Dungeoneer - Interativa
17 Virou purpurina
Notas iniciais
Após a rápida passagem pela torre do Mu nossos heróis desceram a montanha sem fazer manha, e como pra baixo todo santo ajuda, em apenas um dia eles já estavam lá em baixo.
– Agora que a armadura da Loren já foi consertada e o único custo foi o sangue do Kon, o que vamos fazer com o dinheiro que temos? – perguntou Junpei.
– Temos? Eu que ralei pra ganhar ele lembra? – reclamou Hyugi.
– Está certo, tá na hora deu dar sua parte – disse Loren, entregando um saquinho de moedas ao seu funcionário.
– Como eu sou um herói e um cara legal então vamos fazer assim, podemos dormir em uma estalagem hoje, aí vamos estar bem descansados quando chegarmos no vulcão, você disse que dá pra chegar lá amanhã não foi? – Hyugi perguntou ao Sony.
– Se andarmos rápido sim – respondeu o garoto.
– Tem uma luz vermelha lá em baixo, será que é um hotel? – Kon apontou para uma luz que não parecia longe dali.
– Só tem um jeito de saber, indo lá – concluiu Loren.
O grupo continuou caminhando, até chegar a uma bela construção de madeira com dois andares. Havia uma com uma espécie de chama vermelha bastante intensa e era possível ouvir uma música que vinha lá de dentro. Eles estavam no meio do nada e aquele parecia ser o único traço de civilização.
– Tem uma placa ali na frente, mas não conheço essa língua – observou Junpei.
– Centro de Entretenimento Masculino Adulto. Deve ser um lugar bem idiota – Uroro acabou de ler o que estava escrito.
– Vamos entrar e ver o que é – chamou Kon.
Eles empurraram a porta, que estava entreaberta, e então entraram. O lugar parecia mais um bar, com varias mesas e um balcão. Além disso havia um palco e uma banda afinava uns instrumentos rústicos, porém estranhamente, a banda estava no chão e não no palco.
– Que lugar estranho, será que tem alguém pra atender? – Loren foi até o balcão – Ô de casa, isso aqui é uma estalagem ou o quê?
Uma mulher loira e alta, com olhos azuis, cabelos longos e seios grandes, muuuito grandes saiu de uma porta e foi até o balcão.
– Desculpem pelo modo que encontraram a sala, é que vocês chegaram um pouco cedo. São forasteiros?
– Somos, mas deixe eu me apresentar, sou Kon, muito prazer em conhecer uma mulher tão bela – Kon rapidamente se aproximou da mulher e beijou sua mão. Imediatamente, Loren deu um soco, fazendo com que ele caísse no chão e com o olhou roxo.
– Algum problema? – um garoto aparentando uns quinze anos, porém com cabelos brancos e espetados se aproximou rapidamente do Kon, com uma espada empunhada.
– Fique tranquilo Hitsugaya, está tudo bem. Vocês podem me chamar de Matsumoto, sou a dona do Centro de Entretenimento Adulto Masculino.
– E o que tipo de serviços vocês oferecem? – perguntou Junpei.
– É bom terem perguntado. Ô bando de desocupada, tá na hora de trabalhar!
Matsumoto gritou e rapidamente, várias mulheres extremamente maquiadas e quase nuas vieram ao salão.
– Esse é o tipo de serviço que oferecemos aqui. Por apenas duas boladas, você pode escolher a garota que você quiser.
Rapidamente, os olhos dos garotos brilharam e olharam para o Hiugi com ares pidões.
– Eu tô cansado de corôas ou mulheres monstro, qual é a profissional mais nova que não vai me fazer ir preso? – expressou-se Hyugi.
– Já sei o que você quer. Momo, cliente!
Uma garota branca de cabelos castanhos, pequena e magrinha se aproximou.
– Dê um ótimo tratamento a esse rapaz.
– É claro. Venha comigo.
Momo sorriu e conduziu Hyugi a um quarto. Enquanto isso, ele deu duas moedas a Matsumoto e jogou o saquinho na mesa onde seus amigos estavam sentados.
