Dungeoneer - Interativa

19 Finalmente, após nove capítulos, o Vulcão da Morte Certa


Notas iniciais
Conclusão de uma etapa importante da jornada dos heróis. Capítulo com bastante pancadaria, espero que gostem.

Após comer a melancia inteira, Beatrice parou e começou a falar sozinha.

– Oh minha gata, se quer tanto conversar pode falar comigo na hora que quiser – galenteou Kenta.

– Você é um ignorante mesmo, não vê que ela está se comunicando com os companheiros dela? – repreendeu Allan.

– Pode até ser, mas garanto que nenhum deles faz um lepo lepo melhor que eu– disse Allan.

Beah os ignorou e continuou falando com seus amigos durante alguns minutos, até que enfim voltou a dar atenção aos seus companheiros da floresta.

– Pronto meninos, podemos voltar – falou Beah.

– Tem certeza, você parece ferida, não prefere passar a noite aqui? – sugeriu Allan.

– Ou podemos voltar pra Terra das fadinhas, eu te carrego no colo – ofereceu Kenta.

– Vocês são uns fofos, mas eu estou bem e com pressa, preciso encontrar meus amigos e seguir com nossa missão.

– É impossível sair da floresta em apenas uma noite, então vamos até a rainha relatar o que aconteceu e aproveitamos para passar o resto da noite lá, de manhã eu te levo até a entrada da floresta – disse Allan.

– Tudo bem, faremos assim – concordou Beah.

O trio caminhou por algumas horas através de trilhas muito escuras, mas graças ao grande conhecimento da floresta de Allan e a intuição da Beatrice, eles conseguiram chegar rápido ao seu destino. K enta, que não conhecia a floresta nem tinha intuição alguma seguia os dois, aproveitando a posição privilegiada e sua visão de raios-X para olhar muito bem a região glútea da garota.

Enfim eles chegaram ao reino das fadinhas e logo procuraram pela Catenária, que dormia no chão, usando um grande cogumelo como travesseiro.

– Ela está dormindo, e agora? – perguntou Beah.

– Vamos dormir também, amanhã falamos com ela. Lembro de uma vez que uma fada a acordou no meio da noite, a rainha ficou tão brava que a prendeu numa gaiola por duas semanas – falou Allan.

Os três se acomodaram por lá mesmo e deitaram. Kenta e Beatrice dormiram rapidamente, enquanto Allan ficou olhando a garota que dormia profundamente.

– Tão bonita e tão delicada, é difícil acreditar que salvará todos nós – sussurrou o ranger.

Quando os três acordaram pela manhã, a rainha já estava em pé e tomando uma caneca de mel.

– Como foi a peregrinação ao lago Hylia, conseguiram encontrar a Maga Lee? – perguntou Catenária.

– Encontrei, porém ela estava trabalhando para o Zerus e tentou me matar, mas felizmente meus verdadeiros poderes despertaram, tivemos uma longa luta e eu consegui vence-la – contou Beatrice.

– Não se pode confiar em ninguém. E vocês seus imprestáveis, por que não ajudaram a menina?

– A maga nos mandou atrás de uma melancia, e no caminho fomos atacados por um demônio, foi dureza – falou Kenta.

– E onde está o Edward? – perguntou a rainha.

Kenta e Beah olharam para o Allan, na verdade, ninguém até agora tinha dado falta dele.

– Infelizmente ele morreu na luta com o demônio – disse Allan melancolicamente.

– É triste mesmo. Espero que a Deusa seja piedosa e mande um novo príncipe antes que eu morra, e que dessa vez não venha um bugado como o Edward.

– Bem senhora, era o que tínhamos a relatar. Apesar de termos perdido o príncipe, dois inimigos foram abatidos e nossa heroína agora está mais forte – falou Allan.

– E eu me candidato a novo príncipe – completou Kenta.

– Você está certo Allan – notem que ela ignorou o Kenta – podemos dizer que a missão foi bem sucedida. Agora escolte a garota até a saída da Floresta Amazônica, e não esqueça de pegar alguma comida e medicamentos antes de sair.

– Obrigada – agradeceu Beah.

– Também vou te escoltar pra sempre, como eu não sou nativo da floresta eu posso sair daqui com você e te acompanhar para sempre, sempre, sempre – praticamente ameaçou Kenta.

– Kenta, você me ajudou muito, então te darei um presente – Allan abriu sua bolsa e entregou um mapa para o companheiro.

– O que é isso? – perguntou Kenta.

