Notas iniciais
Hey Du! Ça va!! Todo grande criador tem a sua história contada. Todo grande criador tem a oportunidade de envelhecer. Eu fico muito feliz que uma certa "brasileira que reside em Paris" ajudou para que eu pudesse ter a oportunidade de estar contando essa história. E acredito que essa história está envelhecendo bem. Poxa, eu ainda não saberei o quanto lhe agradecer por tanto, você é minha melhor fã; chego a amar muito a sua companhia, mesmo que os tempos sejam outros; nossas mentalidades sejam outras, quero estar agradecendo novamente por você ser aquela que faz eu continuar escrevendo essa história... A que você disse que "É a sua favorita" Quando você olhar para cada capítulo novo, se lembre que eu faço porque eu escrevo como se o tempo não parasse, para te deixar feliz, ou ao menos segura; porque para mim, você é muito especial. Só sei que, se eu poder te deixar calma, feliz, estarei fazendo isso. Pois, você é importante para mim. ~♪♫Enjoy♥♪♫ ♪Michael Schulte ~ Back to The Start♫ ♪Clean Bandit & Zara Larsson ~ Symphony♫ ~Espero que apreciem o capítulo, e agradeço a todos os amores e amoras que me restaram♥

Mika

—“Luco não falou nada com Mateus; eles não têm contato. Eu ouvi a ligação. Foi Simone. ” – Kathy me encarou abismada. – “Eu sinto muito...

Frases que doem de serem ditas, e que matam quem as ouve.
O porque, o fato, ou seja lá o motivo de que Simone deu uma bronca em Mateus para ele terminar com Kathy foi muito preciso. Algo ocorreu, com certeza, eu digo isso, ela ouviu, viu, soube de algo... Mas, o que? Porque? Porque eu tinha que dar essa frase tão doía para Kathy? Porque Simone tinha lá que ter feito isso?

Bom, motivo teve, e deve ter sido um extra forte. Mas, não dá para pensar em algo diabólico vindo dela.

Eu não cantei “The Queen of Night de Mozart, a flauta mágica”, por isso, para ouvir o cara que cantou “Um Violinista no Telhado” por isso. Vai me agradecer ou me odiar... Comigo é 8 ou 80. Porém, eu sou 220; termine com a Katherynne!

A agradecer ou a odiar.... (...)

Me virei para Cainan.

—Cainan; só por curiosidade, você não colocou seu andar para ter aulas com o Rowell, não é? – Ele fechou a cara imediatamente. Porém, eu apenas continuei séria. – Colocou seus calouros para ter ensaios ou não?

—Hãn. Eu não perderia o meu tempo e nem o deles com o Rowell, que se acha o “Magnifico”. – Ele começou a ficar nervoso. – Eu sei que eles têm um talento nato. – Revirei os olhos, e em seguida olhei para o celular, estávamos atrasados.

—Certo; quero que faça uma coisinha pra mim e. – Ele colocou a mão na frente do meu rosto. Com sinal para que eu parasse de falar.

—Porque eu faria algo pra você, se você me trocou por “Armin”? – Sei lá, poderia dar uma bela outra desculpa, mas, esse fato estava entalado na minha garganta.

—(...) Eu troquei Antonie por você. Quer mais o que?

— Mais o que? Você só pode estar de brincadeira, era pra eu estar aplaudindo isso?

—Você só está chateado. Espera; você ainda está bravo porque ele te deu um “mata-leão”? – Houve uma pausa. – Socorremos você depois...

— Nossa... – Ele elevou a voz, sarcasticamente. Como eu me arrependi de pedir ajuda. – Muito obrigado, por não me deixarem lá! Obrigado mesmo! Sério! – Respirei fundo.

—Eu só quero uma ajuda; não posso me atrasar agora, é só uma coisinha, pra ninguém sair ferido.

— Se for pra eu retribuir o mata-leão tô dentro! É isso?

—Se for para deixar sua (...) Seu... – Hesito um instante. Acho que seria bem complicado dizer que Kathy não é mais oficialmente cunhada dele; porém, ele nem deve saber desse fato. Mas, mesmo assim, uma hora ele iria descobrir. – Irmão odiaria que sua cunhada se metesse em encrenca. Você está mais próximo da namorada dele do que ele. Pode ajudar sua cunhada? – É uma intuição certeira. E seria melhor ele agir agora enquanto crê nessa possibilidade. – Nem é mais por mim... Então?

