.

—Acredite; eu conseguiria sozinha. Ela também é minha amiga.

—Hãn. – Ele riu. – Se diz...

—Agradeço a ajuda Silva. – Ela deu as costas para ele e observou Luco. – Acertou em você? – Ele a olhou com desdém, sorrindo. –Eu sugiro que você dê uma olhada nisso antes que suje a sua roupa entendeu? E depois vá na enfermaria, você está me entendendo? – Ela revirou os olhos. – Certo, vamos para o ensaio de hoje então.

Se em algum momento eu tive medo da gaúcha, eu retiro; ela não só ameaça, ela joga louça; e tem uma força brutal e uma força impecável, porque eu sei, eu vi; aquele prato cortou a cabeça do Luco.

Então se ela fez isso, posso acreditar que ela aparecerá mais vezes no refeitório... Certo? Mais vezes para acertar ele? “Plebe podre que anda com você! ” Bom, com certeza, ela se referiu á mim, não há nenhuma dúvida, disso eu tenho certeza.

Notas finais
Obrigada por lerem esse capítulo,só algumas coisas á serem ditas... Desde o começo, eu não tinha dado uma "ambição artistíca" para o Azevedo, eu não tinha algo que eu o visse ele fazendo; mas, depois de uns capítulos estou construindo sua ambição junto com esse personagem. Outra coisa, pré-teste na verdade é como se fosse um ensaio para explorar seus prórprios talentos, deveria ter colocado no capítulo, mas, não sei exatamente onde ou como poderia explicar isso. No próprio? Posso tentar... E sim!! ♥ Como eu amo esse universo em que me envolvi, ♥ ~Ouvi em algum lugar que "não se poderia separar Kathy e Mateus", juro que Simone com seu "Isso Mesmo" em alemão conseguiu isso☺☻ Agradeço ao seu tempo gasto na leitura, principalmente aos meus residentes Franceses que habitam no Brasil ♣ Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. ~♣~Fiquem em casa, se cuidem, tudo isso vai passar para irmos á Paris, fazer uma série dessa história ~♣~ ~♥~Um Beijo da Autora. ~♥~