Notas iniciais
eai, garela???? :D eu estou muito animada, de repente me deu uma vontade louca de assistir animes, então enquanto eu espero carregar os eps de Tokyo Ghoul eu vim postar mais um capítulo da fanfic ^^ eu estou amando a quantidade de visualizações e acompanhamentos, e tbm os comentários adoráveis que vcs deixaram *o* me deixou muito feliz! eu só queria dar um aviso: a minha vida está muuuuuito corrida, e eu n estou tendo tempo pra escrever (é, eu sei, eu to assistindo anime, mas é que foi uma promessa pro meu amigo, e se eu n assistir ele vai ficar muito triste). fora isso, todos os dias são cheios de coisa pra fazer, hoje eu dei sorte. então eu ainda n terminei de escrever o capítulo 8 :P ta no final, ms n ta pronto. é dificil escrever sem erros, com coesão e tals, e mesmo sabendo que ainda n está bom, eu dou o meu melhor, então eu n posso escrever correndo e postar uma coisa ruim. só estou querendo dizer que provavelmente, depois que eu postar o capítulo 8, meus updates vão ser uma vez por mês, e não uma vez por semana. EU NÃO ABANDONEI A FIC, nem esqueci dela, mas eu n tenho tempo. só pra deixar bem claro ;) agora chega de enrolar, e vamos ao capítulo! dessa vez vai ser um casal bem polêmico, mas maravilhoso de escrever :D

Capítulo 5: Corações Gelados

Kiyoshi Teppei não estava animado para ir à escola naquele dia. E isso era raro, já que ele estava sempre animado para qualquer coisa. Mas, naquela manhã, ele acordou se sentindo cabisbaixo, despertando a preocupação de seus pais e sua avó. Depois de convencê-los de que estava bem, ele tomou café-da-manhã e saiu para a escola. A verdade, porém, era bem diferente.

Ele sabia que era extremamente privilegiado por poder ir à escola. No subterrâneo, apenas a família real tinha direito ao estudo. Algumas famílias que não eram da realeza, porém, tinham uma relação próxima com a realeza, e por isso recebiam alguns privilégios, não deixando, no entanto, de viverem junto a todos os outros sombrios. Kiyoshi sabia disso, e se sentia muito feliz por ter essa oportunidade, tanto que ia à escola sempre com um sorriso no rosto. Menos naquele dia. Ele tinha um problema.

E o problema se chamava Hanamiya Makoto.

Kiyoshi era amigo de todos, e sempre que chegava um aluno novo ele corria para fazer amizade. Gostava de ver os outros sorrirem e gostarem dele. Então, quando Hanamiya chegou à escola, Kiyoshi prontamente sentou-se ao lado dele e começou a puxar assunto. Surpreendeu-se, no entanto, ao ver que o rapaz novo era ríspido com ele, e se recusava a conversar. Tinha uma expressão entediada no rosto enquanto aguardava que a aula começasse.

– Por que não me deixa em paz? – ele finalmente se dirigiu a Kiyoshi.

– Não fale assim! Eu só quero ser legal com você.

– Não preciso que você seja legal comigo. Caia fora daqui, seu lixo.

A última parte assustou Kiyoshi. Nunca alguém havia falado daquela maneira com ele, mesmo por que ele nunca deu motivos para tal. Analisou o rapaz à sua frente. Estatura mediana, pele pálida, cabelos negros e olhos... Que raio era aquilo?

– Você é um Crown – disse Kiyoshi.

– Demorou para perceber – Hanamiya fez um som de desprezo. – Você parece surpreso. Mas você mesmo é um.

– Nunca pensei que fosse conhecer outro igual a mim.

– Não me compare a você – Hanamiya tinha os olhos cheios de desprezo, como se Kiyoshi fedesse. – Olha só para você. Conversando com todo mundo. Sendo simpático. Aposto que não há uma única pessoa nessa escola que não te adore. Mas me diga: quantos amigos você tem?

– Bem... – a pergunta surpreendeu Kiyoshi. Todos ali eram seus amigos... Não eram?

Hanamiya sorriu diante de sua hesitação.

– Viu? Você é uma farsa. Não tem amigos. Pior do que uma farsa, você é insignificante. Não tem inimigos, mas também não tem amigos. Você é vazio. E eu não falo com pessoas vazias.

Aquelas palavras foram como um tapa no rosto de Kiyoshi, e ele desistiu de falar com o rapaz, que pareceu contente com isso. O resto do dia passou cinza, ele nem percebia o que estava fazendo. Notou que Hanamiya estava certo: ele era vazio. Como um quadro de natureza-morta: enfeitava o ambiente, mas não chamava a atenção de ninguém. Ele era ninguém.

Por aquele motivo ele passou meses se sentindo mal, mas nunca deixou ninguém perceber. Estava decidido a mostrar a Hanamiya que ele não era vazio. Todos os dias ele tentava se aproximar do rapaz, que apenas o recebia com xingamentos e ofensas. E Kiyoshi se sentia cada vez mais vazio, ao perceber que a pessoa que mais sabia como ele se sentia era aquele aluno novo e mal-educado.