Todos começaram a brigar por causa das moedas, até que todos conseguiram pegar algumas.
– Bom, deixe eu escolher... – Kon analisava as garotas.
– Se você chegar perto de alguma delas vai ficar sem a sua minhoquinha – Loren apontou sua espada para o menininho do Kon – E isso vale pra você também Sony!
– Calma, eu nem pretendia fazer nada, me contento com uma bebida – Sony estava apavorado.
– Af, que chato – Kon sentou-se.
– Já que eu tô liberado, moça gostei de você – Junpei se dirigia a Matsumoto com cara de tarado.
– Desculpe fofinho, sou empresária e não trabalhadora, mas tenho funcionárias que poderão te levar ao paraíso, posso fazer uma sugestão?
– É claro.
– Soi Fong, venha aqui.
Uma mulher branca e de cabelos negros se apresentou.
– Dê um tratamento vip para esse senhor.
– Venha comigo – ela convidou o grandão, que entregou duas moedas à dona do empreendimento e seguiu a trabalhadora muito animado.
Enquanto isso, a banda começou a tocar e mais clientes iam chegando. Kon, Loren, Sony e Uroro estavam sentados em uma mesa, comendo alguns petiscos servidos pela dona da casa.
– Isso não é justo Loren, já que não posso contratar ninguém você deveria fazer o serviço – reclamou Kon.
– Calado! Você deveria agradecer, pelo menos eu estou deixando você olhar essas garotas com pouca roupa, se reclamar te ponho pra fora – disse Loren – e tu Uroro, pode escolher alguma delas, não estou te impedindo.
– Até parece que vou perder tempo e dinheiro com mulheres tão vulgares – respondeu o shinigami.
Os quatro continuaram na mesa, na verdade, os cinco, porque até o hamster do Sony, que fica quase sempre escondido, saiu para ficar olhando as moças e babando.
Enfim, uma das funcionárias subiu no palco e, ao som da música que a banda tocava, começou a fazer um strip-tease. Imediatamente, a Loren tapou os olhos do Sony com a mão.
– Uhul, pelo menos vou poder ver isso né? – Kon parecia empolgado.
– Já falei, pode olhar mas se pensar em tocar alguma delas você morre ok? – falou Loren.
Enquanto isso, em um quarto no segundo andar, Soi Fong começava a fazer o seu serviço. Tirou toda sua roupa, deixando o seu cliente bastante alegrinho.
– Finalmente, depois de tanto tempo – Junpei estava quase chorando de alegria.
– Por que você não fica mais à vontade também? – sugeriu a moça.
– É pra já – ele começou a se despir.
***
No térreo, todos puderam ver Soi Fong descendo as escadas correndo e segurando suas roupas, que não eram muitas.
– Senhora, não dá, sem chance – ela se dirigia à Matsumoto, que se encontrava no balcão.
– O que houve Soi Fong, você é conhecida como Soi Soi topa tudo.
– É que...eu sei que você é uma ótima patroa, mas eu tenho o meu amor próprio.
Logo Junpei desceu, vestindo suas roupas pelo avesso.
– Por que fugiu garota? Eu nem cheguei a encostar em você.
– Vou falar isso da forma mais educada que eu conheço: Você é uma aberração, não chegue perto de mim!
– Que isso, eu não sou tão feio assim.
– O que está havendo aqui? – Hitsugaya chegou perto deles, já com sua espada nas mãos.
– Se mete não pintor de rodapé! – brigou Junpei.
Nesse momento, cristais de gelo começaram a se formar ao redor da espada do segurança, até que foi interrompido pela Matsumoto.
– Calma garotos, pelo que parece, o grandão não fez nada de errado. Soi Fong, como você é uma das minhas melhores funcionárias, tem o direito de recusar clientes, então vá pro palco e capriche no strip. Hitsugaya, tome conta do salão, e você – ela se dirigiu ao Junpei – venha para o quarto comigo.
