Dragon Ball UD
7 A lenda de Hirudegarn! Surge Tapion, o guerreiro trágico.

Anteriormente em Dragon Ball UD:
Após a queda de Frost, o povo saiyajin celebrou com uma festa lendária em Sadala!
Uub devorava pratos como se fosse o próprio Majin Buu, Pan conquistava o respeito dos jovens guerreiros, e Piccolo, sempre sereno, observava tudo em silêncio…
Do lado de fora, Goten relatava a vitória a Whis, que revelou a dura verdade: Zen’Oh dará fim a toda a criação em apenas um ano! E nas sombras, um novo nome surgia… Dr. Myuu, um cientista que pode estar trabalhando ao lado de Freeza!
Entre despedidas e desafios, Caulifla lançou sua promessa a Goten: um duelo verdadeiro entre guerreiros saiyajins! Inspirado, o filho de Goku decidiu treinar como nunca, disposto a alcançar um novo patamar de poder!
Enquanto isso, no Universo 7, Goku e Broly interrompem seu treino para atender ao pedido urgente de Whis: investigar os planos de Freeza e do misterioso Dr. Myuu…
E agora, a nave dos heróis cruza o vazio em direção ao Universo 11! Um universo em caos após a queda de Vermoud, onde até mesmo Jiren desapareceu em uma missão secreta do Daishinkan!
Goten se esforçava para acompanhar Uub no treinamento sob gravidade elevada. Precisou se transformar em Super Saiyajin só para suportar a pressão. Desde a promessa feita a Caulifla, ele havia voltado a treinar arduamente, determinado a ficar mais forte.
A voz de Piccolo ecoou pelo alto-falante da nave, anunciando que estavam se aproximando da próxima Super Esfera do Dragão.
Todos se dirigiram para a sala de comando. Piccolo pilotava com calma, enquanto Pan se encontrava no assento ao lado. Uub correu até a janela para observar o planeta à frente — ele lembrava muito um deserto, por ser amarelado e ter enormes continentes de puro deserto. Fora as duas luas imensas o orbitando.
A esfera gigante pairava em órbita daquele mundo. Goten já se preparava para chamar Whis quando notou uma figura flutuando no vácuo, fazendo sinal para que parassem.
Era uma mulher de pele arroxeada, envolta por uma bolha de ki que lhe permitia respirar no espaço. Sua voz soou diretamente na mente deles, suave e calma, mesmo transmitindo autoridade:
— Esta região está proibida para civis. A Tropa do Orgulho está lidando com um inimigo poderoso. Por favor, retornem ao seu mundo natal agora.
Piccolo respondeu de imediato:
— Somos do Universo 7. Estamos atrás daquela esfera do dragão para restaurar o equilíbrio dos universos.
A mulher arqueou a sobrancelha, intrigada.
— Universo 7? Como chegaram tão longe? … Aguardem aqui. Vou chamar o comandante em serviço.
Ela desceu como um cometa em direção ao planeta.
— Quem é essa moça, senhor Piccolo? — Uub perguntou.
— É da Tropa do Orgulho, um time de heróis deste universo. O uniforme é inconfundível. — explicou Piccolo, se recordando deles no torneio do poder. — O guerreiro mais poderoso daqui é Jiren.
— Ah, o senhor Goku falou dele enquanto treinávamos. — lembrou Uub. — Disse que foi o adversário mais forte que já enfrentou.
— Eu queria conhecer esse tal de Jiren. — comentou Pan. — Se é um herói, deve ser alguém bom, não é mesmo?
Enquanto conversavam, a mulher retornou acompanhada de um homem usando boina vermelha e um olho cibernético no lado esquerdo do rosto. Ele encarou cada um deles através da janela, parando em Piccolo.
— Você… lembro de você do Torneio do Poder. — seus olhos se estreitaram. — A missão de vocês é apenas pegar a esfera? Quem enviou vocês? E sabem o que causou a morte dos deuses? Por favor, nos digam.
— Até onde sabemos, foi Freeza que usou as esferas para pedir isso. — respondeu Piccolo. — Agora estamos aqui a pedido do anjo Whis, para trazer todos de volta.
— Não seria mais prático pedir para o Senhor Zen’Oh restaurar todos? — questionou o homem.
— Não creio que ele possa trazer eles de volta, comandante. — respondeu a guerreira ao lado, mantendo a bolha de ki envolta da cabeça deles. — Da outra vez, foram as Super Esferas do Dragão que fizeram isso, não ele.
— Você tem razão. — o homem suspirou. — Muito bem, podem levar. Não precisamos de mais problemas.
