Notas iniciais
oi amres, cheguei com capítulos frescos \o
mais tarde vou postar mais um, e amanhã tem o final da fic.
tô mooorta de fome aqui fiquei o dia todo escrevendo e nem almocei ainda kkk vou lá comer algo e depois venho postar mais.
boa leitura, espero que gostem!
beijoos

[POV Elena]
Mantive minha promessa de ficar longe tanto de Damon como de Stefan.
Foi uma longa semana.
Continuei a ver Stefan na escola, embora ele tenha respeitado minha decisão e apenas me observado de longe. Mesmo depois dos longos sete dias, eu ainda estava perdida. Não fazia ideia de quem escolher, ou se era melhor simplesmente desistir dos dois e me conformar em passar todos os dias da minha vida mofando em casa e comendo sorvete como havia se tornado minha rotina.
Para melhorar tudo tive de aguentar um sermão de Bonnie na sexta, no almoço:
– Olha para ele, Elena – ela disse enquanto estávamos na fila da comida – Aquela carinha de cachorro abandonado! Como você consegue resistir depois de tudo que fez a ele?
A colher de salada parou na metade do caminho entre a travessa e o meu prato quando ouvi aquilo. Lancei a Bonnie um olhar atravessado e, em silêncio, pus a salada no prato e avancei para escolher um sanduíche.
– Desculpa. Eu sei, eu sei, não devia estar te julgando. E não julgo! Não sei de onde veio isso.
– Todo mundo julga todo mundo, Bonnie – respondi – Estou surpresa por você ainda falar comigo. Carol não fala desde quarta feira.
Eu ainda estava magoada com a reação dela. Na quarta Bonnie e ela foram dormir na minha casa, e eu não consegui evitar uma crise de choro. Andava tendo muitas delas ultimamente. Estar longe de Damon e Stefan me deixava deprimida e apática, principalmente levando em conta o que Damon podia estar fazendo para se distrair enquanto não estávamos nos falando. E como eu me sentia culpada por sentir saudade dele quando via Stefan diariamente parecendo quase tão arrasado quanto eu. Ele ficava olhando para mim em todas as aulas que tínhamos juntos, como que sondando para saber se já podia se aproximar para falar comigo. No almoço se limitava a escolher a mesa mais isolada possível e me encarar o tempo todo. Chegaria a ser assustador, se sua expressão não fosse tão triste.
Eu não aguentava olhar de volta para ele. Estava acabando comigo, ver o quanto o estava fazendo sofrer. Ele não tinha culpa de nada. Bom, talvez tivesse, eu continuava com minhas dúvidas e aquela alucinação estranha do ataque na floresta não saía da minha cabeça. Era inegável o fato de que ele andava agindo estranho. Algo estava diferente nele. Mesmo antes que eu pedisse um tempo, as coisas já estavam estranhas entre nós. Grande parte do motivo tinha a ver com eu ter me descoberto apaixonada por seu irmão, mas não era só isso. Os sumiços dele me incomodavam, mesmo que eu não tivesse coragem de perguntar a respeito. Eram quase sempre de noite, quando os ataques ocoriam, e, mesmo que ele não tivesse nada a ver com os assassinatos, não mudava o fato de que me escondia alguma coisa. Foi justamente no momento fatídico, quando mandei Damon embora, que descobri o motivo de não querer interrogar Stefan.
A culpa.
Eu tinha meus próprios segredos, e temia que ele os descobrisse se eu começasse a interrogá-lo sobre os dele. Mesmo que os dele envolvessem a segurança de pessoas inocentes, ainda assim eu não conseguia me forçar a enfrentá-lo. Foi uma constatação que acrescentou repugnância a tudo que me atormentava: saudade, dor no peito, indecisão, as crises de choro, a falta de vontade de sair da cama, os olhares acusadores que eu recebia de todos que sabiam o verdadeiro motivo para eu e Stefan estarmos afastados. Sem esquecer o gelo que Caroline estava me dando, é claro. De todos no grupo ela é a mais chegada a Stefan já que ele a ajudou tanto durante e depois de sua transformação; Estamos brigadas desde que eu confessei o que acontecera entre mim e Damon, ela achou um absurdo que eu tivesse traído Stefan e fez questão de deixar isso muito claro.