– Wow, quer dizer que...
– Vem logo e não reclama.
Os heróis que estavam sentados apenas observavam tudo e riam (exceto Sony, a Loren ainda estava tapando os seus olhos), enquanto Junpei e Matsumoto entraram em outro quarto.
– Nossa, ainda bem que aquela magrela não me quis, tô até vendo, vou mergulhar nos seus seios.
– Segura a onda aí, só quero que você tire a roupa.
– Mas...
– Tira logo, e não tem nada aí que eu nunca tenha visto.
Junpei fez o que ela mandou.
– Minha deusa, eu nunca vi uma coisa dessa! – ela parecia assustada.
– O que foi?
– Quanto mede isso?
– Ah? Cinquenta centímetros, por quê?
– É lógico que nem minha funcionária nem mulher nenhuma vai querer te dar, ninguém quer ter que remover o próprio útero depois de uma transa. Toma – Matsumto devolveu as moedas ao grandalhão – desculpe qualquer inconveniente.
Ela rapidamente saiu do quarto, e alguns minutos depois, Junpei saiu e foi sentar à mesa com os seus amigos.
– E aí Junpei, conta tudo vai – Kon estava inquieto.
– Não quero falar sobre o assunto, só sei que odeio a minha vida.
Eles continuaram na mesa comendo, bebendo e assistindo os shows. De vez em quando, algum homem achava que a Loren era uma nova funcionária, mas ela delicadamente mandava eles pastarem sob ameaça de morte. Algum tempo depois, Hyugi voltou.
– Compensou o trabalho que teve com a Biske? – perguntou Loren
– Compensou. Só não foi melhor do que com a Teela.
– Quem é Teela? – perguntou Kon.
– É aquela ruiva lá de Etérnia, lembra?
– Puta que pariu, ela era gostosa pacas. E tu pegava ela? – Kon parecia surpreso.
– Foi uma vez só, logo que ela descobriu que o príncipe Adam não gostava da fruta. Ela tava tão carente, acabou rolando.
– Ceguinho sortudo! – resmungou Kon.
– Nós não deveríamos estar dormindo? – lembrou Uroro.
– É verdade – concordou Sony.
– Vou perguntar à dona se ela aluga um quarto pragente – disse Loren, que foi até a Matsumoto.
– Olá moça, posso ajuda-la em alguma coisa? – a empresária era bem simpática.
– É que eu e meus amigos estamos cansados, você teria um quarto para nós dormirmos?
– Infelizmente não, estão todos ocupados com as atividades do empreendimento. Mudando de assunto, você estaria interessada em um emprego?
– Não mesmo. Assim como você, eu também sou empresária, mas meu ramo é com trabalhadores homens para servir clientes mulheres.
– Entendo. Se ainda pretendem dormir é melhor se apressar, a próxima estalagem fica bem longe daqui.
– Obrigada – Loren pagou a conta do que consumiram e rapidamente ela e os garotos saíram, sob protesto do Kon, que queria continuar vendo os shows.
Após os heróis deixarem a casa, Hitsugaya foi falar com a sua patroa.
– Eles causaram problemas? Não seria melhor se eu tivesse expulsado todos?
– Não mesmo. Eles gastaram algum dinheiro, e até que foi divertido.
– Entendo. E por que será que aqueles dois shinigamis não tinham zampakutous?
– Vai saber.
– Desculpe perguntar, mas o que aconteceu quando você foi pro quarto com aquele musculoso?
– Tá com ciúme? Fica tranquilo, sabe que eu só tenho olhos pra você.
– Não é isso! – o garoto estava bem sério – É só curiosidade mesmo.
– Eu queria saber por que a Soi Fong arregou, sabemos que ela não é disso, então só mandei ele tirar a roupa e constatei que ele tem uma sucuri de cinquenta centímetros.
– Entendi. – o segurança não demonstrou surpresa – Se me permite, posso ir lá fora por uns minutos?