— Conseguimos a segunda esfera! — comemorou Pan, saltando de alegria.
— Qual o problema lá embaixo? — perguntou Uub. — A moça falou que estavam lidando com algo perigoso.
— Um mago invadiu nossas instalações e libertou um mal antigo: Hirudegarn, uma divindade demoníaca que o próprio Vermoud havia selado milênios atrás. — explicou o homem.
— Sou Uub, aprendiz de Son Goku. Quero ajudar vocês a enfrentar esse inimigo.
— Sou Kahseral, e esta é Cocotte, minha segunda em comando. Não posso permitir que civis lutem, mesmo que sejam de outro universo.
— E como posso ajudar? No nosso universo, quando Moro, um mago devorador de mundos, ameaçou tudo, meu mestre Goku e Vegeta entraram na Patrulha Galáctica como membros de honra e batalharam.
Kahseral pareceu refletir.
— Eu poderia considerar isso… mas teria de consultar o Toppo primeiro.
— Ah, deixa disso, Kahseral. — interrompeu um coelho roxo que surgia atrás deles. Trajando um traje espacial. — Se o garoto quer ajudar, deixe. Precisamos de toda ajuda possível para deter esse diabo.
— Dyspo… sabe o que pode acontecer se algo der errado? E se eles morrerem?
— Ele é aprendiz de Son Goku, o homem que enfrentou Jiren. Não deve ser fraco, eu pelo menos sinto uma força anormal nele.
— Muito bem. — Kahseral assentiu. — Declaro vocês quatro como membros especiais da Tropa do Orgulho. Desçam ao planeta e explicarei melhor a situação.
Eles pousaram no planeta Konatsu, em uma área demarcada por Kahseral. O que antes fora um estádio estava agora em ruínas.
O quarteto desembarcou, sendo recebido pelos membros da tropa. Kahseral, com postura séria, começou:
— Este é o antigo planeta Konatsu, lar de uma raça que se encontra extinta: os Konatsuseijins. — seu olhar se voltou para as ruínas futuristas. — Outra espécie assumiu o planeta, vivendo em paz… até que um mago invadiu nossas instalações e abriu uma caixa misteriosa, libertando o último Konatsuseijin vivo neste planeta.
— O nome dele é Tapion. — disse Dyspo. — Arrogante e cheio de si, mas carrega dentro de si um demônio poderoso e maléfico.
— Hirudegarn. — completou Cocotte. — Que tem aterrorizado este planeta desde então.
— O que é ele? — perguntou Pan.
— Uma criatura demoníaca do Makai. — respondeu Kahseral. — Há milênios, seu poder foi tão grande que Vermoud o selou dentro de Tapion e seu irmão Minotia com a ajuda de um sacerdote local. Agora, com ele livre, este planeta mergulhou no caos novamente, principalmente pois descobrimos que o mago havia libertado Minotia e o matado, assumindo o poder parcial da fera.
— E o mago? Não poderia selá-lo de novo? — questionou Goten.
— Tapion o matou assim que despertou e descobriu que seu irmão estava morto. Ele absorveu todo o espirito da besta em seu corpo, que agora é uma bomba relógio. — explicou Dyspo. — Se Jiren estivesse aqui, ele poderia lidar com a criatura…
— Quero enfrentar esse tal Hirudegarn. — declarou Uub, cerrando os punhos.
— Antes precisam encontrar Tapion. Sabemos que ele ainda está aqui, por causa dos ataques da fera, mas não sabemos onde.
Uub já se preparava para voar quando Cocotte o interrompeu. Com um toque de ki, ela alterou suas roupas para o uniforme da Tropa do Orgulho.
— Já que é um membro honorário, deve se vestir como tal — disse ela, abrindo um sorriso.
— As minhas roupas! — Uub arregalou os olhos. Ele estava com o mesmo uniforme deles agora.
A moça fez o mesmo com Pan, Goten e mesmo com Piccolo, todos agora estavam com as vestes da tropa do orgulho.
— Bom, enquanto o Uub procura pelo tal Tapion, eu irei convocar o Whis para recolher a esfera do dragão se não se importarem. — Goten retirou do bolso um botão e se preparava para apertar, quando um estrondo ocorreu.
Uma imensa explosão ocorreu não muito longe dali.
No mesmo instante Kahseral, Cocotte, Dyspo e Uub voaram em direção ao local.
Pan também foi. Piccolo cruzou os braços, resmungou e foi atrás da garota. Mas antes ele pediu para que Goten ficasse e protegesse a nave deles.
