Duas Metades De Mim
33 na mansão Lockwood
Notas iniciais
eu saí e acabei nem tendo tempo de digitar os capítulos, sorry, sorry, sorry >.
vou tentar postar mais tarde de novo pra compensar, ok?
e respondendo a uma pergunta dos comentários, sim, logo que essa fanfic acabar começarei a próxima pelo ponto de vista do Damon =)
a propósito, obrigada pelas reviews meninas!
logo tem mais, beijoos
Entrei em casa na ponta dos pés, tomando o cuidado de trancar a porta sem fazer barulho... e soltei um grito ao me virar e deparar-me com Jenna saindo da cozinha. Ela gritou também e quase deixou cair a caneca que segurava.
- Ai meu Deus, Elena! – Jenna levou sua mão livre ao peito – Quer me matar de susto?
Boa, Elena. Ótimo trabalho sendo discreta. De novo.
- Foi mal – me apressei em dizer.
- De onde você está vindo?
- Do Mysthic Grill. Passei lá para conversar um pouco com o Matt – antes mesmo de terminar a frase eu já sentia meu rosto quente.
Até Jenna saberia da grande fofoca no dia seguinte e lá estava eu me dando ao trabalho de inventar desculpas. Tão patética.
- Elena... – Jenna endireitou os ombros e chegou mais perto. Ela parecia estar escolhendo as palavras com cuidado – Quando você vai estar pronta para falar sobre isso?
- Sobre o quê? – forcei uma expressão inocente.
- Sabe muito bem do que estou falando. – ela estendeu a caneca para mim – Acho que precisa disso mais do que eu...
Aceitei a caneca com os olhos fixos no tapete e deixei que meu cabelo caísse para frente como uma cortina, torcendo para que ela não notasse como eu estava vermelha.
- Pode confiar em mim, sabe – suas mãos pousaram em meus ombros em um gesto reconfortante – Palavra de escoteira.
- E-eu... — parei para firmar a voz – eu estava com Damon, Jenna.
- Ah. – não havia entonação em sua voz
Arrisquei uma espiada para cima. Ela parecia um pouco confusa, mas não havia reprovação em seu rosto, o que me incentivou a continuar:
- Stefan e eu estamos dando um tempo.
Compreensão e pena se misturaram em seus olhos verdes.
- Por isso você anda tão deprimida – ela pensou em voz alta.
- Não... não por isso. Fui eu quem pediu o tempo.
Ela esperou que eu continuasse. Permaneci calada, com medo de me abrir e encontrar outra pessoa que me julgasse mal e passasse a me tratar com frieza.
- Acho que vai ser uma longa conversa – Jenna disse brandamente, depois me conduziu ao sofá.
Deixei meus joelhos dobrarem e caí contra o estofado macio.
- Que sorte eu ter feito chocolate quente, hein – ela sorriu – Bebidas quentes são ótimas para aliviar um pouco a tristeza.
Esbocei um sorriso e tomei um longo gole do chocolate fumegante.
- Eu estou muito preocupada com você, sabe – disse ela – Anda tão triste e se recusa a conversar comigo... sei que não sou sua mãe Elena, mas isso não quer dizer que eu não vá estar aqui quando precisar.
- Todo mundo só fica me julgando – desabafei – Não quero que você também me odeie.
- É tão ruim assim? – ela fez uma careta – Pode falar, eu agüento. Prometo não odiar você.
Eu ri, nervosa.
- Bom, depende da sua definição de ruim...
- Tem a ver com drogas? – agora ela parecia bastante preocupada.
- Não, claro que não! – exclamei indignada.
- Ah bom, já fico mais tranqüila – ela relaxou um pouco.
- Eu traí o Stefan – confessei em um sussurro.
Silêncio. Eu me encolhi, esperando pelo discurso inflamado de costume. Eu já tinha ouvido três versões dele; De Bonnie, uma versão com muitos conselhos e lições de moral. De Caroline, indignado. De Jeremy, cheio de ameaças de quebrar a cara do Damon. Qual seria a versão de Jenna?
