Notas iniciais
I'm back o/
e depois de quinhentos anos chego com um capítulo novo
EEEEEEEEE!
agora ninguém vai poder me matar no msn lala ahsuashaua'

– Diz carbono – Bonnie soprou no meu ouvido.

O alívio se espalhou por mim em uma onda bem vinda. Nessas horas é ótimo ter uma melhor amiga para evitar que a gente pague um mico gigantesco na frente de todo mundo.

– Carbono – eu enchi a boca para dizer.

Há, agora essa megera vai ver o que é bom! Aposto que ela só fez a tal pergunta para mim porque viu que eu não estava prestando atenção.

A professora tirou seus óculos e limpou-os na blusa antes de perguntar:

– Como é?

Tá vendo, ela é uma recalcada que não aceita ouvir a resposta certa de uma aluna.

– Eu disse carbono – confiante.

Longo minuto de silêncio.

O garoto que estava sentado na carteira ao lado da minha explodiu em uma risada aguda de hiena. Olhei torto para ele. Logo toda a turma estava rindo também, repetindo o que eu tinha dito.

– Carbono! – o garoto ao meu lado estava vermelho de tanto rir – Carbono!

– Qual é a graça? – eu resmunguei entredentes.

– Pois é turma, isso é o que dá não prestar atenção em nada do que eu digo – a professora tinha um brilho satisfeito nos olhos escuros por trás de seus enormes óculos – Carbono! Agora, alguém sabe me dizer o que afirma a lei de conservação da massa?

Pára tudo!

Foi para essa pergunta que eu respondi CARBONO?

Virei na carteira para fuzilar Bonnie com os olhos, que ergueu a mão e disse, jogando o cabelo curto e ruivo para o lado e abrindo um enorme sorriso de boa aluna:

– A lei da conservação da massa diz que não há alteração detectável na massa numa reação química comum, professora.

– Isso mesmo Bonnie – a professora megera sorriu para a vaca-vacona da Bonnie – Viu o que é prestar atenção em pelo menos uma parte do que eu estou falando, Elena?

– Carbono! – o garoto do meu lado continuava a rir.

Espero que esse infeliz engasgue com a própria língua!

– Seguindo em frente... – a professora girou nos calcanhares e pegou uma caneta para escrever no quadro.

Lancei a Bonnie meu melhor olhar homicida.

– Isso foi por você estar escondendo alguma coisa de mim – ela se defendeu – Eu te conheço Elena, você está toda esquisita hoje. Teve todo aquele não-me-toque com o Stefan e não negue, eu vi, e agora você fica aí babando acordada por alguém que não é o seu namorado. Foi impressão minha ou você murmurou o nome do Damon?

– Cala a boca! – senti meu rosto esquentar ainda mais.

Como se já não me bastasse a vergonha que eu passei por causa da vaca-vacona-vaconilda, ela ainda fala na frente da sala toda que eu estava sonhando acordada com o meu cunhado!

Sério, qual é o problema da Bonnie? Será que bateu a cabeça em algum lugar hoje de manhã?

– Desculpa – os grandes olhos castanhos de Bambi dela se enchem de preocupação – Acho que eu exagerei um pouco...

Ela olha em volta para alguns grupinhos que continuam a rir de mim.

– Ah, você acha? – eu rosnei.

– Desculpa Elena! Eu não tinha pensado que...

– Você não pensou. Ponto – eu a cortei – Não quero falar sobre isso Bonnie.

Ela apenas me encarou sem dizer nada.

É, pelo menos tem um ponto bom em toda essa vergonha. Provavelmente vão me chamar de a Garota Carbono até o último dia do segundo grau, mas pelo menos eu já estou no último ano mesmo. E agora não preciso ficar pensando em desculpas para não tocar no assunto Damon com a Bonnie já que estou furiosa demais até pra olhar para ela.

Passei o resto da aula virada para o quadro, ignorando as tentativas da Ruiva de falar comigo. Fechei a cara e quando o sinal bateu todas as minhas coisas já estavam arrumadas. Peguei minha mochila e me deixei levar pela multidão de alunos saindo ao mesmo tempo sem sequer olhar para trás. A Ruiva que vá para a próxima aula dela e fique uns tempos sem aparecer na minha frente.

Encontrei Stefan me esperando perto do meu armário.

– Ei – ele me puxou para si e me beijou.

Tentei não me encolher com o toque dele. Esse negócio de culpa é horrível mesmo, parece ser a única coisa que consigo sentir agora quando ele me toca. Culpa e saudade do toque de um certo vampiro de olhos azuis...

– Ei... – respondi.

Rapidamente eu o soltei e fingi estar procurando algo no meu armário. Stefan baixou os olhos meio tristonho, colocando as mãos nos bolsos de seu jeans enquanto esperava que eu pegasse o que estava procurando. Puxei meu livro de história geral e fechei o armário com um baque surdo.

