Dragon Freezing Slayer Force
16 E eu nos declaro...marido e mulher.
Notas iniciais
Aquela frase dita com tanta propriedade fez com que Cana tremesse na base, tremesse de nervoso, de vontade, como se tremer fosse a melhor forma de expressão já inventada pelo homem. Laxus a deixou na cama e se afastou um tempo para respirar, já que ele estava com problemas nesse departamento e enquanto isso, a mulher aproveitou para olhar em volta e se acalmar.
O quarto de Laxus era como ele, incrível e ao mesmo tempo estranho, já que as combinações não eram nada convencionais e ficou pensando como alguém podia conseguir dormir em um lugar onde tinha uma parede roxa com estampa de onça, mas esse era o homem que ela tinha escolhido para partilhar a vida. E o melhor era que estava tão fácil simplesmente admitir que ela tinha escolhido ele pra isso, que a coisa parecia boa demais pra ser verdade, embora ela ainda não tivesse parado de tremer.
Respirou fundo e quando caiu em si, Laxus estava bem próximo dela, respirando com dificuldade.
“Você está bem, Laxus?” ela perguntou.
“Sim,eu só estou sei lá, nervoso.” respondeu ríspido.
“Eu também, mas me responde duas perguntas?” Cana replicou.
“Todas as que você quiser.”
“Primeiro: como que você consegue dormir nesse quarto com essa parede berrante?”
O homem achando que ela ia perguntar algo romântico não pode fazer nada além de tossir quando ouviu essa indagação e sinceramente não sabia como responder aquela pergunta ser ser ríspido ou ainda mal-educado, entretanto, ela já sabia como era, não?
“Só fecho os olhos e pronto! Nada de mistério nisso. E qual é a outra pergunta?”
“Ah, quer casar comigo?” Cana perguntou divertida.
“Casar? Há duas horas a gente tava se escondendo um do outro e agora você quer casar?” Laxus perguntou exacerbado.
“Oras, as coisas nunca foram tradicionais conosco mesmo, não é verdade? Sem falar que nem precisamos morar juntos e nem ter aquela parada de papel mudando o meu sobrenome. Só estou afim de saber se você está afim de compartilhar a vida comigo, só isso. As pessoas chamam isso de casamento. Eu falei errado. Sabia que eu devia ter bebido mais. Esqueça.” Cana terminou amuada.
Laxus ficou muito exultante. Nada além disso. Não sabia bem o que responder, embora seu cérebro estivesse em polvorosa, logo ele, que achava que era papel do homem pedir pra casar, foi pedido em casamento pela mulher da sua vida. Claro que ele queria partilhar a vida com ela e nem ligava para essas coisas, ele a queria e ela estava se doando. Aquela não era a hora de ser um imbecil macho alfa e estragar as coisas. Então, teve uma ideia.
Levantou-se da cama e ajoelhou perante sua musa dizendo: “Eu aceito casar com você, aceito ser seu eternamente, aceito te amar, te respeitar, te odiar quando for necessário. Aceito me afastar de você quando precisar, aceito voltar o mais rápido possível. Aceito você sendo você e só tem uma coisa que eu não aceito: o fato de você querer mudar por mim. E agora, o que a gente faz?”
Cana olhava pra ele como se nunca o tivesse visto, como se tivesse passado uma eternidade cega e aquele homem estava se despindo em sua frente. Despiu-se de seu costume alfa, despiu-se de seu machismo para se doar a ela. Ele aceitou.
“Bom, agora pode beijar a noiva.” e piscou.
Laxus sentiu como se uma corrente elétrica passasse por todas as células do seu corpo e a beijou. Beijou-a com voracidade, como se cada segundo passado colado àqueles lábios não fossem o suficiente. Ele queria tudo, agora ela era sua esposa e não queria que ela se arrependesse disso.
A beijou com adoração, como se pudesse beijar sua alma, segurou as bochechas dela com delicadeza e foi desacelerando o ritmo, para degustar aqueles lábios de ambrosia. Sim, era isso. Cana era a bebida dos deuses, os lábios dela serviam para despertar o divino e o profano nele. Já que estava se sentindo divino o suficiente, era hora do profano entrar em cena.
