Duas Metades De Mim
39 o último - parte 3
Notas iniciais
amooores, mil desculpas pela demora !
sei que ultimamente eu vivo dizendo isso, mas esse ano pra mim anda muito complicado conseguir postar. o roteador aqui em casa tava com problema e fiquei umas semanas sem net, sem falar na falta de tempo pra ir na lan =/
enfim, primeiramente, eu quero agradecer a todas vocês por acompanharem a fic, eu não seria nada sem os seus incentivos, opiniões e comentários, muito obrigada msm suas lindas ♥ amei escrever cada palavra, e fico muito feliz de ter a chance de entreter vcs. espero de coração que tenham gostado da fic e depois venho responder os comentários de todas, das três partes do último capítulo, só não faço isso agr pq tô meio zumbi hj pra ser sincera kkkkk saí ontem e nem sei que hrs cheguei em casa, só sei que já tinha amanhecido xD enfim... msm tendo virado a noite eu não podia deixar de vir postar pra vcs né ♥
outra coisa que eu queria dizer: no caso de alguém estar se perguntando, sim, a fic terá continuação, afinal é uma trilogia =)
mas provavelmente a continuação vai demorar um pouco, vou ter que parar de escrever por até a rotina dar uma acalmada e eu poder postar com mais frequencia, duas vezes no mês é muito pouco kkk mas pretendo postar um epílogo para vcs com o primeiro capítulo da terceira fanfic ainda essa semana, pelo menos pra dar um gostinho enquanto não dá pra começar a postá-la.
e além do epílogo, ainda vou postar aqui os outros capítulos especiais (aqueles de vcs pegando o damonzito hehe) para as meninas que recomendaram a fic, eu não esqueci de vcs não tá amres, só esperei terminar tudo pra não confundir os capítulos da fanfic com os especiais.
boa leitura e mais uma vez obrigada a todas por acompanharem!
beijoos
sei que ultimamente eu vivo dizendo isso, mas esse ano pra mim anda muito complicado conseguir postar. o roteador aqui em casa tava com problema e fiquei umas semanas sem net, sem falar na falta de tempo pra ir na lan =/
enfim, primeiramente, eu quero agradecer a todas vocês por acompanharem a fic, eu não seria nada sem os seus incentivos, opiniões e comentários, muito obrigada msm suas lindas ♥ amei escrever cada palavra, e fico muito feliz de ter a chance de entreter vcs. espero de coração que tenham gostado da fic e depois venho responder os comentários de todas, das três partes do último capítulo, só não faço isso agr pq tô meio zumbi hj pra ser sincera kkkkk saí ontem e nem sei que hrs cheguei em casa, só sei que já tinha amanhecido xD enfim... msm tendo virado a noite eu não podia deixar de vir postar pra vcs né ♥
outra coisa que eu queria dizer: no caso de alguém estar se perguntando, sim, a fic terá continuação, afinal é uma trilogia =)
mas provavelmente a continuação vai demorar um pouco, vou ter que parar de escrever por até a rotina dar uma acalmada e eu poder postar com mais frequencia, duas vezes no mês é muito pouco kkk mas pretendo postar um epílogo para vcs com o primeiro capítulo da terceira fanfic ainda essa semana, pelo menos pra dar um gostinho enquanto não dá pra começar a postá-la.
e além do epílogo, ainda vou postar aqui os outros capítulos especiais (aqueles de vcs pegando o damonzito hehe) para as meninas que recomendaram a fic, eu não esqueci de vcs não tá amres, só esperei terminar tudo pra não confundir os capítulos da fanfic com os especiais.
boa leitura e mais uma vez obrigada a todas por acompanharem!