– Posso não concordar com o que você fez, mas não vou deixar de ser sua amiga só por isso – disse Bonnie suavemente.
Suspirei.
– Isso faz de você a única, Bonn.
Pagamos pela comida.
E de repente eu estava sentada em uma mesa cheia de gente que não falava comigo.
Jeremy ainda estava ressentido com o flagra. Carol comia de cara feia. Conversava só com Tyler e ocasionalmente lançava um olhar de pena a Stefan. Bonnie tentava remediar a situação, puxando assunto com todo mundo e rindo forçadamente. Eu me sentia cada vez pior. E o almoço cheio de pausas de um silêncio incômodo pareceu levar uma eternidade para passar, como acontecera a semana toda.
Ao que tudo indicava, Stefan era a escolha mais fácil para mim.
Mas a cada vez que eu pensava em um futuro com ele, um futuro sem Damon, sentia um aperto no coração. Falando sério, parece que não consigo respirar. E, aliás, que negócio é esse de manchas vermelhas que coçam no meu braço? Já faz um tempo que estou com isso e fica aparecendo e desaparecendo, se multiplicando e...
Ai meu Deus.
Será que é urticária?
Não, não pode ser. Eu não tenho urticária desde que era criança e me escalaram para fazer a Julieta em uma peça da escola. Faltando dois dias para a estreia eu ainda não tinha decorado todas aquelas falas enormes e antiquadas, daí entrei em pânico e fiquei com uma urticária tão feia que precisei ir no hospital levar injeção de corticoides.
Ai meu Deus. Tem outra na parte de dentro do meu outro cotovelo.
Pensei em voltar com Stefan, beijá-lo, passar a noite com ele, ver Damon chegando em casa com outras garotas...
Surgiu outra mancha em meu pulso.
A ideia de escolher Stefan me deixava tão perturbada que eu estava com urticária.
Merda.
Depois das aulas Jer foi para a casa da Bonnie, Caroline para a de Tyler e eu voltei para casa sozinha, atordoada e fazendo meu melhor para sufocar outra crise de choro. O que eu ia fazer? Eu ainda sentia algo por Stefan, embora não fosse o mesmo amor de antes. Não queria fazê-lo sofrer. Não queria que ele brigasse com Damon. Mas o que eu sentia por Damon... era tão mais forte. Estávamos separados havia apenas uma semana e eu já sentia loucamente sua falta. O que seria passar o resto da vida sem ele? Sem ver o sorriso preguiçoso dele ao acordar, seus olhos azuis brilhando de desejo, os braços musculosos me envolvendo em um abraço íntimo e cheio de carinho, a voz melodiosa murmurando palavras em italiano quando ele perdia o controle...
Eu não estava pronta pra abrir mão de Damon. Nem fazer seu irmão sofrer ainda mais.
Estava a ponto de arrancar os cabelos.
Precisava desesperadamente arrumar algo para me distrair, qualquer coisa que não me lembrasse os membros da família Salvatore. Talvez ir ao Mysthic Grill fosse uma boa opção. Ao menos eu não ficaria em casa me torturando e tendo que lidar com aquela náusea idiota de novo.
Já que não há nenhum ombro amigo disponível, vou ter que me contentar com vodca.

****
Me arrependi menos de cinco minutos depois de colocar o pé para dentro do bar. Estava barulhento e lotado de gente, como em toda sexta-feira à noite. Quase retrocedi e fui embora, até que a visão de Damon em um dos bancos altos diantes do balcão me pegou desprevenida. Tudo o que eu podia ver dele eram as costas de sua jaqueta de couro, a nuca e seu cabelo escuro e macio, desgrenhado como sempre. Foi o bastante para me manter pregada no lugar. Senti meu coração disparar no peito e minhas pernas ficarem bambas.
Vá embora. Pára de olhar para ele. Mexa-se Elena!, eu me repreendi mentalmente.
Como se tivesse me ouvido, as costas de Damon enrijeceram e ele se virou devagar. Seus olhos azuis encontraram os meus, depois desceram por todo o meu corpo e fizeram o caminho inverso.
Ah droga!
Por que eu não me arrumei melhor?
