Notas iniciais
Capítulo novo.

Quantico — Virgínia.

— Na verdade, eu não a conheço pessoalmente — Evilyn respondeu bem segura de si — eu só estudei um caso na faculdade sobre um serial killer que ficou conhecido como o “Diabo da Filadélfia”, ela foi a agente responsável pelo perfil. Então, eu meio que virei uma fã.

— Entendi — Hotch respondeu retornando ao trabalho.

Evylin continuou observando o ambiente.

— Vocês têm filhos?

— Sim, temos dois — respondeu Hotch enquanto continuava fazendo anotações.

— Que legal... qual a idade deles?

— A mais velha tem 19 anos e o mais novo 4 semanas.

— Foi um intervalo muito grande sem filhos...

— Olha, eu não queria ser indelicado. Mas estou muito ocupado agora e eu preciso que me dê licença para eu terminar esse relatório.

— Ah, tudo bem — ela respondeu — só queria te pedir uma coisa.

— O que? — perguntou Hotch colocando a caneta sobre a mesa e encarando-a.

— Que me apresente sua esposa pessoalmente — ela pediu bem entusiasmada.

— Você terá muitas oportunidades de conhecê-la se continuar na BAU.

Okay, vou aproveitar a primeira que tiver.

Evylin então levantou-se e saiu da sala e foi logo “tomar posse” da sua mesa que ficava perto da mesa dos outros agentes que retornariam mais tarde naquele dia.

Ela sentou-se e ligou o computador. Ela passou o dia todo lendo relatórios de casos antigos até que o restante da equipe chegou e foram apresentados.

Ninguém sabia da nova secretária. Era algo novo para todos. No entanto, a garota era bem prestativa e por esse motivo acabou agradando aos demais agentes. A exceção de Hotch que ficou bastante intrigado com interesse dela em Emily.

Por isso pediu para Garcia que fizesse uma pesquisa sobre a garota. Evilyn Blunt tinha 27 anos. Nasceu em Nova Iorque. Era filha adotiva de um casal de professores universitários: Steven Blunt, 51 anos, físico teórico e Brianna Blunt, 49 anos, neurocientista. A origem dos seus pais verdadeiros era desconhecida. Mas a garota a vida toda estudou com bolsista em ótimas escolas, teve uma educação bem acima da condição financeira dos pais.

Todavia a jovem não possuía nenhum tipo infração. Nenhuma multa ou ponto na carteira de habilitação, nem qualquer tipo de prisão mesmo que por infração menor. Muito pelo contrário, sempre foi uma jovem exemplar.

Estaria Hotch sendo desconfiado demais ou havia um real motivo para se preocupar? Isso ele precisava descobrir.

***

Reid chegou na BAU um pouco nervoso. Seria a primeira que veria Hotch depois do dia constrangedor que ele o pegou debaixo da cama de Wendy. Na reunião realizada, Hotch falou com o rapaz normalmente, agindo como ótimo profissional que ele era. No entanto, nos momentos de maiores descontrações, o chefe pouco interagiu com ele.

Ele sabia que Hotch era sempre centrado e reservado, porém naquele dia, ele estava bem mais. Será se ele ainda não tinha digerido a relação do rapaz com a filha? Eram dúvidas pairava a cabeça de Reid.

Todavia, por mais inseguro que o rapaz fosse, ele tinha a consciência de que era uma questão de tempo até Hotch aceitá-lo.

***

Mais tarde, naquele dia. Reid estava na sua mesa, lendo alguns relatórios e fazendo umas anotações. Quando precisou pegar um bloco dentro da gaveta. Ele abriu e dentro viu o álbum de fotografias que Wendy havia lhe dado.

Logo o rapaz pegou discretamente o álbum e abriu. Era uma forma de matar a saudade da garota. Ele ficou olhando e admirando por alguns minutos cada foto.

— É sua namorada? — perguntou Evilyn vindo por trás de Reid.

Spencer assustou-se fechando o álbum e olhando para trás.

— Desculpe, eu não queria assustá-lo — ela falou calmamente.

— O que quer? — ele perguntou sentindo-se desconfortável com a intromissão dela.

— Ela é muito bonita. Qual o nome dela?

— É Wendy... Wendy Hotchner.

