Dungeoneer - Interativa

15 Estou sem ideia para título do capítulo


Notas iniciais
Capítulo novo, com informações importantes para o prosseguimento da história, além da ação e zoação de costume. Divirtam-se.

Beatrice e os outros seguiram apressadamente por uma trilha e em algumas horas, o caminho simplesmente desapareceu, e à frente deles, havia uma barreira de árvores que impedia a passagem de qualquer coisa maior do que um inseto.

– A trilha acabou, será que estamos no caminho errado? – supôs Beah.

Allan e Edward olharam um para o outro e deram uma risada.

– Quer fazer as honras? – perguntou Edward.

Imediatamente, Allan fez um pequeno movimento com a mão e as árvores começaram a se mover, liberando o caminho para o grupo.

– Uau, impressionante – surpreendeu-se Beah.

– E aí, dá pra usar esse poder pra abrir caminho quando tu encarar uma mulé que não sabe o que é prestobarba? – perguntou Kenta.

– Tenha respeito, estamos entrando na Terra das fadas, onde vive a rainha – repreendeu Allan.

– Fadas? Por que não me disse antes, tenho que afiar minha visão de raios –X e treinar minhas cantadas infalíveis. E aí gata, hoje é seu aniversário? Porque você está de parabéns – Kenta se dirigiu à Beah que sorriu, não pela cantada de pedreiro, mas por que de alguma forma, ele a fazia lembrar do Kon.

Conforme eles continuaram adentrando, o aspecto da floresta começou a mudar bastante. O espaço entra as árvores aumentou, as folhas se tornaram maiores e mais coloridas, e era possível ver muitas flores pelo caminho, além de estranhas pedras brancas com bolinhas vermelhas. Repentinamente, várias fadinhas medindo cerca de vinte centímetros e usando roupinhas estilo Tinker Bell chegaram voando.

– Príncipe Edward, o que houve? Ouvimos tremores ontem de noite. Oh minha deusa, esses três te fizeram refém? – uma das fadas perguntava desesperada.

– Fiquem calmas, eles são meus amigos. É verdade, houve um ataque na última noite, mas tenho certeza que o monstro não conseguirá chegar nessas terras. Esse é o Allan, o principal ranger da Floresta Amazônica, e os outros...qual é o nome de vocês? – falou Edward.

– Beatrice Imogen, encantada.

– Kenta Reikoku– o rapaz falou com um tom desanimado.

– O que houve Kenta, você não estava tão empolgado? – perguntou Allan, com um toque de sarcasmo.

– É que – Kenta olhou as fadas e em seguida, para a região logo abaixo da sua cintura – não cabe.

– Se ferrou – disse Allan.

– Preciso leva-los até a rainha – falou Edward.

– Podem seguir!

O quarteto continuou andando, até chegar a um pequeno rio de águas calmas e cristalinas, onde uma mulher loira de cabelos longos, com 1,70m de altura, e com asas quase transparentes de fada estava tomando banho, usando um elegante biquíni lilás.

– Majestade!

Allan e Edward se curvaram, logo sendo imitados pelos outros, embora o Kenta não tirasse os olhos da linda fada com o tamanho de uma humana.

– Saudações príncipe e ranger, quem são esses forasteiros? Espero que tenham um bom motivo para trazerem dois estranhos até mim, caso contrário, arranco seus braços fora.

– Rainha Catenária, ontem de noite eu estava em uma ronda na floresta quando senti um grande tremor de terra. Sabemos que não estamos em cima de nenhum monstro tectônico, então fui checar o que estava havendo, então vi o Allan e os seus amigos levando um sacode de um demônio, então fui ajudar.

– Demônio, tem certeza? – a rainha perguntou parecendo não acreditar.

– Ele mesmo se denominou como tal, mas quando me viu fugiu e veio com uma conversa besta de que eu era uma fada.

– Você vira morcego? – perguntou Kenta.

– Não.