— Tá falando que sou incapaz? – Sim? – Olha aqui! Só vou fazer para mostrar pra você que sou capaz de fazer isso! E depois você vai me explicar isso corretamente!

—Claro... – Eu espero não ter que explicar nada. Logo tudo vai se explicar sozinho. E porque pedir ajuda dele? Porque no momento, Cainan era o único que não estaria no teatro, até o fim do ensaio; Kathy ia atrás da Simone, eu tenho isso para mim, que ela vai ficar tão irritada com ela que teve a ver do que esteve com Luco que não teve nada a ver....

Simone chegou na França com dez anos onde fez o Collége; e apenas quando ela fez quinze anos e estava no Lycée, resolveu fazer o Curso de Artes Cênicas; onde foi para o dormitório. Poderíamos dizer que conhecíamos ela? Um pouco.
Uma alemã que veio estudar francês porque os pais achavam chique e de alta classe;

Porém, ela já havia conhecido o Ilustríssimo Armin quando esteve na França pela 1ª vez aos dez anos; mas, ele já fazia Artes Cênicas desde os nove anos. E eles se tornaram amigos; então quando ela veio para Paris pela 2ª vez para ficar eram grandes amigos. Então, segundo Armin, ele viu “Simone quebrar” e segundo Simone, ela viu “Armin Reconfigurar-se”. E ela conheceu Joana, Mateus, Guilherme, Antonie e Alex nessa época, e nunca se houve uma reclamação dela, de uma aluna tranquila, calma, que não reclamava de ninguém e apenas chorava a noite... Eu a conheço á bastante tempo, desde os 14 anos, ela é um ano mais velha que eu; e ao mesmo tempo, significa que ela tem mais história ali do que eu ou Kathy; traduzindo; ela tem motivos confiáveis para conversar com Mateus... Mas, tem motivos para fazê-lo terminar com Kathy?

Me virei e todos os calouros, incluindo Luco me encarava, respirei fundo.

—Prontos? – Eles confirmaram e fomos em direção para o 2º teatro, e existia uma bela e nítida diferença do teatro de ontem para o em que estamos hoje.
Particularmente o meu favorito, em vez de fazer o mesmo caminho que íamos para o corredor que dava para o teatro, nós dávamos a volta no prédio, ou seja, estávamos atrás do 2º prédio, subindo uns onze degraus dando de cara com uma porta dupla de madeira inglesa preta, (eu só sabia que era inglesa porque Armin me contou), e em cima dela havia algo escrito em uma placa dourada: ‘Théâtre Christopher William Goldblum Smulders”. Antes de abrir a porta eu me virei pra eles devagar.

—Ao contrário do outro teatro, nesse tem residentes dos dois prédios, que estão na faculdade, pré e pós, ou seja; Luco, evite de incomodar os outros.

—Hãn, mas, eu não incomodo ninguém.

—Está avisado Seward, senão vou pedir para se retirar! – Ele deu ombros e se deu por vencido.

—Certo, senhorita...

Quando eu abri a porta, todos se depararam com um deslumbrante teatro, porque era isso que o teatro “Christopher Smulders” era. Deslumbrante. Ele poderia ser considerado o mais bonito do mundo, se não fosse o teatro de uma simples Fundação de Colégio/Internato, que dá na Avenida de Paris.
Qual é a diferença? Pessoas que não tem ligação com a escola podem entrar para assistir os espetáculos, quando não há peças no teatro do Colégio. Os calouros do meu andar se depararam com um grande arco dourado no palco e um teto cintilante parecendo as estrelas da noite, seria todo o mais dramático sem contar a parque que havia espaço para uma grande orquestra abaixo do palco, e ele (o palco) ser grande como o do teatro Elisabeth Dorléac, porém, havia muitos alunos ensaiando nas cadeiras do auditório; cerca de treze em uns quatro grupos, havia grupos de cinco, outro de três, e havia os alunos que estavam com Armin no palco fazendo exercícios.

Exercícios que Armin estava pedindo para eles fazerem. Com maestria, com calma, charme e (...) Céus, como ele estava lindo.

Quando fechei a porta todos olharam para mim, e foi aí que eu reparei que havia gente ensaiando com instrumentos. Fiquei paralisada um tempo, muito tempo, até Armin acenar para nós.

