Duas Metades De Mim
40 capítulo especial: o pedido de casamento
Notas iniciais
segundo,infelizmente o epílogo vai ter que ficar para terça feira, mas pra não deixar vcs sem nada vim postar mais um capítulo especial. esse é dedicado a Bruna Gabrielle, espero que goste flor.
terceiro, antes de postar preciso explicar uma coisa. quero relembrar a vcs que os capítulos especiais são ones do Damon com as meninas que recomendaram a fanfic, não relacionadas com a história em si. e por fim, quero explicar que essa one se passa no tempo que o Damon ainda era humano, antes mesmo dele conhecer a Katherine. mostra o primeiro amor dele, na época em que ainda não fugia dos sentimentos.
espero que gostem também da versão humana do damonzinho haha
boa leitura, e até terça!
beijoos
Damon estava sentado em sua pedra de sempre, em meio ao imenso e majestoso jardim da propriedade dos Salvatore. Ele esperava ansioso pela sua “professora de esgrima” que sempre se atrasava para os encontros. Brincava distraído com a lâmina de sua espada, encarando sem ver as flores multicoloridas e a grama verde-jade.
Após um longo tempo parado ele fincou a espada na terra, usando-a para se impulsionar e pôr-se de pé. Depois ergueu o rosto na direção do sol, aproveitando o calor contra sua pele. Bruna estava demorando mais que o habitual, e a impaciência já o agitava. Será que algo acontecera com a garota? Damon queria que ela chegasse logo, antes que Stefan terminasse suas aulas de latim e pudesse se juntar a eles. Queria Bruna só para si.
— Srta. Dawson – ele chamou a lavadeira, que passava pelos jardins com um enorme cesto de palha vazio – Sabe se a srta. Gabrielle mandou alguma notícia hoje?
— Não, jovem Damon. – respondeu a criada, atrapalhando-se um pouco com o cesto ao fazer uma mesura para ele – Mas eu ouvi uma carruagem chegando, talvez seja sua dama.
Damon sorriu, seu belo rosto iluminando-se com expectativa.
— Talvez um dia ela aceite ser a minha dama. – ele murmurou consigo mesmo, antes de retribuir o cumprimento da empregada e dispensá-la.
Ele tornou a sentar-se na pedra, pensando em como expressar para a sua dama o que ele sentia.
Inesperadamente, uma melodia começou a se formar em sua cabeça. Ele ergueu as mãos e moveu os dedos como se pressionasse as teclas de um piano invisível. Damon fechou os olhos e deixou que a melodia imaginária preenchesse seus sentidos. Começava doce e leve, exatamente como Bruna. Depois havia uma abrupta mudança e uma nota de ousadia contagiava a essência da música. Ele subiu algumas escalas, transformando o ritmo em uma animada melodia de dança. Sabia que arrancaria risadas dela naquela parte. Então começou a usar apenas as notas boas, transformando-a novamente em uma envolvente e aveludada canção, lenta e harmoniosa.
Ele abriu os olhos de repente. É isso, pensou o jovem.
Então um par de mãos pequenas e macias cobriu seus olhos. Os dedos delicados eram de um vermelho luminoso ao tentar tapar o sol.
— Adivinha quem é, senhor Salvatore – disse uma voz risonha em seu ouvido.
A voz dela tão perto fez um arrepio descer pela coluna de Damon.
— Uma certa dama a quem já pedi inúmeras vezes que me chamasse pelo primeiro nome? – arriscou ele.
Ela deixou suas mãos caírem e riu para ele, enquanto fazia uma reverência.
Damon a encarou maravilhado, seus olhos deliciando-se com o percurso ao descer e subir pelo corpo dela. A longa cascata de mel que seu cabelo sedoso estava preso em um elegante penteado no alto de sua cabeça. O copo-de-leite entrelaçado em seus fios dourados era de um branco quase tão puro como o da pele dela. Seu vestido era novo, azul-gelo, com um corpete justo destacando adoravelmente suas curvas suaves, a saia longa cheia de babados com uma barra bem feita que arrastava no chão. Damon não conseguia pensar em palavras que traduzissem toda aquela beleza. Apenas conseguia perder-se nos calorosos olhos cor de âmbar, arrebatado por sua beleza perfeita e delicada.
— Damon?
Um sorriso curvou os lábios dele ao ouvi-la pronunciar seu nome.