— A filha mais velha de Emily Prentiss? — ela perguntou curiosa.

— Conhece a esposa do Hotch? — quis saber Reid.

— Na verdade, não — Evilyn respondeu prontamente — posso ver a foto dela?

Reid olhou para a moça, achou o comportamento dela bem estranho. No entanto, ela não parecia ser uma ameaça, por isso ele entregou o álbum.

Evilyn olhou o álbum com entusiasmo. Ela olhou cada foto e parecia que seus olhos brilhavam.

— Parabéns, sua namorada é muito bonita.

Dizendo isso, ela entregou o álbum de volta ao rapaz, saiu e foi ao banheiro. Reid ficou tentando entender o que havia acontecido ali. Ela parecia está muito interessada em Emily, já que praticamente ignorou o fato de Wendy ser filha de Hotch, seu novo chefe e ter se atentado somente ao fato que era filha de Emily.

***

Evilyn estava dentro do banheiro em frente ao espelho e começou a falar consigo mesma lá.

— Evilyn, sua ansiedade está atrapalhando. Tanto o agente Hotchner e agora o Doutor Reid estão desconfiados. Você lutou muito para chegar aqui, não pode estragar tudo porque não tem paciência de esperar o momento certo. Se eles continuarem desconfiados, você pode ser mandada embora. Calma, Evilyn — falava respirando fundo — vamos fazer alguma coisa para tirar qualquer suspeita de você.

Ela ficava repetindo frases para si mesma para ter autocontrole.

***

Washington — DC

No sábado de manhã cedo, Reid foi para Washington de avião. Ele havia marcado com Wendy de se encontrarem no apartamento dele na capital. Ambos estavam bastantes ansiosas para se verem.

E o rapaz a viu assim que chegou na portaria do prédio. Eles estavam tão afoitos para se verem e logo que entraram no apartamento, mal se falaram, foram logo se beijando. O beijo era quente.

E aquele beijo fez com que a garota sentisse um arrepio frio que começava no estômago e se espalhava por toda o corpo, deixando-a toda “amolecida”. Reid somente a agarrou e a levou até a cama, jogando-lhe ali e em seguida caindo por cima dela.

Reid estava tão entorpecidos que, instintivamente, foi se despindo. Ao tempo que arrancou a blusa de Wendy e começou a lhe beijar os seios rijos que ficaram expostos.

A garota suspirou quando foi beijada pela primeira vez naquele lugar, uma sensação quente que lhe fazia perder a noção de realidade. Ela mantinha os olhos fechados, deleitando no prazer que estava sentindo.

Na primeira vez que ficaram juntos, ambos estavam bem nervosos. Mas hoje, estavam mais calmos e confiantes.

Wendy sentiu quando Reid puxou sua calça de vez. Como se ele quisesse se livrar daquela peça de roupa rápido. Voltou a beijar-lhe o pescoço e por fim, começou a se livrar da calcinha dela.

A garota podia sentir a umidade crescendo entre suas pernas e desejando que aquele homem lhe penetrasse logo. Mas logo sentiu quando Reid separou-lhe as pernas se colocando entre elas.

Sim ela estava pronta para recebê-lo. Então ele a penetrou mexendo-se devagar. A garota soltou um gemido alto que ela não teve como controlar. Diferente da primeira vez em que ela sentiu muita dor. Dessa vez ela sentia prazer. A cada estocada que o rapaz dava, ela gemia.

Reid começou a acelerar os movimentos à medida que ouvia os gemidos dela, pois eles lhe excitavam e ficava com mais vontade de ficar dentro dela. Era uma das melhores sensações que ele havia sentido na vida.

Tanto que foi incapaz de diminuir o ritmo quando o prazer começou a tomar conta do seu corpo. Ele colocou com força e rapidamente até sentir que chegaria ao ápice. Foi incapaz de sair quando dela antes de terminar.

Quando saiu de dentro dela, Reid a abraçou e não disse nada. Ela também não. Os dois estavam extasiados. Então a garota sentiu quando o rapaz somente pegou o lençol e cobriu os dois.

***

Hotch para ficar mais tempo com a família, resolveu levar alguns trabalhos para casa. Certamente não seria bom passar o final de semana em Quantico fazendo relatórios enquanto sua esposa estava sozinha cuidando do filho pré-maturo e da segurança da filha.

