Duas Metades De Mim
34 rastros
Notas iniciais
own amores, claro que eu não abandonei vcs!
456789765432345 desculpas pela demora, é que tive uma semana péssima e uns probleminhas técnicos (leia-se meu pc ainda está na assistência técnica e fico dependendo da caridade alheia =/) enfim, meeega desculpa por não ter postado ainda, eu tava esperando para postar um triplo de uma vez, mas fiquei me sentindo mal por não ter postado nada, então vai aos poucos msm rs
vou postar dois agr, e se conseguir terminar antes de ser expulsa um terceiro mais tarde.
por favorrr, não deixem de acompanhar tá?
se der tudo certo espero terminar a fic hoje mesmo!
beijoos e boa leitura sz
456789765432345 desculpas pela demora, é que tive uma semana péssima e uns probleminhas técnicos (leia-se meu pc ainda está na assistência técnica e fico dependendo da caridade alheia =/) enfim, meeega desculpa por não ter postado ainda, eu tava esperando para postar um triplo de uma vez, mas fiquei me sentindo mal por não ter postado nada, então vai aos poucos msm rs
vou postar dois agr, e se conseguir terminar antes de ser expulsa um terceiro mais tarde.
por favorrr, não deixem de acompanhar tá?
se der tudo certo espero terminar a fic hoje mesmo!
beijoos e boa leitura sz
Alguma vez ao descer uma escada você já errou um degrau sem querer?
Sabe aquele breve segundo em que você tem certeza que vai rolar escada abaixo? Aquele em que seu sangue gela, o coração dispara loucamente como se você estivesse prestes a ter um ataque cardíaco e o estômago dá uma guinada vertiginosa? É mais ou menos o que se sente ao cair de uma árvore.A madeira áspera do galho arranhou o lado esquerdo do meu corpo e eu já tinha soltado um gritinho antes mesmo de atingir o chão. Finquei as unhas no tronco em uma tentativa desesperada de desacelerar a queda, o que não adiantou absolutamente nada, só consegui ralar as mãos e quebrar duas unhas.Fechei os olhos com força e trinquei os dentes para não deixar escapar outro grito.A aterrissagem foi tão abrupta quanto eu esperava, mas, para minha completa surpresa, não houve dor. Caí em algo ao mesmo tempo sólido e macio, acima de onde eu julgava estar o nível do chão. Perdi o fôlego com o impacto. Senti que meus pés não tocavam a terra e, por instinto, agarrei-me ao objeto que amaciara minha queda. Estava tão entorpecida pela ceninha de amor que flagrara entre Stefan e Miriam que precisei de um minuto perceber que o objeto me abraçava de volta. E que não era um objeto. Braços longos e definidos me esmagavam contra um peito sólido como rocha. Eu estava tonta de novo. Meus cabelos chicoteavam alternadamente no meu rosto e nos ombros largos de quem me carregava. Como não havia espaço entre nós, eu podia sentir a contração de seus músculos através da barreira de nossas roupas enquanto ele corria. Não olhei seu rosto. Eu já conhecia bem demais o corpo de Damon para precisar fazer isso.Sua presença era reconfortante, mesmo que eu não fizesse ideia de como ele tinha me achado. Apenas queria que ele corresse mais rápido, me levasse para qualquer lugar onde eu não precisasse lidar com aquele pesadelo. Stefan e sua nova namoradinha tinham me ouvido gritar, tenho certeza. Só espero que não tentem nos seguir.A dor em meu peito se intensificou.Enterrei minhas unhas nos ombros de Damon e soltei um gemido de dor quando a carne sensível exposta pelas duas unhas quebradas entrou em contato com o tecido áspero do seu blusão preto.Ele desacelerou um pouco.– Você está bem? – sua voz grave e melodiosa perguntou em meu ouvido.– Tô... – a minha não passava de um sussurro frágil.Sequer parecia a minha voz. Eu me encolhi em seu colo e olhei para o lado quando vi que ele examinava meu rosto. Não sei o que viu. Após uma fração de segundo, calado, ele acelerou outra vez a corrida. Uma estranha onda de alívio apossou-se de mim. Eu ainda não estava pronta para falar. Mal digerira o que tinha visto.Stefan, que sempre foi o irmão sensível que se importava com todo mundo... Que nem corria o risco de se alimentar de sangue humano para não ferir ninguém...Trechos do diálogo surreal derramavam-se em minha mente como veneno de forma cada vez mais nítida, mais alta, mais cruel.Ninguém pode descobrir o que estamos fazendo, Miriam. É muito importante apagar os rastros.Eles atraíram a xerife Forbes para uma armadilha e apagaram a mente dela. Talvez já tenham mexido até nos rastros da polícia...ai meu Deus! O que eles fizeram com Carol Lockwood? Por que a armadilha foi montada na casa dela? Foi apenas um jeito de atrair a xerife Forbes? Ou ela tem algum tipo de importância nos planos doentios deles?A enxurrada de perguntas me deixou ainda mais tonta. Já sei, você está com medo que a tal Ellen descubra.A voz macia da Piriguete Morena me fez querer chutar alguma coisa.Como eu podia ser tão otária? COMO?Elena. E não só ela, manter o conselho desorientado é uma vantagem para vocês também.A mágoa deixou um gosto amargo em minha boca. Contra a minha vontade, lágrimas de raiva começaram a rolar pelas minhas bochechas e eu enterrei o rosto no ombro de Damon torcendo para que ele não as notasse. Estar nos braços de Damon tornava tudo suportável, de alguma forma ele me dava forças. Impedia-me de desmoronar de vez.Uma frase de Stefan se repetia na minha cabeça e eu não conseguia me livrar da sensação de que não estava vendo algo muito óbvio. Era quase como se eu não quisesse ver... não sabia se conseguiria aguentar aquela dor opressiva aumentando.Por mais que eu tentasse, não conseguia me recompor.Era como se algo estivesse sendo quebrado em câmera lenta dentro de mim.Ninguém pode descobrir o que estamos fazendo, Miriam. É muito importante apagar os rastros.Rastros...rastros...rastros...Rastros.O ataque na floresta não foi um delírio!Stefan deve ter mandado aquela vampira apagar as mentes de Damon, Carol, Ric, Bonnie e Jeremy, como fez com a xerife.Mas... por que não apagaram a minha?Lembro-me muito bem das vozes entre as árvores. Lembro da tensão no corpo de Stefan ao me apertar contra si. E da dor...tanta dor; Depois só um mar negro. E aquela terrível enxaqueca quando acordei...
