Dragon Freezing Slayer Force
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Agradecimentos a todos os comentários! Anny-chan, Ishida!!! Vocês são fantásticos! Sempre me incentivando. Esse capítulo é especial pra Anny-chan, já que finalmente o OTP dela se encontra!
Não esqueçam, se cada leitor mandar um comentário....
Stay tuned.
Laxus estava chocado. Não! Estava impressionado, não, não era essa a palavra. Ele estava indefinido. Sim, era isso. Ele não sabia como estava se sentindo. Era um turbilhão de emoções. Ele mal conseguia ver que Gajeel estava mais do que empolgado com a apresentação. Gajeel estava falando um nome que ele não conseguia entender bem, ele não conseguia ver nada além de Cana em sua frente.
Aquele karaokê foi todo resumido a ela, aos seus olhos incrivelmente violetas, aos seus cabelos castanhos encaracolados, ao seu corpo, à sua voz que dominava o ambiente. Tudo se resumia àquela mensagem que ela passava. Ela disse que era pra ele, não tinha dúvida alguma, entretanto algo parecia faltar e faltava. Ele! Ele não estava ali. Ele estaria ali pra sempre. E se levantou.
Gajeel viu que o amigo estava indo em direção ao palco e tentou pará-lo, em uma tentativa inútil.
“Laxus, o que vai fazer? Você não pode ir lá e tirá-la do palco.”
“Posso subir lá.”
“E pra que você vai fazer isso?”
“Porque eu não posso e nem quero ficar mais longe dela. Ela está se declarando Gajeel. Ela nunca fez isso! Não vou perder a oportunidade de ficar com a mulher da minha vida.”
“Vou com você.”
O loiro apenas sorriu e agradeceu. Quando foi ultrapassando a multidão e se aproximando da amada, ele percebeu que ela não tinha percebido que ele mudou de lugar, ela estava com os olhos cerrados, como se tivesse vergonha do que estivesse fazendo.
Laxus podia vê-la completamente despida de qualquer defesa, ele sabia que aquele momento era decisivo. Pra qualquer um podia ser apenas uma ousadia a mais, porém, para Cana, aquilo era a superação de todos os medos, ou pelo menos um propósito firme de superar. De desistir de qualquer embuste para mantê-lo naquela caçada eterna. Era um sinal que a perseguição chegara ao fim e ambos saíram perdendo. Ele cantou antes e ela cantou agora, estava recebendo aquele amor que ele ofereceu, estava aceitando e assentindo, sem falar que ele via que ela estava tremendo, ele sabia! Podia ler Cana como a palma de sua mão. Podia ver o medo em suas palavras, mas também a resolução. Ela realmente queria dizer aquilo. Ela realmente o amava, bom, como ele conhecia a música mais do que bem, era o momento de fazer com que ela finalmente se sentisse segura com ele. Chegou ao palco e o segurança pensou em impedi-lo, mas pensou melhor e até ajudou os dois a subirem.
O loiro percebeu a concentração da morena e nem pensou em interrompê-la, mas auxiliá-la de uma forma que ela compreendesse totalmente que era correspondida por ele. Depois do refrão, ele notou uma pausa onde ele via que a morena o procurava discretamente. Percebeu por causa do balanço do cabelo dela que estava ritmado como um pêndulo, regrado, como se fosse um relógio, o que queria dizer que estava tensa e ele sabia exatamente o que fazer.
Pigarreou e começou a cantar aquilo que ele sempre quis dizer pra ela: Minha, toda minha...teu...todo teu...juntos, nesta noite. Quero te dar todo o meu amor.
Percebeu com satisfação o quão surpresa e feliz ela parecia. Ela estava tremendo? Aquilo não abalou os esforços do loiro em finalmente enfiar na cabeça e no coração dela tudo aquilo que estava gravado em seu coração. Toda minha vida, eu te procurei. Hoje sou feliz, pois você é tudo o que eu sonhei.
Hora decisiva. Ele ia chegar perto dela e ver qual seria a resposta. Chegou perto dela e disse baixinho: “Cante comigo Cana.” E não pode deixar de se alegrar quando viu que ela assentiu feliz.
“Ah, eu te amo. Ah...eu te amo meu amor. Ah, eu te amo...o meu sangue ferve por você.”
