Dragon Ball - A Saga de Yamoshi

24 Rivais em Ação! O Despertar Furioso das Donzelas Saiyajins!


Notas iniciais
Yajirobe, trajando sua armadura samurai, a qual comprara de Jaco, confronta Kuroko, do Espectro de Crocodilo, que realizara um ataque a Corporação Cápsula, junto de Toraru, do Espectro de Tigre de Bengala. Kuroko decide enfrentar o samurai ao ser desafiado, deixando para Toraru dar contra de Pan e Bra. Yajirobe sofre de início, mas com sua determinação, consegue lutar contra Kuroko e quando ativa o potencial de sua armadura, ele triunfa, oferecendo sua energia vital em troca de poder latente. Kuroko tem sua armadura partida e seus reais poderes vem a tona, com os quais começa a enforcar Yajirobe. A beira do colapso, o samurai se lembra de como se tornara Ronin e de como realizava missões autodidatas em troca de comida, até conhecer Son Goku e sua vida mudar. Encontrando forças, ele chuta o saco de Kuroko e saca sua espada, retomando o fôlego e usando suas energias para um ataque final, cortando a cabeça de Kuroko fora e vencendo a luta. Se não fosse Upa chegar com as Sementes dos Deuses ele teria morrido. Ao final, ele agradece por ter retomado seu espírito de luta!

Passeando pelos céus da Capital do Oeste, Pan e Bra enfrentavam Toraru, do Espectro de Tigre de Bengala, um dos Serviçais do Cavaleiro da Desolação, Yamoshi. Com ordens para matá-las, Toraru executava golpes precisos e de grande velocidade, com o espectro branco fantasmagórico de um tigre o acompanhando, hora sim, hora não. Os cabelos brancos que desciam até as costas faziam contraste com o pérola de seus olhos, assim como a ombreira de sua armadura, sua capa e suas botas. A armadura negra, símbolo de devoção a Yamoshi, era a que fazia o contraste. Os músculos torneados e o corpo troncado do guerreiro demonstravam uma velocidade inesperada, desferindo golpes seguidos, os quais terminaram por atingir as duas híbridas-Saiyajin:

"Droga, ele é realmente poderoso!" — Pan pensa consigo mesmo, se levantando em meio a cratera onde caíra, após o soco desferido de cima abaixo em sua cabeça por parte de Toraru, ter a jogado ali — "É melhor Bra ir pra um lugar seguro. Mesmo que ela tenha treinado recentemente, ela nunca foi muito de treinar e pode ser que acabe morta..."

— Ei, é você, Bra-Senpai? — o jovem gorducho sai detrás de um poste, um dos poucos locais que ficara de pé naquele local após o último ataque de Toraru — Então você também resistiu ao blecaute? — o garoto passa reto por Pan, que ergue os olhos com desdém, vendo o gorducho levantar Bra do meio da cratera onde caíra — Parece que algo semelhante ao Novo Mundo está ocorrendo, não é?

— Ah... é você, Kurumada-San? — Bra, meio atordoada, se coloca de pé, limpando o pó do vestido florido — Pois é, dessa vez estamos lutando contra um tirano chamado Yamoshi! Mas uma pergunta... — Bra vê que se encontravam próximos do Salão de Jogos do pai de Kurumada — O que você tá fazendo aí nesse lugar em uma hora como essa?

— Eu estava jogando, ora essa! Isso antes de você acabarem com os postes de energia! — Kurumada, que vestia um macacão azul por cima da camisa branca, ajeita seus óculos, que ficavam abaixo do seu cabelo preto em formato de tigela — Essa era uma das poucas regiões onde ainda não ocorrera o blecaute! Agora tudo foi por água abaixo... acredito que eu deva recorrer a jogos da idade da pedra agora, como xadrez, go, quebra-cabeças e afins...

— Nossa, que drama você tem em mãos, não é mesmo? — Pan se aproxima, amarrando seu gi vermelho mais apartado, ao puxar a faixa preta na cintura — Deixe sua paixão ardente pela Bra pra outro dia, pois estamos em uma luta difícil no momento! Ou melhor, já é uma boa hora pra eu dizer o que estava na minha cabeça, mesmo que isso desagrade. Bra, você só treinou pra valer recentemente, então pode ser que não esteja preparada para enfrentar uma ameaça desse nível, então se quiser... pode ir pra um local seguro, enquanto eu luto contra Toraru!