—Bonjour à ceux qui sont arrivés! Viens sur scène! – *Bom dia para quem chegou! Venha para o palco! * E ele sorriu, ele estava com o mesmo estilo de roupa da noite anterior, sua roupa de ensaio, porém, seus dedos da mão estavam feridos, um detalhe que eu só percebi quando cheguei bem perto.

—Bonjour Sr. Rowell. – Falei bem calma.

—Bonjour Mademoiselle Sales. – Ele apontou para que os meus calouros subissem no palco e ficassem perto de onde estava mais outros nove calouros da Déia. – Relaxem, vamos fazer exercícios de respiração.

—Não viemos ensaiar? – Perguntou Alec aparentemente incomodado. – Igual ontem?

—Sim, e não. Vamos fazer exercícios para melhorar as interpretações, canções, memorias; essas coisas. – Luco suspirou atrás. Armin o encarou.

—Na minha época não tinha isso...

—Sempre teve aula de Jogos Teatrais. – E antes que Luco pudesse se referir á algo ou como eles entraram no Colégio Armin prosseguiu. – E as audições não mudaram em nada, mas, eles não sabem nem ¼ do que outras pessoas sabem; então só faça o exercício por favor, sr. Seward. Merci.

Era um exercício simples de levantar os braços, puxar a respiração tocar na ponta do pé e depois levantar soltando o ar, algumas vezes. Quando eles já haviam feito três vezes, eu cutuquei Armin e fiz uma outra coisa que ele também me ensinou.

Você está lindo hoje.

Obrigado, você também está linda hoje.

Língua de sinais francesa. Ou libras como diria no Brasil; ele sabe ao menos cinco idiomas; e como ele ensinou para Luco também, opto por usar o brasileiro, porque é um que ele não sabe.

Qual é a ocasião?

Kathy jogou um prato na cabeça do Luco.

Posso ter sido muito obvia, Luco entenderia.

Como assim? Porque?

Porque ela achou que ele fez Mateus terminar com ela.

Mateus terminou com ela? Como assim terminaram?

Não conversei com ela ainda.

Porque não?

Tinha ensaio. É algo óbvio.

Meu Deus! Isso não é desculpa. Podia ter vindo depois ou outro dia.

Já estamos muito atrasados.

Mikaele.

Armin.

Kathy terminou com Mateus. Essa frase não deve existir. Como a deixou só?

Ela não está só.

E com quem ela está?

Com o ex cunhado dela.

Cainan?

Sim, e ele ainda está furioso pelo mata-leão.

Ele é bem rancoroso.

E ele deu um sorriso, de fato a situação para ele deve ser engraçada, afinal, ele quem venceu o “leão”.

Mas, porque ele está com ela?

Porque eu tenho medo que ela faça alguma coisa.

Porque ela faria algo? O que não está contando?

Ela agrediu Luco porque não sabia que, outra pessoa ligou para Mateus, convencendo-o a terminar com a Kathy.

Quem faria uma coisa dessas?

Seu eu contar você não vai acreditar...

Guilherme? Éponine?

Simone.

(...)

Armin me olhou sem entender, negou com a cabeça, mas eu confirmei séria; ele olhou para o chão e em seguida coçou a cabeça e fez um movimento para todos trocarem de exercício; um que envolvia se mexerem junto à música que ele pediu para os rapazes que estavam com os instrumentos tocarem; depois que fez dois minutos do ensaio ele parecia mais conformado.

Impossível. Simone não faria uma coisa dessas.

Eu ouvi.

Mas, você viu?

Era a voz dela, o sotaque dela.

Pode ser outra garota.

Ela cantou Mozart, a flauta mágica?

Lógico.

Ela deixou isso muito claro. Foi ela. Eu não mentiria.

E porque ela faria isso?

Porque ela iria querer fazer isso?

E se foi, porque Mateus foi na dela?

Ela disse, vai me agradecer ou me odiar... Comigo é 8 ou 80.

Porém, eu sou 220. Poxa Kutzman...

O que faremos agora?

Ficamos preocupados. Se Kathy pedisse você terminaria comigo?

Se você fizesse algo muito ruim.

Como o que?

Parasse de falar comigo?

Isso nunca ia acontecer.

Á uns momentos atrás, quase ocorreu.

Eu só não quero acreditar que ela fez algo assim. Desculpe.

Você acha que eu quero?

Ligarei pra ela depois.

Vai perguntar pra ela?

Não sei o que eu iria perguntar. De todo caso, conversamos depois.