– Pode ir, mas espero que você capriche bastante lá no meu quarto depois que fecharmos a casa.
O garoto não respondeu e saiu do Centro de Entretenimento. Correu e alcançou o grupo.
– Junpei...é esse o seu nome?
– É sim.
– Posso falar com você em particular?
– Se quer uma luta desista, não estou no clima – disse, desanimado.
– Não é isso, só preciso te contar uma coisa.
– Pessoal, vai indo na frente, eu volto logo!
Junpei e Hitsugaya saíram de perto dos outros.
– Ah ê, já que a profissional não te quis, o segurança vai fazer o serviço dela – zombou Loren.
– Vai te catar – respondeu Junpei.
Quando se certificou que estavam longe dos ouvidos alheios, Hisugaya começou a falar.
– Sabe...eu já tive o mesmo problema que você.
– Do que você está falando?
– Eu já tive uma minhoca super crescida.
– Que bom que está curado, agora posso ir embora?
– Eu sei como você pode ser normal.
– Agora me interessei, continue.
– No brejo Forasteiros Serão Decapitados, há um sapo falante.
– Tudo nesse mundo fala? Por isso eu odeio esse lugar.
– Continuando, toda vez que esse sapo diz não para um homem, seu pênis diminui dez centímetros. Funcionou comigo e hoje eu tenho uma vida sexual normal.
– Obrigado! – Junpei sorriu – E onde fica esse brejo?
– Uma légua a noroeste do Vulcão da Morte Certa.
– Caramba, pertinho de onde eu estou indo. Se não fosse muita viadagem eu te dava um beijo.
– Sai fora. Agora eu tenho que voltar ao trabalho.
Hitsugaya correu de volta ao seu local de trabalho, enquanto Junpei voltou à companhia dos seus amigos, com uma expressão bem melhor no rosto.
– E aí Junpei, por que está tão feliz? O garoto te fez um agrado? – provocou Loren.
– Estou de bom humor, não vou me aborrecer com seus comentários.
– É que nosso amigo tem uma sucuri de cinquenta centímetros e toda mulher corre dele, então o segurança falou que tem um sapo falante que toda vez que ele diz não o pênis do cara diminui dez centímetros.
– Porra Hyugi, para de usar esse seu super ouvido.
– Desculpe, você não pediu pra guardar segredo.
– Putz grila, ainda bem que eu recusei as duzentas e cinquenta e três vezes que você pediu pra ficar comigo – expressou-se Loren.
Eles continuaram andando e discutindo, até que em um momento de calmaria, Loren colocou a mão na cabeça, parecendo não estar bem.
– O que houve? – perguntou Kon.
– Não sei bem, mas precisamos achar a Beatrice.
– Mas nós não sabemos aonde ela foi, e temos que pegar o cristal de prata o mais rápido possível – falou Uroro.
– Algo me diz que ela corre perigo, não sei onde ela está mas vou encontrar. Vocês podem seguir para o vulcão, eu a busco sozinha – Loren estava decidida.
– Nós vamos com você – disse Junpei.
– É verdade. Eu posso transportar todos para Vila de Cava, que foi onde ela se separou de nós, daí seguimos o sol poente e quando a encontrarmos, é só nos tele portarmos de volta para aqui – arquitetou Sony.
– Eu também vou, quem sabe quando a Beah estiver aqui você me deixa livre – falou Kon.
– Obrigada garotos, vocês são demais!
– E você Uroro, vem também? – perguntou Junpei.
– Eu vou, talvez vocês não consigam salvar aquela garota sem mim. Tenho que admitir que quero que ela fique bem, ela é a menos irritante entre todos vocês.
– Está bem, vou abrir o portal, mas só vou transportar um de cada vez. Um, dois e...
Antes que ele abrisse o portal, todos ouviram a voz de Beatrice.
“Olá pessoal, saudades de vocês! Podem seguir o caminho, eu passei por muitos perigos mas estou bem”
– Quem tá falando isso? – perguntou Kon.