Naquela manhã, porém, ele não conseguia esconder seu mal-estar. O reconhecimento das palavras de Hanamiya pesava em suas costas. Seria ele realmente invisível e insignificante? Se desaparecesse, se não fosse para a aula, as pessoas iriam notar? Decidiu fazer o teste, e ao invés de rumar para a escola, foi a um parque próximo e se sentou em um banco. Observou o lago cercado de sakuras fosforescentes, com a cabeça cheia de pensamentos.

Hanamiya Makoto estava com sono. Tudo que ele queria era se deitar e dormir. O professor falava sobre coisas que ele já sabia, os alunos fingiam que prestavam atenção, trocando mensagens pelo celular quando o professor não estava vendo, ou simplesmente dormindo no fundo da sala. Hanamiya revirou os olhos. Eram todos tão estúpidos, tão iguais. Filhinhos de papai que não tinham a menor ideia do quão sortudos eram, e desperdiçavam o conhecimento que poderiam adquirir com coisas ridículas como uma mensagem de celular.

No entanto, havia algo que o incomodava mais do que os alunos e o professor. A carteira ao seu lado estava vazia, pois Kiyoshi Teppei não havia aparecido. Ele não sabia por que estava tão incomodado. Provavelmente por que Kiyoshi era a pessoa mais interessante daquela sala. Ao contrário dos outros, que se afastavam de Hanamiya ao ouvir suas palavras duras, aquele cara sempre voltava. Hanamiya não se cansava de ofendê-lo, e ele via que o garoto se feria com as palavras, mas não deixava que os outros notassem. Era divertido como ele parecia masoquista.

Hanamiya deu um sorrisinho. Poderia fazê-lo sofrer para sempre, e sua diversão não teria limites. Se perguntou como seria vê-lo chorar. Aquele lixo. Um Crown, como ele, com os olhos cheios de escuridão, e mesmo assim tentava ser legal com todos. As pessoas gostavam, sim, dele. Mas ele não passava de um colega de turma agradável, e havia se embrenhado tanto na própria ilusão de felicidade que foi necessário que Hanamiya jogasse a verdade em sua cara. E, mesmo assim, ele estava sempre com aquele sorriso no rosto. Era irritante. Por que ele era tão feliz? Por que não se deprimia, se encolhia em um canto e chorava? Por que insistia em tentar ser amigo de Hanamiya?

Maldito. Hanamiya estava decidido a quebrá-lo. Mas ainda se sentia incomodado com a falta dele. Será que finalmente havia sucumbido à tristeza e se matado, ou algo do tipo? Não. O Coração de Ferro não seria quebrado facilmente.

E Hanamiya, sempre entediado por causa de seu QI muito acima da média, encontrou um passatempo. Iria quebrar o Coração de Ferro. Iria prendê-lo em sua teia de sofrimento e maldade, como uma verdadeira Aranha. Um sorrisinho se formou em seu rosto. Talvez a escola não fosse tão chata assim.

No dia seguinte, Kiyoshi foi à escola. Hanamiya sentiu-se feliz com isso. Não, feliz era uma palavra muito forte. Ele estava animado com a possibilidade de fazê-lo sofrer. Kiyoshi sentou-se ao seu lado, parecendo triste. Olhou imediatamente para Hanamiya.

– Você está certo – ele disse. – Parcialmente.

Hanamiya ergueu uma sobrancelha. De todas as coisas, não esperava ouvir aquilo.

– O que quer dizer com isso?

– Eu não tenho amigos – sua voz tremeu, e Hanamiya sentiu seu coração saltar de felicidade. – Eu não vim à escola ontem, e ninguém pareceu perceber. Ninguém me ligou, ou se importou com a minha falta.

Hanamiya estava sorrindo como louco por dentro, mas se controlou.

– E por que eu estou apenas parcialmente correto? – ele perguntou.

E foi aí que Kiyoshi o encarou, abrindo um enorme sorriso, fazendo o de Hanamiya morrer.

– Por que eu tenho uma coisa que você disse que eu não tinha – ele disse. – Um inimigo.

Hanamiya empalideceu. Aquele cara só podia estar brincando.

– O-O quê? – ele gaguejou.

– Você não gosta de mim – aquilo parecia fazê-lo feliz. – E você me entende mais do que eu mesmo! E aposto como você notou minha falta. Ou seja, eu não sou insignificante, por sua causa!

Ele não esperava por isso, com toda a certeza. Estava sem reação, olhando para o sorriso bobo do outro. E ficou assim até o professor entrar na sala. Ele nem ao menos ouvia o que o professor estava falando. Estava em choque. Aquele maldito! Ao invés de cair na teia que formara, ele havia se libertado e rido da cara de Hanamiya. Iria fazê-lo se arrepender.

Quando chegou a hora do intervalo, Kiyoshi se virou para ele com aquele sorriso bobo no rosto, pegando um sanduíche para comer. Hanamiya pegou a mochila e pegou um pote com uma torta de limão, feita por sua empregada. A torta melhorou um pouco seu humor. Tudo que Shizuka fazia era muito gostoso, principalmente as tortas de limão.