beijoos
[POV Elena]
Os dentes de Damon, afiados como pequenas navalhas, se afundaram no braço que Stefan erguera por reflexo. Ele rosnou de dor e apesar dos vários metros de distância que nos separava pude ver com clareza a fúria assassina cintilar como metal em seus olhos verdes. Seu rosto endureceu e os lábios se repuxaram nos dentes em um esgar que fez os pêlos da minha nuca se arrepiarem. O instinto fez com que eu me arrastasse no chão e me encolhesse contra a parede. Stefan usou o braço bom para socar Damon no rosto e puxá-lo pela nuca, os dois caindo no buraco da parede. Não! Eu queria levantar, ver o que estava acontecendo, encontrar alguma forma de ajudar Damon, mas estava presa ao chão. O medo e os ecos da briga enchiam minha mente, mandando comandos embaralhados e contraditórios. Ondas de ódio, raiva, ressentimento e dor quebravam em meus sentidos como gritos silenciosos, emanando deles em auras de poder que me mantinham paralisada. Não era como outra briga qualquer deles que eu já tivesse presenciado, aquela era mortal. Eles lutavam como lobos selvagens e só parariam quando um morresse.Mas qual deles irá vencer?O instinto de sobrevivência me mandava ficar quieta ali, berrava que eu não era forte o bastante para ajudar. Se tentasse me meter, apenas acabaria machucada. Meu coração, por outro lado, exigia que eu fosse ajudar Damon mesmo que isso me matasse.A parede entre nós me impedia de enxergá-los, porém, se eu fechasse os olhos e me concentrasse podia vê-los no terreno baldio ao lado da casa pelos olhos de Damon. Eles se moviam rápido demais para que meus sentidos humanos pudessem acompanhar cada golpe, ou mesmo mais que o vislumbre passageiro de presas, unhas afiadas como garras, roupas sendo rasgadas em tiras, carne perfurada e sangue. E os rosnados. Os rosnados e grunhidos de dor penetravam meu cérebro como punhais. Eu não sabia de quem eram, não sabia quem estava ganhando. Via os dois rolarem pela terra em imagens confusas, ora um por cima, ora o outro. Damon deixava todo o ódio que sentia do irmão fluir por seu corpo, concentrando-se tanto em destruí-lo que mal sentia quando era machucado. Vi meu próprio rosto pálido e assustado em sua mente. Seus pensamentos não articulavam palavras, a fúria o impedia de pensar. Era apenas movido por instintos: ataque, defesa, proteger a menina lá dentro. Proteger a menina, a mim, era o essencial para Damon. Ele não se importava o que pudesse acontecer a si próprio.Estava ficando cansado. Passara as últimas semanas se alimentando apenas do meu sangue e estava enfraquecido por isso, enquanto Stefan tinha a vantagem do sangue farto de pessoas variadas. Pensei em todas as pessoas que ele e suas preciosas vampirinhas tinham matado, em Ric... na xerife Forbes e na viúva Lockwood, compelidas para apagar os vestígios que poderiam incriminá-lo. Stefan não tinha mais escrúpulos. Ele não hesitava em machucar, usar, enganar, compelir. Claro que ele mataria Damon, sem o menor peso na consciência. Naquele momento não havia nele nada do Stefan que eu conhecia e amava. Sua aura de poder chicoteava minha mente com mais intensidade que a de Damon, parecia de alguma forma maior... ele estava ganhando, deduzi.Senti como se um punho frio se fechasse em meu coração. Lágrimas de desespero e impotência encheram meus olhos e eu tive de fincar as unhas no assoalho de madeira para não correr até eles. Tudo que eu queria era ter a satisfação de arrancar um pedaço das tábuas embaixo de mim e enterrá-lo com as minhas próprias mãos no peito odioso de Stefan. Tinha que ter alguma coisa, qualquer coisa, que eu pudesse fazer...Forcei-me a ficar de pé, ainda que tonta e nauseada. Eu não enxergava os móveis à minha frente. Imagens perturbadoras se sucediam diante dos meus olhos: os corpos sem vida e maltratados encontrados na floresta, cobertos de hematomas e marcas de mordidas; Alaric sendo encontrado do mesmo modo que os outros; a expressão brutal e selvagem no rosto de Stefan ao me empurrar enquanto eu gritava com ele; A xerife Forbes e a viúva Lockwood com expressões vazias e olhos vidrados, à mercê dos monstros que poderiam matá-las a qualquer momento; Stefan beijando Miriam; os olhos azuis de Damon se fechando lentamente pela última vez...Não. Não posso permitir isso. Meu Damon não vai morrer.E seria melhor se Stefan também não morresse, não ainda, não antes de termos a chance de interrogá-lo. Ele precisa nos contar tudo, quantas são as vampiras, quem são elas, o que aconteceu com o Ric. É o nosso único meio de juntar todas as peças do quebra-cabeças. Ainda assim o que eu mais queria era procurar uma estaca e enfiá-la em Stefan, mesmo sabendo que a decisão inteligente era não matá-lo por enquanto. Quanto mais eu pensava no assunto, ouvia a luta e sentia crescer em mim o medo de perder Damon, mais separá-los parecia ser a coisa certa a fazer. Mas como eu podia interromper a luta? E se eu tentasse golpear Stefan com alguma coisa e atingisse Damon sem querer? E se morresse tentando separá-los? O que era o mais provável de acontecer, aliás. Era mais fácil eu levar um soco mal direcionado que arrancaria minha cabeça ou ser esmagada por um dos dois do que conseguir fazê-los parar. Pensei nas poucas coisas que provocavam danos em um vampiro: madeira, presas afiadas, o sol, verbena...