Jogaram alguma coisa na minha cabeça!É a possibilidade que faz mais sentido. Jogaram algo na minha cabeça, talvez um galho ou uma pedra, tanto faz, e eu desmaiei.Por isso senti tanta dor. Por isso tive aquela dor de cabeça terrível depois, a terra no meu cabelo e nas minhas roupas, os pensamentos confusos...Ai meu Deus.Eles devem ter brigado. Só assim esqueceriam de alterar a minha memória, ainda mais quando eu estava apagada e não apresentaria nenhuma resistência. Por outro lado, ninguém estava machucado quando chegamos na mansão Salvatore...Só que Damon e Caroline são vampiros. Mesmo que tivessem sido machucados teriam se curado logo em seguida. Fechei os olhos com força e procurei alguma cicatriz neles na imagem mental de nós todos parados do lado de fora da mansão. Era impossível dizer... um vampiro só fica com uma cicatriz discreta, quase invisível, quando o ferimento é muito profundo. Aí leva algumas horas para sarar completamente. Quando a ferida não é tão séria some na hora mesmo. Não sei dizer se eles tinham algum sinal de ter brigado naquela noite. Bonnie e Jeremy não tinham, com certeza.Alaric!Deus, como ninguém pensou em Ric quando chegamos na casa?Ele estava desaparecido fazia mais de uma semana. A última vez que o vi foi naquele dia na floresta.Será que ele...? Será que Stefan e suas vampiras piriguetes...?Soltei um gritinho horrorizado e Damon estacou.– O que foi? – ele puxou meu rosto para que eu o olhasse nos olhos, apreensivo – Elena, o que foi? Onde está machucada? Eu senti o cheiro do seu sangue, não minta para mim.– Alaric... – eu balbuciei.– Que que tem ele?– Eles mataram o Ric, Damon! Só podem ter matado! A última vez que o vimos foi naquele ataque na floresta e já faz mais de uma semana que ele está desaparecido... aquele BASTARDO! Eu nunca vou perdoar o Stefan se ele...– Shhh calma, Elena – ele me apertou mais contra si – Quando você fala rápido assim nem eu te entendo direito. Respire, devagar...As lágrimas escorriam abundantes e eu nunca antes me sentira tão inquieta. Beirava a histeria.– Vou te levar para casa, piccola mia. Podemos conversar melhor lá. Tá quase chegando – ele passou os dedos pelo meu rosto com delicadeza – Ei, pare de chorar... você sabe o quanto odeio te ver chorando. Não dava.As imagens de Ric e todas as outras vítimas do trio dos infernos desfilavam diante dos meus olhos como que em um filme de terror. A noite na floresta fazia com que eu me sentisse a maior anta do universo. Agora que a venda havia sido tirada eu via tantos indícios que preferi ignorar...Tudo por causa do meu egoísmo. Por estar centrada em um triângulo amoroso idiota e só ter tempo para o meu próprio draminha adolescente.Espera. Pára tudo.Um trio...De repente eu me lembrei da figura frágil de Caroline, usando o vestido roubado que era grande demais para ela e toda desgrenhada. Ela parecia tão vulnerável e perdida na floresta... como uma criança desorientada.Não consigo me lembrar de como era, tudo está tão bagunçado... minha cabeça está cheia de flashes confusos, às vezes parece que eu simplesmente fiquei em casa conversando com a minha mãe e depois fui dormir, outras... vejo relances vermelhos e negros. Olhos claros. Três pares deles. E uma mulher que se parece muito com a Pocahontas, ou pelo menos como eu a imagino. Sempre foi minha história preferida quando eu era criança...A confissão dolorida dela atravessou meu cérebro como um raio. Eram duas mulheres e um homem, acho que uma era ruiva e a outra morena. Não consigo me lembrar de nada do homem. Quer dizer, quase nada. Eu me lembro dos olhos deles... não sei ao certo o porquê. Dois tinham olhos verdes, um tinha olhos azuis, mas não tenho certeza de quem era quem.Miriam tem olhos verdes, eu me dei conta repentinamente. E bate com a descrição da Carol. Ela até se parece com o modo como eu imagino a Pocahontas... tirando os olhos claros.Ai. Meu. Deus.Stefan acha que está apaixonado por uma das vampiras que atacou minha melhor amiga. A bile subiu abruptamente por minha garganta e eu me contorci nos braços de Damon em um espasmo involuntário.
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