Notas iniciais
hey amres !
pois é, andei meio sumida dessa fic, espero q ninguém tenha desistido de lê-la >.<
a rotina anda muito pesada, além das cinco fics q eu escrevo ao mesmo tempo, então não fiquem muito bravas se eu demorar um pouco a postar, ok? prometo não abandonar a fic, mesmo q de vez enquando os capítulos demorem um pouquinho.
quero agradecer a todas q comentaram e dar as boas vindas às novas leitoras, a opinião de vcs é mto importante para mim lindas.
escrevi esse capítulo com pressa, espero que não tenha ficado muito ruim kkkk

Ouvi um gemido e virei a cabeça para o outro lado.

Eu estava naquele estágio intermediário entre o sono e o despertar, não lembrava exatamente com o que estava sonhando, só sabia que não queria acordar ainda. Eu me espreguicei sem abrir os olhos e me acomodei melhor em um peito largo. Ouvi um segundo gemido.

Espera, eu disse em um peito largo?

- Elena? – uma voz rouca chamou meu nome.

O que mais me sobressaltou foi o fato de aquela não ser a voz que eu esperava ouvir. Arregalando os olhos, encarei Stefan confusa.

- Com o que você estava sonhando? – ele perguntou com um sorriso safado.

- Como assim? – baixei os olhos para beijar seu pescoço, ainda sonolenta, torcendo para que ele não visse a culpa e a confusão em meu rosto.

- Você estava fazendo uns barulhos estranhos. E... hum...meio que me atacando – foi só então que eu percebi que estava em cima dele – Não que eu esteja reclamando, só fiquei curioso. Com o que você sonhou?

Talvez seja um choque para você ouvir isso... sonhei que estava agarrando seu irmão na cozinha com o perigo de você chegar a qualquer momento.

- Uma fantasia – eu suspirei.

Sou péssima mentindo, mas meu cérebro trabalhava a mil. E aquela não era exatamente uma mentira... Damon louco de ciúme me beijando de modo selvagem é uma das minhas fantasias secretas. Não que tivesse a mais remota possibilidade de eu contar o que realmente tinha sonhado para Stefan. Eu não estava pronta para desencadear a terceira guerra mundial.

- E qual é sua fantasia? – ele puxou meu queixo para cima para poder murmurar no meu ouvido – Talvez a gente possa realizá-la agora.

Como se você fosse concordar em me dividir com o seu irmão.

- Eu gosto do perigo – confessei – Sonhei que você e eu...você sabe... na garagem da minha casa.

- Com Jenna e Jeremy em casa? – ele riu parecendo gostar da ideia.

- Arrã.

- Interessante – seus olhos verdes brilhavam maliciosos e ele roçou os lábios de modo lento por toda a extensão do meu pescoço – Não é exatamente a mesma coisa, mas o que você acha de irmos para o quarto do Damon? Ele não está em casa agora, mas sempre há o perigo de sermos pegos...

Ofeguei. As mãos de Stefan deslizavam pela minha pele, provocando arrepios que me despertaram completamente. Eu tinha entendido direito? Ele estava me convidando para dormir com ele na cama de seu irmão?

- Por essa eu não esperava – eu ri um pouco nervosa – De onde veio esse lado bonitinho, mas ordinário amor?

- A gente tenta inovar de vez em quando – ele deu de ombros.

- Nunca pensei que ouviria isso de você – comentei.

- A parte de inovar? – a expressão dele estava exageradamente inocente.

- Não, a parte do ‘vamos mandar ver no quarto do meu irmão enquanto ele está fora’.

- Não foi você que disse que gosta de perigo?

- Nosso cheiro vai ficar impregnado na cama dele.

- Como se o Damon se importasse com alguma coisa...

Estudei o rosto tranquilo dele por alguns momentos.

- Você está mesmo falando sério não é? – perguntei hesitante.

- Vamos? – seu sorriso safado estava de volta.

Fiquei um pouco desconcertada. Não estava acostumada com Stefan tendo esse tipo de atitude, mas...