– Essa torta parece boa – comentou Kiyoshi, irritando Hanamiya. – Quem fez?

– Não te interessa, idiota – ele pegou um garfo e comeu, tentando ignorar a presença ao seu lado.

– Foi você? Não sabia que você cozinhava.

– Não fui eu, droga! Foi minha empregada.

– Nossa, você tem uma empregada! – ele estava impressionado. – Que legal, você deve ser rico, então.

– Não sou rico. Agora me deixe em paz.

– Mas você é meu único inimigo.

– Percebe como sua frase soa idiota?

– Eu sei, eu estava brincando, Hana-chan.

Hanamiya quase engasgou com a torta. Olhou para o garoto ao seu lado, incrédulo.

– Do que você me chamou?

– Hana-chan. Combina com você. Gosta de flores, Hana-chan?

Hanamiya não sabia se corria, se corava, ou se batia em Kiyoshi. Talvez os três. Hana significava Flor em japonês, apesar de falarem a língua do reino, ainda sabiam falar japonês quando precisavam. Eram bilíngües. Mas francamente, Hana-chan seria traduzido como Florzinha. Parecia nome de coelho de estimação! Coelho fêmea, ainda por cima.

– Não ouse me chamar assim – ele disse, cogitando furar o olho de Kiyoshi com seu garfo. Que gosto será que tinha um olho? – Ou eu acabo com você.

– Ah, é por isso que você é meu maior inimigo!

– Cale a boca! Me deixe em paz!

Mas seus pedidos não importavam, por que Kiyoshi não parou. Passou o dia irritando-o, e Hanamiya via sua teia sendo destruída por um gigantesco coração de ferro. Maldito, ele pagaria por aquilo!

Finalmente as aulas acabaram, e ele pode ir para casa. Estava quase agradecido, mas ao pensar direito, quase desejou voltar para a sala com Kiyoshi. Se a escola era o Inferno, sua casa era o Purgatório. Caminhou mal-humorado em direção à casa que não era nem simples, nem cheia de ornamentos. Era uma casa razoável, mas apenas por fora. Assim que Hanamiya entrou no local, sentiu um clima pesado cair em suas costas.

– Bem-vindo de volta, Hanamiya-san – sua empregada apareceu, fazendo uma reverência. – Deseja que eu leve suas coisas para o quarto?

– Não há necessidade disso, Shizuka – ele fez um gesto de dispensa com a mão. A empregada assentiu, retirando-se com uma mesura.

Hanamiya foi até o seu quarto, batendo a porta atrás de si e trancando-a. Jogou a mochila em qualquer canto e deitou-se na cama, a cabeça parecendo pesar cinco quilos. Então sentiu o celular vibrar, e ficou surpreso. Havia recebido uma mensagem. Pegou o celular e deslizou o dedo para visualizá-la.

Olá, Hana-chan. Tudo bem? ;) – Kiyoshi

Hanamiya não sabia se jogava o celular pela janela ou chorava. Como aquele maldito conseguia incomodá-lo até mesmo quando estava em casa? Sua curiosidade venceu, e ele decidiu responder.

H: Como conseguiu meu número, seu idiota?

Não precisou esperar nem dois segundos para Kiyoshi responder animadamente.

K: Quando você dormiu na aula de biologia, eu peguei seu celular e vi seu número. Ah, aproveitei para adicionar meu número nos seus contatos :)

Hanamiya massageou a ponte do nariz, entre os olhos. Não estava seguro nem para dormir na escola, e aquele cara já furtava seu celular. Ainda por cima tinha a ousadia de se adicionar aos contatos?

H: Tanto faz. Vou deletá-lo de qualquer forma, idiota. Agora me deixe em paz.

T: Ah, não seja cruel, Hana-chan. Eu só queria saber se você estava bem!

H: Não vou mais responder. Vou dormir, me deixe em paz.

T: Bons sonhos, Miya-chan!

Miya-chan? Agora tinha um novo apelido? Talvez fosse melhor do que Hana-chan. Foi até os contatos de seu celular e procurou o nome de Kiyoshi. Iria deletar aquele idiota que poluía seus contatos. Um sorrisinho surgiu em seus lábios enquanto seu dedo pairava sobre o botão de deletar.

Mas, por algum motivo, ele não conseguiu apagar. Ao olhar o nome de Kiyoshi, percebeu que ele era o único contato que tinha. Uma sensação de tristeza se abateu sobre ele. Não! Por que estava triste? Não precisava de ninguém. Esses falsos, que viviam como se a realidade não fosse uma merda. E ainda por cima Kiyoshi, o mais idiota de todos eles? Com certeza, não precisava dele em seus contatos.

Então por que não conseguia apagá-lo?

Com um gemido frustrado, ele desligou o celular, deixando o corpo cair sobre a cama preguiçosamente. Era só o que faltava, ele, Hanamiya Makoto, querer alguma companhia. Não precisava de ninguém.