E assim Goten foi o único que ficou para trás.
Uub viu a cidade em chamas. O povo de lá clamava por ajuda. Os heróis da tropa do orgulho rapidamente começaram a salvar todos os civis em perigo.
Eles agiam de uma forma completamente independente, mas ao mesmo tempo organizada. Eles realmente agiam como um grupo de heróis. Em segundos todos os civis haviam sido evacuados graças a velocidade surreal de Dyspo e o pensamento veloz de Kahseral.
A parte debaixo de um monstro chutava os prédios, batia com a cauda, destruía tudo.
Uub se preparava para atacar, mas então uma melodia rompeu o caos. A canção da ocarina fez o monstro começar a desaparecer diante dos olhos deles. E em poucos segundos a coisa já havia desaparecido.
Hirudegarn já não estava mais lá.
Uub seguiu o som da ocarina, voou rápido e encontrou um jovem sob o topo de um prédio curvado, com o instrumento entre os lábios. O cabelo dele era semelhante ao de Uub, mas vermelho, e ele tinha uma expressão de cansaço.
— Você salvou a cidade! — Uub pousou ao lado do sujeito.
— Não, eu apenas consegui mais tempo para recuarem os civis. — o homem misterioso caiu de joelhos, ele respirava com dificuldade. — Fuja você também, este diabo não irá parar aqui, ele vai devastar todo o sistema solar. E depois o próximo e assim por diante até que alguém o mate ou o sele novamente.
— Você é Tapion? — Uub o confrontou.
— Sim, e você é? — os olhos azuis do homem se voltaram para Uub.
— Sou Uub, um guerreiro do universo 7 e estou aqui para ajudar. — o jovem estendeu a mão para Tapion.
O rapaz não falou nada, acabou desabando inconsciente no chão.
Enquanto isso no universo 7...
QG da Patrulha Galáctica
Goku seguia Jaco pelos corredores da Patrulha Galáctica. Fazia tempo que não aparecia ali. A última vez tinha sido quando se uniu a eles para enfrentar o terrível Moro, o devorador de planetas.
Naquela época, as coisas ficaram realmente sérias. Por pouco, o planeta dos Namekuseijins e a própria Terra não foram destruídos.
Jaco entrou numa sala de arquivo morto e começou a revirar pilhas e pilhas de pastas. Goku cruzou os braços e esperou pacientemente.
Enquanto aguardava, viu uma figura conhecida se aproximar: Merus. O ex-anjo e agente galáctico acenou com um sorriso tranquilo.
— Son Goku! Há quanto tempo! — cumprimentou Merus. — O que te traz por aqui?
— Whis me pediu para investigar um tal de Dr. Myuu. — respondeu Goku. — E quem melhor que vocês pra me ajudarem num momento desses? As informações de vocês serão de grande ajuda.
— Sagaz da sua parte. — Merus assentiu. — E como estão as coisas na Terra? Alguma encrenca nova?
— Freeza aprontou mais uma… — disse Goku em tom baixo. — Ele matou todos os deuses da destruição. Mas a nova geração já partiu pra resolver esse problema. Espero que logo tudo volte ao normal.
— Freeza… — Merus refletiu por um momento. — Faz muito tempo que não ouço esse nome. A última vez que soube de algo sobre ele… ah, deixa pra lá. É besteira. — Sorriu e deu um leve aceno. — Se cuida, Son Goku. E apareça mais vezes.
— Você também, Merus. — Goku sorriu de volta.
Nesse momento, Jaco retornou com uma pasta grossa, onde estava escrito Tsufurojin. Ele a abriu e começou a folhear.
— Aqui está. — disse Jaco. — Essa raça foi praticamente exterminada pelos Saiyajins, quando o Rei Vegeta I tomou o Planeta Plant e o rebatizou como Planeta Vegeta. Alguns poucos sobreviveram porque estavam fora do planeta. — Ele deslizou o dedo pela página. — Nomes… Dr. Raichi… e só. Estranho.
— E onde está esse Dr. Raichi? — perguntou Goku.
— Morto. — respondeu Jaco. — Foi assassinado pelo próprio aprendiz, que era Myuu, após uma briga. Esse Raichi estava exilado no planeta M-2.
— Certo, então vamos até lá. Se descobrirmos mais sobre ele, talvez encontremos pistas sobre esse tal Dr. Myuu. — disse Goku, levando os dedos à testa para se teletransportar.
— Calma aí. — interrompeu Jaco. — O planeta M-2 não é habitado por pessoas. Pelo que se sabe, só existem máquinas por lá. Você não pode simplesmente se teleportar pra lá.