Quem está na chuva é para se molhar mesmo. Em um ponto ele tinha razão, eu duvidava muito que Damon fosse se importar. Por mais que eu fantasiasse o contrário, simplesmente não conseguia imaginá-lo com ciúme de alguém, muito menos da namorada do irmão.

Stefan começou a me beijar e eu acabei cedendo.

Em poucos segundos estávamos na cama de Damon, com Stefan me beijando avidamente.

- Me conte...uma fantasia... sua – eu disse entre os beijos.

- Depois – ele desceu a boca por meu pescoço e mordiscou de leve minha nuca – Eu quero você agora Elena.

Deixei escapar uma risada rouca.

- De onde veio isso tudo? – eu gemi quando a boca dele desceu por meu corpo, provocando lentamente.

- Você sabe ser muito persuasiva quando está dormindo – ele traçava padrões aleatórios com a língua em minha barriga, descendo e subindo – Sabe que essa é uma das minhas fraquezas...

Sorri lascivamente.

Eu tinha esquecido o quanto Stefan gostava quando eu o provocava. Não era tão difícil fazê-lo entrar no clima, mas... tinha alguma coisa diferente. Ele estava mais selvagem que o normal.

Suas carícias aumentaram de intensidade e eu já não pensava com clareza. Me contorci, arqueando o corpo na direção dele, pedindo mais. Senti o leve roçar de suas presas nos meus quadris e acordei de meu semi-transe. Abri os olhos e vi as veias contornando seus olhos, os dentes afiados, a expressão de caçador. Estremeci. Fazia tanto tempo que não via Stefan descontrolado...

Eu tentei pará-lo, mas ele apenas me deitou outra vez e me beijou profundamente. Eu podia sentir os caninos dele rasparem de leve meu lábio inferior, o que despertou uma inesperada onda de calor que se alastrou por minhas veias. Apertei meu corpo contra o dele e enterrei as mãos em seus cabelos macios. Senti um dos caninos dele perfurar um pouco meu lábio.

- Stefan...

- Shh.

Não estava saindo muito sangue. Pude senti-lo tomar algumas gotas e passar a língua delicadamente no ferimento, fechando-o. Ele não parecia tão descontrolado, mas o modo como saboreou a pequena porção do meu sangue... Havia alguma coisa errada.

Stefan inverteu nossas posições, me deixando por cima, e só o que nos separava era sua cueca boxer. Ele se movia contra mim me provocando. Minha mente se esvaziou outra vez e eu comecei a provocá-lo de maneira cada vez mais ousada. Quando ambos não aguentamos mais, ele ficou por cima de novo e afastou sua boxer em um movimento tão rápido que eu só vi um borrão branco bater de qualquer jeito contra a parede. O travesseiro debaixo da minha cabeça exalava o cheiro de Damon, o que por algum motivo me excitou ainda mais. Arranhei as costas de Stefan e ele gemeu antes de nos encaixarmos.

- Tem alguém aqui – ele ofegou no meu ouvido enquanto nos movimentávamos – Ouvi a porta da frente bater.

Eu não queria parar, estava muito perto de alcançar o ápice. O lindo rosto de Stefan estava dilacerado pela fração de segundo que ele levou para se decidir. Ele investia cada vez mais profundamente e em pouco tempo meu corpo foi tomado pelos espasmos, eu me contorcia de prazer embaixo dele. Alcançamos o ápice juntos e eu não conseguia me lembrar de uma vez que tivesse sido tão intensa quanto aquela. Gritamos o nome um do outro ao mesmo tempo.

Ainda estávamos abraçados, de olhos fechados, quando ouvi uma voz cheia de veneno dizer:

- Sério? No meu quarto?

Abri os olhos e a primeira coisa que vi foram os arranhões que tinha feito no pescoço e nos ombros de Stefan.

Damon estava parado na porta, usando uma camisa preta de botões aberta e levando a tiracolo uma loira peituda. Meu sangue ferveu.

- Já estamos saindo – disse Stefan sem se alterar – Elena, se enrole no lençol dele. Eu devolvo depois.