Uma batida na porta o tirou de seus pensamentos.

– Pode entrar – ele disse, um pouco irritado. Shizuka apareceu timidamente na porta.

– Hanamiya-san – ela disse. – Seu pai requisita sua presença para jantar com ele.

– Argh, me deixe em paz. Diga a ele que não quero.

– Ele insiste, senhor. Disse que... É uma ordem.

Hanamiya olhou nos olhos de sua empregada. Ela parecia desesperada, e ele imaginou o que seu pai havia dito que faria com ela se ele não descesse para jantar. Suspirando, sentou-se na cama.

– Diga a ele que estou indo – Shizuka assentiu, fechando a porta.

Hanamiya retirou as roupas do colégio, colocando uma camiseta preta e uma calça jeans. Gostava de preto, quase todas as suas roupas eram pretas. Saiu do quarto, mal-humorado, e nem um pouco disposto a dividir a mesa com aquele cara que era obrigado a chamar de pai. Pais com certeza não eram como ele.

Chegando à sala, ele viu que seu pai já estava sentado à mesa. Era um homem alto, de cabelos castanho-claros e olhos negros, como dois buracos negros. Quem olhasse para ele, nunca pensaria que era pai de Hanamiya. Os dois não eram nem um pouco parecidos, principalmente na personalidade. Hanamiya sabia que era uma pessoa desagradável, ele fazia questão de sê-lo, mas seu pai estava em um nível acima, por um simples fato.

Ele era capaz de matar.

– Makoto – ele chamou. – Venha sentar-se com seu pai.

Hanamiya não fez questão de cumprimentá-lo, simplesmente sentou-se à mesa. Olhou a comida em seu prato. Parecia deliciosa, e o cheiro o estava deixando louco. Com toda a certeza, Shizuka havia cozinhado. Sem dizer uma palavra, ele pegou seus talheres e começou a comer. Tinha consciência de que seu pai o observava com seu olhar afiado, mas ele não o encarou de volta.

– E então – seu pai começou. – Como está indo a escola?

– Bem – Hanamiya deu ombros. – Mas você sabe, qualquer escola vai ser fraca para mim.

– Essa é a melhor escola da colônia japonesa, não existe melhor. A própria família real estuda nessa escola.

– Deve ser realmente muito boa. Só estou dizendo que ainda é fraca para mim. Mas todas são.

– Hum – seu pai colocou um pedaço de carne na boca. – Você é realmente muito inteligente. QI de 160, não é para menos. Mas eu esperava que você usasse toda essa inteligência para coisas mais úteis.

– Como o quê? – Hanamiya estava começando a ficar irritado com aquela conversa.

– Podia me ajudar com meu trabalho, já que a escola é tão inútil. Estaria à sua altura?

Seu pai lhe lançava um olhar desafiador, como se esperasse que ele concordasse. Mas Hanamiya não era idiota. Por mais que a escola fosse entediante, ele não queria parar de ir. Não compreendia os próprios sentimentos, mas só de se imaginar trabalhando com os pais e um bando de outros adultos idiotas, ele sentia enjôo.

– Não, acho que não – ele disse, cínico. Seu pai percebeu o deboche. – Ainda prefiro a escola.

– Que pena – seu pai suspirou. – Uma pena que meu filho seja tão inútil.

Hanamiya sentiu a Sombra pulsar no fundo de sua mente, alertando-o para não o confrontar. Mas estava difícil. Pegou mais um pouco de comida e tentou se distrair, antes que fizesse alguma besteira. Era melhor não se meter com aquele homem.

Mas seu pai já estava irritado. E isso não era bom.

– Shizuka – ele chamou. A jovem apareceu em segundos. – Faça um pouco de café.

– Não temos café, senhor – ela disse, timidamente.

Seu pai estalou a língua.

– Você é ainda mais inútil do que o Makoto. Temos chá, pelo menos?

– Sim, senhor.

– Então o que está fazendo parada aí? Vá fazer um pouco de chá para nós.

– Sim, senhor – ela fez uma reverência e se retirou para a cozinha.

Seu pai olhou para Hanamiya, parecendo entediado.

– Está difícil encontrar bons empregados nos dias de hoje – ele suspirou. – Não acha? Aquela garota é mais do que inútil. Esta comida está horrível.

Então ele pegou o próprio prato de jogou no chão. Hanamiya se segurou para não tremer diante do barulho da louça se quebrando. A Sombra o alertou para se segurar novamente.

– Shizuka! – seu pai gritou. – Por que está demorando tanto?

– T-Tenho que deixar por três minutos, senhor! – eles ouviram Shizuka se desculpar.

– Você é inútil! – seu pai gritou. – Vá mais rápido!

– Pai – Hanamiya não aguentou mais. – Ela não pode apressar o tempo, você sabe. Se o chá tem que ficar durante três minutos, ela tem que esperar três minutos.

– Está defendendo ela? – perguntou, erguendo uma sobrancelha.

– Não. Só que me irrita ver alguém demonstrando tamanha estupidez só para enfatizar seu poder.