Estava usando uma camiseta de algodão cinza simples, sem sutiã, short jeans e chinelos prateados. Não usava um pingo de maquiagem e tinha puxado o cabelo em um rabo de cavalo alto. Ele estava impassível. Abri um sorriso tímido e acenei para ele, depois mordi o lábio. Eu não devia encorajá-lo a se aproximar. Não ainda. Mas era tão difícil resistir...
Antes que eu me desse conta, já estava caminhando na sua direção a passos largos. Os dois bancos mais próximos já estavam ocupados. Duas lindas mulheres, uma loira e uma oriental, estavam sentadas cada uma de um lado dele e me encaravam com carrancas, me odiando por roubar sua atenção.
Senti meus olhos se estreitarem.
– Ah – resmunguei.
Ele não perdia tempo mesmo hein? Só uma semana separados e já estava de volta ao bar cercado por mulheres.
– Ouvi dizer que você pediu um tempo ao cabeçudo – ele abriu um sorriso devastador.
Por alguns segundos fiquei apenas encarando-o. Ele era tão lindo, e eu estava com tanta saudade... queria me jogar em seu pescoço, beijá-lo e dizer o quanto o amava.
Então finalmente registrei suas palavras.
– É. Já estava na hora de eu ir para o meu canto tomar uma decisão – respondi com uma risadinha amarga.
– E como vai indo com isso? – um brilho de emoção passou rapidamente por seu rosto. Curiosidade.
– Não muito bem – deixei meus ombros caírem – Ainda não consegui tomar nenhuma.
– Ou só não conseguiu aceitá-la? – ele ergueu uma sobrancelha daquele modo sexy que me deixava sem fôlego.
Isso não é justo! Ele está me provocando de propósito.
Do mesmo jeito que Stefan tentou fazer a semana toda, queridinha, declarou uma voz aguda na minha cabeça, a diferença é que a ele você é vulnerável.
Trinquei os dentes com força.
– Como você soube do tempo? – perguntei, tentando calar a voz irritante.
– Stefan me contou – despreocupado, ele virou o corpo para pegar o copo de uísque no balcão – Digamos que tivemos uma conversinha.
Agora que podia vê-lo de perto, notei uma cicatriz longa e rósea em seu pescoço. Era bastante discreta. Em um humano normal, seria apenas o fruto de um ferimento antigo e quase completamente curado. Em Damon, queria dizer uma briga recente.
– Ah, Damon! – eu exclamei, incapaz de me controlar – Eu não acredito que vocês brigaram de novo!
Em um impulso, cheguei mais perto e deixei meu dedo deslizar pela cicatriz. Ele enrijeceu.
– Me conte o que houve – exigi.
– Não. – sua voz saiu monótona e fria.
A vontade de deslizar minha mão por dentro da sua camisa preta me fez deixar o braço cair ao longo do corpo, com medo de ceder se o tocasse por mais tempo.
– Por favor – murmurei – Eu preciso saber.
– Ele não quer falar com você, ainda não percebeu, querida? – vociferou a loira sentada à esquerda dele – Por que não vai embora antes que se envergonhe ainda mais?
– E quem é você para se meter na conversa? – rebati furiosa.
– Eu me meto onde quiser!
– Sem briga, meninas – Damon levantou e me puxou pelo braço – Volto em um minuto.
Eu estava espumando de raiva.
– Será que eu nunca vou aprender? Você não toma jeito, Damon. Não pode ver um rabo de saia! – gritei – Ou o que restou dela né, porque é óbvio que a piriguete cortou pelo menos um palmo do tecido, aquilo parece mais um cinto.
– Eu não estou com elas – ele disse – E mesmo que estivesse, por que você se importaria? Não fui eu quem pediu um tempo.
– Eu não estou saindo com outras pessoas e você sabe disso, seu idiota! – ele segurou minhas mãos no ar quando tentei socá-lo.
– E nem eu. Como disse, não estou com elas.
– É, e aquela vagabunda loira se meteu na conversa por que então, se não te conhece?- fiz força para arrancar minhas mãos das suas e bater nele.
– Eu não disse que a Shannon não me conhece, só disse que não estou com ela – ele entrelaçou nossos dedos – E não estou mesmo. A culpa não é minha se a mulherada me ama.