Mais silêncio.
Ela parecia esperar que eu dissesse mais alguma coisa.
- Não vai brigar comigo?
- Estou esperando até ouvir a história toda.
Ergui o olhar e encontrei sua expressão calorosa.
- É óbvio que alguém já brigou com você – disse ela – Pela sua cara assustada, mais de uma pessoa até. Só que tem uma coisa que na sua idade não é muito comum levarem em conta...
- O quê?
- Tudo na vida depende das circunstâncias. Você não é o tipo de garota que trai só para se divertir, querida. Sabe que o que fez foi errado, e passou os últimos dias sofrendo por isso. Todo mundo erra. Se estiver tudo bem para você, eu quero que me conte o que a levou a fazer isso...
Levei alguns segundos para processar o que ela disse. É sério?Finalmente encontrei alguém que não vai vir para cima de mim com quinze pedras na mão?
Pisquei.
Jenna afagou meu cabelo e esperou que eu continuasse.
Então contei tudo, desde aquela primeira noite no Mysthic Grill regada a
caipirinhas. Bom, não exatamente tudo, Jenna não sabia que Stefan e Damon eram vampiros. Vários detalhes difíceis de explicar ficaram de fora.
Quando terminei, eu estava chorando de novo.
- Ah, querida – ela enxugou minhas lágrimas – Vai ficar tudo bem.
Deixei que ela me abraçasse. Foi incrível o quanto aquelas quatro palavras fizeram com que eu me sentisse melhor. Era tão bom conversar com alguém que sabia o que eu tinha feito e não me olhava torto!
- Essas coisas acontecem, todo mundo já traiu ou foi traído ao menos uma vez nessa vida – disse ela – A diferença é que no seu caso não foi uma coisa à toa, você se apaixonou mesmo pelo Damon.
- Eu não sei o que fazer – solucei.
- Foi melhor você ter pedido um tempo ao Stefan. Por tudo que me falou, estou surpresa por ainda não ter tomado uma decisão.
- Como assim? – agora era eu quem estava confusa.
- Querida, é evidente o quanto você ama o Damon – ela argumentou – Normalmente eu seria contra, mas acho de verdade que você devia terminar com o Stefan. O que você fez foi muito errado e acho que já sabe disso. Devia ter esperado até terminar com o pobrezinho antes de ficar com o irmão dele. Mas se você voltar com ele todos vão ficar infelizes.
- Mas... – eu não sabia o que dizer. Existia uma alma que achava que Damon era a escolha certa?
- Olha, eu vou ser muito sincera. Não aprovo muito o Damon.
Mordi o lábio.
- Eu não consigo mais ficar sem ele, esse é o problema – confessei – Por isso cedi hoje.
- E você acha que ele a ama também?
- Tenho certeza absoluta.
Ela examinou meu rosto por alguns segundos. Não sei o que esperava achar nem o que de fato viu. Desejei que ela conhecesse Damon tão bem como eu, que pudesse ver com os próprios olhos o quanto ele me amava.
- Bom, então termine de uma vez com Stefan – ela mandou, na lata.
Fiquei desconcertada.
- Mas... como ele vai ficar? Eu é que sou a culpada nessa história, não é justo que ele tenha de sofrer pelos meus erros!
- Querida, o que não é justo é você ficar com ele sem amá-lo – ela respondeu com gentileza – Principalmente se for apenas consciência pesada pelos seus erros. Vai ser o melhor para vocês dois, ambos merecem estar com alguém que amem e que corresponda esse sentimento. E vocês são jovens, ele vai superar.
Hum. Talvez. Mas eu não acho que 167 anos seja classificado como jovem.
- Não é que eu não o ame mais... – protestei – Eu só... não sinto o que sentia antes.
Ela deixou a cabeça pender para um lado.