— Mas nem que eu caia morta! Eu não gosto muito de lutar, mas nem morta que eu vou deixar você ficar com toda a glória, maninha... — Bra se aproxima de Pan e leva seu braço em torno do pescoço dela — Essa batalha é nossa! Eu sei que só treinei pra valer nesses últimos dias, mas acho que serei de grande ajuda. Digamos que meu pai me obrigava a treinar de vez em quando, pra momentos como esse, então não estou totalmente fora de forma... acho que formaremos uma boa dupla!

— Essa é a Bra-Senpai! — Kurumada fica com os olhos em formato de coração, babando — Ah, e obrigado por sempre protegê-la, garoto... seu nome é como mesmo...? Ah, sim! Obrigado, Pan-Kun!

— Eu não sou um garoto!! — o socão na cabeça fizera brotar um galo de três andares na cabeça de Kurumada, que abanara uma bandeira branca em sinal de paz, comicamente — Sei lá como você resistiu a convocação de Yamoshi sendo um completo inútil, mas recomendo que se quiser continuar vivo e livre, vá para longe daqui! A ordem que os servos dele tem é de nos matar e depois levar a todos que resistiram!

— Compreendo... meu pai também foi levado... — Kurumada adentra ao Salão de Jogos — Obrigado pelo alerta! Eu vou tentar concertar o gerador, pra quem sabe, avisar aqueles que ainda resistem por aí, locais que não foram afetados pelo blecaute. No mais, boa sorte, Bra-San! E fiquem atentas com esse imenso canhão de energia que vai destruir a todos nós, que está vindo logo aí!

Kurumada corre pra dentro da loja, quando Pan e Bra se voltam para trás, horrorizadas e com as faces num susto cômico, disparando canões de energia com as mãos estendidas, que se fundiram numa espiral de azul e dourado, combatendo o ataque de Toraru, que se mantinha lá no alto, solene. As duas donzelas utilizam o Zenkai, com sua aura embranquecida se manifestando, fazendo com que o canhão duplo aumentasse de tamanho e suportasse o ataque de Toraru:

— Então podem segurar o Canhão Celestial do Tigre Selvagem, hein? — a voz calma de Toraru era grave e gentil — São um verdadeiro estouro, garotas Saiyajins! — o Serviçal fecha as palmas das mãos, quando seu ataque explode junto do das meninas, causando tremores nas redondezas e um grande clarão — Olá, é melhor irmos para outro lugar se não quiserem que seu amiguinho se machuque! — Toraru parara em meio as duas, as agarrando pelas vestes e arremessando para longe dali, partindo logo em seguida

Os golpes de Toraru seguiam desferidos de punhos fechados, movidos na altura do peito, os quais iam atingindo Pan e Bra, num lançamento contínuo. As donzelas recobram a estabilidade do voo, deslizando num mortal, sob o asfalto da Cidade de Parsley, onde alguns senhores que jogavam dominó na praça saíram correndo:

— Nem ferrando que esses velhos conseguiram resistir a convocação de Yamoshi! — Pan fica puta da vida, se colocando em posição de luta, levando a perna esquerda para trás e mantendo o punho direito na altura do queixo — Tem alguma coisa que eu não entendi?

— Você pode enxergar, garota Saiyajin, mas parece que ainda não é matura o suficiente para enxergar o que realmente importa. Aqueles que resistem a convocação de Yamoshi-Sama são aqueles que possuem um espírito forte e não aqueles que tem poderes elevados! — Toraru diz, de pernas arqueadas e punhos semicerrados erguidos na altura do peito — Por coincidência, os guerreiros mais poderosos da Terra também possuem um espírito forte! Mesmo indecorosa, eu vejo em você honra e pureza!

— Obrigado pelas palavras, Toraru-San... — Pan ergue os braços e rompe os dedos cerrados, os cinco de cada mão, na altura do rosto — Prepare-se, Bra! Taiyokeeeeeeen!! — o clarão consumira o local, enquanto Bra protegia seu rosto com os braços — Aposto que dessa não escapa! — esferas de energia eram agora disparadas por Pan, as quais iam invadindo o campo de ataque de Toraru, que ia desviando facilmente dos ataques, pra surpresa da pequena

