Notas iniciais
QUEM MORREU E VOLTOU??????????????????????

“Como vamos achá-las? Gray sabe onde a Juvia mora, sabemos que a Cana mora com a Juvia e sabemos que a Levy é amiga da Cana, mas isso não significa que elas morem juntas, significa?” Gajeel questionou.

“Na verdade, acredito que sei onde todas estão. Incluindo a tão falada e famosa Lisanna.” Gray interveio.

“Como assim?”

“Simples, meu caro Salamandra. Eu roubei uma coisa da casa da Juvia....”

“Além de stripper, garoto de programa é ladrão. Olha a freguesia dessa casa!!! Gray, como pode ser desse jeito???? Roubando????”

‘CALA A PORRA DESSA BOCA E ME DEIXE EXPLICAR.E não se faz de santo não porque você me disse como começou a sua suposta reconciliação com a Lisanna e não foi a coisa mais decente do planeta, então não se faz de santo. O que eu peguei foi uma foto. De recordação. Ok, não foi o melhor ato da minha vida, mas ao menos eu sei quem mora lá. Deixa eu pegar.”

Gray pega a foto em sua bolsa e observa as mulheres na foto mais uma vez. “Bom, identifique as suas musas aqui.” E entrega a foto pra Gajeel.

“Bom, aqui está a mulher platinada que eu encontrei no sebo outro dia, que por sinal, que mulher, aqui está a Levy e aqui está a Cana Alberona. As outras duas eu não conheço.”

“Juvia é a de cabelo azul e essa de cabelo roxo, Natsu e eu encontramos outro dia no shopping, acho que o nome dela é Kinana, algo assim. Essa foto foi tirada na casa, elas se conhecem, todas elas. Se acharmos uma, acharemos todas. Simples.”

Natsu arranca a foto das mãos de Gajeel e observa bem a foto. A platinada dele está lá, rindo, feliz, aparentemente satisfeita. Nem parecia a mesma mulher que conversara tão seriamente com ele sobre todas aquelas coisas confusas. Também não era tão sensual daquele jeito. Parecia que não a conhecia mais e por mais que tivesse feito com que sentisse prazer, tinha algo faltando. Tinha uma peça faltando. Mas aquele não era o momento de divagar nos possíveis rumos da sua neo reatada relação, que ele nem sabia se tinham reatado ou não, agora era o momento de ajudar todos a se encontrarem.

“Gente, mas e o Laxus? Ele não parece muito bem, pelado desse jeito e totalmente legal. O que aconteceu com ele? Gajeel, a Cana Alberona não estava aqui?”

“Sim, ela estava. E sim, eles transaram muito. Até rolou pedido de casamento. O romantismo aqui subiu às alturas e todos ficamos com diabetes de tanta doçura, mas ela parece que surtou com toda essa intimidade aí e até revogou o pedido de casamento, porque sim, foi ela quem pediu. Deu pra ouvir do meu quarto e foi fofo até, mas voltando, ele não parece mal. Parece bem até demais. Será que ele acha que a Cana volta aqui?”

“Ela tem que voltar, né? Se não essa casa não vai sobreviver. Pense bem, ele está gentil..e nu. Eu não entendi isso da nudez ainda.” Gray questionou.

“Você é o último que pode falar de nudez Gray, por favor. Presta atenção nessa vida, mas você tem razão. Temos que fazer algo, não só por ele, mas por todos nós.” Gajeel falou.

“Elas moram juntas então Gray? É isso que você acha?”

“Na verdade eu sei. Juvia me contou que mora com mais quatro amigas e são essas da foto. Ela descreveu todas, mas tem um problema imenso. Eu esqueci onde ela mora.” E bateu no rosto com a palma da mão.

“COMO VOCÊ ESQUECEU ONDE A JUVIA MORA GRAY???? VOCÊ NÃO ESTAVA TODO ENCANTADO PELA MULHER??? COMO ESQUECEU DE UMA COISA DESSAS???” Natsu esbravejava.

“Encanto demais, eu não sei o que aconteceu Natsu e você não fale nada porque você não sabe nem o telefone da Lisanna, tá bom? Nem sabe como vê-la outra vez.”

“Eu tenho o endereço. A irmã dela me passou, seu imbecil. Agora deixa eu ver onde eu coloquei....”

Depois de bater em todos os bolsos que tinha e fuçar na sala toda, deixando o local parecido com algo atacado por uma onça com fome, Natsu se senta frustrado no sofá e fecha os olhos para a zueira que virá de seus amigos. Contudo, nada veio. Estão todos em silêncio com a respiração ofegante e quando o nosso anti-herói abre os olhos, lá está Laxus, como veio ao mundo, caminhando e cantando e seguindo a canção, a canção de Magal, porque o sangue dele ferve.

Os três rapazes não sabiam bem como agir, aquilo estava muito estranho. Parecia o prelúdio da tempestade, aquela calmaria antes do cataclismo final, mas Gray não se conteve e disse:

“Laxus, não tá na hora de colocar uma roupa não? Tá na hora de trabalhar, né?”