É isso!Uma onda de adrenalina finalmente me tirou do torpor que me mantinha presa ao chão. Saí correndo da sala enquanto uma ideia louca se desenrolava em um plano arriscado e insano na minha cabeça, mas eu não tinha tempo para pensar em conseqüências e riscos. Damon era importante demais. Desde que eu pudesse ajudá-lo, minha própria segurança era um preço muito baixo a pagar.Corri pela casa o mais rápido que pude, passando por corredores e amplos cômodos até alcançar a porta que conduzia ao porão. Escancarei a porta e desci as escadas pulando de três em três degraus, passei pelo local onde ficavam dois recipientes refrigeradores com o estoque de sangue do Damon e desci um lance íngreme e já muito gasto de degraus de pedra. Depois disparei pelo corredor onde havia algumas salas estreitas que eram usadas como celas e entrei na pequena estufa de verbena, procurando pela caixa onde eles guardavam a seiva que extraíam de algumas das plantas de flores ressequidas. Estava com tanta pressa que quebrei a tampa ao abri-la para conferir se era a certa. Deixei a tampa na quina de uma mesa cheia de vasos e voltei correndo para a sala, com cuidado para não derrubar o líquido na caixa, já sem fôlego e com os pulmões ardendo pela corrida. Bufei, irritada com minha própria fraqueza. Então peguei um copo de uísque vazio abandonado em uma mesinha e o mergulhei na verbena líquida, enchendo-o até a borda. Deixei o copo e a caixa na mesa, fui até a lareira e na pilha de lenha ao lado dela peguei um naco espesso. Depois o bati no console de pedra com toda a minha força. O impacto fez um jato de dor subir pelo meu braço, mas ao ouvir o barulho da madeira se quebrando não me importei. Segurei com firmeza o pedaço irregular e afiado que restara na minha mão, peguei o copo com verbena e passei pelo buraco na parede.Os dois estavam perto do buraco, ambos feridos e sangrando. Damon se debatia embaixo de Stefan, que, sentado em cima dele, cravara as presas em seu pescoço e fazia ruídos animais ao mastigar sua carne. O ombro de Damon já estava destroçado, seu braço dobrado em um ângulo estranho. A mão boa de Stefan continha o outro braço de Damon, que tentava empurrá-lo.– NÃO! – eu berrei – LARGA ELE!Stefan girou o pescoço para me olhar e sibilou para mim. As veias azuladas estavam muito nítidas ao redor de seus olhos, como se fossem atravessar a pele a qualquer momento. Seu rosto manchado de sangue se contorceu bestialmente e ele arreganhou os lábios para mostrar as presas pontiagudas avermelhadas pelo sangue de Damon. Meu coração perdeu uma batida quando seus olhos cruéis encontraram os meus. O longo rosnado que ele emitiu informou-me que não hesitaria em me atacar se eu me aproximasse da sua presa. Depois ele voltou sua atenção para Damon e mordeu o pescoço dele, arrancando do irmão um grito rouco de dor.Seu grito me deu forças para continuar, apesar das pernas trêmulas. Stefan estava muito ocupado impedindo Damon de se desvencilhar dele para me dar atenção. Cheguei mais perto dos dois e com uma das mãos cravei o pedaço de madeira o mais fundo que pude nas suas costas, na altura das costelas. Não entrou o bastante para atingir seu coração, infelizmente. Mas foi o bastante para fazê-lo largar Damon, soltar um berro medonho e pular sobre mim. Apavorada, fechei os olhos por reflexo e joguei a verbena líquida torcendo para acertá-lo.–---------x----------[POV Bonnie]Branco como um boneco de cera, Jeremy me entregou o cartão e o envelope que segurava.– O que foi? O que é isso, Jeremy? – indagou Jenna entre curiosa e preocupada, seus olhos indo do rosto dele para o cartão e de volta ao rosto dele.– Besteira, tia, não se preocupa. É só um lance daquele site que eu tô fazendo – ele respondeu apressado – Preciso ligar para o Matt, você tem o telefone dele Bonn?Ele olhou para mim e percebi que queria uma desculpa para sairmos da cozinha. – Tenho, tá na agenda do meu celular lá no seu quarto. Quer que eu pegue?– Vou com você – ele me puxou pelo braço e disse por cima do ombro – A gente já volta tia.Depois me rebocou escada acima até o seu quarto.– O que tá acontecendo, Jeremy? – eu perguntei logo que ele fechou a porta atrás de nós.– Leia o cartão. Veio com o seu nome escrito – ele pegou minha mão e virou o envelope.Meu nome estava escrito no verso em uma letra desleixada que não me era estranha. Não havia endereço nem nome de remetente, ou seja, a pessoa que o mandara enfiara o envelope pela abertura da porta junto com o resto da correspondência. Intrigada, li o cartão.Estou com seu Van-Helsing de quinta. Espero que possa vir me ver em breve.M. B.Suguei o ar abruptamente, fazendo um ruído agudo. Jeremy se inclinou para mim e encostou os dedos na minha boca bem a tempo de conter meu gritinho de surpresa.