Concordei acenando a cabeça. Ele se arrumou para fazer exercícios com a garganta, como pronunciar uma única nota como “Dó”, “Ré” ou “Fá”. Ele era bem ágil dando aulas, então eu desci do palco e esperei meus calouros acabarem com o que preferi chamar “preparação para testes”. E estava indo muito bem.
Tirando a parte que Luco dava seus pequenos shows, bem discretos dessa vez. Mas, mesmo assim dava.

Quando saímos do teatro, eu tentei ligar para Kathy para ver em que quarto ela estava então parei no hall de entrada, pensando se eu não devia ligar para Simone também. Bom, certo que eu e Simone somo amigas; mas, em compensação ela e Armin são melhores amigos; e outra, se nem ele sabia o que falar, eu muito menos, nem iria confrontá-la. Então se eu fosse ligar para uma “melhor amiga” deveria ser Kathy; que não atendia a minhas ligações, o que ela poderia estar fazendo? Onde ela poderia estar? Enquanto eu tentava contato com ela, parei para refletir como Armin era muito próximo de Simone. E como a frase dela não saia da minha mente “Termina com ela Mateus! Termina com a Kathy, com a Katherynne. ” Não há nenhum outro Mateus que namore com uma Katherynne cujo apelido é Kathy. Nada faz sentido.


Eu podia ligar para Mateus para confirmar isso, mas, eu preciso primeiro ter uma confirmação da Kathy. Meu celular toca, e eu espero receber uma mensagem de que Armin conversou com Simone.

[ 4º — 45 ]

Falando na minha interna... Subi as escadas em direção ao seu quarto; o que me surpreende é que ela voltou para o seu quarto. Ótimo.
O 4º andar tem exatamente 13 quartos, de 40 a 49; meu quarto 41-1 e 45-1; que tem dois residentes nesses dois quartos. O porque Kathy saiu de lá tão rápido; Luco dorme no quarto 49, apenas um quarto os separa, e eu não pude fazer nada. Antes de começar a bater na porta ela destravou e Kathy me puxou para o quarto. O que me surpreende.

Seu rosto está vermelho como a bandeira sangrenta erguida em “La Marseillaise”; seu quarto estava todo bagunçado, algumas almofadas rasgadas, pôsteres no chão amaçados, tudo no chão, fora do lugar; então é difícil eu ter certeza que estou no quarto de Katherynne. Ela é cuidadosamente perfeccionista e delicada; ou seja, esse poderia ser o quarto de qualquer um, menor o de Katherynne Kurz.

—Katherynne? – Ela passou a mão no rosto, acho que fazia tempo que ela não chorava, estava mais para furiosa. – O que você está. Sentindo? – Olhei em volta pelo quarto.

—O que estou sentindo? Você tem a ousadia de me perguntar isso? Sabe como eu me sinto. – Dei alguns passos para trás.

—Eu.

—Não! Como você me manda Cainan aqui? Com um pretexto de eu não sair do controle?

—Bom...

—Bom uma porra; Mikaele, você já me decepcionou algumas vezes...

—Já? Quando? –Cruzei os braços esperando a sua resposta. Ela ficou em silêncio por poucos segundos.

—Não me lembro. Deixa eu falar! – Fiz o movimento de passar o zíper na minha boca. –Você nunca me decepcionou tanto quanto agora, como é que você ouve a Simone ligar para o meu namorado e não me avisa? – Ela começa a passar a mão sobre a penteadeira fazendo alguns porta-retratos caírem. – Você e essa sua inútil mania de guardar segredos. Segredos que depois eu acabo descobrindo. – Ela me encarou. – Eu sabia que você ia ficar com o Armin; um belo fato. Que você viu Dégel antes que todos e não contou a Niedja... – Eu ia dizer algo, mas, ela tampou a minha boca. – Como você se atreve a guardar essas coisas? Como deixou Simone conversar com Mateus? – Ela tinha a expressão sofrida. Depois, voltou a ser uma expressão irritada. – Que inferno! Porque ela fez isso? (...) Eu gastei um prato na cara de Luco! E podia ser na cara dela! Que ela arda no mármore do inferno!

(...) Eita. Ela está furiosa, e eu não a culpo, mas, não sei o que falar, eu nunca imaginei que uma coisa desses realmente fosse ocorrer. Olhei em volta sem sair do lugar, e vi Kathy segurar com força com porta-retratos que estava na cabeceira de sua cama.