— Você está linda. – ele disse – Na verdade, está muito mais do que isso. Não tenho palavras para descrevê-la.
Bruna sorriu para ele, aquele sorriso radiante que ele tanto adorava. Que ateava fogo a seu sangue.
Ele queria dizer a ela o que sentia, porém não encontrava palavras fortes ou profundas o bastante. Nunca fora tão bom como Stefan em expressar seus sentimentos. Para ele ações sempre valiam mais que palavras, tornavam-nas desnecessárias...
E foi justo quando sua mente esvaziou-se das palavras que a melodia reverberou com mais clareza em seu cérebro, encorpada, complexa, completa. Cada nota carregava o teor de seus sentimentos por Bruna. Era perfeita para ela.
— Venha comigo – ele disse, puxando-a pela mão.
Os dois correram pelos jardins, rindo e ignorando os olhares indiscretos de alguns criados que os viam passar. Damon foi guiando-a por entre os enormes e luxuosos cômodos da casa.
— Onde estamos indo? – perguntou Bruna.
— Você vai ver, [i]amore mio[/i] – respondeu Damon.
— O quê?
— Eu disse que você vai ver. Não vamos poder praticar hoje mesmo, afinal você não trouxe sua espada. E mesmo que houvesse trazido, seria um crime pedir que manejasse uma espada estando tão linda e delicada.
— Não é isso – ela arquejou – Do que você me chamou?
— [i]Amore mio[/i] – Damon olhou para ela de relance – Por que, você não gosta?
— Eu adoro. – ela corou e sorriu, feliz – Só fiquei surpresa porque é a primeira vez que me chama de amor.
— Verá muitas coisas hoje que é a primeira vez que eu faço. – ele replicou, com uma piscadela marota.
Após subir as escadas de mármore, dobrar alguns corredores e passar por aposentos ricamente decorados, Damon finalmente parou em frente a uma grossa porta de carvalho. A música inundou os ouvidos de Bruna, que apenas escutou maravilhada.
[N/A: música que eles estão ouvindo — http://www.youtube.com/watch?v=CQgnEvQX3eM a música que o Stef está tocando termina em 2:36 do vídeo, ouçam só até aí kkk]
— Uau – Bruna suspirou – Quem está tocando?
— Stefan. – Damon bufou, frustrado pelo irmão ter acabado com seus planos, mesmo sem ter consciência do fato.
— Ele é muito bom – comentou Bruna, já adiantando-se para abrir a porta.
— Não – Damon segurou-a com gentileza pelo braço – Vamos esperar até que ele saia.
— Por quê? – a garota franziu a testa – Quero cumprimentá-lo.
Damon pensou em sua melodia, já conformado em esquecê-la antes que tivesse chance de tocar para Bruna.
— Esqueça. – ele disse, abrindo a porta e afastando-se para deixá-la passar.
Na enorme sala belamente decorada, Stefan estava em um canto tocando seu violino. Ele ergueu a cabeça e sorriu para Bruna sem parar de tocar.
— Olá, Bruna – saudou ele.
Damon remoeu em silêncio a audácia do irmão em chamar sua namorada pelo primeiro nome.
— Olá, Stef – mas foi aquele Stef saindo dos lábios cheios e rosados dela o que acabou com seu dia — Você toca muito bem.
Stefan pareceu notar que os olhos de Damon o fuzilavam cheios de ódio, pois disse:
— Irmão, por que não a chama para dançar? Bruna parece ser uma ótima dançarina.
— Ela é. – a voz dele saiu mais rude do que pretendia. Damon se virou para Bruna e estendeu uma mão para ela – Me dá o prazer desta dança?
— O prazer será todo meu – ela sorriu e colocou sua mão sobre a dele.
Damon enlaçou sua cintura fina com um braço e a puxou para mais perto. Depois ergueu suas mãos entrelaçadas e quase sorriu ao ver Bruna corar.
— Você esqueceu a reverência – ela disse em tom de repreensão.
— Não precisa ser tão formal comigo. – respondeu ele.
Após hesitar por um momento, Bruna descansou a cabeça no ombro dele. Eles se moviam no ritmo leve da melodia que Stefan tocava e Damon lançou para o irmão um olhar de agradecimento. Se fosse ele quem estivesse tocando, nunca poderia segurá-la nos braços daquele modo. Stefan inclinou a cabeça como se dissesse ‘para isso servem os irmãos’.