E a música acabou. Por infinitos 3 segundos eles ficaram apenas se encarando e Laxus ficou emocionado quando viu que ela deu o primeiro passo e colocou os lábios nos dele, atordoando-o antes que pudesse pensar melhor no que fazer. Ele queria falar tudo, mas aqueles lábios suaves, aquele cheiro de canela que parecia ser tão natural, aqueles cabelos de seda encaracolados...as palavras podiam ficar pra depois. Tudo o que ele queria era tocá-la.
Aprofundou o beijo e comemorou internamente pela sensação ser exatamente a mesma do primeiro beijo deles, toda aquela corrente elétrica, todo aquele sentimento, aquela tempestade, aquele vendaval, isso era amor e ele mostraria que a amava.
Parecia que a estava tocando pela primeira vez, como se ela fosse uma ilha inexplorada e colocou suas mãos grandes e calejadas naquela cintura fina e percebeu um gemido tímido entre os lábios dela. Continuou subindo e chegou aos ombros da morena, tremendo como nunca. Ele estava nervoso, muito nervoso. Parecia que ela era uma outra mulher, ele a conhecia, mas não conhecia mais. Não sabia como tocá-la. A exploração continuou com os lábios até ele chegar ao pescoço, repentinamente se lembrou de um ponto em especial que a deixava louca e chegou com cautela na base do pescoço da morena, sentindo um tremor dela que ele tomou como aprovação.
Sentia aquela mulher com os lábios e precisava sentir mais, aquilo não parecia real. Porque aquilo era bom demais pra ser verdade. Aumentou a sucção no pescoço e os tremores aumentavam com os gemidos. Ele ainda sabia como fazê-la derreter. Ela derretia em seus lábios e estava cada vez mais quente, sem falar que as roupas pareciam ocupar um espaço desnecessário. Cana não falava com palavras, mas a ponta dos dedos dela percorrendo os braços hipertrofiados dele, os gemidos, a respiração entrecortada e depois o aperto em suas costas, como se ela quisesse se colar nele.
Ouviu-se um rasgo e um grito de um outro local, bem distante: “Tira tudo”...Laxus parou e só voltou para olhar pra mulher em sua frente que dizia para eles saírem dali e segurou em seu pulso com firmeza. “ Me desculpe Cana”. A morena sorriu e eles saíram.
Deram três passos e Laxus a jogou contra a parede e continuou com a sua exploração. Aquilo não era o suficiente, precisava sentir mais, saborear mais, pro resto da vida.
Ele sentia que Cana estava a ponto de explodir, que ela iria ser dele naquele momento e sem dúvida alguma a tomaria. Não tinha como ele se segurar agora, não quando ela estava somente com um top azul e ele estava para desamarrar, quando ela o parou. Aquilo foi um tapa na cara do loiro, ele nunca se sentiu tão frustrado em toda a sua vida.
Cana, que estava ofegante, tentando recuperar o ar começou a falar: “Laxus, eu...eu preciso dizer uma coisa...antes da gente fazer isso.”
OK, aquilo o deixou mais tranquilo, ela o deixaria possuí-la, isso já era lucro, mas o que será que seria? Laxus estava tão concentrado em seus próprios pensamentos que Cana teve que chamá-lo mais de uma vez. “Eu estou entediando você Laxus? Eu posso ir embora se quiser.”
“Não Cana, me desculpe. Fale por favor.”
“Eu amo você. Pura e simplesmente. Não vai ser a mesma coisa, entende? Não vai ser desprendido como sempre foi, então, eu preciso deixar isso bem claro. Isso é novo e eu estou apavorada, mas não quero te forçar a nada, nem pressioná-lo. Droga, não era isso que eu ia dizer!! Merda, me desculpe.” E começou a chorar.
Pronto, Laxus estava felicíssimo, mas ela chorando não combinava com a ocasião e ele odiava ver mulheres chorando, não sabia lidar, não sabia falar nada, nenhuma reação. Ficou observando como as lágrimas caíam daquele rosto e simplesmente foi enxugá-las.