“Sou eu seu burro, a Beah”
– E onde você está? – perguntou Loren, confusa.
“Ainda estou no lago Hylia, mas já superei o maior dos meus obstáculos. E estou falando com vocês por telepatia" coletiva, poder maneiro não é? Eu tentei contatá-los mais cedo, mas só consegui agora porque todos estavam pensando em mim”.
– Eu tive uma intuição de que você estava em perigo, mas parece que você se lascou um tempo atrás e agora está bem não é? Que merda, se você tivesse precisado mesmo de mim estaria morta – lamentou Loren.
“Não fique assim, afinal, quem tem poderes psíquicos aqui sou eu. Passei por muitos perigos e agora estou bem, e com certeza não teria sobrevivido sem o Allan e o Kenta”
– Quem são eles? – perguntou Loren.
“Dois amigos que conheci na floresta e que me ajudaram a chegar até aqui.”
– Safadinha hein, eu aqui toda preocupada e você no mato com dois – brincou Loren.
“Como você tem a mente poluída, são apenas amigos”
– Sei, amigos... – Loren aparentava não acreditar.
“De qualquer forma, podem pegar o cristal de prata, eu estou voltando para a casa da Braquistócrona”.
– Tudo bem, depois me apresenta seus namorados.
“ELES NÃO SÃO MEUS NAMORADOS”
– Tá, vou fingir que acreditei.
“Está de noite e vocês precisam descansar. Quando quiserem entrar em contato, é só pensarem em mim”
– Eu sempre penso em você – disse Kon.
“Ai Kon, eu também...”
– Principalmente quando estou tomando banho e começo a tocar...
“SEU RIDÍCULO, ESPERO QUE VOCÊ MORRA! E aos, outros, os vejo em breve”
A comunicação foi “cortada”.
– Que bom que ela está bem – disse Sony.
– Hamlet!
– Já deve ser madrugada e nada de estalagem, vamos dormir por aqui mesmo – sugeriu Uroro.
– Concordo, daqui a pouco amanhece e temos que chegar logo naquele brejo...quer dizer, no vulcão – falou Junpei.
O grupo armou acampamento e foi dormir, descansando para encarar um vulcão no dia seguinte. Mas, será que perigos Beatrice enfrentou e como seus poderes aumentaram tão rapidamente?
NA MANHÃ ANTERIOR
Beatrice acordou logo após a alvorada, e os garotos e a rainha despertaram em seguida. Pouco depois uma fada não-interessa trouxe umas frutas para eles comerem.
– Depois de comer vocês devem partir, vou mandar o príncipe das fadas para ajuda-los – falou a rainha.
– Eu já falei, sou um vampiro, uma besta assassina.
– Tá bom príncipe das fadas, acompanhe essa garota e cuide para que ela chegue bem ao lago Hylia.
– Já terminei, muito obrigada pela hospitalidade. Podemos ir agora? – pediu Beatrice.
– Devem.
– Então vamos nessa, e rainha, se precisar de um príncipe que realmente dê no couro, estou me candidatando – ofereceu-se Kenta.
– Mais respeito seu depravado – repreendeu Allan.
– Vou ignorar. Vazem logo, heroína do outro mundo, ranger, tarado e príncipe das fadas.
Edward com cara de emputecido se aproximou da Catenária e mordeu o seu pescoço.
– Ahhh, eou souhl um vampiro – falava o “fado”, com os dentes agarrados no pescoço da rainha, porém seus dentes eram totalmente arredondados e não chegou nem perto de furar a pele dela.
– Se não for concluir o serviço é melhor tirar a boca do meu pescoço – brigou Catenária.
Edward, decepcionado, se juntou novamente aos outros. Todos se despediram e continuaram o seu caminho.
– Estamos muito longe desse lago? – perguntou Beatrice.
– Um pouco, uns dois ou três dias de caminhada – informou Allan.
– Posso reduzir esse tempo para algumas horas, como sou um vampiro, tenho o poder da super velocidade.