— Parece que ainda perceberam, mas eu sou cego... — os olhos branco pérola de Toraru as fitavam, mas pareciam olhar através delas — Vai ver é por isso que enxergo mais facilmente o que as pessoas realmente são. Eu não sou um cara maligno, mas eu sigo as ordens de meu mestre e infelizmente terei de as matar... — Toraru corre pelo terreno, fazendo suas pesadas botas racharem o solo, quando desferira um golpe de direita, com Bra o segurando com ambos os braços — Hoooaaaaaaaaa... — o golpe de esquerda veio por baixo do braço, direcionado ao estômago de Pan, que segurara o punho com os seus

— Agora, maninha! Haaaaaaaaaaaaa!! — Bra liberara sua fúria, assim como Pan, quando um domo de energia azul eclodira dos corpos de ambas, causando impactos consecutivos sob o corpo de Toraru — Você não vai escapar! — a energia ia se expandindo, até causar uma pequena fissura na armadura de Toraru, que ouvira o estalo, naquele momento rompendo a força daquela energia e desferindo um chute de direita, que atingiu Pan na costela esquerda, a arremessando junto de Bra, a rolar pelo chão

— Punhos Leves do Tigre... — com uma solenidade que beirava ao surto, Toraru se elevara acima das híbridas-Saiyajins, socando o ar e disparando pressões de energia branca, as quais iam bombardeando o corpo das pequenas, até elas encontrarem um brecha no padrão dos ataques e escaparem da linha de fogo, vindas em lados opostos, numa voadora dupla, que atingira Toraru no peito, rachando sua armadura ainda mais — Parece que querem me afetar profundamente, não é, garotas Saiyajins...?

"Desculpem-me interromper, mas vocês precisam usar essa energia da maneira certa!" — a voz de Mirai Trunks ecoara no relógio dourado de Bra, que sobrevivera aos impactos da batalha, enquanto o de Pan não tivera a mesma sorte — "Eu estou ouvindo tudo aqui, por que você deixou o botão ativado, irmã... Façam a energia circular na altura das costas, a concentrem ali e então talvez o Super Saiyajin venha a tona! Achei que já deviam saber disso..." — explosões eram ouvidas do local de onde Trunks falava — "Como pode ouvir, também estamos com problemas aqui!"

— Eu já sabia dessa informação, Trunks, mas nunca deu muito certo! — Pan se aproxima, falando a partir do relógio de Bra — Acho que nossas Células S são em número muito pequeno para o alcançarmos tão cedo!

"Vocês treinaram bastante nos últimos dias, meninas!" — a voz de Trunks ecoa novamente — "No mínimo as capacidades de suas Células S aumentaram! Apenas tentem e verão..." — o sinal começara a falhar — "Cuidado, Chaos! Não... essa não..." — o sinal é rompido, deixando as Saiyajins preocupadas, mas ainda mais determinadas

— Ele tem razão, Bra! Não estamos fazendo direito! — Pan volta ao seu posto, encarando Toraru, naquele cenário de prédios caídos e postes derrubados, num sol das três da tarde — Por mais que não tenha dado certo no passado, pode ser que agora que estamos no calor da batalha, nossa parte Saiyajin fale mais alto!

— Então tá, eu que não vou querer ficar pra trás! — Bra também se posiciona, cerrando os punhos, arqueando as pernas e curvando a coluna, a concentrar energia na altura das costas, assim como Pan — Meu pai não gostaria disso, ver a teoria dos Saiyajins do Universo 6 sendo postas em prática pela sua filhinha mimada... — ela sorri, sentindo uma energia incomum invadir seu corpo — É meio quente, não é?

Naquele momento, os mantos de energia embranquecidos são transfigurados em energia dourada translúcida, com seus cabelos a balançarem loucamente. O curioso era que fora do convencional, os olhos, ao invés de possuírem íris esverdeadas, agora se encontravam opacos e sem pupilas, num branco estarrecedor, em contraste com os cabelos, que ao invés de louros, estavam apenas banhados pelo dourado do manto de energia, o de Pan num preto brilhante e o de Bra num azul fluorescente:

— Julgando pelo espírito de batalha que sinto vindo de vocês, parecem que alcançaram um novo nível... — Toraru sorri de canto, com seus cabelos brancos e sua capa a balançarem, devido a pressão da energia das pequenas — Eu também lutarei a sério, em glória e devoção a Yamoshi-Sama! Que nossos espíritos colidam mais uma vez, nessa batalha épica de gerações...