– Um mapa para a Floresta das Amazonas, é seu com a condição de que você parta imediatamente.

– Tô vazando, fiquem com a Deusa e até um dia!

Kenta saiu apressado, olhando para o mapa que acabara de ganhar.

– Allan, você não deveria ter enganado seu amigo desse jeito – repreendeu Beatrice, que percebeu através da sua intuição que o mapa era falso.

– Você prefere aquele tarado na sua cola sem ninguém por perto para te proteger?

– É, você está certo. Vamos então?

Os dois se despediram da rainha, recolheram provisões e caminharam durante todo o dia, até que ao pôr do Sol, chegaram ao fim da floresta, no ponto exato no qual Beah havia entrado.

– Acho que é aqui que nos despedimos – falou Beatrice.

– É... – o rapaz parecia triste.

– O que foi?

– Não quero que você vá. Fique comigo, tenho certeza que você pode ser muito feliz aqui na floresta, o ar é puro e fresco, o Sol brilha o ano inteiro, a comida é ótima, e você ainda não conheceu os gnomos, caramba, eles contam as melhores piadas do mundo você tem que ver.

– Você é um fofo, mas eu não posso ficar, você sabe que eu tenho uma missão a cumprir.

– E quando Zerus for derrotado?

– Aí será a hora de voltar para o meu mundo. Além disso, há outra pessoa.

– Entendo – Allan tentava parecer indiferente – boa sorte, e mate Zerus Rose duas vezes se for possível.

Beatrice riu e saiu da floresta. Allan tentou segui-la, mas uma barreira invisível o impediu de fazê-lo, então ele ficou parado por horas naquele lugar, mesmo após a noite chegar. De repente, o chão se abriu em baixo dele e um vórtice energético multicolorido o sugou, e depois do desaparecimento do ranger o chão se refez como se nada tivesse acontecido.

****

O outro grupo de heróis, tendo encontrado um Centro de Entretenimento Adulto Masculino ao invés de uma estalagem na noite anterior, acabaram dormindo no chão mesmo. Dormiram pouco e mal, tendo todos acordado cheio de dores no corpo.

– Arrrf, tô toda dolorida – Loren se espreguiçava, colocando a mão na lombar.

– Eu me ofereci pra ser seu colchão, você que recusou – lembrou Kon.

– Calado Kon, se pelo menos fosse o Sony eu deixava ser meu colchão, meu travesseiro ou o meu cobertor – respondeu a loira, obviamente deixando o meio-hollow bastante envergonhado.

– Tá tudo muito bom mas temos que sair saindo, temos que chegar logo no Brejo Forasteiros Serão Decapitados – apressou Junpei.

– Errado, temos que chegar ao Vulcão da Morte Certa – corrigiu Uroro.

– Ah é, tem esse vulcão também – disse Junpei.

Todos comeram algo que o Sony cozinhou, arrumaram suas coisas e partiram em direção ao vulcão. Após algumas horas de caminhada, avistaram uma montanha muito parecida com aquela que escalaram para encontrar o Mu, porém seu topo era diferente, rodeado de enormes pedras e apesar de distante, era possível ver fumaça saindo de dentro dela.

– Estamos chegando – constatou Sony, consultando o mapa.

– Não precisa de mapa para perceber que aquilo é um vulcão – provocou Uroro.

– O que interessa é que estamos chegando, logo pegamos o tal cristal e pelo que o tampinha falou, o brejo não fica longe daqui – Junpei estava empolgado.

– A moça das armas falou que tínhamos que enfrentar alguma coisa no vulcão não foi? – perguntou Hyugi.

– Um dragão vermelho cabeçudo – respondeu Sony.

– Que venha, estou doida por uma luta descente desde aquele torneio – disse Loren.

– Há, aposto que eu é quem vou matar esse dragão, mesmo sem zampakutou – gabou-se Uroro.

– Pelo que eu me lembro você perdeu o torneio pra uma galinha bombada– lembrou Loren.

– De perfex – completou Junpei.

Uroro resmungou qualquer coisa e depois ficou em silêncio. Todos continuaram subindo, fizeram pequenas paradas, até que no início da noite começaram a sentir um imenso calor e um cheiro de ovo podre. Em certo momento, percebeu-se que o Hyugi estava com falta de ar.

– Você está bem ceguinho sortudo? – perguntou Kon.

– Estou, é que o cheiro de enxofre está muito forte e como meu nariz é mais sensível que o de um cão farejador e estou me sentindo mal, mas sou um herói e resistirei até o fim.