—Ele se machucou. – Ela me olhou surpresa sem entender. – Seward. Ele se machucou. Na lateral da cabeça, cortou, mas, ele aparentemente adorou. Não sei se foi porque teve sua atenção, ou porque você brigou com ele. – Ela se sentou no chão com tudo. Cansada, abalada. – Sobre Dégel... Eu não contei porquê...

—Porque você é egoísta? – Dei um passo para trás. – Lembre-se disso, pra sempre!

— (...) Eu não sabia que eu era egoísta. – A olhei sem entender. – O que me faz ser egoísta? – Seu rosto ficou vermelho.

—Porra Monitora Mikaele! – Ela gritou. – Você sempre gostou da atenção, de cada um daqueles Colorés, como se fosse feita de mel e eles fossem abelhas viciadas em você! – Ela bateu o pé. – E sabe de uma coisa? Você é só uma estudante de um Colégio prestigiado! Não podia esconder isso da Niedja! O ex- namorado é dela! – Respirei fundo e abaixei a cabeça.

Eu não tinha o que falar.

Ela me olhou com uma cara indignada. E não dá para negar que eu não devia ter escondido esse fato da Nieh; mas, eu estava com Victor. Mas, não tem nada a ver uma coisa com outra. Ela estava entre irritada e energética.
Oh Deus, ela também está sofrendo. Mateus era uma parte importante da sua vida, e acabar assim deve ter sido dolorido.
Oh Poha Mateus; o que aconteceu? O que Simone já te fez para você aceitar terminar com Kathy? E o pior... O que você falou nesse término? O que fez que a deixou assim?

Depois de um tempo ela voltou a falar.

—(...) Céus... – Ela virou as costas para mim. – Isso é chateante. Era uma coisa evitável! – Ela ficou em silêncio por um longo tempo. – Porque não foi discutir com Simone?

—Porque eu não achei de fato que ele iria terminar contigo. Era algo absurdo demais para se realizar!

—Mas, o que foi que ela disse mais? – Estralei os dedos. – O que poderia fazê-lo terminar comigo?

—Eu não ouvi a conversa toda, mas, eu sei que ela disse algo assim: “Termina com ela Mateus! Termina com a Kathy, Katherynne, a Kurz”; e não há muitos Mateus que namorem com Kathys Kurz. Que ele não precisava ter medo, que só tinha um cara que você tinha medo e ele estava sobre a minha responsabilidade. – Apertei os meus lábios. – Vulgo o Seward; mas, depois de hoje, medo não é uma palavra muito aceitável.

—Que ele vá para o inferno... – Ela respirou fundo. – O que ela disse mais?

—Só uma coisa que me fez confirmar que era ela. Que ela não cantou “Mozart”, para... – Parei para lembrar. – Estar passando por isso com o cara que cantou “Um Violinista no Telhado”. Ela disse que você poderia agradecê-la ou odiá-la, mas, era pra ele terminar contigo. – Ela franziu a testa. – Ela ainda disse é 8 ou 80, porém, ela era 220. – Ela estava indignada

—Quem ela pensa que é? – Ela colocou a mão na cabeça. – Eu vou enfiar ela numa tomada 220 pra ela sentir a eletricidade! E o que tem a ver uma coisa com outra? E daí que ela cantou Mozart e ele...

—É um código. (...) Quer dizer que sabem o que cantaram na apresentação de audição para ser aceito no Depardieu. – Kathy negou com a cabeça nervosa. De fato, era bizarro demais para estar ocorrendo, como Armin disse: “Não existe Kathy sem Mateus. ” – E o que ele disse a você? O Mateus...

—Um monte de baboseiras, falou que não era eu, era ele; que a puta distância atrapalharia o futuro do nosso relacionamento. Que o mundo era gigante e eu iria conhecer outro produtor, diretor ou ator melhor que ele, um monte de coisa sobre idade e que eu poderia achar a minha outra metade de novo. – Ela fez o movimento de soco batendo na mão. – Na hora me veio aquele infeliz do Luco na mente. Eu saí do 6º andar e fui atrás dele. – Ela respirou fundo. – Aquela alemã me paga.

—Armin disse que ia falar com ela. –Ela me encarou.

—Sério? Armin vai estar ocupado com aulas e ensaios o fim de semana inteiro. Sinceramente, eu não boto muita fé em conversas não.

—Podíamos aguardar?

