Abingdon Boys School

22/12/2129 – Sala de Estudos, nº 7

Sensei: Como você pode ver Sócrates através da alegoria da caverna ele queria demonstrar... – ele se vira e percebe que a um aluno dormindo – Kael Malvolo Krumnacher III, o senhor está dormindo?

Kael: Não ,sensei! – ele esfregava um dos olhos

Sensei: Só por que sua família é de prestígio, você acha que está pronto para o mundo com o seu nível de conhecimento atual?

Kael: A senhora quer que eu conte uma mentira que satisfaça o seu ego, ou eu conte a verdade e destroce com a sua dignidade como professora. – seus olhos emitiam pura malícia assim como suas palavras.

Sensei: Kael, já para a diretoria! Agora!

Kael: Hai, hai. – disse ele levantando lentamente.

A sala ficou cheia de comentários como “Lá vai ele de novo.”, “Já é a quinta vez nessa quinzena”, “Kael não tem papas na língua” e coisas do tipo. Kael é um aluno do colegial numa escola só de meninos, ele tem 17 anos e uma mente assustadoramente impressionante quando ele quer que funcione. Seus cabelos são longos como prova de rebeldia a sua família que é militar, tanto como por parte de mãe como de pai. Graças a isso ele têm um condicionamento físico invejável e um “gás” que é difícil de acompanhá-lo por mais de 15 minutos. Seus olhos são castanhos escuros, alguns falam que eles são negros como sua alma, mas não acredita-se que ele seja tão mal. Suas atividades preferidas são kendô, kyudo e rugby, um esporte do ocidente originário na Inglaterra e um último tópico importantíssimo, nunca mexa nos headphones dele. Coisas boas não aconteceram aqueles que fizeram isso.

Diretor: Kael, o que você fez dessa vez?

Kael: Eu nada, só falei umas coisas pra sensei de filosofia. Nisso ela deve ter concluído que eu a estava insultando, então me mandou pra cá. Agora liga pra minha babá pra vir me buscar, pois aposto que ninguém vai estar em casa.

Diretor: Kael, você é incorrigível. Você tem que parar com isso, sua língua um dia irá fazer você cair em grandes problemas.

Kael: Diretor, fica de boa. Ninguém encosta em mim depois que eu ponho essas belezinhas criadas pela indústria musical! – mostrando os headphones.

Diretor: Alô, Residência dos Krumnacher?.....Sim, aqui é da escola do Kael. Gostaria que mandassem um responsável dele aqui.... Sim, obrigado. Kael, seu pai e sua mãe estão vindo.

Kael: Fudeu! – seus olhos se arregalaram quando ele escutou as últimas palavras do diretor.

A conversa demorara não mais do que 30 minutos na escola, ele sofreu na volta pra casa durante todo o trajeto seus pais lhe deram uma bronca suficiente para todas as vezes que eles não pudera, comparecer.

Kael: Acho até engraçado, nunca estão presentes. Só me requisitam quando lhes convém, agora querem dar uma de pais não para cima de “moí”.

Pai: Kael, veja como mede suas palavras conosco. Somos seus pais e isso não muda em nada! Nós nos preocupamos, nos ficamos aflitos e tristes assim como qualquer família ficaria quando vê que seu único filho está se desvirtuando.

Kael: Você não se importam mesmo Major Fernando e Brigadeiro Andrea. – ele abre a porta e sai correndo.

O carro já havia parado eles já estavam nas dependências da residência Krumnacher era uma área mais ou menos de uns 200km2 com todo e conforto que o militarismo pode oferecer, seus pais possuíam altas patentes militares, seu pai no exercito e sua mãe na aeronáutica, por isso ficavam constantemente ocupados e não podendo administrar pessoalmente a vida de seu filho. Por isso ele tinha uma babá, que para ele era uma mãe mais verdadeira que sua mãe primária, o nome dela Shizuka ela é japonesa e fala mais três idiomas incluindo o preferido de Kael, o alemão.

(N.A.: Toda essa conversa será em alemão)

Kael: Eles não fazem a mínima ideia, eles mal conhecem os meus gostos e meus hobbies, eles só desejam resultados e que eu me torne o novo DreamSoldier. Eles não me mereciam! – disse ele bicando um balde, nos estábulos.

Shizuka: Por que eu sabia que você estaria aqui, Krumnacher-sama.

Kael: Não precisa me chamar assim, você pode me chamar pelo meu primeiro nome. – ele foi e a abraçou – você é muito importante pra mim, você realmente me entende e me conhece.

Shizuka: Não seja cruel, seus pais tentam o melhor por você. – fazendo carinho em seu cabelo – Eles querem que você seja feliz acima de tudo e seja alguém de sucesso.

Kael: Não, eles somente querem que eu me torne o sucessor perfeito.