– Pelo menos estamos perto – Loren olhou para o topo e logo formou sua armadura.

De fato estavam. Mais alguns minutos subindo e chegaram no ápice do vulcão. Era uma região pedregosa, e do enorme buraco saiam gases extremamente fedidos, e apesar de já ser noite, a região estava bastante clara devido ao brilho emitido pela lava incandescente que preenchia o interior do vulcão.

– Chegamos, mas será onde está o cristal de prata? – perguntou Sony.

– Só tem uma maneira de descobrir: Ô SEU DRAGÃO, ONDE ESTÁ O CRISTAL DE PRATA? – gritou Loren, fazendo os garotos entrarem em pânico.

Logo depois do grito, a lava começou a borbulhar e de dentro dela, saiu um dragão voando. Ele era todo vermelho, tinha um corpo de cerca de dez metros de comprimento, incluindo a cauda, longas asas e uma cabeça quase do mesmo tamanho do corpo. Para completar o visual bizarro, dezenas de dentes muito afiados e uma barriga avantajada, resultado da grande quantidade de guerreiros que ele vem comendo ultimamente.

– Há há há, eu estou com sorte, seis humanos deliciosos para o jantar e um que vale por dois – o dragão olhava para o Junpei e babava.

– Quer me comer, vai ter que me matar primeiro, então cai pra dentro – Junpei começou a sua luta diária para tentar encaixar o capacete de martelo na sua cabeça.

– Tô contigo – Loren já se preparava para a luta.

– Já que não tem outro jeito – Kon empunhou sua espada, assim como os demais heróis.

– Vocês falam demais para comidinhas tão insignificantes!

O dragão da capa da fic voou até certa altitude, longe do alcance das armas dos aventureiros mas não a ponto de perdê-los de vista, e então ele uniu suas asas junto ao corpo e desceu em alta velocidade na direção dos seus adversários. A única coisa que eles tiveram tempo de fazer foi pular para longe a fim de salvar suas vidas.

– Nossa, como ele é rápido...e fedido – comentou Hyugi, sentindo um enorme mal estar.

– Estou certo de que eu sou mais!

Uroro aproveitou que o dragão estava na mesma altura que ele e o atacou com sua espada, atingindo o seu rabo. Ele chegou a provocar um pequeno ferimento e irritado, o cabeçudo bateu no shingami com a cauda e o jogou longe, na direção da lava.

– O Uroro vai cair na lava, lascou pra ele – gritou Kon.

– Segura!

Sony gritou e rapidamente esticou braço ao máximo, segurando uma das pontas do seu bastão e aproximando a outra do Uroro, que conseguiu segurar o bastão por um triz. O garoto puxou o bastão, trazendo o seu mais ou menos amigo de volta, o salvando da morte certa.

– OOie, foi salvo pelo Sony, engole essa – zombou Loren.

– E o pior, teve que segurar na vara dele – completou Junpei.

Uroro não disse nada, mas obviamente estava muito irritado com o que aconteceu. De todas as pessoas, o último que ele queria que o salvasse era o Sony.

– Vocês não estão esquecendo de nada não? Eu ainda estou aqui – lembrou o dragão.

– Desculpe nossa grosseria senhor dragão, vamos lutar!

Hyugi deu um salto e tentou acertar um golpe de espada na barriga do bicho, porém antes de ser atingido, o dragão deu uma patada no rapaz, quase o partindo ao meio com suas garras afiadíssimas. Hyugi, por sorte, foi arremessado para longe da lava, mas rolou no meio das pedras e acabou desmaiando devido aos ferimentos, sofrendo vários cortes e pancadas, ficando literalmente todo quebrado.

– Garras? Eu também sei fazer isso!

Loren fez suas unhas crescerem da mesma forma que na luta com a Frederica, segurou sua espada forte e atacou ferozmente o dragão, que simplesmente voou deixando a guerreira no vácuo.

– Volta aqui desgraçado, me encare como homem!

– Estranho, nunca vi uma humana com garras tão perfeitas – comentou o dragão – sorte minha, humanos exóticos costumam ter uma carne bem deliciosa.

O dragão realizou novamente aquele ataque de cima para baixo. Sua aerodinâmica era incrível, de forma que ele ganhava muita velocidade durante a descida, porém antes de atingir a Loren, Junpei pulou para perto dela e a protegeu com sua cabeça, já coberta pelo capacete. Os dentes do dragão se chocaram contra a cabeça do grandalhão e se quebraram, porém, devido ao enorme impacto, o capacete rachou e Junpei ficou tonto, caindo logo em seguida.