Então o amor era isso? Você superar algo em nome da outra pessoa? Laxus nunca conseguiu consolar nenhuma mulher, não conseguia consolar a mãe, ele não abraçava ninguém e finalmente a abraçou, tentando acalmá-la e como não era lá a melhor pessoa pra isso, disse o que estava em seu coração: “ Eu te amo tanto que eu não consigo mais me reconhecer, Cana. Eu me perdi nesse nosso jogo, eu não sei mais quem eu sou quando eu não penso em você. As minhas referências mudaram. Eu faço alguns papéis. Eu sou o com múltiplos empregos, sou o furioso e o chefe da minha casa, sou o cara que mais malha, mas isso não diz o que eu sou, entende? Eu só sei disso quando estou com você e eu estou cansado, cansado de fingir que eu não me importo quando você vai embora sem se despedir. Quando você não me diz onde mora e eu não a pressiono, quando eu não demonstro nenhum interesse pelo que você faz, mesmo quando tudo o que eu quero saber é a sua cor predileta. Eu desisto de jogar Cana! Você ganhou, agora tem como você ficar comigo? E me conhecer?”
A morena só o beijou profundamente. “ É tudo o que eu mais quero, desde quando você conseguiu consertar a minha coluna naquele aparelho demoníaco do agachamento.”E deu um riso curto. “Onde paramos?”
“Ah, paramos naquele momento onde finalmente seremos um do outro.” E a olhou com os olhos turvos.
Eles continuaram a se beijar como se o mundo fosse acabar a qualquer momento e quando Cana foi em direção ao botão da calça de Laxus, ele percebeu que aquilo realmente não deveria ser ali.
“Espera Cana, eu..eu..a quero mais do que tudo no mundo, mas na minha casa, na minha cama, no meu lar, não em uma coxia qualquer. Como você mesma disse, não é diferente? Então isso vai ter que ser diferente também.” Falou ofegante.
A morena ficou surpresa, pra dizer o mínimo, afastou-se pra tomar fôlego, sorriu, ajeitou as roupas e começou a contar pra ele sobre o que fazia. “Isso é uma das coisas que nunca fizemos. Vamos conversar.” Ela diz bem alegremente.
Laxus sorri e parece que a cada palavra daquela mulher, ele vai se apaixonando mais, um dos medos era esse. Deles não se sentirem à vontade um com o outro, mas por enquanto, as coisas estão indo bem.
Enquanto isso no palco, Gajeel e Levy estão estáticos, olhando para a plateia. Sentem-se como se fossem levar uma chuva de tomates. Droga! Aquilo não devia ser assim.
Gajeel começa a pensar em uma solução, já que ele pode ficar despreocupado com Laxus que parece muito bem, obrigado. Entretanto, cá está ele com Levy. Ela é realmente uma garotinha linda, ele não consegue deixar de pensar nisso, uma garotinha linda que gosta da música dele e que vai parar de gostar quando for completamente soterrada de tomates somente por estar com ele. “Isso tá tudo errado.”
O moreno começou a se lembrar das compras de roupas íntimas. Por tudo que era sagrado, ele nem tinha saído com a menina e ela já tinha visto até suas cuecas e consequentemente sua inaptidão para compras de roupas. Mas a coisa era recíproca, ele também tinha visto as calcinhas dela. Em um devaneio curto, começou a imaginar como seriam as calcinhas molhadas e se deu um tapa mental violento. Aquilo devia ser a influência da apresentação dos dois. Meu Deus! Aquilo deu até um calor. Ele começou a pensar que ele podia fazer uma apresentação assim com a garotinha, não?
Estava imaginando como poderia abordá-la, quando a ouviu dizer: “Gajeel, temos que fazer alguma coisa. As pessoas estão olhando e eu não acho que podemos sair pela direita e não tem como sair pela esquerda. A frente também está bloqueada. O que faremos?”
“Quer cantar?” ele perguntou esperançoso.
“Quero. Você conhece alguma do Queens of the Stone Age? É que eu ensaiei algumas músicas dessa banda.” Levy disse tímida.
“Você também ensaia? Nossa!! Que legal.”
Levy assentiu e estava receosa. A barraquinha de tomates estava lotada, isso significava que eles seriam arremessados neles! Não tinha outra solução. Eles tinham que começar a cantar agora.
“Levy, qual música? Tem uma que eu gosto bastante que se chama 'No one knows.' Conhece?”