- Então é fácil assim? – retrucou Damon e a raiva em sua voz beirava a fúria – Você usa meu quarto como um motel particular e fica por isso mesmo?

- Você já fez isso várias vezes no meu com as suas vadias – a resposta dura de Stefan pareceu me atingir mais que a Damon.

Eu não queria pensar em quantas vadias Damon tinha levado para seu quarto ou o de Stefan.

A loira ao lado dele parecia desconfortável. Ela começou a brincar nervosamente com a manga da camisa de Damon e aquela visão só me enchia ainda mais de irritação. Ele queria brincar com mais uma de suas “amiguinhas”? Então não seria eu a impedir. Levantei enrolada no lençol de Damon e com o queixo erguido.

- Você tem razão Damon, me desculpe – eu disse friamente – Foi errado da nossa parte invadir sua privacidade desse jeito. Não vai se repetir.

Ele nem me ouvia. Seus olhos fuzilavam Stefan e havia um brilho assassino neles.

Ele puxou o braço de modo brusco, assustando a mulher ao seu lado. Avançou em Stefan e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa os dois estavam embolados em uma briga violenta. A mulher gritou e olhava para eles completamente estática, vendo as presas e os olhos assustadores, além dos movimentos tão rápidos que os transformava em um borrão colorido.

- Saia daqui! – foi com um prazer quase vingativo que eu gritei aquilo.

Ela não parecia ser capaz de se mover. Tomei fôlego e corri para ela, desviando dos dois enquanto Damon arremessava Stefan na parede, abrindo uma espécie de cratera em miniatura. Por mais que eu não gostasse daquela mulher por estar ali no quarto de Damon, sabendo o que eles iam fazer, eu não podia deixar que ela corresse o risco de ser atacada por um dos dois vampiros desgovernados. Não era culpa dela o fato de Damon ser tão sedutor e difícil de se resistir.

Eu a alcancei e virei-a para mim, sacudindo-a de leve pelos ombros.

- Saia daqui – repeti em um tom mais suave.

Ela estava branca feito papel. Virou e saiu andando com as pernas bambas. Seria melhor que eu a levasse até a porta? Ela parecia capaz de desmoronar a qualquer momento. Um estrondo no quarto me distraiu e eu me voltei para ver o estrago. Stefan arremessara Damon no chão e os dois rolavam, procurando um ângulo bom para dilacerarem a garganta um do outro. Como minhas roupas estavam no quarto de Stefan e eu não teria tempo de ir até lá, peguei a camisa que Damon abandonara no chão e a vesti, abotoando-a toda. Era comprida o bastante para esconder tudo que devia ser escondido.

- Parem! – eu tentei alcançá-los, mesmo sabendo que eram rápidos demais para mim.

Stefan arremessou Damon na cama e eu ouvi o barulho de madeira se partindo. A cama rachou e o colchão afundou com Damon em cima.

- PAREM!

Stefan se lançou para Damon e eu pulei para a esquerda sabendo que Damon o jogaria naquela direção. Estava certa. Stefan colidiu comigo com uma força muito maior do que eu tinha imaginado e nós dois caímos contra a parede. Senti o reboco frio bater contra minhas costas e não consegui reprimir um grito de dor.

- Elena – Stefan me puxou para seu peito e deslizou as mãos em minhas costas com cuidado – Me desculpa, você está bem?

Arqueei as costas. Doeu um pouco, mas nada que eu não pudesse suportar. Graças a Deus não tinha quebrado nada com o impacto.

- Parem com isso – minha voz saiu em um lamento.

Eu podia sentir as lágrimas de raiva e frustração se formando em meus olhos, mas não iria chorar.

- Não conseguem ficar sem brigar por um minuto? – minha voz soava aguda demais até para mim mesma, mas não me importei – O Damon está certo em ficar com raiva, Stefan! A gente não tinha o direito de fazer isso no quarto dele!

A culpa no rosto de Stefan quase me fez amolecer, então voltei-me para Damon e continuei meu discurso inflamado.