- E isso já não é motivo o bastante? Se você o amasse tanto assim, acha mesmo que estaria dividida entre os dois?
Fiquei sem palavras.
- Vou ter que me acostumar com a ideia de ter Damon como genro — ela abriu um sorriso brincalhão.
- Se pelo menos você o conhecesse como eu o conheço, tia, veria o quanto ele me faz bem – eu disse – O quanto nos mudamos mutuamente. Aquele lado zombeteiro e frio é só fachada, sabe...
- Em homens como Damon costuma ser mesmo. Aposto que ele carrega alguma cicatriz do passado, alguma mulher que o abandonou, um parente muito próximo que faleceu, ou algo assim... quem foge tanto de intimidade na maior parte das vezes já passou por alguma situação traumática e tem medo de enfrentá-la de novo.
Ela tinha acertado em cheio.
- Talvez ele não seja tão ruim quanto tenta parecer – cedeu Jenna.
- Não é. Mas ainda não estou pronta para uma decisão definitiva.
- Dê um tempo a si mesma. Deixe o assunto de lado por enquanto e ponha as ideias em ordem.
- É o que estou tentando fazer – suspirei.
- E Elena... – ela me parou quando comecei a levantar – eu sei que você vai encontrar força para fazer a coisa certa. Tenho fé em você.
Eu me inclinei para dar um beijo na testa dela.
- Obrigada, tia – sorri ternamente.
Depois subi para o meu quarto.
Um novo plano se delineava em minha mente.
Antes de tomar minha decisão, eu precisava descobrir toda a verdade.
*****
Meu ponto de partida foi a xerife Forbes.
Às oito da manhã, horário em que eu normalmente ia pra escola, peguei um ônibus para o centro da cidade. Damon ainda estava com meu carro, provavelmente esperando que eu o procurasse para buscá-lo. Mas eu era tão teimosa quanto ele e só o procuraria quando tivesse certeza da minha decisão. Eu não era forte o bastante para vê-lo antes disso e não fraquejar.
As calçadas, assim como o ônibus em que subi, estavam quase desertas. Com a onda de assassinatos o medo se espalhara pela cidade como uma praga e as pessoas receavam sair a pé mesmo durante o dia, ou saíam de carro ou não saíam.
Distraída, observei o trânsito congestionado durante o trajeto. Tinha de haver um rastro, qualquer coisa, dos vampiros que causavam todo aquele
estrago.
Passei quase todo o tempo enjoada e tensa. Uma parte de mim queria descobrir logo a verdade, enquanto a outra temia que Stefan estivesse mesmo envolvido com os assassinatos.
E se ele estava? Eu queria mesmo saber?
Meu enjôo aumentou e precisei colocar a cabeça entre os joelhos. Eu não tinha uma resposta para aquela pergunta, mas iria até o fim do mesmo jeito. Alguém precisava fazer algo antes que mais gente inocente morresse.
Como que para reforçar o pensamento, as fotos que Alaric nos mostrara dos corpos desfilaram em minha cabeça. A cada novo rosto sem vida eu ficava mais e mais enjoada. Tinham até crianças! Pobres crianças indefesas, entre cinco e dez anos. Pela primeira vez, percebi que talvez minha traição não tivesse sido tão ruim assim. Se Stefan estava mesmo assassinando crianças o que mais ele não estaria fazendo pelas minhas costas?
Preciso recuperar as informações que Alaric conseguiu reunir para montar o quebra-cabeças. Dados detalhados da perícia, o número real de mortos e fotos de como seus corpos foram encontrados, os padrões entre as mortes; Agora que ele está desaparecido (assim como todas as pistas que ele tinha), minha única esperança é a xerife Forbes. Deus, por favor, por favor, que o Ric não tenha sido morto também.
Pensar em ver o nome dele nos arquivos sobre as mortes fez um calafrio descer pela minha coluna.
A delegacia estava mais tranquila do que eu esperava.