– A tia Jenna não pode saber de nada — disse ele – Deu para ver que ela não engoliu direito a história do site.– M-mas...mas... – eu gaguejei — o Ric foi seqüestrado?– Acho que sim. Faz mais de uma semana que não o vemos em lugar nenhum – Jeremy apertou os olhos e deslizou os indicadores nas têmporas – Como não reparamos nisso antes, Bonn? Metade da cidade sendo atacada e a gente nem pensou que pudesse ter acontecido alguma coisa com ele.O choque foi como um soco em meu estômago.– É que... ele sempre pareceu tão forte – murmurei – Vai para todos os lugares com aquele negócio bobo de disparar estacas e já provou mais de uma vez que sabe se virar sozinho, acho que a gente meio que sempre presumiu... – minha voz falhou.– ...que ele sabia se cuidar – completou Jer, me puxando para seu peito – É, isso mesmo. – ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça e enterrei minhas unhas na frente da sua camisa – Tem alguma ideia de quem é MB? – Não – eu me soltei de seu abraço e comecei a andar de um lado para o outro – Por que essa pessoa me mandou isso? Acha que seqüestraram ele por minha causa? Mas por quê? E por que mandaram isso para a sua casa? Eu não moro aqui!– Não sei, achei que você saberia quando lesse o cartão.– MB, MB – revirei meu cérebro atrás de algum nome que começasse com essas iniciais – MB... será aquela tal vampira que a Carol falou? Miriam?– Mas o sobrenome dela não era Harper? – Jer coçou o queixo.– Sei lá, esses vampiros vivem mudando de nome! – atirei os braços para cima, frustrada – Vai que antes o sobrenome dela começava com B.– Talvez, mas é um chute no escuro. Você conhece alguém com essas iniciais? – seu braço envolveu minha cintura e ele acrescentou suavemente – Não abra um buraco no meu carpete, Bonn.Suspirei. Das dezenas de nomes que apareceram na minha cabeça, nenhum tinha as iniciais certas. Mordi o lábio e comecei a estalar os dedos, nervosa.– Hum... não estou conseguindo lembrar de ninguém agora, e você?– Também não.– Mas a gente precisa fazer alguma coisa! Temos que salvar o Ric! – eu tentei me desvencilhar dele para recomeçar as voltas pelo quarto, porém Jer me manteve no lugar com firmeza.– Olha para mim Bonn – sua mão livre ergueu meu rosto, forçando-me a encará-lo – Vai dar tudo certo! Não fica pensando no que pode acontecer, a gente não vai deixar acontecer nada, ok? Vamos encontrá-lo e vai ficar tudo bem. Mas não vamos conseguir pensar no que fazer se você surtar agora.O brilho reconfortante em seus olhos escuros me fez relaxar um pouco. – Eu sei, desculpa. É que... – baixei os olhos para o cartão, que eu amassara sem perceber – eu conheço essa letra. Não sei de quem é, mas tenho certeza que já vi antes. E estou com um péssimo pressentimento.Jer fez uma careta.– Nem fala. Um bando de vampiros atacando a cidade e para completar Ric é sequestrado. Logo quando a gente acha que não tem como as coisas piorarem... – Você acha que machucaram ele? – perguntei hesitante, com medo da resposta.– Não vamos pensar nisso – eu não notaria a incerteza e a apreensão ardendo por baixo da controlada calma em seu rosto se não o conhecesse tão bem – O que importa é que temos de salvá-lo logo. Vamos acordar a Elena.Aquele era o Jer por quem eu tinha me apaixonado. Aquele lado maduro, centrado, nobre, calmo em crises e que seria capaz de se arriscar sem pensar duas vezes para salvar um amigo compensava a criança que havia dento dele. Aquele era o Jer que sempre me apoiava, que não deixou de estar ao meu lado quando descobriu o que eu era, que apertava minhas mãos com gentileza como que para me lembrar que ele estava ali e ia cuidar de mim.
– Tem certeza? – perguntei – A gente pode...hã... se deparar com algo constrangedor. Como da última vez.As sobrancelhas dele se uniram e ele franziu a testa.– É um risco que vamos ter que correr – resmungou – Mas dessa vez a gente bate primeiro.Esbocei um sorriso e fiquei na ponta dos pés para beijá-lo.– Desculpa pelo lance do bolo – murmurei com um sorriso tímido – Eu sei mesmo ser uma chata às vezes. Não sei como você me agüenta.– Não esquenta – ele piscou para mim e entrelaçou a mão na minha, conduzindo-me para fora do quarto – E até que eu mereci, um pouquinho. É só que não estou acostumado com... você sabe. Bolos carnívoros, coisas voando por aí, velas se acendendo sozinhas. A vida na casa Gilbert costuma ser bem monótona sem você, o chiuaua e os chupa-cabras por perto. A gente fica meio que desacostumado com o sobrenatural.Ergui uma sobrancelha.