– Você está bem Junpei? – perguntou Loren.

– Parece que acabei de tomar duas garrafas de tequila, mas vou ficar legal – ele estava consciente, mas com uma enorme dor de cabeça e tão tonto que não conseguia levantar.

– DESGRAÇADO! – gritou o dragão – Quebrou meus dentes, tem ideia do quanto dentista de dragão custa caro? Já que não vou poder comê-los, irei torrar todos vocês.

O dragão voou novamente, porém dessa vez não usou a sua super descida atômica, ele abriu a boca e lançou uma baforada de fogo.

– Ele solta fogo, fudeu – gritou Kon, desesperado.

– É muito maior do que as bolas de fogo do Vingativo, não vou conseguir fazê-las sumir nos meus portais – informou Sony.

Todos pularam para escapar do fogo do dragão. Hyugi estava inconsciente mas por sorte estava longe do local onde o dragão laçou a sua cuspida flamejante. Junpei, ainda caído, seria atingido pelas chamas todavia antes disso acontecer, Sony o segurou e entrou em um portal, levando os dois para um pouco distante do campo de batalha, ficando ambos em segurança.

– Valeu Sony, já falei que você é o meu melhor amigo?

– Já, agora fique aí que seu cérebro deve ter sido sacolejado pelo impacto com o dragão.

Sony se transportou novamente para o campo de batalha, e o cabeçudo voou mais uma vez.

– Que pena que nenhum de vocês saiba voar, e pelo que parece nem ao menos tem ataques de longa distância, que patético!

– Arf, eu daria tudo pra dar um adugui nesse folgado – resmungou Junpei.

– Se eu estivesse com minha zampukutou, liberaria shikai e voava até as fuças dessa lagartixa super crescida – falou Uroro.

– Ataque do super encoxador!

Kon segurou a Loren por trás e logo deu um dos seus enormes saltos, até ficar no mesmo nível do dragão.

– Dá pra parar de me agarrar? – brigou Loren.

– Aproveita e bate nele – gritou o suposto shinigami.

Loren contraiu seus músculos e deu uma forte espadada, que acertou o focinho do dragão, que gritou de dor e foi possível ver o seu sangue escorrendo. Logo depois, Kon, junto com sua amiga, caíram desajeitadamente no chão e por sorte não se feriram gravemente.

– Impossível, eu nunca vi uma espada comum usada por um humano comum cortar tão profundamente a pele de um dragão – praguejava o monstro.

– E quem falou que tem alguma coisa comum em mim? – a loirinha se recuperou rapidamente da queda – essa espada surge do nada quando eu me concentro e eu sou décimo dan em briga de rua, então vou comer dragão assado essa noite.

O dragão voou novamente, e Uroro chegou a tentar impedi-lo o golpeando com sua espada, mas antes que o fizesse, o cabeçudo atingiu o loiro com o seu rabo, o deixando bastante ferido.

– Há há há, veremos se terão a mesma sorte dessa vez.

Cabeçudo soltou fogo pelas ventas nos heróis. Kon e Loren escaparam pulando, e Sony segurou Uroro, que estava caído no chão, e o transportou para o mesmo lugar aonde Junpei começava a se levantar.

– Que humilhação, salvo duas vezes por um hollow... – Uroro rangia os dentes enquanto reclamava.

Kon usou novamente seu movimento de super encoxada em conjunto com a Loren, porém dessa vez o dragão conseguiu se esquivar do golpe da guerreira.

– Puta merda, ô lagartixa mutante difícil de pegar – reclamou Loren.

Nesse momento, Sony voltou para perto dos seus companheiros que ainda estavam em combate.

– Kon, dê um salto comigo até a altura do dragão – disse Sony.

– Tá maluco, não tô afim de te encoxar – protestou o cenourinha.

– Não percebe que ele tem um plano? Faz logo o que ele tá falando antes que eu corte suas bolas – gritou Loren.

Mesmo contrariado, Kon segurou Sony e saltou até a mesma altura na qual o dragão estava.

– Você quer me machucar com esse pedaço de pau? Faça-me o favor – zombou o cabeçudo.

– Agora me solta Kon! – gritou Sony.

Mesmo sem entender qual era o plano do garoto, Kon fez o que ele mandou. Antes que a gravidade agisse para ferrá-lo, Sony deu impulso no corpo do cenourinha e assim, conseguiu tocar a cabeça do dragão, o que não era uma tarefa tão difícil já que seu crânio era realmente enorme. O dragão se preparou para bater no inimigo, mas ele se transportou de volta para o chão.

