Dust in the Wind

35 O novo integrante


Notas iniciais
Boa noite. Fiz esse capítulo curto para dar uma corrida na história. Por isso não estranhem um pouco a correria. Mas tive que fazer isso, pois se não nunca vou terminar essa história. Agradeço muito ao imenso carinho, a todos os comentários e favoritos. Nesse capítulo vou iniciar uma história focada na Emily, espero que curtam. Vamos ao capítulo.

Washington — DC.

— Aaron, eu não quero falar sobre isso agora — ela respondeu firme soltando a mão dele.

— Emily, eu preciso dessa resposta agora.

— Não é tão fácil responder essa pergunta quanto imagina.

— Por que não é?

Diante da insistência do marido, Emily respirou fundo se dando por vencida.

— Aaron... eu estou esperando a decisão sobre Phillip sair para tomar a minha decisão — ela fez uma pausa enquanto Hotch aguardava a conclusão da explicação dela — caso Phillip fique livre, eu vou embora com Wendy e Jack para onde minha mãe, na Ucrânia.

— Ucrânia? Você faz planos de ir para a Ucrânia e não me diz nada.

— Aaron, eu não quero ir, mas se Phillip ficar livre, vai ser o único lugar que eu vou sentir que meus filhos estão seguros. É fora da zona de conforto de Phillip e os russos não vão se expôs ao ponto de mexer com alguém da embaixada americana.

— Emily, vamos ver outra alternativa...

— Sabe qual a outra alternativa que tenho? — indagou Emily se alterando um pouco — colocar Wendy no programa de proteção a testemunha e eu nunca mais veria a minha filha.

— E nas duas alternativas eu ficarei sem minha filha.

— Aaron, eu já me sacrifiquei muito para não ficar sem Wendy e não vai ser agora que vou desistir, mas para o programa de proteção à testemunha ela não vai.

Hotch ficou pensativo e fechou os olhos pensando nas duas alternativas que a esposa tinha.

— Emily, se vocês tiverem que ir para a Ucrânia para ficarem livres de Phillip, eu vou com vocês. Eu não suportaria mais viver longe da minha família.

— Aaron e o seu trabalho? — falou Emily emocionada com as palavras do marido — você gosta tanto do que faz.

— Nada é mais importante para mim do que você, Wendy e Jack.

Emily abraçou o marido muito feliz com a resposta que ele havia dado. Pois ela também não aguentaria viver longe dele.

***

Wendy conversava com o seu tio Sean ainda na sala, ambos sentados no sofá, quando o telefone tocou. A garota que estava mais próxima do aparelho, inclinou o corpo para pegar e prontamente atendeu.

— Alô — ela falou atendendo.

— Wendy? — ouviu-se uma voz masculina do outro lado.

— Daniel? — ela perguntou recebendo um olhar desconfiado do tio.

— Faz um tempo que ligo para o seu celular.

— Ah, sim... ele está no quarto e eu estou na sala.

— Eu tentei me despedir de você, pois amanhã volto para Londres, mas me disseram que você não estava passando bem.

— Eu estava, só que melhorei depois que tomei um remedinho — Wendy respondeu calmamente.

O rapaz ficou em silêncio por alguns segundos como se quisesse escolher as palavras.

— Entendi — Daniel respondeu — então, você e o doutor lá é sério mesmo?

— Sempre foi para mim — ela respondeu de pronto.

— Então, a gente não tem mais chance? — Daniel retrucou.

— Você teve sua chance, Daniel. Agora estou com o Spencer — Wendy respondeu um pouco grossa.

— Eu já imaginava que essa fosse sua resposta... mas eu ainda gosto muito de você, Wendy. Eu nunca te esqueci, nem quando estava com a Rachael.

— Sério? Então, Daniel... boa noite e boa viagem — ela sem paciência desligou o telefone.

A garota bufou de raiva deitando-se no sofá e o colocando os pés nas pernas do tio.

— Nossa, Wendy... precisava falar assim com ele dessa forma?

— Tio, eu corri atrás desse homem de um jeito que eu me envergonho de me lembrar e ele me desprezou. E agora que eu estou com a minha vida toda arrumada, ele vem me dizer que ainda gosta de mim. Quem ele pensa que é?

— Wendy — Sean falou ficando de lado, de modo que pudesse olhar para a garota — vocês dois tem uma história mal resolvida. Não seria melhor colocar um ponto final nela?

— Foi o que eu fiz, não foi?