– Então você deve ter medo de alho não é? – Beah continuou o que o Kenta começou.

– Também não.

– Acho que você é mesmo uma fada – concluiu Kenta.

– Vamos voltar ao assunto por favor, o curandeiro mandou não contrariar – ralhou a rainha.

– É verdade. Além de tudo, ele lançava chamas negras, pelos que ouvi dos meus irmãos mais velhos, apenas demônios tem esse poder – afirmou Edward.

– Você está certo. Mas ainda que esses seres tenham voltado, não vejo motivo para esses estranhos estarem aqui. PUK, PEGA UMA FACA BEM AFIADA!

– Por favor, me escute! – apelou Beah – Eu vim para essa floresta procurando o lago Hylia, me perdi e os meninos estão me ajudando a chegar até lá.

– Continue – solicitou a rainha.

– Eu preciso encontrar a maga Lee, que segundo uma psíquica que encontrei algum tempo atrás, me ajudaria e desenvolver meus poderes. Preciso ficar forte para ajudar meus amigos a derrotar Zerus Rose, salvar a rainha que eu esqueci o nome e voltar para casa – contou Beatrice.

– Você disse rainha, Zerus Rose e voltar para casa? – indagou a rainha.

– Disse, por que?

– Conte-me tudo, não esqueça de nenhum detalhe.

Todos se sentaram à beira do riacho, e Beatrice contou todas as aventuras suas e de seus companheiros. Ao fim, a rainha se levantou e olhou para o horizonte, pensativa.

– Desejei que fosse apenas um delírio das primeiras rainhas, mas parece que a profecia está se cumprindo – falou a fada em um tom de pesar.

– O Sortudo falou nessa tal profecia – comentou Beatrice.

– Eu estou muito preocupado – disse Kenta.

– Não se preocupe, tenho certeza que qualquer que seja o mal que está por vir, poderemos acabar com ele – Edward falou como se quisesse confortá-lo.

– Não é isso, eu estou tentando ver a rainha sem roupa e não tá dando certo, será que estou perdendo minha visão de raios-X?

Todos ficaram chocados, então Catenária deu uma risadinha.

– Esse poder não funciona contra rainhas, desculpe decepcioná-lo.

Logo um pequeno gnomo veio correndo segurando uma enorme faca.

– Desculpe rainha, eu não sabia onde estavam as facas Ginsu.

– Não precisa mais, pode se retirar Puk.

O gnomo se foi, e a rainha levantou-se.

– Beatrice, o Sortudo ou a rainha Cunegundes te contaram os detalhes da profecia?

– A única coisa que eu sei é que surgirá um mal que só pode ser combatido por pessoas de outro mundo não é verdade? – falou Beah.

– É uma verdade bastante resumida. Prepare a bunda porque você vai ficar sentada por muito tempo, vou te contar a profecia completa e também coisas que eu mesma presenciei muito tempo atrás.

Beatrice ficou bem atenta, mas não pôde deixar de lembrar da sua amiga Loren. “Se ela estivesse aqui, já estaria dormindo e babando no meu colo”.

Na beira do rio todos se sentaram em torno da rainha, que então começou a contar uma história.

– Como vocês já devem saber, o mundo de Dungeoneer foi criado pela Deusa há muito tempo atrás. Dizem que os primeiros seres tiveram contato direto com ela, porém, conforme a população foi aumentando, ela ficou de saco cheio e decidiu deixar o mundo. A Deusa poderia simplesmente ter deixado todos nós entregues à própria sorte, porém, como ela é infinitamente benevolente, criou três rainhas com o intuito de cuidar de um dos aspectos da Deusa e da própria Dungeoneer como um todo: A rainha da energia, responsável pelos aspectos mágicos e energéticos, a rainha da matéria, que cuida dos aspectos materiais e a rainha bestial, que mantém monstros, espíritos e outros bichos sob controle.

– Isso a rainha Cunegundes já tinha falado no capítulo seis – disse Beatrice.