— Pode deixar, que não iremos mais fraquejar! — Pan exclama, confiante, com seus olhos opacos, mas enxergando a tudo — Esse não é exatamente o Super Saiyajin, mas estamos quase lá! O poder de nossas Células S realmente está tomando conta de nosso ser e acho que com esse poder e trabalho em dupla, podemos vencer alguém que possui um poder divino! Não é mesmo, Bra?

— Com toda a certeza!! — Bra estende os braços, carregando energia dourada, enquanto cerrava os dentes, ao passo que Pan levava as mãos em formato de concha ao lado direito do corpo — Vamos lá, maninha... — o Resplendor Final e o Kamehameha, catapultados pela força do Falso Super Saiyajin, marcharam contra Toraru, que sorriu de canto, enquanto sua energia branca se alastrara por seu corpo

— Canhão Celestial do Tigre Selvagem... — o disparo de mãos unidas na altura do tórax, eclodira contra os canhões de Pan e Bra, que vinham como num turbilhão de energia — Força Total! Haaaaaaaaaaaaaaaaa!! — o brado de Toraru ecoara, quando seu canhão pérola rompera os ataques de Pan e Bra, causando devastação pelo local, varrendo vários prédios em sequência — Eu posso ouvi-las chegando, garotas Saiyajin... — Pan e Bra evitaram de serem dragadas pelo ataque, partindo em lateral antes da explosão e chegavam em lados opostos agora, em voadoras letais, como da outra vez — Não serei pego novamente...

Num giro de alta velocidade em torno de si mesma, Toraru renegara as pernas de Pan e Bra, que foram arremessadas num giro, em lados opostos, a primeira, dando de costas no destroços de um muro e a segunda caindo sob a água de uma fonte que resistira, não muito longe dali. Bra se levanta, com a aura do Falso Super Saiyajin passeando pelo seu corpo, olhando para Toraru com seus olhos opacos e furiosos:

— Você fez eu molhar todo o meu vestido! E ainda por cima sujou com esse musgo horroroso que se encontra em todo o lugar! — Bra salta de fonte, vendo que Pan estava bem — Agora sim eu tenho um motivo pra acabar com sua raça!

— Quanta vaidade... — Toraru sorri, com desdém — Você possuí determinação e empatia, garota Saiyajin, mas como disse, tem um defeito muito grande. Talvez seja por essa vaidade que ainda está longe de alcançar os poderes de sua "maninha" aqui... — naquele momento, Bra ficara puta da vida, alçando voo e disparando um esfera de energia azul de alta potência

— Big Bang Attack!! — a esfera fora segurada por uma mão só por Toraru, que a desfizera com um cravar de dedos, enquanto tancava o Masenko de Pan com a palma de sua mão esquerda — Anda logo, Pan! Acaba com ele! — o Masenko de Pan pressionava Toraru, que fizera pouco mais de esforço para o desfazer entre seus dedos — Haaaaaaaaaaaaaa!!! — Bra apontara a palma de sua mão em seu alvo e segurando seu braço direito com a mão esquerda, na altura do pulso, disparara uma violenta pressão de energia, que rompera o solo e fizera a armadura de Toraru rachar ao meio

— Não pode ser... então você ainda tinha mais uma faceta em seu espírito... — Toraru sente sua armadura cair, quando é tomado por um desejo muito forte de explodir em fúria, mas se mantém rasteiro, sentindo o que ocorria nos arredores. O espectro do Tigre de Bengala aparece atrás dele, em quatro patas, rugindo, ao passo que ele é consumido por um brilho branco fluorescente, sumindo de vista — Punho Espectral do Tigre...

Naquele momento, Bra é atingida direto no estômago, com o punho de Toraru fazendo sua coluna repuxar com o impacto. O Falso Super Saiyajin de Bra é desativado e a guerreira cai ao relento, cuspindo sangue. Pan entra em estado de fúria, gritando pelo nome de sua amiga, quando seu manto de energia dourada vai as altura, oscilando entre o Falso Super Saiyajin e o Real Super Saiyajin:

— Eu vou acabar com você, seu maldito! — Pan ergue ambos os braços, carregando uma esfera de energia dourada, como uma pequena Genkidama — Maiden's Burst!!! — o ataque segue contra Toraru, que novamente o segura com apenas uma mão, mas logo é pressionado e tem de guiar sua outra mão, sendo impedido de usá-la para executar Bra — Eu disse que vou acabar com você! Bra é minha amiga e ninguém faz isso com uma amiga minha!