“É essa mesma que vamos cantar. Começa.”
Gajeel se apresentou como sempre faz e apresentou Levy como sua dupla. Disse que não cantaria Shoob Doo Bop e aquilo arrancou louvores da plateia. Teve a impressão que alguém disse: “É pra glorificar em pé Magnólia.”
Claro que aquilo não passou despercebido, teria volta, só que agora eles iriam cantar “No one knows”, a música que ele ensaiou especialmente para este momento.
Levy sorriu e disse que eles cantariam em inglês e que essa música era uma homenagem dela para o homem que estava ao seu lado, arrancando uma careta de indagação de Gajeel. A jovem só respondeu com uma piscadela do olho esquerdo.
“Ela piscou pra mim?? Sério?? Ela piscou pra mim? E que história é essa de homenagem pra mim? Eu mal a conheço!! Ela mal me conhece...” Gajeel se deu conta que Levy sempre o observava. Nunca jogou tomates nele e até percebia que ela cantava, e como não lembrar que a amiga dela sabia da música. Aquela garota estava interessada nele. Não era possível. Só que ele não a conhecia...como não a conhecia? Claro que a conhecia! Sabia de tudo o que ela escrevia! Ele sabia quem ela era, sempre teve um interesse além do saudável pela cronista e também não negava que achava essa pequena muito da atraente. Ele gostava de mulheres assim pequenas.
“Ela vai saber que é correspondida e vai ser hoje mesmo.” O moreno sorriu.
Ele começou a introdução da música e até o tempo exato, concentrou-se na guitarra. Ouviu a voz suave e baixa de Levy entrando em seus ouvidos e levantou a cabeça para reparar que ela estava com os dedos bem próximos do seu queixo. Para ajudá-la e também se ajudar, ele abaixa mais o cenho e tenta sentir com cuidado os toques da garota.
Ela parece receosa mas decidida e olha bem no fundo dos olhos dele e continua. “We get some rules to follow...” Ela respira fundo e Gajeel se arrepia. “ That and this, these and those...no one knows.” Ela o conquistou. Está feito! Gajeel está preso a essa mulher com tudo o que pode. Não sabe como, não sabe se são esses olhos, essa boca, essa compleição, as palavras que ela escreve, não sabe. Só sabe que se sente completamente à deriva e ele percebe uma coisa que a música sabe exatamente como expressar.
O homem está ansioso com as palavras que dançam nos lábios da pequena, quer que chegue logo esse refrão, quer dizer pra ela o que ele percebeu ou o que ele vai fazer!
Quando chega o refrão, ela dá uma pausa, como se estivesse prevendo o que ele quer falar, o que ele quer fazer. Ela respira fundo, em uma espécie de sinal e Gajeel entende.
“I realize you're mine, indeed a fool am I. I realize you're mine, indeed a fool am I.”
Gajeel canta, canta com verdade! Com convicção! Ele percebeu mesmo! Percebeu que ela é dele, ou que ele é dela. Não importa como, mas eles se pertencem. É tanta intensidade que deixa o homem meio tonto, ele cambaleia, percebendo que tem mais a dizer a ela. Sinaliza-lhe que precisa de cantar sozinho, e ela incrivelmente entende.
“I journey through the desert Of the mind with no hope,I follow ,I drift along the ocean, Dead lifeboat in the sun. And come undone. Pleasantly caving in. I come undone.
Depois desse desabafo, aproxima-se da garota e ajoelha aos seus pés declarando seu pertencer a ela. E Levy, que não é boba nem nada, vai responder à altura. Então, cantam juntos o refrão.
“I realize you're mine, indeed a fool am I. I realize you're mine, indeed a fool am I.”
E na parte final, depois da cantoria, somente a guitarra de Gajeel pode ser ouvida ele, como se estivesse guardando aquele momento, fecha os olhos com firmeza, como se quisesse gravar em sua pele tudo o que está acontecendo. Muito surpreso, sente um toque aveludado contra seus lábios, um toque quase etéreo, oneiroso até. Irreal. Abre os olhos subitamente para averiguar se não está na república acordando de mais uma briga com seus colegas.