– Sério? Chupa-cabras? É a sua melhor piada de vampiro? Ele bateu na porta do quarto da Elena com força, três vezes seguidas. – Ei, vai com calma – segurei seu punho – Também não precisa derrubar a porta dela!– Já que eu não posso socar a cara do Drácula Jr. pelo menos me deixa extravasar em alguma coisa – ele grunhiu.– Sério Jer – soltei uma risadinha – Renove as piadas de vampiro, urgente.Ele resmungou algo sem sentido e abriu a porta.A cama da Elena estava desfeita, porém vazia. Entramos no quarto um pouco hesitantes e fui registrando tudo que parecia relevante. Havia um cinto de couro preto largado no chão, evidentemente de homem. A janela estava aberta, com cortinas esvoaçando ao sabor do vento. A porta do banheiro também estava aberta, sem sinal de que alguém o estivesse usando. Fui conferir assim mesmo. Nada além de duas toalhas úmidas jogadas na tampa do vaso sanitário.– Ah qual é! – Jer exclamou irritado – Não são nem dez da manhã ainda! Liga para ela.– E se tiver acontecido alguma coisa? – examinei o quarto com mais atenção, preocupada.– Não aconteceu nada. Não tem sinais de luta e não ouvimos nenhum grito. Eles devem ter ido para o casarão dos Salvatore, ou dar um passeio de Ferrari, sei lá. Liga para ela!– Nem adianta – peguei o celular da Elena na mesinha de cabeceira e o ergui para que ele visse – Vou ligar pro Stefan.Já que estava mais à mão, usei o celular da Elena mesmo. Ninguém atendeu. Tentei duas vezes, depois desisti e liguei para o Damon.– Que ótimo! O Stefan não atende e o celular do Damon tá fora de área.– Tenta o Stefan de novo.Liguei mais cinco vezes com o mesmo resultado. Deixei dois recados na secretária.– E o que a gente faz agora? — contive a vontade de lançar o telefone na parede — Tem alguma ideia de como descobrir onde ela foi? A gente nem sabe com quem ela tá, Jeremy, e se tiver acontecido alguma coisa? Depois de tudo que anda acontecendo você acha a ideia tão ridícula assim?– Calma, calma! A gente pode procurar na mansão Salvatore, talvez ela tenha ido para lá.– E se não tiver? E se...?– Não – ele me interrompeu inflexível – Ela só pode estar lá. Tem que estar. Não aconteceu nada com ela.Ele fechou os olhos e contraiu o queixo, como que para recuperar o controle. A resposta furiosa que eu tinha na ponta da língua se perdeu quando vi seu rosto. Por baixo daquela máscara de calma, ele estava tão nervoso e perturbado quanto eu. Talvez até mais. Pelo menos eu era bruxa, conseguiria lidar com vampiros e o que quer que tenha seqüestrado Alaric. Mas e ele? Como Elena, ele era só humano. Não tinha muita coisa que pudesse fazer em uma luta contra seres sobrenaturais. Ele não estava sendo insensível, apenas não queria pensar em algo que minaria seu foco em fazer algo útil, ao invés de só reclamar e pensar no pior como eu. Aquele era o momento de manter as emoções sob controle e agir.Me senti uma idiota.A insensível era eu, discutindo e pressionando ele em uma situação já estressante.– Você tem razão, Jer. Desculpa. Eu...hã... vamos procurar na casa dos Salvatore.Ele assentiu.Pus o celular da Elena na penteadeira e derrubei uma escova de cabelo sem querer.– Droga! Curvei-me para pegar a escova e estaquei ao ver os fios de cabelo enrolados nela.– É isso! – eu gritei tão alto que Jer se sobressaltou – O cabelo dela! É ISSO!– Isso o quê? – ele me olhava como se uma segunda cabeça tivesse brotado nos meus ombros.– Um feitiço de localização. Como eu pude me esquecer disso? Burra! – dei um sonoro tapa em minha própria testa – Só preciso de alguns fios do cabelo dela, um cristal purificado e um mapa da cidade.– Claro, eu estava mesmo me perguntando o que a gente ia fazer com o nosso imenso estoque de cristais purificados – ele comentou com a voz carregada de sarcasmo.– Para a sua informação, eu tenho um aqui – puxei de dentro do decote da blusa uma longa corrente prateada, de onde pendia um cristal retangular.A luz que entrava no quarto se refletiu na superfície branca e logo o cristal cintilava como se um arco-íris estivesse preso em seu interior. – Hã... – Jer apertou os olhos – Você anda sempre com isso?– Sempre. Nunca se sabe quando a gente vai precisar rastrear alguém, e alguns dos outros feitiços que eu sei fazer também precisam do cristal. Melhor andar sempre com ele do que precisar usar e não ter nenhum por perto – mordi o lábio – Mas ainda tem um problema... temos o cristal e os fios de cabelo, mas nenhum mapa. Não dá para fazer o feitiço sem um mapa.– Já te arrumo um – ele puxou a cadeira da escrivaninha e a posicionou diante do armário.Então subiu e puxou uma grande caixa de papelão lá de cima. Seus braços tremeram um pouco com o peso. Cheguei mais perto e o ajudei a segurar a caixa, que era realmente pesada.