Dungeoneer - Interativa

18 Eu sou a Beatrice que existe dentro de você.


Notas iniciais
Olá leitores, aqui está um capítulo novo. Ele está um pouco mais curto do que os três anteriores, e eu até acho que ele deveria ter sido incluído no capítulo 17, mas enfim, está pronto. Boa leitura

Beatrice ficou na poça Hylia junto com a Maga Lee enquanto os garotos foram atrás da melancia. A maga não dizia nada, apenas olhava nossa garota com um olhar fixo e analítico, até que em um momento Beah resolveu quebrar o silêncio.
– Por que você disse aos meninos que queria falar comigo?

– Porque eu quero falar oras.

– Mas você não falou nada até agora.

– Estou falando, você é surda?

Se fosse outra pessoa já teria se emputecido, mas Beatrice possui uma paciência infinita, então resolveu tentar novamente uma comunicação.

– Seja lá o que tenha para me dizer, estou ouvindo.

– Certo. Por que você veio até mim?

– Porque eu tenho a missão de salvar esse mundo, mas os meus poderes psíquicos são muito fracos e preciso aprimorá-los. Eu conheci uma aluna sua, não sei o nome dela, só sei que ela me contou que você poderia me ensinar como usar melhor minhas habilidades, e aqui estou.

– Disso eu já sabia, mas você me falou que veio de outro mundo certo? Então por que deseja salvar um mundo que nem é o seu?

– O Sortudo uma vez falou que os meus amigos só poderemos voltar para casa depois de cumprir nossa missão de salvar Dungeoneer.

– Agora isso está fazendo algum sentido. Quer dizer que o seu objetivo é voltar para casa não é?

– Isso mesmo.

– Então você já voltou para casa!

– Ahn, como assim? – Beah não estava entendendo.

– Querer é poder, você voltou para o seu mundo!

************

Beatrice ouviu o seu despertador tocando, então esticou seu braço e o desativou. Bocejou e enfim se levantou da cama, caminhando sonolenta até o banheiro. Foi até a cozinha, onde sua mãe, uma mulher de aproximadamente quarenta anos, com olhos e longos cabelos cor de mel, estava preparando o café.

– Vamos deixar de lerdesa, você vai se atrasar pra escola – disse a mulher.

Nesse momento, Beah saiu do automático e lembrou de tudo o que houve. A ida para Dungeoneer junto com a Loren, como encontrou o Kon, Junpei e Sortudo por lá, a rainha Cunegundes e a filha-da-putagem do Zerus, a breve passagem por Etérnia, enfim, tudo até encontrar a Maga Lee.

– MÃEEEE – a garota correu até sua mãe e a abraçou com força, com uma lágrima escorrendo dos seus olhos.

– Nossa Beah, você nunca foi tão agarrada comigo, o que aconteceu?

– Ah, não é nada. Mas assim...quantos dias eu fiquei fora?

– Como assim? Já sei, ontem você quase foi atropelada lembra? Felizmente não passou de um susto, sua cabecinha deve estar pifando por causa do trauma, quer ficar em casa hoje?

– Não, eu estou bem, e pelo que eu lembre tem um teste de Geografia hoje e se eu perder vou ficar com nota baixa.

– Tudo bem, mas você deveria relaxar mais, arrumar um namorado...

– Ah mãe, não estou pensando nisso agora.

– Pois deveria. Que tal aquele seu colega do cabelo engraçado, ele é bonito, educado e parece que gosta de você.

– Por que todo mundo cisma em querer me juntar com o Kon? Ele só é educado na sua frente, entre nós ele é um pervertido isso sim. De qualquer forma, vou me arrumar e ir para a escola, a Loren já deve estar me esperando.

– Quem é Loren?

– Minha amiga ué...tinha esquecido que você nunca consegue gravar nomes, então vou me arrumar, beijo mãe, te amo.

A mulher não entendeu nada, então continuou com seus afazeres domésticos. Beatrice trocou de roupa, abriu a porta do quarto do seu irmão mais novo apenas para vê-lo ainda dormindo, então saiu de casa e partiu para a esquina onde ela e a Loren costumavam se encontrar para caminhar até a escola.