– Cala boca e escuta o resto. Antes de escafeder-se, a Deusa deixou uma escritura para cada uma das rainhas, contendo uma profecia que falava que o mundo ficaria a salvo por muitas eras. Isso não quer dizer que aqui seja o paraíso, existe maldades e guerras, mas nada que coloque Dungeoneer em risco de extinção.

Catenária suspirou e então prosseguiu.

– Essa é a parte boa da profecia, e agora vamos à parte ruim. As escrituras dizem que em alguma época, um ser maléfico iria quebrar o equilíbrio, matando uma ou as três rainhas. Vocês podem estar se perguntando se uma rainha morta pode ser substituída, e a minha resposta é: depende. Obviamente nós não somos imortais, todavia somos capazes de prever o quanto iremos viver e antes do nosso tempo acabar, geramos ou escolhemos uma sucessora. Cada rainha tem uma maneira diferente de fazer essa sucessora, no meu caso, anos antes da minha morte natural, aparece o príncipe das fadas, então nós fazemos umas filhas por métodos naturais e a mais bonita e inteligente se torna a nova rainha da energia.

– Então todas aquelas fadinhas que encontramos no caminho são suas filhas? – perguntou Beah.

– Na verdade, minhas irmãs. O príncipe das fadas, autodenominado Edward, deveria estar produzindo fadinhas comigo, mas por algum motivo ele não chega junto, talvez estejamos realmente chegando ao fim dos tempos...

– Você não entende Catenária, eu te amo mas não posso fazer o que me pede. Eu não sou esse príncipe das fadas como você pensa, eu sou um monstro e você deveria se afastar de mim. Se você carregar um filho meu em seu ventre, ele te comerá por dentro – falou Edward melancolicamente.

– Se você quer um reprodutor eu sou voluntário, posso procriar bem gostoso – disse Kenta.

– Impossível, você não é o príncipe das fadas, além disso, você é feio, inconveniente e definitivamente eu não quero te dar – a rainha foi taxativa.

– Toma! – zombou Allan.

– Antes que a conversa tome outro rumo, devo continuar falando sobre a profecia. Ela diz que quando esse mal estiver para se revelar, quatro heróis vindos do mundo superior serão os únicos capazes de nos salvar.

– Eu, a Loren, o Kon e o Junpei, tá certo – Beah contava com seus dedos.

– A profecia não foi muito clara, acreditamos que os heróis têm a possibilidade de obter vitória, porém isso não é garantido. Nas entrelinhas, entendemos que mesmo os maiores guerreiros de Dungeoneer serão inúteis contra esse ser.

– E esse ser é o Zerus Rose – comentou Allan.

– Certamente ele tem alguma coisa a ver com isso, mas ainda não sabemos se ele é o mentor ou se há alguém ainda maior por trás dele – falou a rainha.

– Rainha, não quero ser desrespeitosa, mas por que a senhora não avisou a Cunegundes de que o conselheiro dela era perigoso? – perguntou Beatrice.

– Você deveria ter um pouco mais de paciência. Agora, irei contar o que aconteceu há muito tempo atrás, quando minha mãe havia acabado de morrer e eu me tornei a rainha da energia, jovem e inexperiente.

********

Os heróis saíram do Mart e andaram por dois dias, seguindo a marcação que a Braquistócrona havia feito no mapa.

– Falta muito para chegar nesse tal Mu? – perguntou Kon.

– Está perto, mas talvez demore porque teremos que subir uma montanha – informou Sony, enquanto olhava atentamente para o mapa.

– Quando eu liberava minha zampakutou, criava asas e voava, eu chegaria no topo rapidamente – Uroro falava em tom de pesar.

– Puta merda, ninguém aguenta mais você reclamando dessa zampakutou – reclamou Junpei.

– Humph – o shinigami apenas resmungou.