– O que é isso? – perguntei curiosa.– São coisas da época em que eu estava obcecado por vampiros – nós levamos a caixa para a cama e ele tirou a tampa – Tenho certeza que tem um mapa da cidade por aqui em algum lugar.Dentro havia inúmeros cadernos, livros de capa de couro muito antigos, diversas folhas soltas, diários de páginas amareladas, alguns pergaminhos, folhas impressas com dados e informações de sites não muito confiáveis, recortes de jornal, apostilas e...– Achei – ele pegou um enorme papel dobrado que passou para mim.Depois tampou a caixa e a pôs no lugar enquanto eu abria espaço para o mapa na escrivaninha.– Por que isso está no quarto da Elena? – perguntei, enrolando alguns fios do cabelo dela no cristal.– Porque teve uma época em que eu estava muito obcecado em descobrir se os vampiros são reais – ele respondeu – Antes de descobrir sobre Stefan e Damon. Eu estava tão obcecado que não fazia outra coisa a não ser pesquisar, passei semanas sem dormir ou comer direito. Aí a Jenna e a Elena se juntaram para me passar um sermão e confiscaram a caixa em que eu guardava toda a minha pesquisa. – Ah... – foi meu comentário brilhante.Ele deu de ombros e veio para o meu lado.– E aí, vai dar certo?– Arrã, só preciso de alguns segundos.Segurei a ponta da corrente, respirei fundo e comecei a girar o pulso devagar fazendo com que o cristal girasse pelo mapa. Então focalizei por trás das pálpebras o rosto da Elena. Conforme me concentrava pude sentir uma onda de poder se formar em meu cérebro e descer como uma descarga elétrica para a mão que segurava o cristal. Arrepios gelados percorreram minha espinha e minha mão formigou.O cristal se fixou de repente no mapa, como ferro atraído por um imã. Abri os olhos e conferi o local. – Você tinha razão, mô – eu sorri para ele – Ela está mesmo na casa dos Salvatore.– Está? – Sim.Eu o abracei, aliviada, e ele me beijou. – Viu – murmurou com a voz rouca – Eu te disse. Há.Desnecessário esse “há”, mas tudo bem. A gente releva. Romance nunca foi o forte dele.– É, disse mesmo. Agora pensa em uma desculpa para pegar o carro da Jenna. Precisamos ir até lá.–---------x----------[POV Elena]Stefan emitiu um chiado horrível e eu abri minimamente os olhos, apenas o bastante para ver que o acertara em cheio no rosto e ele estava caindo. Na minha direção. Meus olhos se esbugalharam.Não deu tempo de sair do caminho. Merda!Nós desabamos juntos e eu ofeguei com o duplo impacto tanto da minha cabeça atingindo duramente a terra quanto do peso esmagador que me fez gritar, espremida como uma panqueca entre ele e o chão, seguido de uma dor aguda nas costelas. Levei alguns segundos para perceber que o peso se fora e eu conseguia respirar de novo.A dor no abdome era tão forte que embaçava minha visão. Mordi os lábios para abafar um novo grito e tateei a área dolorida, tentando descobrir se quebrara alguma coisa. Um leve toque foi o bastante para que eu visse estrelas. Minha respiração saía superficial e trabalhosa, causando ainda mais dor, como se agulhas perfurassem meus pulmões.Talvez eu tivesse quebrado uma costela.Levantei um pouco a barra da blusa e vi um hematoma se formando em minha pele pálida.Ah não. Não, não, não! Agora não!Olhei ao redor procurando por Damon e deparei-me com uma nova cratera na parede, ao lado da primeira.– Elena? Você está bem? — senti um braço forte me puxar de encontro a um peito molhado.– Damon! Ah Damon – enterrei o rosto na curva entre seu pescoço e o ombro.Eu estava tremendo. Soluçava de alívio contra sua pele, aspirando seu cheiro com vontade. Tê-lo comigo fez com que eu esquecesse a dor momentaneamente, pelo menos até que seu braço me pressionou mais contra ele e seu corpo rígido tocou a região sensível logo abaixo do meu peito. Gritei agoniada.– O que foi? – ele se afastou alguns centímetros, ansioso – Onde está doendo?Apontei. Ele tocou minhas costelas com a ponta de um dedo e eu travei o maxilar. A pontada de dor não foi tão ruim dessa vez, mas fez minha respiração acelerar e o movimento ainda espetava meus pulmões.– Pode estar quebrado – ele murmurou – Vou ter que te levar a um médico.– Me levar? – meus olhos percorreram seu ombro destroçado, o braço pendendo em um ângulo estranho e o pescoço gotejando sangue escuro – Olha para você, Damon! Eu estou bem, não sou eu quem tá morrendo de hemorragia.– Eu não estou morrendo de hemorragia – ele esboçou um sorriso fraco – Olha o drama.A dor era visível em cada um dos seus traços, embora ele não reclamasse. E o pior, a preocupação dele comigo era ainda maior que sua dor, ele estava mais interessado em examinar minhas costelas do que em dar atenção a qualquer um dos seus ferimentos.