Pronto. Ele sabia que havia tocado em um ponto arriscado. Seu pai estava lhe lançando um olhar mais do que ameaçador. E Hanamiya sabia que estava com problemas.

– O que você disse, garoto? – ele perguntou, mas antes que Hanamiya pudesse responder, Shizuka voltou com o chá. Depositou duas xícaras sobre a mesa, evitando pisar sobre os restos do prato que seu pai havia jogado, e colocou o chá.

Hanamiya tomou um gole. Estava delicioso. Ele não sabia o que a jovem colocava nas comidas que as tornavam tão deliciosas, por que parecia surreal. Então ele ouviu o barulho de algo se quebrando, e viu seu pai jogar a xícara no chão.

– Isso está horrível – ele limpou a boca, como se tivesse comido algo nojento. – Horrível!

– Está ótimo, pai – disse Hanamiya, irritado. Aquelas demonstrações de poder o estavam cansando. Era sempre assim. – Pare com esses chiliques, você está se igualando a uma criança.

Seu pai bufou, apertando as mãos em punhos. Pegou o bule de chá e arremessou no chão, sujando todo o carpete, e fazendo Shizuka se afastar com um gritinho. Então olhou para ela com raiva, levantando-se e a agarrando pelos cabelos.

– E você – ele gritou, fazendo-a chorar. – Não vai receber comida hoje. Sua inútil.

Ele lhe deu um tapa bem forte no rosto, e a jovem caiu, soluçando. Ele a pegou pelos cabelos novamente, fazendo-a se levantar, e ergueu a mão para espancá-la.

E o teria feito, se outra mão não tivesse segurado seu pulso. Hanamiya o olhou com raiva, os olhos brilhando perigosamente.

– Chega – ele disse, rosnando. – Você é ridículo. Como pode se considerar um adulto?

Seu pai soltou Shizuka, e a garota se afastou, soluçante. Os dois homens se encararam, em uma batalha de fúria.

– Moleque insolente – disse o pai. – E lhe dou tudo, e é assim que me agradece?

– Agradecer? Está espancando a garota só por que lhe deu vontade. Já parou para pensar que isso é extremamente infantil?

– Ela é minha empregada, e eu faço o que quiser com ela!

– Empregada? Há! Essa é boa. Você nunca a paga, a espanca todos os dias e a deixa sem comer, trancada em um quartinho empoeirado e cheio de baratas. Diga-me, em que planeta isso é ser uma empregada?

– Você me respeite! – seu pai avançou, gritando. – Está passando dos limites hoje, Makoto!

– Estou mesmo! – dessa vez Hanamiya quem avançou. – Você me dá nojo! Não sei por que insiste que eu fale com você, quando nunca sabe ter uma conversa civilizada! Eu estou cansado de você, e das suas demonstrações de autoridade! Você faz isso, age como se fôssemos ricos, mas a verdade é que você tem que escravizar uma garota por que não tem dinheiro nem para pagar as contas desta casa!

Seu pai estava vermelho de raiva, mas pela primeira vez não tinha palavras. Hanamiya aproveitou a deixa, e continuou falando.

– Fica vivendo de favores da rainha e da família real, como se tivesse o direito de fazer isso por que tem prestígio. A verdade é que, sem esses favores, você não teria onde cair morto!

– CHEGA! – seu pai o agarrou pelos cabelos. – EU SOU SEU PAI, E EXIJO RESPEITO!

– SABE POR QUE EU NÃO QUERO TRABALHAR COM VOCÊ? – Hanamiya sentiu os olhos arderem. – POR QUE EU ME RECUSO A OLHAR PARA A SUA CARA O DIA INTEIRO, E ME LEMBRAR QUE A MAMÃE FEZ A MESMA COISA ANTES DE MORRER!

– Para o seu quarto! – ele arrastou Hanamiya pelos cabelos. O mais novo tentou se soltar, mas seu pai tinha um aperto forte. Passou por Shizuka, e também agarrou os cabelos da jovem. Abriu a porta do quarto de Hanamiya com um chute, e arremessou os dois para dentro. – Se gosta tanto dela, então vai passar a noite com ela, trancado aí! De manhã vai sair para a escola, sem comer. Vamos ver se aprende a me respeitar.

E dizendo isso trancou a porta, deixando-os no escuro. Hanamiya sentiu as lágrimas rolarem por sua face, e agradeceu por Shizuka não poder vê-lo. Secou as lágrimas, acendendo a luz, e encontrando a garota encolhida em um canto, soluçando.

Suspirou. Finalmente havia dito tudo que queria, mas a que preço? Tinha vontade de explodir a casa toda, com seu pai dentro. Não, aquele homem não era seu pai. Havia matado sua mãe sem piedade quando ela o enfrentou uma vez, impedindo-o de espancar Hanamiya e Shizuka. Ele nunca se esqueceria do barulho do tiro sendo disparado, do cheiro do sangue, do corpo inerte de sua mãe caindo aos seus pés.