– O importante é que estamos no caminho. Com o dinheiro que eu consegui lá naquele shopping, comprei essa espada, – Loren mostrou uma espada curta em sua cintura – e roupas do tamanho do Junpei porque ninguém quer ver a bunda dele na hora das lutas...

– Obrigado – agradeceu o grandalhão.

– E ainda tem um bom dinheiro guardado pra consertar minha armadura – a loira continuou.

– O dinheiro que você conseguiu? Eu que fiz todo o trabalho – protestou Hyugi.

– Nosso negócio é o seguinte, você é o artista e eu a empresária, depois que o Mu consertar minha armadura eu te dou sua comissão – falou Loren.

– Eu mereço, ainda não sei por que eu aceitei isso – Hyugi resmungou.

– E ainda tá reclamando? Eu tô tentando dar umazinha desde que cheguei aqui, o máximo que eu consegui foi chegar perto de uma mulher no castelo que tirou a blusa e depois saiu correndo – disse Kon.

– Quer dizer que você tava olhando os peitos alheios enquanto eu e a Beah estávamos rodando pelo castelo pra ver se você e os outros meninos estavam bem? Toma isso – Loren deu um cascudo no garoto, fazendo um galo na sua cabeça – por acaso você também tava lá Sony?

– Não, eu estava apertado procurando um banheiro e com o Uroro me olhando – falou Sony, com cara de medo.

– É verdade – Junpei confirmou.

Enquanto andavam e conversavam, o grupo avistou uma montanha muito alta.

– Tem certeza que temos que subir isso tudo mesmo? Eu não me importo se os seios da Loren ficarem aparecendo toda vez que ela for lutar – disse Kon.

– Tá achando que é pra qualquer um olhar? Se ficar de graça te dou outra bifa – ameaçou Loren.

– É claro que temos que subir, mesmo sendo muito alto, vamos ganhar tempo se subirmos rápido. O Vulcão da Morte Certa fica do outro lado, se formos contornar a montanha podemos levar semanas, além de ajudarmos a concertar a armadura da nossa amiga – falou Sony.

– Falou bonito, só não gostei desse “amiga”. Nem pense em me mandar pra friendzone – Loren falou com um tom ameaçador, fazendo o Sony ficar vermelho de vergonha e um pouco de medo.

Finalmente os heróis chegaram à base da montanha, pegaram uma trilha e com muita coragem, começaram a subir. A montanha era pedregosa e praticamente sem vegetação, além de ser uma escalada muito íngreme, ficava mais quente a medida que eles chegavam mais perto do topo.

– Não faz sentido, já subimos muitos metros e está ficando mais quente – Junpei secava o suor na sua roupa.

– Claro que faz, quanto mais subimos, mais perto ficamos do Sol – explicou Sony

– Parece que as leis naturais daqui não são iguais às do nosso universo, é melhor nos acostumarmos – falou Hyugi.

– Vamos parar de bobeira e subir logo –disse Uroro secamente.

Todos continuaram a escalada, até chegar a um precipício, com uma ponte de madeira e cordas ligando a outro ponto da montanha.

– É sério que vamos ter que passar por aí? – Junpei olhava para a ponte.

– Se essas cordas arrebentarem vamos morrer. – disse Kon, olhando para baixo.

– E como todo nesse mundo dá errado elas vão arrebentar, temos que traçar um plano para evitar isso – sugeriu Loren.

– Tive uma ideia, o Junpei que é mais forte fica segurando as cordas enquanto passamos um por um, se arrebentar, ele segura – solucionou Hyugi.

– Belo plano, e quem vai segurar pra mim? – reclamou Junpei.

– Quem já estiver do outro lado te segura – falou Sony.

– Sei lá, ainda não tô gostando dessa ideia – Junpei estava desconfiado.

– Vamos apelar pra democracia. Quem é a favor desse plano levanta a mão – Loren propôs já levantando o braço, seguida de todos exceto o Junpei.

– Perdeu – concluiu Uroro.

– Arrrg, vambora logo com isso – resmungou o carateca.