Eu queria jogar algo na cabeça convencida dele. Ou na das vadias oferecidas. Melhor, eu queria bater nos três. E em todas as outras mulheres naquele maldito bar que olhavam cobiçosas para o meu Damon.
– Ciúmes, Elena? – ele abriu um sorriso enorme.
– Não! Se eu fosse sentir ciúmes de um galinha como você tava ferrada – sibilei – Ia passar o resto da vida sofrendo.
Ele soltou subitamente minhas mãos e puxou meu queixo.
– Não precisa ter ciúme, você é a única mulher que eu quero – ele murmurou rouco.
Ele estava muito perto. Perto demais.
Seu cheiro delicioso e embriagador me atingiu como um soco. Os dedos fortes em meu queixo faziam a pele formigar, me esquentando inteira. Meus olhos se fixaram em sua boca tentadora, os lábios cheios me lembrando de todos os beijos explosivos que já tínhamos trocado. Eu não conseguia mais raciocinar direito. Só podia pensar na saudade que sentia de beijá-lo.
Não faço ideia de quem deu o primeiro passo; Em um segundo, Damon e eu estávamos discutindo, eu com uma raiva assassina e ele com cara de quem se diverte, no seguinte meus dedos agarravam seu cabelo, os braços dele envolviam minha cintura e estávamos nos beijando.
Um beijo profundo e faminto, que se tornava cada vez mais exigente com o passar dos minutos. Eu estava eufórica nos braços dele, deliciada com a pressão de seu corpo musculoso contra o meu. Era como voltar para casa. Toda a angústia da última semana desapareceu e eu queria apenas ficar ali para sempre.
– Senti tanto a sua falta – ofeguei quando ele finalmente me deixou respirar, descendo a boca por meu pescoço.
Ele murmurou algo em italiano e avançou outra vez em minha boca. Febril, enfiei meus dedos por baixo da jaqueta dele, encontrando sua camisa, arranhando suas costas. Então o estrondo de uma bandeja caindo no chão e louça se quebrando nos arrancou de nosso frenesi.
Matt nos encarava boquiaberto. Um pano de prato esquecido em seu ombro e os braços levantados como se ainda segurasse a bandeja. Metade do bar olhava fixamente para nós.
Oh-oh.
Amanhã a cidade inteira vai ficar sabendo que fui vista agarrando meu suposto cunhado. Maravilha.
– Quer alguma coisa? – Damon foi o primeiro a se recuperar.
– Ahn... não. Eu... hã... vou limpar essa bagunça – ele gaguejou.
E eu que tive todo o cuidado para que Stefan não soubesse do meu envolvimento com Damon... pra quê? Em breve até os esquilos de que ele se alimenta vão saber. Visivelmente constrangido e confuso, Matt começou a catar os cacos de vidro no assoalho de madeira.
Ai Deus. Acho que eu vou vomitar.
– Você está bem? – Damon tocou minha cintura.
Fui invadida por uma louca vontade de me jogar em seus braços e descansar a cabeça em seu ombro até que a náusea e o aperto em meu estômago passassem. Só que não iam passar. Não até que eu tomasse minha decisão definitiva.
– Eu preciso ir – enfim consegui fazer as palavras saírem por meus dentes cerrados.
– Eu te levo para casa.
– Não – minha voz saiu mais aguda que o normal – Não precisa Damon, posso ir sozinha!
– Pálida desse jeito? Parece que vai vomitar a qualquer momento – ele disse com firmeza – Não. Eu vou te levar e ponto.
Sem dar a mínima para todas as pessoas que nos encaravam com espanto, Damon me pegou no colo e resmungou um “Tchau, Mutt” por cima do ombro antes de me carregar até o estacionamento. Resisti apenas nos primeiros cinco segundos. Todos já tinham visto quando nos beijamos mesmo, não tenho mais nada a perder. E até parece que minhas pernas não estão instáveis demais para que eu possa andar. Enterrei o rosto no pescoço do meu Damon e o abracei, lutando para dominar a náusea e a vergonha. O pequeno suspiro que ele soltou e o modo como me apertou mais de encontro a seu peito fizeram com que eu me sentisse um pouco mais leve.