Edward, com sua super força capaz de parar um carro em movimento, segurou o trio de companheiros (mas segurando beemmm de perto o Kenta) e começou a correr tão rápido quanto o De Flash. No início da tarde, chegaram a uma poça menor do que uma caixa d´água.
– Chegamos – disse Edward.
– Tem certeza? – estranhou Kenta.
– É claro, esse é o lago Hylia. Se dermos sorte, a Maga Lee irá nos achar – falou Allan.
– Olá forasteiro, eu sou a Maga Lee – uma mulher com olhos azuis escuros e cabelos azuis claros quase brancos e abaixo da cintura, usando uma espécie de maiô preto que não cobre quase nada e uma capa.
– Uaaaau gata, eu tô tão na sua, deixe eu me apresentar, eu sou...
– Kenta, e se estiver usando sua visão de raios-X em mim juro que arranco suas bolas e te faço engolir.
– Como você sabia? – o rapaz estava confuso.
– Eu sou a Maga Lee, previ quando vocês chegariam. Você quer aprender mais sobre os seus poderes psíquicos não é Beatrice?
– Isso mesmo, conheci uma discípula sua que conseguiu paralisar um gigante e convencer o Zelda de que o nome dele era Link só com o poder da mente. Eu também tenho poderes psíquicos mas que não servem de muita coisa, ela me disse que você poderia me ensinar como usá-los melhor.
– Não estou afim.
– Como assim Maga Lee? Eu sei que não nos vemos há muito tempo, mas saiba que essa garota é um dos heróis da profecia e toda Dungeoneer depende dela – argumentou Edward.
– Profecia? Deixe me ver... LIVRO – um livro surgiu nas mãos da Lee – quando Dungeoneer estiver ameaçada por um grande mal, quatro heróis de outro mundo virão e serão os únicos que poderão vencer tal malignidade.
– E ela veio de outro mundo para nos salvar – completou Allan.
– Está bem, eu dou um intensivão de magia psíquica para ela com uma condição.
– Tudo bem, qual é a condição? – perguntou Beah.
– Eu quero uma melancia.
– Ah? Uma melancia? – estranhou Kenta.
– Sim, eu adoro melancias e não como uma há anos. Me tragam uma melancia e eu ensino a garota.
– Seja mais razoável Maga Lee, não existem melancias nessa floresta – Edward estava desesperado.
– Na verdade, existe uma árvore capaz produzir qualquer fruta, é uma árvore rara, mas tenho certeza que posso encontrar uma delas ainda hoje – informou Allan.
– Ótimo, vou esperar ansiosa – disse a maga.
– Já volto – falou Allan.
– Espere. Vocês três – ela apontou para os homens e para o Edward – procurem a árvore, quero conversar a sós com a garota.
– Como quiser.
Os três saíram a procura da tal árvore que pode produzir qualquer fruta, enquanto Beah ficou ao lado da poça Hylia junto com a Maga Lee.
– Que injustiça, duas gatas sozinhas e eu andando no mato com dois machos – reclamou Kenta.
Após algumas horas de procura, Allan apontou para um pequeno arbusto em meio a tantas árvores grandes e majestosas.
– Aqui está, a árvore que produz qualquer fruta!
– E qual é o nome dessa árvore? – perguntou Edward.
– O nome dela é Árvore que produz qualquer fruta – informou Allan.
– Tá certo, vamos pegar logo essa melancia pra dar pra Maga Gostosa – apressou Kenta.
– Ok vamos lá – Allan se concentrou, olhando para o arbusto – Ó, poderosa árvore que produz qualquer fruta, nos dê uma melancia.
– Ele tá falando com a árvore? – estranhou Kenta.
– Rangers verdadeiros precisam da permissão das plantas para utilizar o seu poder, e essa árvore é muito temperamental – falou Allan.
– Quem você chamou de temperamental? – uma voz feminina zangada saiu da árvore.
– Nossa, você fala – surpreendeu-se Edward.