Todos foram passando, começando pelo mais leve até o mais pesado. No fim Junpei, que heroicamente segurou as cordas enquanto seus companheiros atravessavam em segurança, começou sua travessia, até que as cordas arrebentaram e ele ficou pendurado.

– Socorro, alguém me ajude! – Junpei gritava desesperadamente.

Os outros tentavam puxar as cordas, mas ele era pesado demais.

– Tive uma ideia!

Sony abriu um portal, entrou nele e instantaneamente apareceu junto ao amigo em perigo, o segurou e entrou novamente no portal, ficando os dois em segurança junto com os outros.

– Obrigado, obrigado e obrigado! Agora você é o meu melhor amigo – Junpei agradecia insistentemente ao seu salvador.

– Ih – Kon deu um tapa na testa – eu poderia ter saltado o precipício levando cada um de vocês.

– Agora que você veio lembrar disso? Vou te matar, Punho do Dragão!

Junpei deu um soco no estômago do Kon, o fazendo cair no chão gemendo de dor.

– Chega Junpei, eu sei que ele mereceu mas eu tenho que mantê-lo vivo até uma amiga voltar – falou Loren.

– Uma amiga? Me apresenta! – falou Kon, ainda no chão.

– Tu pediu pra ser burro e entrou na fila duas vezes, nem dá vontade de te bater – disse Junpei.

– Vamos, temos que chegar logo, consertar a armadura, partir pro vulcão, pegar o cristal de prata e ter nossas armas definitivas – apressou Uroro.

– Pela primeira vez vou concordar com você. Vamos! – chamou Loren.

O grupo continuou subindo durante todo o dia. Acamparam durante a noite e continuaram no dia seguinte.

– Já estamos chegando Sonyzinho? – perguntou Loren.

– Acho que sim, parece que a casa ou loja desse Mu fica no topo, e estamos quase lá – respondeu o garoto.

Eles andaram por mais algumas horas, até que Hyugi alertou a grupo.

– Cuidado, tem alguém por perto!

– Impossível, esse lugar é deserto e impossível alguém se esconder – disse Uroro.

Imediatamente, surgiram do chão cinco esqueletos, todos portando espadas velhas e enferrujadas.

– Quem tinha falado que era impossível alguém se esconder? – ironizou Loren.

– Guerreiros, nunca chegarão vivos há há há – um dos esqueletos ria histericamente.

– Tava bom demais pra ser verdade – lamentou Kon.

– Era só o que faltava, um bando de desnutridos. Fazer o que, vamos lutar – Loren desembainhou sua nova espada, assim como todos os seus companheiros exceto o Junpei, que ainda tentava encaixar o capacete de martelo em sua cabeça.

Sem esperar, os esqueletos começaram a atacar. Os heróis se esquivavam dos ataques, mas os inimigos eram insistentes, deixando os guerreiros cansados.

– Chega de se defender, temos que atacar. Toma!

Uroro acertou duas espadadas seguidas em um dos esqueletos, porém mesmo tendo sido golpeado, ele não parece ter sofrido dano algum e atacou o shinigami, fazendo um corte em seu tórax.

– Há há há, hoje vou comer carne – ria o esqueleto, enquanto Uroro colocava a mão no ferimento.

Ainda no mesmo campo de batalha, Loren e Hyugi trocavam espadadas com “seus” respectivos esqueletos, porém mesmo tendo acertado alguns golpes, os montes de ossos continuavam de pé e lutando.

– Droga, eles não desmontam – reclamou Hyugi.

– Estou tentando fazer minhas garras saírem mas não tô conseguindo – disse Loren, ainda tentando ferir o esqueleto.

Sony estava sendo atacado por um dos esqueletos e apenas usava seu bastão para bloquear os golpes. Quando estava encurralado, se transportou por um portal, aparecendo um pouco afastado do local aonde a porrada estava cantando.