Como será que conseguimos voltar para casa? Ou será que tudo foi um sonho? Mas parecia tão real... Tenho que falar com a Loren sobre isso, ou ela me diz como conseguimos voltar para a Terra ou me dá uma chave de braço e me leva pro hospício.

A garota foi até a tal esquina e ficou esperando sua amiga. Já eram seis e cinquenta e cinco, e o horário de entrada da escola em que elas estudavam era às sete da manhã, mas a Loren sempre se atrasava mesmo então estava tudo normal.

– Essa Loren, sempre atrasada...

O tempo continuou passando. Beah olhava impacientemente para o seu relógio de pulso. Já eram sete e meia e nada da sua amiga.

– Ai ai ai...

Beatrice pegou seu telefone celular e ligou para a loirinha, mas aquela voz feminina robotizada apenas dizia “Morto informa, esse número de telefone não existe”.

– Que droga. Vou pra escola, na saída eu passo na casa dela.

A garota continuou o percurso até o colégio, e mesmo estando muito atrasada, a inspetoria deixou que ela entrasse e assistisse as aulas, pois ela era uma aluna exemplar tanto em relação às notas quanto à frequência e comportamento, então ela assistiu às aulas, fez muito bem o teste de Geografia, enfim tudo normal, exceto pela falta da Loren.

Na hora do almoço, ela procurou pelo Kon e Junpei, que eram de uma turma diferente dela e da Loren, porém não os encontrou.

– Muito estranho, o Kon, a Loren e o Junpei faltarem no mesmo dia...

– Tá tudo bem com você senhorita Beatrice Imogen?

Beah se assustou, e viu atrás de si um garoto ruivinho de cabelos longos e lisos.

– Olá... – ela o conhecia de vista, mas não sabia o seu nome.

– Você está diferente hoje, tem certeza que está bem? Eu sou o Inoue Orihime, lembra?

Agora ela se lembrou dele. Cabelo engraçado, educado, será que era dele que sua mãe estava falando?

– Oi Orihime, tudo bem com você?

– Estou ótimo, melhor agora que vi você. Posso ter a honra de almoçar com você?

– Ah, claro.

– Vejo que você não trouxe comida de casa e essa comida da escola é duvidosa, faço questão de dividir a minha com você. Eu tenho costela de porco frita com geleia de morango e purê de vagem, eu mesmo fiz e está uma delícia.

Aquilo definitivamente não estava uma delícia, mas para quem comeu sopa de sapo e ovos de aranha até que não era a pior coisa do mundo, então Beah aceitou o convite. Eles foram ao refeitório e sentaram para comer.

– Você é da turma 30000002C não é?

– Sim, mas adoraria ser da 3000000B para ficar o dia todo com você.

– Obrigada, mas você viu o Kon ou o Junpei hoje?

– Quem? Não conheço essas pessoas.

Beah ficou em silêncio, um tanto chocada. Ela tinha certeza que os garotos pertenciam à mesma turma desse rapaz, então alguma coisa estava absurdamente errada. Ao fim da hora do almoço ela agradeceu ao Inoue e voltou para a sua sala de aula. Logo o sinal tocou, a professora da primeira aula da tarde entrou e começou a fazer a chamada, até que chegou à letra L.

– Lara Craft...

– Presente!

Depois dessa, a próxima era Loren Raisen.

– Luke Skywalker.

– Presente!

Beatrice quase teve um ataque cardíaco, era como se os seus melhores amigos simplesmente nunca tivessem existido. Desesperada, ela simplesmente saiu correndo de dentro da sala, descendo as escadas, passando pelo pátio e indo para o portão, que se encontrava trancado.

– Preciso sair daqui.

Beah continuou correndo pela escola, até que chegou à quadra, que não estava sendo utilizada naquele momento. Ela viu uma corda pendurada no teto, então teve uma ideia brilhante.

– Vou subir por essa corda, balançar igual ao Tarzan e tomar impulso pra pular o muro.

A franzina garota levantadora de lápis começou a escalar a corda. Seus braços doíam e suas mãos queimavam, e mesmo ela sendo a pior aluna da turma em Educação Física, sua determinação foi tanta que ela que conseguiu subir uns quatro metros, então suas mãos não aguentaram e ela caiu igual jaca podre.