Algumas pessoas estavam sentadas muito quietas nas cadeiras de plástico baratas. Um bebê chorava no colo da mãe, uma mulher era conduzida até a saída por um policial alto e corpulento.
Fui até o guichê de informações, onde havia uma enorme mulher embrulhada em um uniforme azul. Era Rachel, a policial mais rabugenta que já tive o desprazer de conhecer. Justo quando eu penso que as coisas não podem ficar piores...
- Com licença – tentei ser educada.
- Sim? – ela sequer se deu ao trabalho de olhar na minha direção.
- Quero ver a verife Forbes.
- Não devia estar na escola agora? – rebateu Rachel, pousando em mim seus olhos cinzentos e frios.
Eu precisava da cooperação dela para conseguir o que queria, então me forcei a manter o tom amigável:
- Eu sou Elena, amiga da filha dela. É uma emergência.
- Que tipo de emergência? – ela parecia desconfiada.
Examinou-me por um longo tempo. Parecia ter certeza que eu estava mentindo.
- Avise a ela que estou aqui, por favor – pedi, já usando minha última reserva de paciência.
De má vontade, ela cedeu. Pegou o fone com ar de tédio e disse:
- Bom dia xerife, aqui é Rachel. Tem uma menina aqui querendo falar com a senhora...
- Elena Gilbert! Meu nome é Elena Gilbert.
- ... ela disse que se chama Elena Gilbert. Hã? Ah, ok. Tudo bem.
Evidentemente irritada, ela levantou da cadeira e me disse para segui-la.
Observei enquanto ela caminhava na minha frente, a imagem da prepotência.
Atravessamos uma porta que levava a outro corredor comprido cheio de portas. Algumas estavam abertas, revelando policiais gesticulando ao telefone, bebericando fumegantes canecas de café, absortos em pilhas de papéis.
Rachel parou mais ou menos na metade do corredor, diante da porta com uma plaquinha onde se lia Xerife Forbes.
Bateu com a graça de um búfalo enfurecido.
- Entre – respondeu a voz calma da mãe de Caroline.
Rachel abriu a porta e segurou-a para mim. Depois cumprimentou a xerife com um aceno de cabeça e foi embora.
A xerife Forbes parecia ocupada. Ela estava no telefone com um tal agente Williams falando sobre algo relacionado à viuva do prefeito, mãe de Tyler.
Agora que eu estava diante dela, não sabia o que dizer.
Eu sabia sobre o conselho anti-vampiros. Sabia o quanto ela os odiava.
Ela sabia sobre Damon e Stefan, e até já tinha se acostumado com Caroline. Ter uma filha vampira fora um golpe duro de suportar até que ela voltasse a ver sua menininha de sempre nela. Ou até uma versão melhorada dela, Carol se tornara mais madura e compreensiva depois de transformada.
Tecnicamente eu podia tocar no assunto dos assassinatos de forma direta, se não soubesse que seria inútil. A xerife não dividia informações confidenciais da polícia mesmo com as circunstâncias extraordinárias diante dela. Ela odiava quebrar as regras.
Esperei em silêncio, observando-a enquanto procurava pensar no que dizer. Ela usava um uniforme azul alguns tons mais escuro que o de Rachel, seu cabelo curto e loiro estava espetado como se não tivesse sido penteado aquela manhã e olheiras escuras delinevam seus olhos claros. Ela parecia dividida entre preocupação, cansaço e frieza profissional.
- Ponha ela na linha – dizia ao telefone – Carol... Carol. Calma. Estou indo
praí. Chego em cinco minutos, ok? Respire. Te ligo do carro e vou falando com você por todo o caminho, não se preocupe. E não se esqueça de respirar fundo.
Devolveu o fone ao gancho e se levantou, só então parecendo se lembrar que eu estava ali.
- Oi Elena – ela disse apressada – O que aconteceu?
Preciso ver os arquivos sobre a onda de assassinatos na cidade e falar com você sobre Miriam Harper.
- Nada que não possa esperar – respondi acanhada – Você parece estar muito ocupada.