– São esqueletos, armas de fio não conseguem feri-los, precisamos de impacto – gritou Sony

– Você falou impacto? Chá comigo – Junpei, que ainda tentava colocar o capacete, deu um poderoso chute no esqueleto que o estava atacando, transformando-o em uma inerte pilha de ossos.

– Ele é o mais forte, pega ele – um dos esqueletos gritou.

– Pode vir que tô preparado – Junpei armou guarda, e enfim, conseguiu vestir seu capacete.

Os quatro esqueletos restantes, inclusive um que estava tentando acertar o Kon, que saltava igual a um cabrito para escapar de suas investidas, deixaram seus alvos iniciais e foram atacar o Junpei.

– Cabeçada com a cabeça!

Junpei martelou três dos esqueletos, matando-os. O último o atacou pelas costas, então o grandão deu um salto para trás e acertou um Roundhouse Kick, praticamente desintegrando o inimigo.

– É assim que se trata mortos vivos – bradou Junpei.

– Mandou bem amigão – cumprimentou Kon.

– Amigão é o cacete, você nem tentou vencer os esqueletos – rebateu Junpei.

– Já falei, meu corpo é feito para o amor e não para lutas – disse o cenourinha.

– Humph, você é uma vergonha para todos os shinigamis – falou Uroro.

– Não sei de onde você tirou isso, não sou esse xi sei lá o que – reclamou Kon.

– Se você conseguiu empunhar uma zampakutou, é um shinigami, mesmo que seja o pior de todo o universo. E minha intuição não falha, sei que você é um shinigami da mesma forma que sempre soube que o Sony é um...argh, hollow.

– Por falar no Sony, nossa, obrigada por salvar todos nós – agradeceu Loren.

– Como assim, eu que matei todos os esqueletos – brigou Junpei.

– É, mas foi o Sony que falou que eles só morrem com armas de impacto – concluiu a loira.

– Eu morei muito tempo com a Braquistócrona, mesmo não gostando de lutar, ela me ensinou muito sobre armas e monstros – contou o garoto.

– Eu estava certo, deus não dá asa a cobra, só não vou te xingar porque você salvou minha vida e agora você é o meu melhor amigo – disse Junpei.

Eles continuaram subindo e em pouco tempo chegaram ao topo, onde puderam avistar uma torre com seis metros e trinta e dois centímetros de altura. Ao contrário do resto da montanha que era seca e pedregosa, o entorno da torre era um belo gramado muito verde.

– Acho que chegamos – disse Kon.

– Certamente. Vamos chamar esse Mu pra ele consertar minha armadura, se eu estivesse com ela eu teria vencido aqueles esqueletos.

– Você tá falando igual ao Uroro, cruz credo – expressou-se Hyugi.

Os heróis finalmente chegaram à torre, andaram ao redor dela e perceberam que não havia porta.

– Como vamos entrar? – Kon estava intrigado.

– Podemos tentar uma coisa muito complicada: chamar – disse Hyugi.

Eles começaram a gritar pelo Mu, até que um molequinho de cabelos alaranjados e dois pontinhos na testa apareceu do nada.

–Acho que tenham um bom motivo para chamar, eu estava dormindo com um anjo – disso o garoto.

– Você é o Mu? Precisamos consertar uma armadura – informou Loren.

– Eu não sou o Mu, mas posso chamá-lo. MESTRE, TEMOS VISITAS.

Alguns segundos depois, um touro de pelo lilás com duas pintinhas roxas na testa veio andando calmamente.

– Muuuuuuuu.

– Mestre, esses forasteiros querem que o senhor conserte uma armadura.

– Mu mu muuu.

– Ele falou que acha bom que seus pés estejam limpos, vocês estão pisando no pasto dele!

– Acabamos de lavar, e quanto à armadura? – insistia a loirinha.

– Muuuu.

– Ele quer que a mostre.

– Tem um problema, quando ela aparece minhas roupas somem, e como está quebrada, acaba mostrando partes muito particulares do meu ser – contou Loren.