Deitou-a delicadamente na cama sem deixar de beijá-la e finalmente desatou o top azul. Começou a ser despido por ela também, que aproveitava para arranhá-lo de leve. Quando interrompeu o beijo, ela ainda estava com os olhos fechados, como se estivesse degustando o doce mais gostoso de todos. Ele percebeu que ela sentiu aquela ausência, já que se levantou e alcançou os lábios dele novamente, dessa vez com sofreguidão.
Laxus sabia que ela tinha que ter ao menos esse controle, dos beijos, já que esse era um terreno novo para eles. Estavam românticos, se doando, se beijando e finalmente se amando. Enquanto Cana o beijava, ele a amava, se entregava a ela em cada gemido que ela arrancava de seus lábios, em cada carícia que ela depositava em seus ombros, em cada contato que os seios dela tinham com o peito dele. Cada um daqueles detalhes estava gravando na pele de cada um que eles se amavam, estavam unidos e que aquela era a hora de consumar tudo, consumar a união, o amor, a adoração e foi quando ele se separou dela e ficou de joelhos mais uma vez, aos pés da cama.
“O que houve Laxus, não está gostando? É a segunda vez que você se afasta.” Cana perguntou.
“Cana, vou adorar você.” e puxou as pernas dela até que ele ficasse com a cabeça entre elas.
“La..Laxus, você nunca gostou disso...não precisa...aahhh...” ela mal conseguiu terminar.
O loiro não se fez de rogado, beijou as coxas da amada com todo o cuidado e toda a adoração, mas segurando com firmeza. Recuou e recomeçou sua trilha de beijos do joelho até a virilha e deu um sorriso satisfeito quando sentiu Cana arfar. Sentia as pernas dela fazendo um esforço além do normal para se manterem estáveis e saber que ela estava a ponto do descontrole, era demais pra ele, que já sentia um desconforto delicioso em suas partes baixas.
Colocou as pernas dela em seus ombros, somente para conseguir desabotoar as próprias calças e assim liberando aquela ereção pulsante, mas não que a sua deusa fosse deixar de ter atenção naquele momento específico.
Teve uma ideia e começou a soprar entre as pernas de Cana, sem tirar a roupa íntima. Não se enganem, ele já tinha feito isso algumas vezes, mas não era sua prática sexual predileta, então, era uma confirmação do compromisso, fazer algo pelo prazer da sua parceira.
Ficou encantado ao ver Cana se retorcendo com os toques singelos que ele lhe dava e tirou a calcinha dela devagar, com os dentes, arrancando mais um suspiro entrecortado da morena. Depois que a calcinha chegou ao chão, Laxus foi ao meio das pernas dela, mas não sem antes pedir para que ela olhasse para ele.
“Vou tentar.” Respondeu ofegante.
Laxus respirou fundo e colocou delicadamente a ponta de sua língua no centro de prazer de Cana, sentiu-a se esforçando para se manter apoiada nos cotovelos. Contudo, tinha algo diferente. Ele queria fazer aquilo, não era só retribuição, então lambeu com vontade, arrancando um gemido gutural da mulher. Tudo nela era delicioso, desde seus beijos até seus líquidos e Laxus teria tudo, degustaria tudo o que aquela mulher era capaz de oferecer. Segurou as coxas dela com firmeza e continuou lambendo com vontade e sorriu internamente quando sentiu o corpo dela desfalecer em suas mãos.
Explorou toda a feminilidade dela com a língua e chegando ao ponto prazeroso se deteve, deteve-se porque era muito lisonjeiro ver aquela mulher que exalava sexo, se contorcendo tanto e gemendo com apenas um gesto coordenado e muito delicioso.
Laxus estava apaixonado pelo sexo de sua mulher. Sua mulher. Só aquele pensamento fazia com que ele se agitasse e começasse a pensar e novas maneiras de satisfazê-la, conduzindo a língua à entrada dela, arrancando um grito desavisado e cheio de luxúria.
“Laxus....Laxus...” Cana gemia trêmula.
“Calma, meu amor, eu estou só começando. Você é deliciosa.” Laxus disse.
Continuou com a exploração através da língua, soltou a coxa esquerda e introduziu um dedo para desencadear uma reação mais forte da mulher. Deu certo. Cana estava descontrolada, enquanto Laxus somente degustava aquelas sensações e quando começou a falar.
“Venha pra mim, Cana, solte-se. Eu quero que saiba que só você importa nesse universo para mim. Vamos, solte-se. Seja minha nessa nossa primeira noite juntos.” E continuou a degustá-la.