– Descobriu isso sozinho ou participou de um simpósio? – ironizou a árvore.
– Nos desculpe por nossos modos, poderia nos dar uma melancia? – pediu Allan.
– Não – respondeu a árvore curta e grossa.
– Por favor, precisamos apenas de uma melancia para salvar o mundo de ser dominado por um homem maligno – Allan implorava.
– Não tô nem aí.
“Se essa árvore é uma mulher, não resistirá ao meu charme” pensou Kenta.
– E aí gatinha, está machucada? Por que você parece um anjo que caiu do céu.
Antes que a planta pudesse responder, aquele demônio que atacou duas noites atrás surgiu diante deles.
– Há há há, hoje não é o dia de sorte de vocês, afinal, Arslan Yagami encontrou vocês!
– Saia daqui, eu já te venci antes lembra? – falou Edward.
– Só por causa do seu horrendo brilho de fada, porém eu adquiri um artefato mágico que me torna imune a ele – Arslan colocou óculos escuros.
– Oh, ele tem óculos escuros, estamos perdidos – desesperou-se Edward.
Allan, se adiantando, lançou alguns cipós em direção ao inimigo, porém ele lançou uma pequena chama e os transformou em cinzas quase que instantaneamente.
– Idiotas! Assim que acabar com vocês, vou atrás da garota para leva-la ao mestre Zerus.
– Nada disso, ainda tenho planos com ela.
Kenta lançou suas correntes com a velocidade de uma fofoca, e Arslan se esquivou por pouco. Ainda sendo movidas pela força do pensamento, as correntes mudaram a direção do movimento e acertaram o demônio. Mesmo ferido, Arslan segurou as correntes, e com o calor de suas mãos as derreteu.
– Que merda, esse maluco acabou com as minhas correntes!
– Só isso? Minha vez.
A terra tremeu, fazendo os rapazes perderem o equilíbrio e caírem no chão. Logo em seguida, com um sorriso no rosto, Arslan lançou chamas negras na direção dos seus inimigos. Em uma manobra desesperada para proteger a si e seus companheiros, Allan criou uma parede de plantas, que foi consumida pelas chamas rapidamente.
– Droga, não vou conseguir detê-lo por muito tempo – Allan estava preocupado.
– Faz alguma coisa Edward, você não é vampiro? Vira morcego e morde ele – sugeriu Kenta.
– Eu não viro morcego nem tenho medo de alho, meus poderes são brilhar e correr, então já sei o que farei.
Edward começou a correr ao redor do Arslan, no intuito de deixa-lo tonto e confuso. Realmente o demônio ficou confuso, sem entender o que o príncipe das fadas estava tentando fazer. Ele apenas via o rastro da fada que rodava feito peru bêbado, ele colocou o pé no caminho do Edward, que caiu de cara no chão.
– Ai, eu mereço – resmungou Allan.
– Já que você queima as plantinhas do nosso amigo ranger e derreteu minhas correntes, veja se consegue me encarar na mão.
Kenta sacou sua katana e partiu para cima do Arslan em alta velocidade. O demônio se esquivava e também atacava, ambos eram muito rápidos mas em certo momento, Arslan conseguiu encaixar um soco no estômago do seu inimigo, levando-o ao chão.
– Já falei, não tenho tempo a perder com seres tão insignificantes, vou queimar vocês e essa plantinha e depois vou atrás da...como ele falou? Ah é, vadia de lentes violetas que quer roubar o cenourinha de mim.
Arslan lançou novamente suas chamas na direção dos seus adversários. Allan e Edward, mesmo o segundo estando no chão com a cara aranhada, conseguiram fugir do ataque do demônio. Kenta também poderia ter fugido, porém quando viu que o fogo ia atingir Árvore que produz qualquer fruta, ele se jogou na frente dela para protege-la. As chamas o atingiram em cheio, o deixando com sérias queimaduras e inconsciente.
– Há há há, um já foi – comemorou Arslan.
– Desgraçado...eu sei que você pode queimar minhas plantas facilmente, mas ainda tenho uma carta na manga.