Beatrice acordou horas depois, e percebeu que estava na cama de um hospital. Sua mãe, ao lado, parecia preocupada.

– Menina, finalmente acordou, o que deu em você? Você sabe que não é boa em esportes, se queria chamar atenção de algum garoto poderia ter cantado, sua voz é linda.

– Não é isso, sou estou tendo um dia ruim.

– Deu sorte que não quebrou nada, o médico falou que vai só esperar o resultado da tomografia pra te dar alta.

– Tudo bem. Sabe se a Loren me ligou?

– Já falei que não sei quem é essa garota.

– A Loren mãe, não lembra? Loira, cabelos grandes lisinhos, anda sempre com roupas curtas...

– Oh filha, quer me falar alguma coisa? Eu sei que sempre falo pra você arrumar um namorado e que quero ter netos, mas ainda tenho o seu irmão, eu te amo independente de qualquer coisa.

Só faltava essa, minha mãe tá achando que eu sou lésbica.

– Não é isso...quer saber, deixa pra lá, só quero ir pra casa.

Meia hora depois o médico informou que ela não sofreu nenhum dano cerebral, então sua mãe a levou de volta pra casa. Beah dormiu do início da noite até o dia seguinte, quando acordou com o sol batendo no seu rosto.

– Nossa, acho que dormi demais.

Ela se levantou, tomou café e tentou agir com naturalidade. A mãe contou que desprogramou o despertador para ela descansar da presepada que aprontou no dia anterior. Ainda assim, às dez da manhã, Beah saiu e se dirigiu à casa da Loren. Ela andou alguns quarteirões até lá, e ao chegar, viu que estava tudo como de costume.

– A casa da Loren está igualzinha, se ela não estiver aqui a senhora Raisen poderá me esclarecer alguma coisa.

Beatrice chamou, e após algum tempo, um homem apareceu na porta.

– Pois não garotinha.

– Pode parecer estranha a minha pergunta, mas a Loren mora aqui?

– Não, mas você pode morar se quiser he he he.

Nesse momento, Beatrice tomou uma sábia decisão: saiu correndo. Ela queria também encontrar o Kon e quem sabe o Junpei, porém ela não sabia onde eles moravam.

– Eu quero voltar pra Dungeoneer! – gritou Beatrice no meio da rua, sem se importar com os outros que achavam que ela era maluca.

– Por que você quer voltar para Dungeoneer? Você está em casa, não é o que você queria? – dizia uma estranha voz vinda do nada.

– Quem é você?

– Você me conhece, apenas não está lembrando de mim. Você voltou para sua terra, viva sua vida e seja feliz.

– Isso está errado, eu sei que parece a minha vida mas onde estão o Kon, a Loren e o Junpei? Por acaso eles ainda estão em Dungeoneer?

– E o que isso importa?

– Importa muito. Não vou ser feliz aqui na Terra sem saber se eles estão bem naquele mundo maluco.

– Eles são fortes, não precisam da sua ajuda. Fique na Terra em segurança, eles ficarão bem.

– Só ficarei tranquila quando souber que eles estão bem. Na verdade, só vou sossegar quando todos estiverem de volta, e sei que só estarão felizes quando voltarem, esse é o desejo de todos eles. Junpei odeia tudo naquele mundo, sua vida não será a mesma sem um bom cachorro-quente. A Loren é muito apegada à mãe e por mais que não fale no assunto, sei que sente muita falta dela, ainda tem o Hyugi que conheci há pouco tempo mas que também está lutando para voltar, e o Kon...simplesmente quero ele aqui.

– Você é fraca, não conseguirá ajuda-los a voltar.

– Talvez você tenha razão, mas eu tenho me esforçado para ficar mais forte. Mesmo que eu nunca venha a ser poderosa o suficiente para vencer Zerus, salvar a rainha e voltar todos juntos para casa, quero compartilhar o sofrimento que meus amigos estão passando.

– Por que?

– Porque eu gosto muito do Junpei e do Hyugi. Amo a Loren, ela é minha melhor amiga desde que eu tinha cinco anos.