- E você! Precisava fazer todo esse drama? Também não estamos cometendo nenhum crime! Será que vocês podem parar de querer enfiar uma estaca um no outro por qualquer besteira?

- Besteira? – Damon grunhiu – Você estava transando com o seu namorado no meu quarto!

- E eu entendo que você fique com raiva disso, constrangido, ou até que faça uma das suas piadinhas sarcásticas. Mas avançar nele desse jeito por pegá-lo no flagra com a namorada? Desde quando isso é tão ruim?

O desgosto se misturou a fúria mal contida no rosto dele. Damon me encarou por longos minutos, sua respiração acelerada se acalmando aos poucos. Pensei ter visto um rápido lampejo de dor passar por seus olhos, o que só podia ser fruto da minha imaginação. Que motivo teria ele para se sentir ferido?

- Eu quero ir para casa agora Stefan – eu disse em minha voz normal.

Estava cansada de dramas familiares, tensões, culpas, erros, gritos. Só queria a minha cama e um pouco de paz.

- E é melhor você ir atrás daquela mulher, Damon. Ela viu uma boa parte da briga de vocês e foi embora assustada.

- Vou buscar as suas roupas – Stefan disse.

- Não precisa – eu fui firme – Pode levá-las para mim depois. Mando sua camisa pelo Stefan amanhã, Damon, com certeza uma não vai fazer tanta falta. Eu preciso sair daqui agora.

Nenhum dos dois discutiu. Damon ficou parado impassível e eu saí pisando forte. Stefan levou alguns segundos para me seguir, mas me alcançou quando cheguei à porta da frente. Ele segurava minhas roupas e sapatos.

- Obrigada – eu disse de modo um tanto seco.

- Por nada.

O caminho até minha casa foi silencioso. Eu estava confusa demais e me sentia culpada pela briga dos dois. Damon teria ficado tão furioso por ter visto Stefan comigo ou apenas por estarmos usando o quarto dele?

A segunda hipótese parecia ser mais provável.

- Como estão suas costas? – perguntou Stefan ao estacionar em minha garagem.

- Bem – menti.

Na verdade doíam bastante, mas como não parecia ser nada sério preferi ficar quieta.

- Te vejo amanhã – eu disse sem olhar para ele e saí do carro.

Entrei em casa e corri para o meu quarto sem parar pra cumprimentar ninguém. Jeremy pareceu chocado com a minha atitude, principalmente levando em conta que eu usava uma camisa masculina e carregava minhas roupas nas mãos. Ele examinou minha expressão por alguns momentos e pareceu decidir que não era a hora de me interrogar.

Fiquei grata por isso.

Fui para o meu quarto e me joguei na cama, enterrando meu rosto no travesseiro. Estava agitada demais para dormir e chateada demais para conversar com Jeremy ou Jenna. Eu estava cada vez mais confusa e não sabia o que fazer, não só com relação a Damon e Stefan, mas também com relação à atitude do Stefan. Alguma coisa tinha mudado na atitude dele enquanto eu dormia... Ele estava normal durante a manhã e boa parte da tarde, mas começou a agir de forma estranha quando acordei.

Será que ele desconfiava de alguma coisa?

Teria sido tudo aquilo uma tentativa de marcar seu território?

Droga, por que a vida precisa ser tão complicada? Eu sei que dizem que os adolescentes dramatizam tudo, mas acho que as regras normais não podem ser aplicadas a uma garota apaixonada por dois vampiros.

Resolvi apelar para um dos meus melhores amigos: Meu diário.

Escrevi até sentir o cansaço me vencer. Minha mão doía e eu nem me dei ao trabalho de levantar para guardar o diário. Apenas o soltei e fechei os olhos, tendo uma fugaz visão de olhos azuis espreitando em minha janela. Aquela doce ilusão me fez esboçar um sorriso.

Notas finais
não, não foi uma ilusão.
o Damon está mesmo na janela da Lena, e o próximo capítulo será pelo ponto de vista dele hehe
querem mais?
bjoos