Mas não é um sonho! A mulher está ali, o encarando e sorrindo. Ele escuta os aplausos, os gritos e aparentemente uns dois muxoxos resignados. Levanta-se e encara a plateia. Agradece, olha pra Levy que está com a mão estendida em sua direção, agarra como se fosse sua corda de salvação e vai com ela para atrás do palco.
O homem percebe que ela ficou um pouco desconfortável, como se estivesse incomodada com alguma coisa, melhor dizendo, arrependida de tê-lo beijado. Todavia, Gajeel não permitiria que ela se arrependesse. Com um movimento brusco, a levanta e a pressiona contra a parede. Faz com que as pernas dela entrelacem a sua cintura e coloca o braço esquerdo sob suas coxas, de forma que ela está bem perto dele.
A respiração da garota é ofegante, não parece cansada, mas sim impressionada. Os olhos de Gajeel não conseguem se desviar e ele ainda consegue ouvir Laxus dizendo que ama tanto Cana que não consegue mais se reconhecer. Apocalipse chegando, Gajeel precisa beijar essa garota em seus braços agora. Sem planejamento, sem pessimismo. É agora.
Quando Levy respira mais profundamente, entreabre os lábios, o que é interpretado como um convite muito bem aceito pelo moreno que a está segurando. Ele crava os lábios nela que solta um gritinho de surpresa, mas logo começa a corresponder.
A boca dela tem gosto de morangos silvestres, junto com o cheiro adocicado de sua pele, forma a fragrância perfeita. O cheiro dela o está deixando louco. Ele a beija mais profundamente ainda, soltando um gemido contido.
Pela reação da mulher, ele ainda beija bem. Ela parece estar se divertindo, os toques dela são proporcionais ao tanto que ele a beija. Se ele acelera, ela o aperta mais. Seus dedos receosos estão explorando cada pedaço do corpo dele, os braços estão bem acalentados, carinhos, arranhões, até mesmo carícias e ela encontra um ponto no pescoço onde ele geme prazerosamente. Bem na base do pescoço.
Levy se desvencilha do beijo, deixando Gajeel desesperado e ofegante. O homem não sabe o motivo pelo qual ela se afasta, mas os olhos dela, brincalhões e lascivos dizem que ela ainda quer brincar. E ele não é homem de deixar uma mulher na vontade.
Entretanto, é Levy que toma a atitude de tocar o pescoço dele com os lábios, como se estivesse sorvendo-se do melhor manjar. A garota lambe, morde e sente os tremores que se espalham pelo corpo de Gajeel. O homem geme baixo, ofegante e começa a apertar cada vez mais a garota. Lembra que as pernas dela estão praticamente de fora e começa a acariciá-las e a cada carícia em suas pernas, os lábios de Levy deixam uma marca no pescoço dele.
Gajeel acha que não precisa de mais nada pra ser feliz, até que se sente puxado pra trás e acaba derrubando a garota. Antes que grite com Laxus, porque ele tem certeza que é ele quem faz isso, ele vira e repara em uma bem descabelada Cana Alberona que sorri pra ele e direcionou seu olhar para a amiga que estava sentada e tão descabelada quanto ela.
“Mas o que aconteceu?” Levy perguntou.
“Levy, vamos, antes que sejamos todos presos por atentado ao pudor.” Cana falou divertida.
“Mas pra onde vamos?” a garota perguntou.
“Ah, pra Dragon Freezing Slayer Force.” Laxus respondeu com suavidade.
“E o que é isso?” Levy perguntou novamente.
“É a nossa casa”. Gajeel respondeu rouco. “ Vamos?” pediu necessitado.
E Levy não tinha outra resposta para aquela pergunta. “Mas é claro.”
Os dois casais foram correndo ao caixa para acertarem as contas que se resumiram em bebidas e tomates podres e foram correndo pra fora. “Quem comprou tomates?” Gajeel perguntou.
“Fui eu.” respondeu Cana. “Eu ia jogar em qualquer um que vaiasse vocês.”
Laxus explodiu de dar risadas e depois foram correndo para fora. Só que ao chegar lá, não viu o carro.
“Gajeel, cadê o carro?” Laxus perguntou.
“Eu não sei. Você quem estacionou.” Gajeel respondeu e aproveitou para colocar Levy nos ombros.