— Eu tenho um presente para você – Damon murmurou no ouvido de Bruna.
A garota estremeceu em seus braços e Damon sorriu convencido.
— Que tipo de presente? – ela ergueu a cabeça para olhá-lo – Se foi caro eu te enforco com o meu cabelo.
Damon riu.
— Tem sorte que as bravinhas sejam as minhas preferidas. – respondeu ele – Mas pode ficar tranqüila, pois não custou nada. É algo que eu fiz para você.
Os olhos de Bruna cintilaram com prazer.
— Você fez algo para mim? – ela abriu um sorriso enorme – Sabe, presentes feitos indicam que a pessoa realmente se importa com você. Para mim é muito mais especial do que um simples vestido comprado ou algo do gênero.
— Eu não me importo com você, apenas, Srta. Gabrielle – ele a corrigiu – Eu te amo.
O sorriso de Bruna encheu-se de ternura. Era a primeira vez que Damon dizia que a amava. Ela ficou na ponta dos pés e depositou um beijo suave em seus lábios.
— E eu amo você – ela disse para um Damon ainda rígido de surpresa.
Não era a primeira vez que eles se beijavam, porém fora o primeiro beijo dos dois em que ela tomava a iniciativa. Uma onda quente de alegria percorreu Damon, que logo se recuperou da surpresa. Ele se inclinou para ela e retribuiu o beijo, aprofundando-o. Os dois pararam de dançar e se abraçaram, deixando-se levar pelo beijo apaixonado.
De repente, Stefan parou de tocar.
[N/A: não esqueçam de parar o vídeo no instante 2:37 gente, a segunda música é muito corta clima rs]
— Eu vou... hã... – ele disse, constrangido, para ninguém em particular. Nenhum dos dois prestou atenção a ele – É isso aí, eu vou. Nos vemos mais tarde. Tchau.
Ele se curvou com polidez para o nada e saiu da sala tentando não fazer nenhum barulho. Vários minutos depois Damon apoiou a testa na de Bruna, ofegante, e afastou-se alguns centímetros. Só então percebeu que o irmão se fora.
— Hora de te dar seu presente – disse ele, puxando-a na direção do piano.
Ele se sentou no banquinho do piano e Bruna sentou-se ao seu lado. Damon deixou suas mãos fluírem livremente pelas teclas, formando a melodia que imaginava ao ver o rosto dela por trás das pálpebras fechadas. Modulou com cuidado o ritmo e a cadência da melodia, procurando traduzir toda a doce beleza da garota na teia de combinações e sobreposições de notas.
Enquanto tocava, ele começou a observar a reação de Bruna. Ela encarava maravilhada suas mãos, com uma expressão sonhadora. Estava perdida na aveludada doçura da música, deixando-se levar por cada pequena mudança enquanto a melodia crescia em direção a seu clímax. Ela não tinha palavras para descrever o que sentia ao ouvi-la. Damon a viu fechar os olhos e sorrir, uma lágrima caindo de seus olhos.
— É tão... perfeita – sussurrou ela, quando o som da última nota se perdeu.
Damon sorriu.
— Exatamente como você. Quero que a toquem no nosso casamento, quando você entrar na igreja.
— Nosso... casamento?
Damon tomou-a nos braços e as palavras saíram de sua boca com uma naturalidade que o fez se indagar o motivo de não tê-las pronunciado antes:
— [i]Amore mio[/i]... eu quero dividir minha vida com você. Quero amá-la para sempre, como faço agora com tanto ardor, até estarmos em cadeiras de balanço juntos e enrugados com nossos filhos e netos ao nosso redor. Nem mesmo a morte seria o bastante para nos separar... daria-me a honra de ser minha esposa, Bruna Gabrielle Salvatore?
Por cerca de cinco segundos, a cor fugiu do rosto de Bruna ela limitou-se a encará-lo sem reação.
Então seus olhos se encheram de lágrimas e ela o abraçou, soluçando:
- Sim! Oh, Deus... Sim, Damon! Mil vezes sim!
Ao beijar sua futura mulher, Damon Salvatore sentiu o gosto não apenas das lágrimas emocionadas dela, mas também das suas próprias, e experimentou a maior felicidade que conhecera na vida. Soube naquele momento que jamais amaria outra mulher como amava sua Bruna.
Fale com o autor