– Não é nada demais – eu disse, afastando sua mão com gentileza – É normal eu ficar dolorida, seu irmão é pesado pra caramba. Não quer dizer que eu tenha quebrado alguma coisa.Ele ergueu uma sobrancelha perfeita, cético. Então um guincho alto veio do buraco na parede. Damon xingou em italiano e disse:– Fique aqui.Então foi para dentro.Em sua mente eu vi Stefan se levantando com dificuldade, o rosto borbulhante e vermelho. Ele parecia consideravelmente mais fraco. Deu um passo cambaleante. Eu não sabia se sua falta de equilíbrio era por causa de todo o uísque que tinha tomado, da dor que a verbena lhe causava ou de uma mistura dos dois.– Vaso ruim não quebra nunca hein irmãozinho – Damon debochou – Agora é minha vez. O round dois vai ser lento e doloroso, eu prometo, mas você nunca mais vai ter a chance de machucar a minha Elena. Ou ficar enchendo o nosso saco. Ou tomar meu uísque mais caro. Sabia que só existem três garrafas daquele no mundo inteiro, cabeção?Ele pulou em Stefan e as imagens no fundo do meu cérebro ficaram confusas demais para serem distinguidas. Gemi de dor ao me levantar e a voz de Damon soou forte em minha cabeça.Não se mexe, Elena! Se a sua costela estiver mesmo quebrada pode acabar perfurando algum órgão, fica quietinha aí. Pode deixar que eu cuido desse pé no saco. Eu o ignorei e consegui andar com dificuldade até o buraco na parede. Damon virou a cabeça para me olhar e Stefan, aproveitando sua distração, acertou um soco em seu queixo. – Não – eu queria gritar, porém saiu mais como um sussurro.Damon se voltou para ele e enterrou as presas em seu pescoço, arrancando de Stefan um grito agoniado. Fiz força para ignorar a dor nas costelas e peguei a caixa de verbena líquida. A dor aumentou e minha visão escureceu por um segundo quando me curvei.Ops. Péssima ideia.– Elena, vai lá pra fora! – Damon gritou – Agora!– Segura ele – forcei-me a responder, ainda que com a voz um tanto estrangulada.Damon me lançou um olhar rápido e a compreensão faiscou em seus olhos ao ver a caixa de verbena líquida. Ele imobilizou o irmão o melhor que pôde com o braço bom. Stefan estava fraco demais para resistir por mais que alguns segundos, após debater-se um pouco ele amoleceu exausto. Aproveitei sua fraqueza para tentar forçar sua boca a se abrir. Ele tentou se desvencilhar e me morder, porém Damon deu um poderoso soco em sua barriga e Stefan perdeu o fôlego. Aproveitei a chance quando ele abriu a boca para soltar uma exclamação de dor e joguei a verbena em sua garganta.Os olhos de Stefan se reviraram nas órbitas e seu rosto retorceu-se em agonia antes que sua cabeça desabasse no chão.
Finalmente ele estava desacordado.Larguei a caixa e o que sobrara do líquido espalhou-se nas roupas dele.A mão boa de Damon encontrou meu queixo. Ele puxou gentilmente até que olhei para ele. Não faço ideia do que esperava ver em minha expressão, ou o que encontrou. Eu estava exausta, desgrenhada, respirando com dificuldade, com muita dor. E ainda assim só conseguia me importar com o fato de que ele estava ali, vivo. Seus olhos azuis percorriam meu rosto com avidez. Ele parecia sentir o mesmo. Aninhei a cabeça em sua mão e seu polegar acariciou minha bochecha.– Essa é a minha Eleninha – ele esboçou um sorriso fraco – Não consegue ver uma briga de família sem meter o bedelho.– E esse é o meu Damon – repliquei – Não perde a chance de fazer piada nem mesmo à beira da inconsciência.Sua risada pareceu mais um ganido de dor.– Por isso você me ama, princesa.Ele puxou meu rosto com delicadeza e seus lábios foram gentis ao encontrar os meus. Foi um beijo breve e muito doce.– Preciso cuidar de você – ele murmurou – Depois pensamos no que fazer com a cadelinha metida a macho alfa ali.Eu me afastei alguns centímetros para analisar seus ferimentos e a quantidade preocupante de sangue em sua camisa rasgada.– Você precisa mais de cuidados do que eu. Tem algum kit de primeiros socorros por aqui? O máximo que posso fazer é limpar essas feridas e fazer um bom curativo, já que infelizmente o hospital está fora de questão... Talvez precise de analgésicos também e...– Eu sou um vampiro, piccola mia. Me curo rápido. Não se preocupe.– Eu nunca vou deixar de me preocupar com você, Damon – entrelacei meus dedos nos da sua mão boa – Você não tem ideia do medo que eu senti de te perder.– Nem você tem ideia do medo que eu senti de te perder. Nunca mais entre no meio de uma briga de vampiros, amore mio. Prometa.