– E o Kon?

– O Kon? Bem...eu o amo, quero namorar, casar e ter três filhos e doze netos, envelhecer e ser enterrados lado a lado para nossas moléculas ficarem eternamente juntas, e definitivamente o que está acontecendo agora não é real, quero voltar agora!

Beatrice ouviu som de aplausos, e várias vozes que diziam “Parabéns”.

– Tá bom, já sei que estou de parabéns, mas quem é você?

– Eu sou a Beatrice que existe dentro de você!

– Cruz credo, eu vim parar no último episódio de Evangelion, eu mereço...

Logo em seguida, todo aquele ambiente ao redor da Beah se desfez e sua visão ficou embaçada. Quando ela voltou a enxergar, tomou um susto ao ver a Maga Lee segurando um punhal e já realizando o movimento para acertá-la.

– Ahhhhh – Beatrice deu um grito, assustada, e assim fez o braço da agressora ficar paralisado – Por que está fazendo isso Maga Lee? Você disse que ia me ensinar a usar melhor os meus poderes.

– Tu é burra ou o que? Você caiu em uma armadilha, só esperava que aquela idiota da minha aluna tivesse trago mais alienígenas até mim, mas pelo menos o mestre Zerus Rose prometeu que mesmo eu liquidando apenas você ele já me daria a recompensa combinada – Lee fez um pequeno esforço e seu braço voltou a se mover novamente.

– Como você pôde fazer acordo com o Zerus? Não sabe que ele é mau e quer destruir esse mundo?

– Eu sei que ele é mau, e não acredito que ele queira destruir Dungeoneer, mas como disse, preciso da recompensa que ele me ofereceu.

– Você é desprezível, sabe que ele é maligno mas colabora com ele por dinheiro...

– E por acaso eu falei em dinheiro? Não sei se a rainha Catenária te contou, mas todos os seres que estavam nessa floresta quando a falecida fadinha lançou o feitiço de restrição contra o Zerus ficaram presos aqui.

– Ela me disse isso, mas o que isso tem a ver conosco?

– Pois bem, eu ainda era criança e vivia aqui quando isso aconteceu. Tem noção de que estou presa nessa floresta há duzentos anos? Entrei em contato com Zerus através da minha aluna, que pode entrar e sair da floresta quando quiser pois não é nativa, aliás, ela nem era nascida quando o feitiço foi lançado. Continuando, ele prometeu me dar uma poção que me possibilita sair daqui se eu acabar com você.

– Tenho certeza que logo os dois garotos e o Edward virão me ajudar.

– Duvido muito, eles já devem ter sido mortos pelo demônio Arslan.

– O QUÊ? Você está mancomunada com aquele sujeito?

– Na verdade, eu deixo ele pensar que está no controle mas na verdade, sou eu quem o manipulo. Sabe garota, eu te prendi naquela ilusão e ia te dar uma morte indolor, mas não sei como você escapou e agora te matarei do jeito que for possível!

– Não sabe como escapei? Digamos que a Beatrice que vive dentro de mim me deu uma ajudinha.

– Isso não me interessa, prepare-se para morrer!

A Maga voltou a atacar com o punhal, dando vários golpes a fim de furar sua inimiga. Beah conseguia esquivar-se, por algum motivo, ela estava mais rápida.

– Alguma hora você vai cansar, por que não desiste de me deixa matá-la logo?

– Você quem deveria desistir e pedir desculpas pelo mal que está fazendo.

As duas mulheres focalizavam seus olhos nos da outra tentando usar seu poder de sugestão, mas ambas estavam extremamente determinadas e pareciam imunes. Assim, a Maga voltou a atacar com o punhal, até que Beatrice levantou sua mão e, com o poder da mente, a paralisou novamente.

– Já falei para você desistir, não quero matá-la – disse Beah em tom conciliatório.

– Você é muito forte, eu desisto.

Beatrice sorriu e a soltou, e quando Lee percebeu que sua mão estava livre, atacou a garota com um rápido golpe de punhal. Beah percebeu o movimento da inimiga e tentou esquivar-se, mas o punhal foi fincado em seu ombro, fazendo nossa menina gritar de dor, e seu sangue escorria pelo seu corpo.