Um calafrio percorreu seu corpo ao se lembrar daquele dia. Seu pai estava mais aterrorizante do que nunca, e havia se virado para ele com a arma em mãos. Não havia atirado, apenas se retirara da sala sem olhar para trás, e Hanamiya chorou sobre o corpo da mãe. Só conseguiu sair quando Shizuka o abraçou, retirando-o em seus braços.

Ele também se lembrava quando seu pai trouxera Shizuka para casa. Ela era apenas uma criança, seis anos mais velha do que ele, e tinha dez anos quando chegou. Estava assustada, mas Hanamiya havia adorado a ideia. Era como se tivesse uma irmã mais velha. E durante todos aqueles anos, ela realmente havia agido como uma irmã para ele, ajudando-o com um sorriso no rosto. Por isso ela era a única pessoa com quem ele não conseguia ser cruel.

Seu pai nunca saberia a relação que mantinham. Quando ele não estava em casa, Shizuka dormia em seu quarto, e Hanamiya conversava com ela como conversaria com uma irmã. Ela o ajudava em seus problemas de relacionamento, muitas vezes o repreendendo por suas maldades. Mas ele estava feliz por isso. Ao menos, não estava sozinho naquela casa. Mas seu pai nunca poderia saber, o sabe-se lá o que ele seria capaz de fazer para feri-los.

Olhou para a garota, encolhida no chão do quarto, e abaixou-se ao lado dela, abraçando-a. Ela enterrou o rosto em seu peito, soluçando, e ele se sentiu culpado. Mas só de saber que alguém naquele mundo gostava dela o fazia se sentir melhor.

Pegou uma camiseta e um shorts, e Shizuka trocou a roupa de empregada suja que vestia. Deitaram-se juntos na cama, e ela o abraçou pela cintura.

– Me desculpe, Makoto – ela sussurrou. – Sinto que foi tudo culpa minha.

– Há, com certeza não foi. Até parece que você não conhece aquele cara. Ele é simplesmente doente.

– Eu sei, mas...

– Não sei pelo que você quer se culpar. Sei que está fazendo isso em uma tentativa de me fazer me sentir melhor.

– Makoto, você é um chato – ela riu. – Não posso pelo menos fingir?

– Não gosto quando as pessoas fingem – ele se afastou um pouco para olhá-la. – Inclusive, pode tirar esse seu disfarce de boa moça. É irritante.

– Realmente, um chato – ela mostrou a língua, mas seus olhos mudaram. Antes, ela parecia apenas uma jovem tímida e acanhada, de cabelos castanhos e olhos violeta. Mas agora seus olhos estavam maliciosos, sombrios, e ela exibia um sorriso debochado.

– Bem melhor – ele lhe deu um beijinho no topo da cabeça, abraçando-a. – Prefiro você assim. Como Dunkelheit.

Na manhã seguinte, acordaram com o som do pai tentando abrir a porta. Shizuka imediatamente adotou seu disfarce, e se jogou no chão, encolhendo-se e se enrolando em uma coberta, como se tivesse dormido ali. Makoto se arrumou também, e quando seu pai finalmente abriu a porta, não suspeitava de nada.

– Vamos, se arrumem – ele disse. – Nada de café-da-manhã para você, Makoto.

– Me deixe em paz – ele disse, se levantando. Não era como se a noite anterior fosse incomum. É claro que haviam ultrapassado um pouco o costume, e Hanamiya chegou a desabafar um pouco sobre o que sentia, mas toda vez que era obrigado a conversar com o pai a noite terminava daquela maneira, e ele ia para a escola sem comer. É claro que não era toda vez que Shizuka dormia em seu quarto.

Seu pai lhe lançou uma careta irritada, e foi embora. Hanamiya se levantou e colocou o uniforme, enquanto Shizuka vestia a roupa de empregada.

– Que saco isso – ela reclamou, sua verdadeira personalidade aparecendo. – Makoto, pode me arranjar uma roupa nova? Essa aqui está se desfazendo.

– Vou ver o que posso fazer – ele disse, arrumando a gravata que era obrigado a usar.

Saiu do quarto, indo escovar os dentes e fazer xixi. Aquele maldito o havia trancando sem ir ao banheiro, de forma que foi obrigado a se segurar a noite inteira. Poderia ter aberto a janela e se aliviado, mas achou que aquilo seria um ato mais do que desprezível, e preferiu segurar. Quando terminou sua higiene matinal, saiu do banheiro indo buscar sua mochila. Encontrou Shizuka o esperando, segurando um pacote atrás das costas.

– Tome – ela sussurrou. – Um lanchinho para você.

– Obrigado – ele sorriu, cúmplice. – Vou te arranjar um vestidinho novo.

Ela revirou os olhos.

– Até mais tarde.

E foi para a cozinha, antes que seu pai tivesse outro chilique. Hanamiya caminhou para a escola, sentindo o coração apertado. Perguntou-se como seria ter uma vida normal. Talvez não tivesse tanto ódio do mundo, se não tivesse sido criado por aquele cara.