– Não dá pra prometer isso. Não consigo vê-lo em perigo e não fazer alguma coisa, eu te amo demais – murmurei, me inclinando para beijá-lo.Batidas fortes na porta da frente trovejaram tão alto que até eu ouvi, e me sobressaltei. O pequeno pulo que dei arrancou outro gemido de dor e os olhos de Damon escurecem apreensivos. Depois ouvimos passos e duas vozes chamando o meu nome. Damon rosnou ameaçadoramente e em uma fração de segundo estava diante de mim agachado e tenso, pronto para dar o bote em quem quer que aparecesse.Então Jeremy e Bonnie surgiram na sala. Eles congelaram, chocados, absorvendo a cena: Duas crateras enormes na parede que dava para o terreno ao lado da casa; cacos de vidro no chão; mesas viradas; Stefan desacordado, ferido e sangrando, encharcado de verbena, com a pele vermelha e cheia de bolhas em cada parte tocada pelo líquido; Damon agachado protetoramente diante de mim, também ferido e perdendo muito sangue; Eu caída no chão, lívida, com cara de quem desmaiaria de dor a qualquer momento;– Mas o que aconteceu aqui? – Bonnie caiu de joelhos ao meu lado.– Longa história, macumbeira – disse Damon – Basicamente Stefan se tornou um psicopata que vem matando metade da cidade e dormindo com a outra metade, ficou puto quando a Elena terminou com ele e tentou nos matar. – É – concordei com um fio de voz.– Peraí um minuto – Jeremy protestou – O Stefan assassinou todas aquelas pessoas? Não parece algo que ele faria. Isso é muito mais a cara do Damon.– Por que para vocês tudo é sempre culpa do Damon? – fuzilei-o com os olhos – É para irritar? Porque se é, parabéns, atingiu seu objetivo!– Elena, você tá dizendo que o Stefan, que sempre nos ajudou e nem sequer toma sangue humano, do nada enlouqueceu e saiu matando um monte de gente – disse Bonnie – E dormindo com um monte de gente, se entendi bem. Repetindo, o STEFAN. Não consigo imaginar ele fazendo nada disso, muito menos tentando machucar você. – Tá. Mas ele fez tudo isso. Ele mesmo poderia te dizer, se não estivesse desacordado. Ah não, espera! Ele ia estar ocupado demais tentando arrancar a sua cabeça para explicar qualquer coisa – Damon debochou – Mas seria divertido ver você tentando conversar com ele nesse estado. Enfim, vocês chegaram tarde para a festa e como sempre acham que eu sou culpado até pelas crianças morrerem de fome na África, mas como eu estou muito bonzinho hoje deixo vocês se redimirem me ajudando a acabar de vez com ele – Damon olhou sugestivamente a própria camisa encharcada de sangue, o rosto ainda repleto de uma dor controlada — Eu estou um tanto quanto... limitado.– Não – protestei – Não o matem!Silêncio. Jeremy e Bonnie olhando de Damon para mim como se estivéssemos loucos. Damon me olhando como se a única louca ali fosse eu.– Por quê? – indagou Damon – Ele te machucou, Elena. Isso sem falar em todas as outras coisas que fez. Por que eu não deveria matá-lo?– Temos que descobrir o que aconteceu com o Ric – falar piorava a dor, mas eu não liguei – E quem são as vampiras, ou vampiros, quantos são, seus nomes, quem mais atacaram, onde costumam atacar. Só ele vai poder nos dar os detalhes, você o ouviu dizer que tinha apagado os rastros. Depois que o interrogarmos... – estranhei o nó que se formou na minha garganta. Por algum motivo eu tinha dificuldade em dizer aquilo em voz alta, mesmo com todo o ódio que estava sentindo de Stefan – pode fazer o que quiser com ele.A expressão de Damon mudou conforme eu lutava para cuspir as palavras. Ele veio para o meu lado e sua mão boa afagou meu cabelo.– Vamos fazer o seguinte: você fica parada quietinha até eu poder vir cuidar de você e a Hermione Ruiva e o Jered me ajudam a prendê-lo no porão. Tudo bem?Hermione Ruiva pareceu estranhar a gentileza na voz dele.– Tudo bem. Volta logo... Bonnie e Jeremy continuavam a nos olhar atordoados. Não pareciam ter entendido ainda que o vilão ali era Stefan. Eu sabia muito bem como era aquilo. Também custara a acreditar, mesmo tendo-o surpreendido confessando seus crimes. E beijando Miriam. No fundo, eu não acreditei que Stefan poderia me machucar nem mesmo quando descobri a verdade sobre ele. Foi preciso ele atacar a mim e ao próprio irmão para que eu ficasse realmente convencida de que ele se transformara em um monstro. Se fora tão difícil para mim aceitar o que ele se tornara, eu não podia esperar que os outros acreditassem tão facilmente.– Ajudem ele – eu pedi – Por favor. Vão poder ver a verdade com seus próprios olhos quando Stefan acordar.Os dois assentiram incertos. Segurei com força a mão de Damon. Enquanto o tivesse comigo, eu podia lidar com qualquer coisa.
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