- Estou mesmo – ela assentiu e foi até o gancho na parede pegar seu coldre – Nos falamos mais tarde, certo? Passe lá em casa.
Alimentei por uma fração de segundo a esperança de que ela saísse e me deixasse sozinha com seus volumosos arquivos.
- Vamos? – ela caminhou a passos largos para a porta e segurou-a aberta para mim.
- Claro.
Eu não queria voltar para casa com a sensação de não ter feito nada, então resolvi segui-la. Talvez o problema com Carol Lockwood tivesse a ver com os assassinatos ou, na melhor das hipóteses, eu conseguisse dar um jeito de roubar a chave da sua sala. Era uma ideia louca, mas eu estava tão desesperada que não ligava. Saímos juntas e a xerife foi para seu carro.
Roubei a bicicleta vermelha que um menino largara na calçada, tomado pela pressa de alcançar um vendedor de cachorro-quente. Eu daria um jeito de devolvê-la mais tarde. Segui a xerife tomando o cuidado de deixar uma distância segura entre nós para que ela não me notasse. Para a minha sorte ela estava absorta em sua conversa no celular com a sra. Lockwood, tornando fácil para mim a tarefa de passar despercebida.
*****
O que quer que estivesse acontecendo, causara um tumulto grande o bastante na mansão dos Lockwood para tirar o porteiro de seu posto. Um empregado correu desajeitadamente para abrir o enorme portão de ferro quando chegamos. A xerife entrou e o portão foi fechado. Esperei quinze minutos para ter certeza que a barra estava limpa, depois escalei o portão e esgueirei-me pelos extensos jardins.
Minha pulsação latejava por todo o corpo.
Usei casa arbusto e árvore em meu caminho para me esconder até alcançar a enorme mansão. Consegui passar sem ser vista por empregados sussurrando entre si, aparentemente espalhados por toda a propriedade. Tinha a sensação de que minúsculos pedaços de gelo percorriam minhas veias.
Com a adrenalina a mil, subi em uma árvore para ver o que acontecia lá dentro.
Uma mulher de longos cabelos negros e pele morena estava de costas para a janela, as mãos na cintura como se estivesse aborrecida. O homem com quem ela falava acabara de se virar e eu pude ver um vislumbre de seu rosto...
Stefan?
Fui paralisada por uma onda de choque.
O que ele estava fazendo ali?
- Você não a matou, certo? – perguntou ele à morena.
- Não, não matei ninguém, Stefan. Só apaguei a memória da tal xerife – ela respondeu indiferente – Podemos ir agora?
- Ninguém pode descobrir o que estamos fazendo, Miriam – ele afirmou quase ferino – É muito importante apagar os rastros.
- Já sei, você está com medo que a tal Ellen descubra – havia desdém na voz dela.
- Elena – Stefan corrigiu – E não só ela, manter o conselho desorientado é uma vantagem para vocês também.
- Tanto faz. – ela chegou mais perto dele e deslizou os braços ao redor do seupescoço – Sabe, uma hora eu vou me cansar de te dividir com ela...
Ele soltou uma risada rouca.
- Você já me dividiu com muito mais gente – ele entrelaçou suas mãos nas dela com jeito de quem se diverte – Por que ficou tão possessiva agora?
- Decidi que quero você só para mim – ela desceu as mãos pelo peito dele e abriu dois botões de sua camisa azul-escura para poder tocar sua pele.
Eu não conseguia processar o que estava vendo.
- Por mim tudo bem – ele disse – Também só quero você.
Ele se inclinou para beijá-la. Prendi a respiração.
- Acho que eu amo você – Stefan confessou, ofegante.
Ai meu Deus!
Fiquei tão desnorteada que só consegui cambalear um pouco. Uma dor opressiva no peito me atingiu em cheio conforme eu digeria a cena que se desenrolava diante de mim.
Então eu escorreguei.
Sem forças nem para gritar, caí da árvore.
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