A morena não aguentava mais. Tinha decidido antes que se seguraria ao máximo, já que não era sempre que Laxus se propunha a fazer oral, e que oral, mas ela não estava aguentando. O corpo dela não estava se segurando mais e ela parecia que ia quebrar de tanto prazer. Jogou-se naquele mar de êxtase, tremendo e gemendo o nome de Laxus, esmagando a cabeça dele com as coxas.
O homem nunca tinha se sentido tão poderoso em sua vida, não que nunca tivesse feito sua amada ter um orgasmo, mas a intimidade que sempre foi temida pelos dois, tinha feito com que ele ultrapassasse a fronteira e ele a teve de todas as formas, a “comeu”, provou de sua feminilidade e adorou, sem falar que essa pressão prazerosa ao lado da cabeça o estava deixando louco de desejo.
“Eu quero provar você assim até quando ficarmos velhos demais pra nos lembramos pra que isso serve Cana, quero que quase esmague o meu crânio com suas coxas e que goze chamando o meu nome, somente o meu nome. Quero mais você Cana. Eu quero tanto que estou dolorido, deixa eu te tomar agora.” O loiro continuou sorvendo-se até quando sentiu que as coxas da amada estavam realmente pressionando sua cabeça e sentiu o tremor da mulher e logo depois a languidão daqueles que estavam exaustos do amor.
Sentiu que a morena se levantava para retribuir, mas com a palma da mão, a jogou de volta na cama. “Nesse momento é só você, quero fazer com que se sinta bem agora. Vire-se.”
Laxus sabia que Cana adorava ser pega por trás, mas não a possuiria assim, deixaria que ela o possuísse, com cada gemido, cada suspiro, aquela mulher o estava possuindo mais e mais. Então, ele começou a beijar o pescoço dela, dando uma atenção especial aos seios, enquanto o sexo dela se recuperava da sessão anterior. O homem puxou o cabelo dela com vigor enquanto assolava o pescoço dela com beijos e chupões, arrancando gemidos e suspiros que o deixavam cada vez mais viciado. Sentia que ela tremia de desejo e tesão e aquilo o mantinha cada vez mais desperto, como se ele tivesse renascido somente para dar prazer àquela mulher. E ele proporcionaria tudo o que ela desejasse, ah se proporcionaria.
Enquanto isso no outro aposento, Gajeel e Levy estavam em uma sinuca de bico. Claro que no calor do momento, estavam totalmente em sintonia, mas aparentemente...o fogo se foi. Levy ainda apresentava uma coloração tão rubra que nenhum ser humano era capaz de apresentar, sem falar na hiperventilação. Gajeel não sabia o que fazer, então, pensou na única saída aceitável: limpou a garganta, pegou o violãozinho e começou.“Colorful, Colorful, Shoob Doo Bop, Tremble with love, steel gray metallic, Shoob doo Bop, Shalalala” ….. “Colorful, Colorful, Shoob Doo Bop, Tremble with love, steel gray metallic, Shoob doo Bop, Shalalala”
Levy se sentiu nas nuvens e realmente começou a perceber que a música era medonha, entretanto, ele cantando estava tão bom...ela começou a tirar os sapatos e sentou na cama dele se sentindo bem confortável.
Gajeel estava cantando com tudo o que tinha e percebeu que a mulher estava respirando calmamente. Quando foi olhar pra ela, viu que ela o observava sorrindo e foi se aproximando calmamente. Sentou ao seu lado, sem parar de cantar e sentiu quando ela deitou em seu ombro. Arrepiou-se quando ouviu aquela voz suave dizendo: “Seria muito absurdo dizer que eu queria que esse momento durasse pra sempre?”
“Não, porque eu também não quero que ele se acabe. Escuta, Levy...a gente não precisa fazer nada que você não queira. Relaxa. Se você quiser, a gente fica curtindo o som e tudo bem.” Gajeel disse sorridente.
“Então vamos curtir e se curtir, o que você acha?” a pequena perguntou, dando um beijo sereno no moreno.
Ele não pode evitar o rubor e continuou a cantoria, enquanto a mulher colocava os braços em volta do seu pescoço e respirava ruidosamente, fazendo com que ele esquecesse a letra da única música que compôs em sua vida, mas que realmente não estivesse nem ligando para isso no momento.
E Natsu? Só pensava em chegar ao tal parque...porque ele tinha certeza que a sua resposta estaria ali.
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