E para sua surpresa, quando chegou em casa, Emily estava na sozinha, lhe esperando. Ela estava na sala sentada no sofá. Hotch sentou-se do lado dela e a abraçou.

— O que aconteceu? Por que não está no hospital com Jack? — perguntou Hotch.

— O Sean se ofereceu para ficar com ele nesta noite para a gente ter um momento a sós... hoje a casa é só nossa.

— E a Wendy?

— Ela vai dormir no campus hoje, tem treino amanhã cedo.

Hotch olhou para a esposa desconfiado.

— Ela está com o Reid, não é?

— É... — respondeu Emily sem hesitar — mas querido...

— Está tudo bem — ele respondeu interrompendo a esposa.

— Sério?

— Sim... hoje eu só quero aproveitar a minha linda esposa — ele falou dando um beijo na esposa — não quero perder meu tempo tentando imaginar o que os dois estão fazendo nessa hora.

— Que bom, querido — disse Emily — eu já separei alguns filmes e vou fazer pipoca para a gente.

— Como assim? A gente vai ter um tempo a sós depois de séculos e você me vem com filmes e pipocas...

— Calma, meu amor... a noite é uma criança.

— Então, eu vou tomar um banho — Hotch voltou a beijar a esposa.

Mas em seguida ele lembrou-se de Evilyn Blunt, e então achou que seria o momento mais oportuno de tocar no assunto com a esposa.

— Emily, você conhece alguma Evilyn Blunt?

— Evilyn Blunt? — indagou Emily puxando o nome na sua memória — não que eu me lembre. Eu só consigo pensar em Emma Blunt, que foi uma empregada da minha família por muitos anos. Mas ela já se aposentou há uns 30 anos. Ela inclusive tinha uma filha um pouco mais velha do que eu, Brianna Blunt. Só que Evilyn, não me lembro de nenhuma. Por que a pergunta?

— É a minha nova secretária.

— Ah, a que você me falou telefone.

— Sim. Mas o que eu não disse, é que ela parece te conhecer. Ela disse se tratar do caso do “Diabo da Filadélfia”, mas achei o comportamento dela muito suspeito.

— Quanto anos ela tem? — perguntou Emily.

— 27 anos.

— 27? — Emily ficou pensativa.

— Isso te diz alguma coisa?

— Não — ela respondeu firme — talvez ela só me conheça desse caso mesmo.

— É... pode ser — falou Hotch sem está muito convencido.

Porém deu o caso por encerrado, pelo menos por enquanto. Emily ficou com uma pulga atrás da orelha por causa dessa história, por isso resolveu que deveria investigar a fundo.

***

Reid e Wendy continuavam deitados na cama abraçados, totalmente em silêncio.

— Eu estou com fome — disse Wendy — mas não quero sair daqui.

O rapaz a abraçou forte.

— Vou na cozinha pegar alguma coisa para a gente comer, fica aqui me esperando.

— Não quero que você vá — ela disse fazendo voz de criança e o agarrando mais forte ainda.

— Eu volto já.

Reid carinhosamente tirou a garota de cima de si. Em seguida levantou-se vestindo apenas uma cueca samba canção azul escuro que pegou no quarto roupa. Wendy apenas virou-se continuando deitada.

O rapaz, descalço, foi até a cozinha. Nem sequer ligou a luz. Foi até a geladeira pegou somente leite e colocou no balcão.

— Jason — ele ouviu um voz dizer no escuro.

O rapaz quase teve um colapso nervoso quando reconheceu a voz. Não podia ser, ele não podia estar ali. Mas sim era ele. Pela pouca claridade que vinha da janela varanda, ele podia ver que era ele mesmo.

— Phillip?? — ele falou surpreso ao mesmo tempo que olhava para porta do quarto com medo de que Wendy saísse dali.

— Parceiro, eu consegui... eu estou livre!

Notas finais
Gente, o que vocês estão achando da história. O Phillip não dar paz, o que ele vai aprontar agora? Será se tudo sairá bem? Essas e outras respostas teremos no próximo capítulo. Beijão e até lá! Ah, e não esqueçam de comentar o que vocês acham que vai acontecer.