– Mu mu mu mu.

– Você pode mostrar atrás da torre enquanto seus amigos ficam aqui.

– Aff, acho que tá tudo bem, não acho que um boi vai ficar excitado me olhando.

Loren, Mu e Kiki foram para o outro lado, enquanto os garotos ficaram na parte da frente da torre.

– Vou ver se eles precisam de ajuda – Kon foi na cara de pau seguindo o trio.

– Nem pensar, você fica aqui – Junpei segurou o amigo sem deixar qualquer chance para ele cumprir seu objetivo.

No outro lado, Loren se preparava para a transformação.

– Eu sei que você é uma criança e que preciso que você traduza o que o Mu fala, mas você pode fechar os olhos enquanto eu formo minha armadura?

– Querida, tenha certeza que nada no seu corpo me interessa, se é que me entende hi hi hi.

Loren entendeu o recado, e então fez sua armadura.

– MUUUUUUUUUUUUUUUUU.

– Ele falou que sua armadura é muito especial e que o dano foi muito sério, que para consertá-la, precisa de sangue.

– Sangue? Não prefere dinheiro?

– Mu mu.

– Ele não precisa de dinheiro, mas só uma garrafinha de sangue serve – Kiki entregou um frasco para a guerreira.

– Esperem, já volto.

Loren voltou às suas roupas normais e foi até seus amigos.

– Já consertou e podemos ir? – Uroro estaca impaciente.

– Quase. Para consertar, preciso encher esse frasco com sangue.

– Tadinha, uma garota tão bonita não deveria ter que perder sangue dessa maneira – galenteou Kon.

– Concordo, por isso você vai me ceder seu sangue.

– Tá doida?

– Ela tá certa, você não mata monstros como nós, não encara um dragão como o Hyugi, tem que servir pra alguma coisa – reforçou Junpei.

Loren pegou a espada comprada no Mart e fez um corte no braço do Kon, e Junpei o segurou enquanto ela recolhia o sangue que escorria.

– Vocês vão ver – Kon choramingava

A loira foi ao encontro do Mu com o sangue.

– Aqui está.

– Muuuuuuuuuu.

– Ele disse que está ótimo. Agora forme sua armadura novamente.

Ela fez o que o Kiki solicitou. O boi tirou de dentro de seu vasto pelo um martelo e bateu na armadura, que foi consertada imediatamente.

– Mu.

– Ele falou “Eu conserto”!

– Já? E pra que era o sangue?

– Muuuuuuuuuuuuu mu.

– Essas terras são áridas, e a única maneira de fazer crescer grama é regar a terra com sangue dos viajantes.

– Ainda bem que não era o meu sangue, senão eu ia ficar puta da vida. De toda forma obrigada.

– Muuuu.

– Até mais!

Loren já se preparava para sair, quando ouviu alguém gritando de dentro da torre.

– Kiki, volta pra cama, tá quentinho aqui.

– Já vou Shiryu!

Ela voltou à companhia dos seus amigos, e inventou uma história de que o sangue era necessário para ativar a magia que consertou a armadura. Assim, todos começaram a descer a montanha, os rapazes foram na frente, tendo a Loren ficado um pouco para trás, olhando para o nada.

– Vem logo Loren, temos que pegar logo o cristal sei lá o que, não aguento mais esse mundo doido – gritou Junpei.

– Vão na frente que eu alcanço vocês!

Loren tinha o pressentimento de que a Beatrice iria enfrentar um grande perigo que talvez não consiga vencer. Sua vontade era largar tudo e ir atrás da sua amiga, mas lembrou-se de que ela mesma havia dito que precisava seguir esse caminho sozinha.

– Só mais um pouco, se ela não der notícias depois que pegarmos o cristal de prata que se dane o que aquela doida pensa, vou atrás dela onde estiver e a trago de volta nem que seja amarrada – Loren sussurrou e logo depois correu até alcançar seus companheiros.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Os vejo no próximo capítulo.