Duas Metades De Mim
20 na floresta parte I
Notas iniciais
oi amres !
mil desculpas pela demora, espero que ninguém tenhs desistido da fic. pra compensar estou postando logo um duplo, espero que não estejam chateadas comigo >.
obrigada pelos comentários e recomendações, e bem vindas as novas leitoras. gente preciso muito perguntar uma coisa pra vcs: é sobre os capítulos especiais. vocês preferem que eu os poste depois que a fic estiver terminada? não sei se fica confuso, pq como eu expliquei antes, esses capítulos não fazem parte do enredo da fic, são apenas presentes para as leitoras que recomendam a fic, como eu disse que faria no capítulo 10, mas se vcs quiserem eu posso deixar pra postá-los depois que a fic estiver terminada. respondam nos coments tá?
bjoos
mil desculpas pela demora, espero que ninguém tenhs desistido da fic. pra compensar estou postando logo um duplo, espero que não estejam chateadas comigo >.
obrigada pelos comentários e recomendações, e bem vindas as novas leitoras. gente preciso muito perguntar uma coisa pra vcs: é sobre os capítulos especiais. vocês preferem que eu os poste depois que a fic estiver terminada? não sei se fica confuso, pq como eu expliquei antes, esses capítulos não fazem parte do enredo da fic, são apenas presentes para as leitoras que recomendam a fic, como eu disse que faria no capítulo 10, mas se vcs quiserem eu posso deixar pra postá-los depois que a fic estiver terminada. respondam nos coments tá?
bjoos
O que se passou a seguir foi rápido como um borrão para mim. De repente uma forte descarga de adrenalina corria por minhas veias e eu só conseguia pensar em Caroline, se ela estava bem, em descobrir quem a tinha machucado. A voz que gritava para que todos se distribuíssem nos carros de Damon e Stefan nem parecia a minha. Por dentro eu estava assustada, aflita. Por fora, porém, eu tinha que ser forte. Determinada. Bonnie estava fora de controle, apavorada e trêmula. Sem saber o que fazer. Uma de nós histérica já era o bastante, ainda mais quando o foco de preocupação deveria ser unicamente Caroline.
Olhando para trás agora, eu não consigo entender como fui parar no carro de Damon. Quando me dei conta já estava em sua Ferrari preta, ele dirigindo comigo no banco do carona, Bonnie e Jeremy atrás. Ele não fez nenhuma pergunta. Parecia entender e respeitar a gravidade do momento, mesmo não se importando com Caroline. E eu me sentia grata por isso. Costumava me incomodar com a falta de apego dele, mas já o conhecia bem o suficiente para saber que tudo não passava de fachada. Ao menos em parte. Eu sabia que ele se importava apenas comigo, mas já era um começo. Havia algo em meu relacionamento com Damon que me deixava insatisfeita, algo estava faltando. Algo que se remexia em meu peito quando eu notava os ocasionais olhares furtivos que ele me lançava. Sacudi minha cabeça levemente, como que para me livrar do rumo dos meus pensamentos. A confusão que se tornara minha vida amorosa podia esperar.– Liga para a Carol de novo, Bonnie – eu disse com voz firme – E me passa o telefone, quero falar com ela. Apreensiva, Bonnie pegou seu celular, apertou o botão da discagem automática e o passou para mim. Carol atendeu no segundo toque.– Onde estão vocês? – a vulnerabilidade em sua voz me deu um aperto no coração.– Estamos chegando Carol, vai ficar tudo bem, eu prometo – suavizei minha voz o máximo que pude – Já chegamos na floresta. Ouvi um nítido suspiro aliviado no outro lado da linha.– Eu não consigo me lembrar do que fiz ontem, Elena – a voz dela agora era um sussurro apavorado.– Qual é a última coisa de que você se lembra? – perguntei, no mesmo tom leve.– Eu fui para casa. Quando cheguei lá minha mãe estava falando no telefone com um dos policiais – ela falava tão rápido agora que mal consegui entender – Eles encontraram uma suspeita para os assassinatos, uma mulher chamada Miriam Harper. Acham que ela é uma vampira. Minha mãe está tentando rastreá-la há dias e eles acham que descobriram onde ela mora. Ouvi tudo na porta da frente, e congelei antes de destrancá-la. Miriam Harper? Meu coração pulsava tão rápido que chegava a doer em meu peito. Eu estava sendo invadida por uma mistura de alívio, angústia, preocupação e ansiedade. Por um lado, agora nós não estávamos mais procurando vampiros sem rosto, sabíamos o nome de um. Tínhamos encontrado o fio solto na teia de assassinatos. Por outro, o que os desgraçados tinham feito a Caroline? Como ela conseguira fugir? Ainda faltava muito para que a alcançássemos? Eu me retesei no confortável banco estofado em couro. Pela respiração acelerada e o tom difícil, Carol parecia estar ainda mais assustada do que eu imaginava. Só o que eu queria era poder chegar a ela o mais rápido possível. Comecei a roer as unhas, agitada. – Já vamos chegar lá, piccola mia – Damon murmurou em um tom reconfortante, baixo o suficiente para que apenas eu o ouvisse. Me senti um pouco melhor ao ouvir sua voz aveludada. Se não estivesse tão tensa eu teria sorrido ao ouvi-lo me chamar de minha pequena. Eu nunca o tinha visto usar apelidos carinhosos com nenhuma garota antes, muito menos em italiano, como ele fazia comigo. Saber que tínhamos uma coisa tão nossa fazia com que eu me sentisse especial. Ele próprio não parecia perceber os momentos em que falava em sua língua nativa, era algo tão inconsciente que apenas tornava o gesto ainda mais fofo.