– Esse era o seu grande plano? – estranhou Uroro, que observava tudo deitado e quebrado.

– Aiiiii seu moleque viado, aquele impulso que você fez em mim me fez desequilibrar e caí feiasso no chão – gritou Kon, no chão e segurando sua perna que foi quebrada na queda.

– Só sobraram dois, o que vocês irão fazer agora? – zombou o dragão.

– Você é um gostosinho Sony, mas aquela sua manobra não fez nem cócegas no lagartão e ainda quebrou a perna do Kon, como vamos fazer pra chegar perto dele agora? – reclamou Loren.

Sony não disse nada, apenas segurou a mão da guerreira, abriu um portal e entrou nele junto com ela. Os dois saíram em cima da cabeça do dragão.

– Entendi!

Loren, lembrando da luta com a Biske, concentrou todo o seu nen-cosmo-ki-reiatsu etc em sua espada, que ela já manipulava tão bem como se fosse uma parte do seu corpo, então sua lâmina brilhou como a bunda de um vagalume e bateu com uma força sobre-humana contra a cabeça do bicho.

– Impossível...arrrrgggg!

O monstro deu um grito, e logo seu crânio se rachou e ele caiu morto, provocando um enorme tremor de terra na montanha.

– Uhulll vencemos! – vibrou Junpei, já de pé.

– Eu que dei o golpe fatal, nem vem com essa de vencemos – protestou Loren.

– Mas eu que te salvei logo no início – continuou o grandalhão.

– E eu que tive a ideia de pular pra ficar na altura do dragão – Kon, mesmo no chão, se meteu na conversa.

– Tá, não interessa quem venceu o Dragão Vermelho Cabeçudo, ainda temos que achar o cristal de prata – lembrou Sony.

– É verdade, onde ele estará? – perguntou Junpei.

– Temos que procurar – disse Uroro tentando, sem sucesso, levantar.

Junpei, Sony e Loren, os únicos que estavam de pé, ficaram andando em torno do vulcão procurando algo que se parecesse com o cristal de prata, porém havia um problema: ninguém sabia como ele era. Eles vasculharam tudo, até que o Sony teve a ideia de olhar o próprio corpo do dragão.

– Encontrei uma coisa – anunciou o garoto.

Os outros dois foram ver o que ele apontava, e perceberam que um dos olhos do dragão era similar a uma grande pedra translúcida prateada.

– Deve ser isso, boa sacada Sony!

Loren usou sua espada para remover o suposto cristal em um nojento procedimento cirúrgico que não merece ser detalhado e, finalmente, estavam com ele em seu poder.

– Eu vou levar o cristal para a Bráquistocrona, vou me certificar que realmente é o lendário cristal de prata – disse Sony.

Ele segurou o cristal com as duas mãos e entrou em um portal, voltando de mãos vazias meia hora depois.

– Realmente é o cristal de prata, eu levo vocês de volta – falou o garoto.

Ele foi levando seus companheiros de volta um por um, começando pelo Hyugi, que era o mais ferido. No fim, apenas o Uroro ainda estava no Vulcão da Morte Certa.

– Me deixe aqui, eu volto sozinho – reclamou o shinigami.

– Tem certeza? Você pode levar um mês no caminho, ainda mais machucado do jeito que você está – disse Sony.

– Não ligo, dou o meu jeito.

– Tudo bem, a Braquistócrona vai começar a fazer nossas armas logo de manhã, algo me diz que ela fará uma ótima zampakutou de cristal de prata, que pena que você não estará lá...

Uroro ficou pensativo, e então quebrou o silêncio.

– Está bem, me leve de volta, mas um dia você vai precisar de mim, eu vou te ajudar e depois disso estarei com minha dívida paga e poderei te matar sem remorso.

– Como quiser.

Sony abriu o portal, segurou Uroro e entrou nele, desaparecendo logo em seguida. Essa parte da missão está concluída, os heróis conseguiram o cristal de prata e finalmente terão as suas armas definitivas, entretanto, os maiores desafios ainda estão por vir.

Notas finais
Mais recomendações: Sigam as regras do Nyah!, elas não são tão rígidas e você evitará ter sua conta bloqueada. Bebam muita água. Se a sua namorada/esposa/amante/ficante ou coisa parecida for fujoshi (nem sei se é assim que se escreve), dê mangás yaoi pra ela, você será muito bem recompensado. Até o próximo capítulo.