– Você não sabe a vergonha que a Bonnie me fez passar agora... – eu disse quando o silêncio começou a ficar incômodo.

E então contei para ele enquanto íamos juntos para a sala de história geral. Stefan achou tudo muito engraçado, o que me irritou um pouco. Ele me abraçou por trás quando terminei de falar e beijou minha orelha, rindo.

– Minha Garota Carbono – ele disse – Olha o lado bom, amor.

– Que lado bom? – resmunguei.

– Todos os caras dessa escola matariam para namorar um carbono sexy como você – ele puxou meu queixo com delicadeza e me beijou.

– Own, que coisa meiga – Caroline apareceu sabe-se lá de onde e nos separou – Muito bonitinho, Stelena, mas agora chega de grude. A Carolzinha aqui odeia segurar vela e em dez segundos com vocês eu já estou com uma tocha na mão.

Stefan e eu rimos. Sentei entre ele e Caroline e nós conversamos até o Ric entrar na sala.

– Bom dia turma – ele disse para nós ao ir até sua mesa.

– Bom dia senhor Saltzman – responderam todos em coro.

É tão estranho ver todo mundo chamando o Alaric de sr. Saltzman... Faz quase dois anos que eu não o chamo assim.

– Peguem seus livros e leiam as páginas 118 e 119 – ele disse.

Abri minha mochila e reparei em uma folha de papel solta entre as minhas coisas. Puxei-a para fora junto com o livro de história esperando encontrar uma prova ou algum trabalho perdidos e meu coração disparou ao reconhecer a letra que preenchia toda a página.

Damon!

– O que foi amor? – Stefan notou minha agitação.

– N-nada – eu torci para não estar ficando vermelha.

Stefan deu de ombros e pegou o próprio livro, sendo imitado pela Carol. Enquanto eles estavam ocupados lendo o que quer que Alaric tinha mandado eu desdobrei a folha e comecei a lê-la por baixo da mesa.

Elena...

Surpresa por receber uma carta minha?

Você deve estar na escola agora, meu anjo, e eu espero sinceramente que o ameba do Stefan leia isso por cima do seu ombro.

Quer saber por quê?

Porque eu estava falando sério quando disse que faria você ceder. Não estou jogando nenhum joguinho para irritar seu Tarzan emo, só o que eu quero é você.

Sim, você, Elena. Estou cansado de fingir, cansado de bancar o bonzinho e ficar longe enquanto você desfila por aí com o devorador de esquilos. Eu não sou o lado heroizinho sofredor da família e você sabe muito bem disso. Os sacrifícios em prol do próximo e dramas de novela mexicana são cortesia do meu irmão. Quando quero alguma coisa eu simplesmente pego, sem lágrimas exageradas, sem declarações bregas.

É isso que você quer, Elena?

Que eu ceda aos meus impulsos e a puxe para mim, que faça tudo que fantasio contigo?

Imagino sua respiração se acelerando enquanto lê minhas palavras, o coração pulando no peito, a doce pele se arrepiando. Você pode sentir, meu anjo? Minhas mãos descendo por suas curvas macias, encontrando o caminho por dentro das suas roupas, percorrendo cada centímetro da pele de seda. Tão tentadora que sou dominado pela vontade de mordê-la. Meu sangue ferve com o contato com sua pele acetinada... E minha boca vai descendo até alcançar a sua.

Nunca senti um gosto tão único e viciante como o seu, minha Elena...

Eu aperto seu corpo contra o meu, para fazê-la sentir como eu a quero.

Chega a ser doloroso.

Minha língua desce por seu pescoço delicado e alcança a nuca, fazendo-a estremecer. Quero deixá-la tão fora de controle, tão entregue ao momento quanto eu. Está sentindo minha língua descer por seus ombros, deslizar pelo colo perfeito, alcançar o sutiã?

Imagino um sutiã meia taça cobrindo parcialmente seus lindos seios. Com facilidade, eu o tiro com uma mão e logo minha boca se apossa deles.

Está sentindo as ondas de prazer, Elena? A vontade incontrolável de implorar por mais?

Você sabe onde me encontrar.

Só o que precisa fazer é vir até mim.

Damon

Eu estava ofegando ao terminar de ler a carta. Cada palavra havia me atingido como um toque experiente daquelas mãos de deus grego, como se ele estivesse tornando reais minhas fantasias mais secretas.

Como Damon gosta de me torturar!

Precisei morder o lábio para conter um gemido de frustração por não tê-lo ali.

– O que você tá lendo Elena? – Caroline se esticou na cadeira para espiar o papel em minhas mãos.

Stefan também me encarava parecendo curioso.

E a dura realidade me deu seu indesejável banho de água fria.

Notas finais
comentem tá? são as reviews de vcs que me incentivam a continuar a fic amres
bjoos