– Desgraçada – praguejou Beatrice.

– Você é muito idiota para achar que eu cairia nesse seu truque besta. Agora vou te mostrar o que uma verdadeira psíquica é capaz de fazer.

De repente, Beatrice viu o seu corpo flutuando, até chegar tão alto quanto as grandes árvores daquela floresta, então seu corpo foi solto e ela se esborrachou no chão.

– Satisfeita queridinha?

– Ai...acho que quebrei alguma coisa – Beah apalpava seu corpo, avaliando seus ferimentos.

– Você perdeu a oportunidade de sair dessa sem dor, então vamos nos divertir agora.

Lee, mesmo à distância, fez o punhal que estava fincado no ombro da Beatrice se mexer, provocando uma dor muito intensa na garota, que gritava e sangrava.

– Acho que já chega, chegou a hora da sua morte.

O que está havendo Beatrice? Sua vida está em perigo e seus poderes já despertaram, use-os.

Aquela voz falou novamente com a Beah, que então se levantou, cheia de coragem.

– Que surpresa, ela consegue ficar em pé – zombou a Maga.

– Você me fez um favor. Quando estava naquela ilusão que você criou, eu caí em um chão muito mais duro do que essa terra fofa da floresta, então já me acostumei. E quanto a esse punhal, ele não atingiu um ponto vital, então devo apenas ignorar dor.

– Ih, tá se achado, vamos ver se você se livra dessa.

Lee fez dezenas de pedras do chão serem atiradas contra a Beah. Em desespero, ela apenas protegeu seu rosto com as mãos, enquanto várias pedras atingiam o seu corpo, provocando graves ferimentos. Sangrando e com muita dor, ela caiu no chão sem forças.

– Desculpe Beatrice que vive dentro de mim, esse é o meu limite.

Que decepção, você esqueceu porque está lutando.

– No momento, pela minha vida.

Então se agarre ao desejo de viver, não desista.

Beatrice levantou-se novamente, tonta e cambaleando.

– Pensei que você já tinha morrido. Aguentou as pedras, mas sobreviverá a algo maior?

Lee se concentrou e com muito esforço, arrancou uma enorme árvore do chão com o poder da mente, e a atirou contra Beah. Antes de ser atingida, a heroína criou uma barreira dourada de energia, e quando a árvore bateu na barreira, se quebrou e caiu, fazendo um grande barulho e provocando um pequeno tremor de terra.

– Escute aqui, eu vou viver – Beah limpou o sangue que escorria da sua boca – viver para reencontrar meus amigos, voltar para casa com eles e agarrar o Kon, nem que para isso eu tenha que te matar.

– Ui ela é macha, e que diabos é Kon? Parece nome de bicho de pelúcia.

Beatrice não disse mais nada, apenas olhou para sua inimiga com cara de má, e a fez levitar a uma grande altura;

– Eu também sei jogar esse jogo – disse Beah.

– Vá em frente, se nem você que é fraca e inexperiente morreu com essa queda, porque eu morreria?

– Porque não é a queda que vai te matar.

Beah fez o corpo da Maga Lee ficar na horizontal com sua barriga virada para baixo, e então, a moveu rapidamente em direção ao Lago Hylia. Depois disso, ela a arremessou para baixo de forma que seu rosto afundasse na água.

– Seu erro Maga Lee foi me soltar quando você havia me prendido no ar, achando que a queda me mataria. Eu não vou te soltar, não enquanto você ainda estiver respirando.

Beatrice se concentrou intensamente, e embora a Maga tentasse sair daquela situação desesperadora, não conseguia. Em alguns minutos Leee estava morta, afogada naquela poça.

– Eu não queria que fosse assim mas era você ou eu. Obrigada Beatrice que vive dentro de mim.

– Oh, ela acreditou.

– Ah, como assim?

– Não reconhece minha voz? Sou a Feiticeira, de Etérnia.

– Olá feiticeira, obrigada por tudo.