Seu humor caiu totalmente assim que entrou na sala e encontrou Kiyoshi sorrindo, em seu lugar de costume. É claro, com toda aquela confusão, havia se esquecido daquele pequeno problema que tinha que enfrentar na escola. Sentou-se mal-humorado, e Kiyoshi se virou sorridente para ele.

– Bom-dia, Mako-chan! – ele disse.

– Vai decidir meu apelido ou não? – ele não sabia por que estava respondendo. Talvez estivesse mesmo cansado.

– Estou tentando decidir qual fica melhor em você – ele o analisou, pensativo. – Acho que o chan não fica muito bem.

– Que bom que você percebeu – Hanamiya disse, com desprezo, pegando um pãozinho que Shizuka havia lhe mandado e dando uma bela mordida. Seu estomago roncou com aprovação.

– Acho que vou te chamar de Makoto, mesmo. O que você acha?

– Se eu responder, vai fazer alguma diferença? Não, então me deixe em paz e me chame do que você quiser.

– Você não está bem hoje – Kiyoshi se aproximou, analisando-o. – O que aconteceu?

– Nada que seja da sua conta – Hanamiya olhou para o rosto, que estava próximo demais do seu. – E saia de perto de mim!

– Definitivamente não está bem – Kiyoshi se afastou, apoiando-se na própria carteira, para alívio de Hanamiya. – Você deletou meu número?

– É claro! – nunca admitiria que a verdade era outra, mas aquele idiota não precisava saber. – E nunca mais toque no meu celular, seu ladrãozinho idiota!

– Mas era o único jeito de conseguir seu número... – Kiyoshi deu ombros.

– Idiota!

O resto das aulas foi tranquilo. Kiyoshi insistiu em segui-lo na hora do intervalo, porém, e Hanamiya se viu obrigado a comer seu almoço ao lado da irritante criatura.

– Oh! – exclamou Kiyoshi, ao ver Hanamiya retirar sua comida da mochila. – Suas comidas sempre parecem tão boas! Sua empregada é mesmo uma ótima cozinheira.

– O nome dela é Shizuka – Hanamiya falou sem pensar.

– Hum. Shizuka. É um nome bonito.

Ele pegou o próprio almoço, e finalmente ficou em silêncio, para a alegria do menor. Aproveitou aquele momento raro, mesmo sabendo que Kiyoshi ainda estava ali, e que voltaria a irritá-lo assim que terminasse sua comida.

Então alguns alunos de sua classe passaram por onde eles estavam sentados, e pararam, olhando sorridentes para Kiyoshi.

– Ei, Kiyoshi – chamou um menino. – Quer vir almoçar com a gente?

– Ah, não, obrigado – ele sorriu, como sempre fazia, irritando Hanamiya.

Então uma das meninas olhou para ele, e lançou-lhe um olhar de nojo.

– Tem certeza de que prefere a companhia desse cara? – ela perguntou. – Credo, Kiyoshi-kun!

Hanamiya lhe devolveu um olhar ácido, e a menina recuou um pouco. Kiyoshi não pareceu perceber a comoção que se desenrolava ao redor.

– Tenho, sim. Obrigado pelo convite, mesmo assim!

Os estudantes deram ombros, e foram embora, conversando e fofocando. Hanamiya olhou para Kiyoshi, sem conseguir acreditar.

– Ei, por que não foi com eles? – ele exclamou?

– Por que eu quero almoçar com você – ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Grrrrr – Hanamiya estava realmente se segurando para não arremessar o outro para longe. Ignorando o fato de que ele era bem maior do que ele, é claro. – Eu não quero almoçar com você! Me deixe em paz!

Mas Kiyoshi apenas riu, e o resto do dia fluiu como sempre: Kiyoshi tentando ser seu amigo, e Hanamiya lançando todas as ofensas em que conseguia pensar. Finalmente as aulas acabaram, e Hanamiya sentiu que sua missão havia se cumprido. Não havia explodido, ainda.

Mas, quando saiu da escola para ir para casa, sentiu uma presença atrás de si. Virou-se e se deparou com Kiyoshi acompanhando-o, e quase teve um troço.

– O que está fazendo? – ele berrou?

– Indo para casa – Kiyoshi disse, novamente olhando para Hanamiya como se fosse óbvio.

– E por que está me seguindo?

– Não estou te seguindo. Minha casa é por aqui.

– Mentira! Você sempre vai pelo outro lado! – Hanamiya apontou para a rua que ia em sentido contrário.

– Ah, é que eu e minha família estávamos de mudança. Agora eu estou morando em uma casa nova, bem mais legal do que a que eu tinha.

Hanamiya respirou fundo, pensando que aquilo não poderia ficar pior. Mas, conforme continuou andando, Kiyoshi não desviou o rumo, continuando ao seu lado o tempo todo.

– Ei, você não vai para casa? – perguntou, finalmente.

– Eu já disse, estou indo. É por aqui.

Hanamiya massageou as têmporas. Aquela presença ao seu lado o estava deixando louco. Kiyoshi emitia até mesmo uma aura de felicidade e confiança, que deixava o menor completamente irritado. Como alguém podia ser daquele jeito.

