Dreamers

1 Julie's life


Eu sou Julie Jones, mas todos me chamam de "JJ". Eu, particularmente odeio meu nome. Mas meu nome é meu menor problema. Tenho dezesseis anos e vivo em uma cidade pequena dos Estados Unidos, tenho condições financeiras boas e amigos nada maus também, pelo menos eu acho. Eu sei que você, pessoa que pode estar lendo isso, pode pensar que alguém na minha idade e minha condição de vida não pode ter problemas como eu estou dizendo, e eu te digo que você está cometendo um erro muito grave generalizando isso. Na verdade não só eu, como algumas milhares de pessoas no mundo, enfrentam o mesmo problema que eu: a guerra.

O mundo está em guerra há mais de mil anos, sem descanso, sem pausas... O mundo gosta de guerrear, colocam o exército em combate pelos motivos mais fúteis. O mundo está porco e podre. As pessoas só querem poder e dinheiro, e não se importam com quantos matam para conseguir isso.

Muitas pessoas se beneficiam com a guerra, e por isso a apoiam. Sejam elas os que trabalham para o exército, os próprios soldados (sedentos para matar e destroçar), os que fornecem armas de guerra e até os comerciantes.

Eu, infelizmente, sou parente de pessoas assim. Meus avós são comerciantes, meu tio e meu pai fornecem armas, meu irmão mais velho é soldado e minha mãe, bem, minha minha simplesmente quer a guerra. Eu sou a ovelha negra da família.

Nunca quis e nunca vou querer a guerra, eu não quero ficar com medo de morrer ou de alguém que eu amo ser morta. Eu tenho sonhos também, e eu acredito que nossos sonhos são mais importantes que todo o ouro do mundo. Uma pena que só eu penso assim.

Até meus amigos (não sei se posso considerá-los "amigos de verdade", mas... É o que eu tenho) são a favor da guerra, e muitos nem se beneficiam com ela. Por isso eu digo que o mundo está demente.

A minha vida é estressante, odeio todos e todos me odeiam. As aulas fazem lavagem cerebral para amarmos a guerra e apoiarmos nosso país. Meus pais me criticam toda vez que eu faço algum comentário antiguerra. Vejo as pessoas apostando qual país perderá seuexército primeiro, ou qual vai desistir da guerra e isso me dá nojo. Eu tenho vontade de convencê-los de que a guerra é ruim assim como o mundo os convence que ela é boa.

Eu penso em fugir desde os oito anos de idade, sim parece jovem demais, mas foi nessa época que que comecei a ter uma mente aberta e parei de ser possuída mentalmente pelos que veneram a guerra e comecei a ter meu maior sonho.

Como eu já disse, eu tenho sonhos. E sonhos como qualquer outra pessoa. Crescer, casar, ter filhos, um bom emprego... Mas eu me diferencio de algumas com apenas um sonho: salvar o mundo.