“Eu não vou trabalhar hoje Gray. Eu vou esperar a minha mulher voltar pra casa. E estou esperando-a pra uma tarde de amor. E também, por que você está reclamando? Você é sempre aquele que fica se desnudando por aí. Não é? Está com ciúmes porque o meu corpo é infinitamente melhor do que o seu???”

“Olha, como você se atreve....’ e é parado por Natsu que estava tentando evitar uma tragédia.

“Fica quieto Gray. Isso é sério. Ele deve estar em choque.”

“Choque? Mas ele não deveria estar feliz? Isso era tudo o que ele queria, certo? A mulher que ele ama se declarando pra ele.”

“Gajeel disse que ela retirou o pedido de casamento, talvez ele tenha se ligado que isso não rolaria mais. E entrou em choque pra não ver a verdade, né?”

“Não acho que não rolará mais Salamander. Ela parecia constrangida, mas ela também o ama. Ela se declarou pra ele. E pelo que ele diz, ela não é de ficar falando e nem de ficar cortejando. Acho que a parada do casamento deve ter deixado ela em choque também.” Gajeel disse.

“Mas de que casamento vocês estão falando? Quem casou?” Natsu perguntou.

“Cana pediu Laxus em casamento. Ele aceitou e pediu também, eles pareciam bem apaixonados, contudo, os dois vivem fugindo um do outro. Talvez, no fundo, Laxus tenha entrado em choque porque finalmente o jogo acabou e ele ganhou.”

“ E por que estamos debatendo tanto a vida do Laxus sendo que temos as nossas mulheres pra encontrar? E elas provavelmente estarão todas juntas no mesmo lugar.” Gray questiona.

“E como saberemos qual é o lugar, já que o nosso amado Salamander aqui perdeu o papel?”

“E não podemos procurar esse papel logo ao invés de discutir sexo dos anjos?? Seria infinitamente mais proveitoso, não acham?”

Os três se juntaram e enquanto Laxus cantarolava na sala, eles procuraram aquele papel como se a vida deles dependesse daquilo. Acharam na cozinha, sob o pacote de pão que tinham acabado de comprar. Depois da comoção normal, da dificuldade em decifrar a letra de Natsu e da tarefa hercúlea de vestir Laxus, os homens se colocaram à caminho da felicidade, mas naquele caminho tinha uma pedra, ou melhor, um carro destruído.

“O que aconteceu com o carro????????????????” Natsu escandalizava-se.

“A gente não sabe, saímos do karaokê e o carro estava assim, como se tivesse ido naquelas festas onde as pessoas vão pra se sujar.” Gajeel respondeu triste.

“Bom, ao menos ele está andando?”

“Está sim. Só está sujo.”

“O GPS está funcionando?”

“GPS?”

“É, GPS! Eu não sei onde fica esse lugar e o Gray está com amnésia seletiva. Não tem outra maneira de saber onde fica o lugar sem GPS.”

“Quem te ligou pra te dar esse número Natsu? Você lembra?”

“Foi a irmã da Lis, a Mirajane. Mas ela ligou do telefone lá de casa, gente...temos que voltar lá em casa, esquecemos o Laxus lá.”

“Ué, mas ele não estava atrás da gente?”

“Vamos lá buscar ele, daí eu aproveito e vejo o número de onde a Mira estava. Vamos antes que ele coloque fogo na casa.”

Os três correram para o apartamento, pegaram Laxus pela mão, Natsu checou o número e o gravou no celular. Mas aproveitou que estava ali para ligar para Mirajane. O número era do hotel no qual ela estava hospedada. Não teve muitas dificuldades para que atendessem o telefone, mas não era Mira e sim um homem.

“Alô, eu gostaria de falar com a Mirajane.”

“Ela está dormindo.”

“É urgente.”

“Me fala.”

‘É pessoal”.

“Ela é minha noiva.”

“Quero saber da sua cunhada. Onde ela mora.”

“Lisanna? Perto do Jornal de Magnólia. Espera, quem está falando?”

“Natsu Dragneel.”

“Boa sorte Natsu.” E desligou

Natsu estranhou aquele desejo, mas lembrou-se que foi buscar Happy próximo ao jornal no dia em que seu avô morreu e também que foi lá para perguntar do obituário, que agora tinha concluído que foi Lisanna que escreveu. Precisava encontrá-la.

Juntou os amigos e foram correndo até o carro. Natsu foi dirigindo e Gray foi observando tudo para ver se lembrava de alguma coisa. O moreno avistou um prédio familiar e estacionaram rapidamente. Tiraram Laxus com a maior dificuldade do veículo, já que ele parecia meio entorpecido e entraram no elevador.

Gray, em um súbito de iluminação aperta o botão do andar certo e vão correndo até a porta, bate e uma mulher muito pequena abre a mesma, e pela expressão dela, ela sabe quem todos são.

Gajeel, Laxus, Natsu, Gray? O que estão fazendo aqui?”