—Aguardar o caramba. – Ela pegou o celular. – Quero saber qual é a dele. – Ela se levantou e foi até a janela. – Qual é dessa ameaça das Óperas.

—(...) Vai querer ajuda para organizar isso? – Ela negou com a cabeça. – Ah! Mais uma coisinha. – Ela me olhou, estava ficando vermelha de novo. – Você iria atrás da Simone mais cedo?

—Só não meti minha mão na cara dela, porque do nada Cainan apareceu. Mas, eu descarreguei uma parte da minha raiva aqui.

—E a outra metade?

—Ela que me aguarde. Deixa eu saber os detalhes. Obrigada por aparecer, apareça mais. – Concordei. – Vou voltar pro meu quarto, e para o refeitório. Aliás. – Ela sorriu. – Eu posso quebrar pratos na cara do Luco agora. – Eu ri.

—São caros, tá?

—Eu tenho dinheiro! Eu pago depois.

—Não tanto dinheiro assim.

—Peço pro Françoise.

—Ah com certeza, ele vai se perguntar porque tanta louça quebrada. – E nós rimos. Será bom ter ela por perto novamente.

Como Kathy havia dito, Armin ficou ocupado o fim de semana inteiro; só vi ele domingo e na hora do jantar, mas, ele apenas pegou algo para comer e foi para o seu quarto. Segunda de manhã; 2 de março acabaram nossas férias de inverno, então era o dia em que eu tinha que acordar cedo por dois motivos: Tinha aula, e eu tinha que ajudar os residentes a se lembrarem disso; teríamos meio período ás quartas e quando eu abro a porta do meu quarto; se deparo com Armin. O meu namorado oficial. Que fez meu coração disparar, ainda era 05h25, então nada como um “Bonjour” com o meu abraço e o melhor beijo que já dei esse ano.
Melhor beijo; sem não foi de língua não conta.

—Você está maravilhosa! – Eu ri.

—Eu imaginei que você apareceria, estou arrumada a dez minutos.

—Não mereço tanto. – Ele me abraçou com força e me levantou do chão, porém, quando ele me soltou olhei pro chão.

—Hey. – Ele segurou em meu queixo e elevou meus olhos na altura dos seus. – Vai ficar tudo bem; estamos sendo profissionais. Horários estratégicos, códigos secretos, tudo planejado. Kathy não tem mais medo do Luco, esse fim de semana foi ótimo, vamos conseguir! – E dizendo isso ele me beijou. O carinho de Armin era diferente; toda a minha vida eu sonhei com isso.

A “desgraça” nunca vem por inteira; ela sempre vem parcelada; e nunca em duas vezes, e sim em várias vezes... Primeiro venho Luco; depois Verônica, Pandora, Stefano, Antonie que estavam todos embaixo do mesmo teto. E então vejo a cereja do bolo. Talvez não a cereja, já que ele está tão pálido, parece mais com um chantilly; Dégel Rosseau, o “Coloré” que faltava, que sumiu, que aparentemente foi o último a voltar para o dormitório; porém, o primeiro que chegou em Paris.
Lá estava ele na entrada do dormitório, e foi tão inacreditável que se eu estivesse sozinha, Kathy e Armin não acreditaria. Nem eles estavam acreditando na audácia dele.

Quando ele viu nós, se virou calmamente, e ficou de frente para Armin e mostrou seu uniforme do Depardieu segurando o brasão azul, e sorrindo tudo em câmera lenta para decorarmos tudo aquilo. E em seguida ele apontou para um lado do seu cabelo, havia uma mecha azul, em seguida ele sorriu e piscou para nós e se juntou ao resto do grupo que o esperava. O grupo estava completo; com a composição original, sem nenhum elemento novo.

(...)

Faltava apenas um. Armin Rowell!

Notas finais
Obrigada por lerem esse capítulo,só algumas coisas á serem ditas... Eu fui escrevendo e não dava sequer uma data base. Porém, devido á alguns acontecimentos eu precisava dar datas em alguns capítulos; então depois desse capítulo posso demorar um pouco por causa desse meu erro; Mas, já estou dando meus pulos. Até porque eles tem férias de inverno e primavera... Agradeço ao seu tempo gasto na leitura, principalmente aos meus residentes Franceses que habitam no Brasil ♣ Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. ~♣~Fiquem em casa, se cuidem, tudo isso vai passar. ~♣~ ~♥~Um Beijo da Autora. ~♥~