– Já avisou ao Tyler? – perguntei a Carol – Bonnie e eu estamos levando Damon, Stefan, Ric e Jeremy, mas não vimos o Tyler hoje. Quer que eu ligue para ele?– Não! Eu não posso ver o Tyler Elena! – fiquei sem palavras ao ouvir a explosão dela, seguida de soluços que me diziam claramente que ela chorava – Não posso! Sabe o estado em que eu acordei? Minhas roupas estavam completamente rasgadas! Eu... eu tive que roubar um vestido do varal de alguém. Não tenho a menor ideia do que fizeram comigo, do que me obrigaram a fazer... por favor, por favor, eu não posso vê-lo agora – ela implorou em um tom quase desesperado – estou dolorida e machucada e... Ah Elena, e se eu o traí? Por que fizeram isso comigo? Agarrei o telefone com força. Meu estômago queimava e uma raiva incontrolável tomou conta de mim, misturando-se com a angústia e indignação.– Mais rápido, por favor Damon – eu pedi abalada.– Como ela está? Deixa eu falar com ela – pediu Bonnie.– É melhor não Bonn, já estamos chegando – eu disse – Carol, fique do lado de fora tá? Já estamos bem perto. Damon freou bruscamente e meu corpo foi lançado contra o cinto. Perdi o fôlego.– Desculpe. – ele murmurou.– Você dirige rápido demais – comentei. Uma sugestão de sorriso curvou o canto de sua boca sensual.– Não existe rápido demais durante uma emergência – ele disse em um tom surpreendentemente gentil. Foi então que os faróis do carro iluminaram uma figura pálida, que nos olhava como uma corça assustada. Minha mente ficou em branco. Pulei para fora e logo estava prendendo a figura em um forte abraço. Bonnie tinha se juntado a nós sem que eu percebesse, e Caroline chorou abundantemente nos nossos ombros, seus olhos azuis cheios de mágoa e medo, o rosto já inchado. Seu lábio inferior estava rachado, alguns hematomas desciam pelo pescoço onde haviam marcas de mordida nos dois lados. Arranhões leves formavam riscos vermelhos na pele cor de leite dos seus braços. Ela estava descalça e seus pés sujos de terra, assim como o vestido de algodão branco que ela usava.
– Eu achei que isso nunca mais fosse acontecer – ela soluçou de olhos fechados – Quando me tornei vampira. Disse a mim mesma que nunca mais seria usada desse jeito. Achei que nunca mais seria vulnerável. Bonnie passou os dedos delicadamente pelos cabelos loiros desgrenhados de Carol, tirando deles pedaços de galhos e folhas que estavam emaranhados.– O que aconteceu, flor? – ela perguntou gentilmente – Do que você se lembra? Ela soluçou um pouco mais, depois começou a falar. Contava tudo sem parar para respirar, como se fosse uma confissão difícil de fazer, como se as palavras fossem água jorrando de uma represa. Contou sobre a ligação de sua mãe que tinha ouvido, sobre ter ligado quando ela terminou e dito a ela que dormiria na minha casa, sobre ter ido ao Mysthic Grill procurar Stefan e Alaric e tentar ajudá-los.– Eu me lembro de alguém ter me puxado pelo braço – prosseguia Carol – Não consigo me lembrar de como era, tudo está tão bagunçado... minha cabeça está cheia de flashes confusos, às vezes parece que eu simplesmente fiquei em casa conversando com a minha mãe e depois fui dormir, outras... vejo relances vermelhos e negros. Olhos claros. Três pares deles. E uma mulher que se parece muito com a Pocahontas, ou pelo menos como eu a imagino. Sempre foi minha história preferida quando eu era criança... Ela soltou uma risada sem humor. Amarga. Depois continuou:– Eles me morderam. E me beijaram, e me acariciaram, e me forçaram a fazer coisas... – ela estava trêmula agora, falando com dificuldade, encarando o chão envergonhada – Não consigo lembrar direito. É difícil e doloroso.– Você foi compelida por Originais – disse Damon sério – A situação é pior do que São Stef imaginava, se há Originais na cidade. O que me intriga é que você consiga se lembrar do que aconteceu, mesmo que em flashes confusos... Fuzilei ele com os olhos. A garota estava traumatizada e vulnerável e Damon se perguntava como ela conseguia se lembrar de alguma coisa? Ele podia ao menos fingir que se importava com a condição dela.– E o que me intriga, Damon, é como você consegue ser insensível até em horas como essas – ouvi a voz de Stefan soar fria às minhas costas. Virei o pescoço e o vi saindo de sua Mercedes conversível prateada, seguido por Alaric.
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