Shizuka: Você está irritado e nessas condições não adianta conversar com você, então vamos falar de outra coisa. Vejamos..... Seus cabelos estão muito longos devemos apara-los e dar um corte a eles se não de que adianta, o seu sinal de rebeldia. – ele da um carinhoso sorriso a ele.

Kael: Hai, Oka-chan.

Shizuka: Não deixe sua mãe ouvir isso se não ela vai ter um segundo filho.

Eles saem andando juntos dos estábulos para o prédio dos empregados onde Kael passa a maior parte do tempo quando seus pais, estão e não estão, em casa. Pelo fato dos empregados passarem maior parte do tempo com ele sua afeição se tornou muito maior a eles.

Kael: Fala aí, Steves(preparador físico)!

Steves: Fala! Fazendo o que por aqui? Seus velhos não estão em casa pelo que me lembro eles não gostam muito quando você fica aqui quando eles estão.

Kael: É por que a Shizuka vai cortar o meu cabelo, ele está muito grande.

Steves: Valeu! – disse fazendo um cumprimento de mão.

Kael era amigos de todos os seus funcionários, conhecia seus gostos e seus medos e convivia harmoniosamente com eles, constantemente ele era visto no quarto de Shizuka, fosse o que fosse. Hoje não foi diferente.

Kael: Shizuka.

Shizuka: Sim?

Kael: Você tem planos para o natal? – gradativamente ele vai ficando vermelho, o que é engraçado de se imaginar já que sua pele é morena.

Shizuka: Nenhum, vou me manter aqui como em todos os natais Krumn...Kael.

Kael: Assim é melhor, com o tempo você se acostuma. Mas voltando vamos sair na noite de natal, eu escutei que esse ano eles vão para o Pentágono a pedido do próprio presidente, por alguma coisa que eles fizeram.

Shizuka: Você está me chamando, para um encontro?

Kael: Não.... É.... Talvez.... – ele estava a ponto de estourar.

Shizuka: Que fofo da sua parte, vamos então. Espero que seja num lugar bem legal pro nosso primeiro encontro.

Kael: Hai. – ele não sabia se sentia uma vergonha mortal ou ficava feliz.

ΘNo dia SeguinteΘ

Kael parecia muito focado na escola, em nenhum momento dormiu ou desrespeitou os professores. Se comportou com toda a elegância durante a hora do almoço e nem apoiou os seus reluzentes coturnos nas mesas da escola.

Yuuri: O que há com você?(amigo ou irmão se preferir)

Kael: Nada, só estou mantendo a minha promessa de natal.

Rey: Oh, glorioso pai eterno criador de todas as coisas!! Finalmente nosso irmão encontrou o amor!!!(outro amigo ou irmão)

Kael: Reynaldo eu vou te bater. Muito. – mostrando o punho direito.

Só para constar Kael tem uma infindável coleção de anéis que ele usa em todos os dedos da mão, é quase um soco inglês.

Rey: Meu pai, minha mãe e minha tia!! Corram para as colinas ele mostrou o seu punho direito!!!

Yuuri: Para se não até eu vou querer te bater. Mas explique-se que promessa é essa?

Kael: Só irei dizer que tenho que me manter comportado até o natal como prova....Esqueçam

Yuuri: Sabia....

Rey: Têm mulher na parada. Quem é? De onde é? Que escola?

Kael: Acho que ela....Vai se fuder para de se aproveitar da minha inocência!!!

Yuuri: Você inocente? Esse lápis perdeu a inocência no momento em que você encostou nele.

Kael: Vai tomar no cú.

Rey: É da Rosarius?

Kael: Hã?!

Yuuri: Rosarius Girls School, a escola que está nas mesmas terras que a nossa escola, a única coisa que nos separa é “aquela” parede.

Kael: Puta que o pariu!! Lá vão vocês de novo.

A partir daquele momento ele parou de escutar o que aqueles dois estavam dizendo e ficou a olhar da janela o tempo lá fora que começava a deixar cair seus primeiros flocos de neve. “Um natal branco, faz tempos que não vejo um desses.” pensou ele. O dia não demorou muito para passar descendo dos pavilhões e indo para entrada pegar seus headphones. Saindo da escola ele normalmente vai andando até a sua casa para se sentir um pouco mais normal, entretanto ele sabe que ele nunca está sozinho Chitose, suas guarda costas sempre o segue a uma distância segura. Durante o trajeto de volta ele seguia escutando o seu rock preferido DragonForce, quando isso acontece sua agressividade e tempo de resposta alcançam tempos sobre-humanos, por isso poucos se aproximam dele.

Yuuri: Valeu, Kael! Valeu, Reynaldo!

Kael: Valeu.

Rey: Também to indo! Fui rapeize!

Durante o restante do caminho ele prosseguia normalmente sozinho até que...