“Eu cheguei bêbado nessa joça, como eu vou me lembrar de onde eu coloquei a porra do carro?? Gajeel??? “ Laxus se desesperava
“Eu não tenho culpa se você acha que é só Deus que mata e bebe até não querer mais e até esquecer seu próprio nome. Cadê a chave? Gajeel pergunta.
“Você acha que se eu tivesse a chave eu já não tinha apertado a porra do alarme pra saber onde essa merda está?” Laxus respondeu.
Cana, intervendo, apalpa o loiro e estende um molho de chaves pra ele. “Está aqui?”
Ele bufa e sai correndo! Laxus estava procurando o carro dele feito um louco, sem soltar a mão de Cana que não parava de rir.
“Cadê esse carro? Meu Deus, cadê?” Laxus procurava.
“Laxus, calma, eu não vou em lugar nenhum. Pode procurar direito e pode me soltar também.”
“Fica ciente de uma coisa Alberona, eu não te solto nunca mais na minha vida, você entendeu?”
A morena só assentiu com um sorriso, enquanto procurava Levy que estava sendo literalmente carregada por Gajeel. Cana não pode deixar de ficar feliz pela amiga. Só esperava que ela não se apegasse demais...opa...só esperava que Levy ficasse feliz.
“Gajeel, pode me soltar. Eu posso andar sozinha.” Levy disse rindo.
“Não quero soltar, você é leve demais pra correr sozinha por aí e o idiota do Laxus perdeu o carro, não te solto e você vai no meu colo nem que seja a pé.” Gajeel disse ríspido.
“Eu não quero realmente sair daqui. Mas eu já tenho esse tamanho, as pessoas vão achar que você está me sequestrando.” Levy continuou provocando.
Gajeel ia responder quando ouviu o urro de Laxus falando que encontrou o carro. Ele foi correndo em direção ao mesmo e quando viu a situação em que o carro se encontrava, pediu pra morrer.
O pobre veículo estava pichado de todas as formas, exceto os vidros. A manifestação tinha deixado sua marca no carro de Laxus, que não estava nem um pouco feliz com aquilo. Mas pensando em mais oportunidades em ficar com sua musa, ele joga as chaves pra Gajeel. “Vai na frente.”
“Mas de jeito nenhum! Você diz que mata qualquer um que tocar no volante desse carro. Eu não quero morrer, não agora!” Aproveita e aperta Levy mais um pouco.
“Você vai morrer sim, caso não entre nessa porra desse carro e comece a dirigir!! “
“Não vou! Vou apelar pra carta master Laxus! Eu não vou dirigir! E eu vou apelar!”
“Gajeel, não faça isso! Lembre-se que você mora comigo.”
Como ele estava se sentindo sortudo, Gajeel olha pra Cana e diz: “Senhorita Alberona, por um acaso, você pode pedir para o Laxus dirigir?”
Cana olha pra ele em choque e começa a rir. “ Laxus, você por favor, pode nos levar pra sua casa?”
Laxus só bufa, pega as chaves, abre as portas e começa a dirigir feito piloto de Fórmula 1.
“Laxus, calma. Por favor. Não precisa ir tão rápido assim.”
“Ele não devia ter feito isso, eu queria estar no banco de trás com você, me preparando e agora eu não estou. Eu estou dirigindo. Eu deveria estar dirigindo você para um paraíso de prazer e não dirigindo a porra do carro.”
“Você falou que era pra ser diferente, pra ser na sua cama, que por sinal eu não conheço. Garotão! Eu não vou pra lugar algum e olha, a minha amiga parece muito satisfeita ali atrás. Você não vai se arrepender de ter feito isso. Eu posso lhe garantir.” Cana falou sedutora.
Laxus só engoliu em seco e continuou a corrida.
E no referido banco, Gajeel beijava Levy como se ela fosse a última mulher do mundo, aproveitava aqueles lábios pequenos e estava quase chegando no pescoço dela quando o carro brecou e ele bateu com tudo na frente.
“Chegamos.” Laxus falou.
Os dois casais chegaram ao prédio e subiram as escadas correndo. Entraram na república que estava silenciosa, nem Gray e nem Natsu pareciam estar em casa. Simplesmente perfeito.
Gajeel e Levy foram tímidos para o quarto dele e Laxus pegou Cana nos braços e foi ao seu quarto.
“Agora você é minha.”
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