— Não, Wendy.

— Tio, eu sei que não era uma boa bisca quando namorávamos. Só que Daniel ficou com a Jessyca depois que terminou com Rachael, mas não voltou para mim. Ele me deixou dizendo que eu era uma pessoa má e ficou com uma pessoa muito pior. Cadê a coerência dele?

— É sobre isso que estou dizendo. Você tem muita mágoa do Daniel e isso é por que ainda faltam muitas respostas a questões que você ainda se pergunta. Você dois precisam se sentar e colocar os pontos nos “is”. Pois não é bom para você entrar numa relação com outras questões pendentes de outra relação.

— Eu amo o Spencer.

— Eu sei que ama. Mas o rapaz já é inseguro e você ainda tem uma relação mal resolvida com outro.

— A minha relação com Daniel não vai atrapalhar meu relacionamento com o Spencer.

— Tem certeza?

— Tenho sim — a garota levantou-se — agora eu vou dormir.

— Como sempre fugindo dos problemas, Wendy Hotcner. Até quando vai fazer isso?

Aquelas palavras fizeram a garota ficar pensativa. Eram as mesmas palavras que Daniel sempre dizia a ela. Porém, Wendy somente levantou-se e deu “boa noite” ao tio. Sim, ela estava fugindo. Mas é que os anos de convivência com Phillip a ensinou a não enfrentar os problemas, que sempre deveria evitar o confronto. Era uma forma de não se magoar.

Quando voltou para o quarto, suas preocupações sumiram, pois lembrou-se dos momentos que passara com Spencer ali. Ela deitou-se ainda não acreditando em tudo que acontecera naquele dia.

Por sua vez, os sentimentos do rapaz eram mútuos. Não parou de pensar um minuto na garota.

***

Quantico — Virgínia.

~10 dias depois~

Jack ainda estava hospitalizado, mas já quase atingindo o peso ideal, logo era uma questão de tempo até ter alta. O que tranquilizava seus pais e sua irmã.

Já equipe se envolveu em um caso em Baltimore no Estado de Maryland que demandou muito tempo para resolver. Por isso nesse período, Wendy e Reid não se viram, somente se falaram por telefone.

A esperança dele era de que não aparecesse caso até sábado para poder finalmente vê-la.

A licença de Hotch acabou e ele teve que voltar para a BAU. Mas quando estava na sua sala analisando os relatórios dos casos, Strauss chegou acompanhado de uma moça muito bonita, de mais ou menos 25 anos, cabelos longos pretos, ondulados nas pontas. Ela usava um vestido preto social.

Hotch ficou analisando as duas, enquanto Strauss começou a falar.

— Agente Hotchner, essa é Evilyn Blunt, estudante de antropologia na Universidade da Virgínia e será sua nova secretária.

— Secretária? — perguntou Hotch olhando para a garota que não tirava os olhos dele — eu nunca tive secretária.

— Sim, eu sei. No entanto, eu consegui com a diretoria a aprovação desse cargo para a BAU. Ela terá a incumbência de fazer todos os relatórios de todos os casos, você precisará apenas conferi-los e assiná-los — respondeu Strauss.

— Desde que aceitei o cargo de chefe na BAU, eu sempre fiz os relatórios — respondeu Aaron desconfiado.

— Agente Hotchner, fiz isso para que para que pudesse ter mais tempo para a sua família. Quando chegar dos casos, não precisará ficar aqui até terminar os relatórios, quando chegar eles já estarão feitos.

Hotch não se dava por vencido e achava tudo muito estranho, mas resolveu fazer um teste. Logo Strauss saiu deixando-os a sós. Evilyn sentou-se na cadeira a frente de Hotch e abriu um sorriso.

— Bem, o senhor pode começar me dizendo como gosta dos relatórios.

— Agora não, Senh...

— Senhorita.

— Senhorita Blunt. Eu estou voltando ao trabalho hoje depois de uma licença.

— Ah, tudo bem... pode ser mais tarde.

Hotch voltou a fazer os relatórios e Evilyn ficou observando o ambiente, quando seus olhos bateram no porta-retrato em cima da mesa do chefe.

— É a Emily Prentiss? — ela perguntou surpresa.

— Sim — ele respondeu mais surpreso ainda e parando com as anotações — conhece minha esposa?

Notas finais
E agora? O que está acontecendo? Alguém tem ideia? Obrigada e até sábado com um capítulo novo, mais detalhado e menos corrido. Boa noite e até lá!