Ele pegou as chaves do meu carro em meu bolso traseiro e me segurou com apenas um braço, como se eu não pesasse nada. Depois abriu a porta do carona e me acomodou no banco antes de dar a volta e sentar diante do volante.
– Você também sentiu a minha falta – afirmei, sorrindo para ele.
Damon ligou o carro e começou a dirigir.
– Não vai me responder? – fiz biquinho.
– Você não fez nenhuma pergunta – ele observou – É claro que eu senti a sua falta.
Mais do que você pensa... se pelo menos não fosse tão cabeça dura e enxergasse o quanto te amo, ele resmungou em minha mente.
Engasguei.
– Que foi? – ele me lançou um olhar de esguelha.
– Nada, é só que eu não estou acostumada com... você sabe – abri um sorriso radiante.
– Com o quê? Alguém te carregando no colo para fora de um bar? – ele perguntou confuso — Devia estar, já é a segunda vez que faço isso contigo.
– Não. Com você dizendo que me ama – franzi a testa.
Ele também.
– Mas eu não... ah – ele pareceu entender algo de repente e corou um pouco – Acho que eu me distraí por um segundo.
Eu nunca tinha visto Damon corar antes. Curiosa, me ajeitei no banco para olhá-lo melhor.
– Como assim se distraiu? O que quer dizer?
– Aquela ligação entre nós, que você me perguntou na semana passada – explicou ele – Ainda está aqui. Não sei exatamente o porquê, só sei que escuto seus pensamentos com muito mais clareza que o normal. Sei o que está sentindo mesmo quando estamos longe um do outro.
– Que injustiça – reclamei – Você continua uma incógnita para mim a maior parte do tempo.
– Não exatamente, piccola mia. A diferença entre nós dois é que eu sou um vampiro acostumado a esconder meus pensamentos quando quero. O que não quer dizer que eu não cometa um deslize de vez em quando, como o que você ouviu.
Então eu também podia ouvir seus pensamentos se o distraísse... resolvi fazer um teste. Escorreguei uma mão para o colo dele, meus dedos brincando com o tecido de sua calça jeans, deslizando suavemente por sua coxa grossa. Os músculos se contraíam ao meu toque e um novo sussurro da sua voz melodiosa se derramou em meu cérebro: Se controle, idiota.
– O que você está fazendo? – ele perguntou um tanto irritado.
– Um teste. Interessante – soltei uma risadinha suave – Queria ouvir seus pensamentos mais vezes. É justo, você sempre ouve os meus.
Essa menina vai acabar me deixando louco.
– Ei, não estou vendo nenhuma menina aqui! – afastei a mão e empinei meu queixo – Eu sou uma mulher, Damon.
Certo, que seja. Vai me deixar maluco do mesmo jeito.
Eu ri.
– Quer que eu te carregue até o seu quarto? – a pergunta me sobressaltou.
Olhei em volta e descobri que já tínhamos chegado.
– Ah – eu estava decepcionada. Queria passar mais tempo com ele – Foi tão rápido.
– É. Isso é um sim ou um não?
Hesitei. Ele bufou.
– Conheço esse olhar. Quer dizer “ainda preciso ficar sozinha”.
– Você me conhece bem demais, senhor Salvatore – entrelacei minha mão na dele, tentando prolongar o momento – É exatamente o que quer dizer.
O que eu quero não importa, não é?
Vacilei.
– Não é isso... – eu disse sem convicção.
– O pior é saber que você quer o mesmo que eu, ainda que não me deixe fazer nada a respeito – ele abriu meu sorriso torto favorito.
Pressionei os lábios e olhei para o outro lado. Não tinha como negar que eu estava morrendo de vontade de ficar no carro, com ele, e mandar todo mundo pro inferno. Escolhê-lo sem ligar para as conseqüências.
Mas ainda não estava pronta para fazer isso. Ele notou. Já tinha começado a se afastar quando o puxei para perto, dando um último selinho em seus lábios.
– Eu te amo também, Damon. Muito mais do que imaginei ser possível – murmurei – Sei que já sabe disso, mas eu queria dizer mesmo assim.
Depois puxei a maçaneta da porta e saí correndo para casa antes que pudesse ter tempo para voltar atrás.