– Disponha. Quando você esteve comigo, eu condicionei nossas mentes a se sincronizar quando você estivesse prestes a atingir a compreensão dos seus poderes. Temos que admitir que aquela ilusão que a Maga Lee criou acabou te ajudando.

– É verdade, e não sei como ela não me matou naqueles dois dias que pensei que estava na Terra.

– Na ilusão foram dois dias, mas na verdade se passaram apenas alguns segundos. O que eu podia fazer por você eu fiz, você já sabe que seu poder é acionado pelo sentimento, agora vá, aprimore suas habilidades e cumpra sua missão.

Elas terminaram a conversa, então Beatrice suspirou, sorriu e caiu no chão desmaiada devido aos ferimentos e à exaustão.

No início daquela noite, Kenta e Allan chegaram e viram Beatrice no chão quase se afogando em seu próprio sangue, e também a Maga realmente afogada no lago. Allan correu até Beah, a pegando no colo.

– Elas passaram por alguma batalha, devem ter sido atacadas por algum inimigo – supôs Allan.

– Vixe, a Maga Lee não tá respirando, acho que ela já era – concluiu Kenta.

Allan fez brotar instantaneamente uma flor amarela, retirou seu pólen e fez Beah respirá-lo. Logo a garota começou a tossir.

– Você está bem? Fiquei com medo de acontecer algo pior com você.

– Cof cof...estou bem, obrigada.

– O que aconteceu enquanto estávamos fora? Parece que teve uma guerra aqui – falou Kenta.

– Teve uma guerra. A Maga Lee estava trabalhando para o Zerus e tentou me matar, então batalhamos, fiquei muito ferida mas venci.

– Ela trabalhava pro tal do Zerus e tentou te matar? Como eu sempre digo, a mais bonita sempre vence – comentou Kenta.

– Posso fazer uma pergunta a vocês? – perguntou Beah.

– É claro – respondeu Allan.

– Vocês conseguiram a melancia?

– Está aqui – ele mostrou a fruta à garota – por quê?

– Porque estou com fome e adoro melancia.

**********

No castelo, Zerus estava no salão do trono em pé e andando de um lado para o outro, bastante impaciente. Próximo dele, por livre e espontânea pressão, estava o narrador do torneio. Enfim, uma mulher toda coberta por um manto marrom adentrou ao salão.

– Senhor Zerus Rose, trago notícias da Floresta Amazônica.

– Deixa de enrolação e fala logo!

– A Maga Lee e Arslan Yagami estão mortos.

– E quanto à piranhazinha?

– Saiu muito ferida porém sobreviveu.

– Imprestável, me dê um bom motivo para não matá-la agora.

– Senhor – a mulher tremia e suava frio – nem tudo foi um fracasso, o príncipe das fadas foi executado.

– E você acha que isso é alguma vantagem para mim? A rainha Catenária não representa perigo algum, muito p

elo contrário, ela não pode morrer antes da sua sucessora nascer. E você sabe algo sobre a localização dos outros extra-planares?
– Não sabemos nada sobre eles desde que saíram do Mart, desculpe senhor.

Zerus se aproximou elegantemente da mulher, a segurou pelo pescoço, a ergueu e apertou até matá-la por asfixia

– Ai como eu odeio me descontrolar, sujei minhas lindas mãos com esse lixo.

– E qual vai ser seu próximo passo? – o juiz perguntou.

– A curiosidade matou o gato, mas se quer mesmo saber, irei ordenar um ataque à casa da mulher que forneceu as armas aos heróis da profecia, aquela que tem ligação com o Sortudo. Mas devo avisá-lo que quanto mais você souber sobre os meus planos, mais perto da morte estará, entendeu fofinho?

O juiz engoliu seco, enquanto Zerus ordenou que empregados retirassem o corpo da serva que ele acabara de assassinar.

Notas finais
Bom pessoal, mais um capítulo só com a Beatrice. Pode parecer que eu estou puxando a história pro lado dela, mas é que alguns eventos importantes estão acontecendo onde ela está, e todos terão seu momento de brilhar. Então bebam muita água, leiam o guia do mochileiro das galáxias,assistam play tv, bebam muita água, tentem dormir bem...já falei pra beberem muita água? Até o próximo capítulo.