– Você está muito tenso, hoje, Makoto – ele sentiu uma mão em suas costas, e se arrepiou inteiro. Tocando. Alguém o estava tocando. CONTATO FÍSICO, ALERTA MÁXIMO!

– Argh, o que está fazendo?! – ele saltou para longe, olhando para Kiyoshi, que mantinha a mão no ar.

– Erm... Eu só estava...

– Me tocando! – Hanamiya continuou a andar. – Não me toque, idiota!

– Hummmm, o Makoto-chan é muito anti-social.

– Achei que você tinha dito que chan não combinava comigo. E eu não sou anti-social. Só me recuso a me socializar com idiotas.

Kiyoshi riu, e continuaram andando. A casa de Hanamiya se aproximava cada vez mais, e Kiyoshi continuava a caminhar ao seu lado. Hanamiya estava nervoso, será que aquele cara pretendia segui-lo até sua casa só para saber o endereço? A perspectiva lhe dava calafrios.

– Ei, sua casa é muito longe? – perguntou.

– Não, é nessa rua.

Hanamiya gelou. Sua casa também era naquela rua. Ah, não!

Parou na frente da casa moderna, e Kiyoshi parou na frente da casa vizinha. Não. Não, não, não. Tudo menos isso.

– Oh, Makoto! – Kiyoshi estava radiante. – Essa é sua casa?

Hanamiya assentiu, derrotado. Abriu a porta, e antes de entrar conseguiu ouvir um: “que legal, somos vizinhos!”.

– Está tudo bem, Makoto? – disse Shizuka, se aproximando enquanto batia um bolo.

– Não – Hanamiya massageou as têmporas. – Acabei de descobrir que somos vizinhos daquele cara idiota de quem te falei.

Shizuka colocou uma mão na frente da boca, tentando conter o riso. Hanamiya lhe lançou um olhar de desprezo.

– Não ria.

– Desculpa – ela se endireitou. – Mas é que você é muito azarado!

– Argh – ele foi para o seu quarto, ignorando a irmã. Fechou a porta e se jogou na cama. Agora sim, não podia ficar pior.

Então ouviu alguém cantando do lado de fora de sua janela. Era uma melodia alegre e animada, e aquela voz... Hanamiya conhecia aquela voz...

Arregalou os olhos, ajoelhando-se na cama e abrindo a janela. E desejou, não pela primeira vez, não ter feito aquilo.

A janela da casa do lado estava aberta, ficando bem de frente para o quarto de Hanamiya. E Kiyoshi estava dentro do quarto, na frente da janela aberta. Completamente nu.

Hanamiya ficou parado por um momento, a mente em branco. Seu cérebro ainda não tinha processado todas aquelas informações desagradáveis ao mesmo tempo. E o cérebro de Kiyoshi também não, por que ele ficou parado durante um tempo, encarando Hanamiya. Então, como se estivessem sincronizados, ambos arregalaram os olhos diante do reconhecimento da situação, e gritaram.

– O que você está fazendo? – Hanamiya apontou para Kiyoshi, tentando ao máximo não olhar para partes inapropriadas.

– E-Eu estou tirando a roupa para tomar banho... – Kiyoshi gaguejou, corando.

– De janela aberta?

– Eu não imaginei que esse fosse o seu quarto...

Então Hanamiya nem percebeu que estava observando todo o corpo de Kiyoshi. Ele era forte e musculoso. Seus braços eram compridos, e seus músculos eram muito bem delineados. Tinha o peito largo, e a barriga em forma de tanquinho. Era grande, e em todos os sentidos, pensou ao olhar para abaixo da cintura...

DEUSES, O QUE EU ESTOU PENSANDO? Hanamiya corou, e ele viu que Kiyoshi o encarava, percebendo o que estava fazendo.

– Hanamiya...?

– Argh, vai logo tomar o seu banho! – Hanamiya se virou de costas, sentando-se na cama. Eca, por que estava olhando daquela forma para Kiyoshi?

Ouviu a porta do quarto da outra casa se abrir, e ouviu Kiyoshi sair do quarto. Só então conseguiu respirar normalmente.

Aquela com certeza havia sido a cena mais vergonhosa e estranha de sua vida.

Notas finais
hum Hana-chan, gostou da vista, né? kkkkkkk tenho que dizer que foi muito divertido escrever esse capítulo. eu sei que tem gente que odeia o makoto, e ele é mesmo um desgraçado por fazer o que fez com o Kiyoshi, mas como casal eles são muito legais (leia-se: o Hanamiya é ultimate uke XD) o que acharam, foi legal? o próximo capítulo encerra a história deles, e é um dos maiores da fic. muita coisa vai acontecer, e a história vai começar a ficar mais tensa 0.0 altos sentimentos no próximo capítulo! duas pessoas já leram, e as duas choraram. então n sei, né, espero que todos sintam alguma coisa ^^ comentem!!!! eu e a Asuna ficamos tristes quando as pessoas esquecem da gente ;_; beijos e até o próximo capítulo *3*