Allan tirou um pequeno frasco do seu bolso e o atirou no chão, bem próximo dos pés do inimigo. O vidro se quebrou e liberou uma fumaça verde.
– Cof cof, o que é isso? – perguntou Arslan, tossindo.
– Um poderoso veneno. Acalme-se e espere sua morte, será rápida e indolor.
– Idiota, venenos naturais não podem me matar, mas isso incomoda e fiquei muito puto. Toma!
Arslan provocou um novo terremoto, deixando todos no chão novamente. Ele concentrou suas chamas negras nas mãos e foi caminhando vagarosamente na direção dos inimigos caídos.
– Vocês são insistentes, tenho que admitir. Nada pessoal, mas vocês estão no meu caminho e preciso eliminá-los.
Antes que Arslan executasse seu golpe final, Allan lançou um novo cipó, porém não para atingir o inimigo e sim visando acertar os seus óculos escuros. E teve sucesso, a ciposada arrancou os óculos, deixando seus olhos expostos.
– Vai Edward, brilha brilha estrelinha! – gritou Allan.
Edward brilhou muito mais intensamente do que da última vez, um brilho mais forte do que o do sol. Obviamente, Arslan, Allan e até mesmo a Árvore que produz qualquer fruta ficaram temporariamente cegos por causa da forte luz, mas todos puderam ouvir o grito de horror emitido pelo demônio. Alguns minutos depois, Allan voltou a enxergar e viu o corpo de Arslan no chão, e pouco depois, ele se tornou cinzas.
– Isso Edward, sabia que ele não ia resistir ao seu grande brilho de fada.
Nesse momento, Allan viu Edward no chão, parecendo exausto.
– Príncipe, você está bem?
– Melhor do que nunca – Edward estava ofegante – finalmente cumpri minha missão e posso partir em paz.
– Como assim príncipe? Ainda não temos uma sucessora para a rainha, você ainda não pode morrer.
– Para brilhar tanto, gastei toda minha energia vital. Eu sei que eu deveria ter tido herdeiros, mas não sei por qual motivo, não consigo. Não quero que minha maldição de ser um vampiro se propague, deve ser isso, mas de qualquer forma, leve a melancia para a Maga Lee, e não esqueça de proteger a senhorita Beatrice, nosso mundo depende dela.
Os olhos da nossa fada “macho” se fecharam, e Allan já sabia que ele estava morto.
– Adeus, príncipe das fadas.
Allan esperou o crepúsculo, quando o corpo do Edward virou purpurina. Em seguida, ele jogou uma semente que logo germinou algum tipo de erva, que ele usou para curar as queimaduras do Kenta.
– Onde estamos? Cadê o demônio? – Kenta havia acabado de acordar, ainda desnorteado.
– Nós o vencemos. Agora precisamos da melancia.
Allan se aproximou da árvore, se curvou e implorou.
– Árvore que pode produzir qualquer fruta, pode nos dar uma melancia?
– Só se o outro me pedir.
– Eu? Está bem, linda árvore, pode me dar uma melancia?
– É claro.
Rapidamente, em um dos galhos do arbusto nasceu uma grande e bela melancia. Kenta levantou cambaleante, foi até ela e pegou a fruta.
– Obrigado – agradeceu Kenta.
– Muito justo árvore, ele se sacrificou para salvá-la – disse Allan.
– Ah, isso também, mas ele disse que eu parecia um anjo, ninguém nunca tinha elogiado minha beleza, todos só me procuram querendo frutas caras ou para mulheres grávidas com desejos, ele se lembrou que eu tenho sentimentos.
Kenta sorriu e falou com a árvore.
– Não existem palavras suficientes para expressar sua beleza. Estou em uma importante missão, mas quando o mundo estiver em paz, voltarei para vê-la.
Ele se despediu da árvore e foi embora junto com Allan e a melancia. Já havia anoitecido, mas eles não podiam perder tempo.
Fale com o autor