— Sério? — Goku piscou algumas vezes. — Então vamos ter que ir na sua nave. — E soltou uma risada despreocupada.
— É… nós dois. Que maravilha… — resmungou Jaco, já se arrependendo. — Vamos logo. Quanto mais rápido terminarmos, mais rápido eu fico livre.
E não muito longe dali Merus assistia ambos partirem atrás do Dr. Myuu.
— Freeza... — o agente encarou o corredor agora vazio e se virou, ele sabia o que tinha de fazer.
No Planeta Konatsu – universo 11
Tapion acabou sendo amparado por Kahseral e Cocotte. A moça estava curando ele com o próprio ki.
— Impressionante, eu não sabia que dava para curar alguém usando o ki. — disse Pan, impressionada. — Achava que apenas os Namekuseijin conseguiam isso.
— O ki pode ser usado de várias maneiras, mocinha. — Cocotte a ensinou. — Para curar, para construir e ajudar, como também pode ser usado para luta, destruição e morte. Depende do usuário, o que ele deseja. Meu foco é ser o suporte do time, Dyspo é a velocidade e Kahseral o cérebro.
— Meu vovô o usa para ficar sempre mais forte. E Uub é da mesma forma, mas eu não sou tão poderosa assim. — Pan lamentou, chutando uma pedra para longe.
— Você se acha fraca garotinha? — Kahseral perguntou. — Eu sinto que você tem um potencial muito grande. Isso é nítido.
— O senhor acha? — os olhos de Pan brilharam.
— Sim, eu consigo ver o talento nas pessoas. Nós da tropa do orgulho sempre nos ajudamos a ficar ainda mais fortes, sempre com trabalho em equipe. Só Jiren que treina sozinho e seus métodos são extremos. Se quiser, pode ficar conosco pequena Pan, podemos te treinar, e quem sabe no futuro se tornar uma membra da tropa do orgulho!.
Pan por um momento até considerou ficar, mas ela tinha uma missão importante a cumprir no momento. Talvez em um futuro ela aceitasse a oferta, no momento teria de recusar.
— Lamento senhor Kahseral, mas preciso achar as Super Esferas do Dragão para trazer os deuses de volta. Terei de recusar a oferta. — Pan declinou.
— Estaremos sempre de braços abertos para ajudar os jovens a se desenvolverem. — Cocotte falou, com a voz doce. — Vou te ensina ao menos a curar com o ki, se aproxime.
Pan se aproximou da jovem. Cocotte levou as mãos de Pan até o peito do abatido Tapion.
— Deixe o ki fluir do seu corpo até o dele. Deixe o corpo leve e mente vázia. Vamos, você consegue.
Piccolo assistia a cena de longe, de braços cruzados. Dyspo estava do lado dele.
— A garota é neta daquele louco que iniciou o torneio do poder? Como pode? São totalmente diferentes.
— Onde está Toppo? E Jiren? — Piccolo o ignorou.
— Toppo assumiu o cargo de deus da destruição, já era um aspirante. Ele está tentando manter a ordem, mas as coisas estão piorando. E Jiren desapareceu após ser convocado por Daishinkan. Ninguém sabe onde ele está.
— Entendo.
— Mas a gente até que está bem. O universo 9 entrou em anarquia completa. Se tiverem de ir para lá boa sorte. Aquele lugar é uma zona de guerra. O universo 4 também parece estar em guerra, dois aspirantes a deus da destruição se enfrentando, coisa de louco.
— Ninguém ficará no nosso caminho. — Uub o respondeu. — Se algum malfeitor surgir, eu mesmo me encarregarei de o derrotar, seja quem for.
— Tem inimigos que não podem ser derrotados, meu jovem. — Dyspo falou.
— Ainda assim, eu irei tentar até o fim, pois um guerreiro não desiste nunca. — os olhos de Uub se voltaram para Tapion, o rosto dele parecia mais calmo no momento.
Pan havia conseguido usar o ki para curar o homem abatido. A jovem comemorava feliz pela conquista. Por mais que Cocotte fala-se para ela continuar treinando.
— Vamos levar Tapion para o QG. — Kahseral falou. — Lá tentaremos achar uma forma de selar ele novamente.
— Eu conheço uma forma. — Piccolo anunciou, dando um passo a frente.
— Conhece? — Uub perguntou, supresso.
— Sim, antigamente a minha parte maligna, o Piccolo Daimaoh foi selado com essa técnica. Se for selar este jovem, então usaremos o Mafuba. Mas precisaremos de um selo e um recipiente.
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