— Você é previsível, Pan... mas isso pode ser sua força também! — Toraru crava os pés sob o solo, guiando sua energia as palmas das mãos e tancando o ataque Pan aos poucos — Dentre os Seis Serviçais que lutam pelo Império de Yin agora, eu sou o segundo menos poderoso. Somente Kuroko, que luta com aquele seu amigo samurai, está abaixo de mim. Yamoshi-Sama gosta de ver a tudo pelas Hordas do Tempo e por isso não quer quer vençamos tão fácil, do contrário, seu entretenimento não será satisfatório. Vai ver era seu destino despertar tal poder hoje, garota Saiyajin, assim como era o destino de sua amiga encarar os fatos de que é inferior a você...

— Não acredito em destino, pois até mesmo meu tio, o Guerreiro da Profecia, não chegou onde chegou sozinho! Se ele não tivesse amigos ao seu lado, jamais teria se tornado tal guerreiro. Ninguém está fadado a nada... — Pan eleva seu poder ao máximo, sentindo seus músculos tremerem — Todos tem que lutar dia após dia se quiserem se tornar alguém! Agora, Bra!!!

Naquele momento, Bra dispara os tiros de energia nas costas de Toraru, fazendo o sangue jorrar. Ela havia se levantado, num voo cambaleante, poucos segundos antes. Sua amiga confiara nela e assim estava feito. Toraru perdera o controle de seus poderes ao sentir uma dor latejante, quando Pan tratara de afundar aquela massa de energia sob o corpo dele. Uma grande explosão ocorrera naquele local, do qual Pan fugira, levando Bra em suas costas, num acesso de alta velocidade:

— Você está bem, Bra? — Pan indaga, ao repousar seu corpo sob um bloco de concreto — Você foi muito corajosa a resistir, mesmo nesse estado. Se não fosse aquele seu ataque surpresa, jamais teríamos vencido essa luta. Eu devo minha vida a você... — o Ki oscilante do quase Super Saiyajin de Pan se esgota, a levando a forma base

— Não diga bobagens! Você não me deve nada... — Bra responde, com uma lágrima escorrendo em sua face — Se eu fosse tão forte quanto você, não precisaríamos quase morrer pra vencê-lo. Eu devo me tornar mais forte, pra assim me igualar a você... para sermos a dupla mais forte, quando meu pai e seu avô não estiverem mais aqui. Assim como minha mãe não está e assim como o seu pai também não...

— Sim, Bra... você tem razão! Nós somos a Nova Geração e devemos nos tornar mais fortes, pra acaso a terra sofra novos perigos, estarmos prontas pra isso... — um silêncio incomum se faz naquele lugar, quando Pan ajuda Bra a ficar de pé, a apoiando em seu ombro — Não pode ser... — ela toma um choque ao se voltar para trás, quando vê Toraru de pé, de malha branca rasgada, vertendo sangue de um rombo em seu tronco — Eu pensei que ele havia morrido...

— Parece que se esqueceu que possuo Ki Divino. Você não sentiu meu Ki durante toda a luta, então não faz diferença eu estar vivo ou morto, nesses termos, pra você... — Toraru faz um corrida, com os punhos envoltos em energia branca — Seu espírito padece em honra a sua amiga, Pan. E agora será destruído pelos meus punhos! — Toraru segue em sua corrida, até parar com os punhos cruzados a poucos milímetros de atingir os rostos de ambas, mutuamente, recolhendo sua aura de Ki, que se desfaz

— Mas, por que irá nos poupar? — Bra indaga, de face repousada no ombro de Pan, já fraca — Isso não seria sua sentença de morte?

— Eu já fiz coisas muito erradas devido minha devoção a Yamoshi-Sama, mesmo que meu espírito veja o melhor das pessoas. Matei pessoas muito melhores que eu, na verdade... — Toraru baixa seus braços e olha para o céu, a luz do sol refletida no opaco de seus olhos cegos — Ah, o calor do sol... — ele permanece em silêncio por alguns segundos e termina — Saiba, Bra, que Pan já quitou sua dívida. Esse último ataque foi um teste. Pan podia muito bem evitar meu ataque se largasse o fardo que carrega, mas isso implicaria em sua morte, Bra. Ela decidiu morrer junto de você e foi por isso que não a matei. Ela é uma pessoa muito melhor do que eu...

— Não se preocupe, Toraru-San... — Bra murmura, ao ver o corpo do Serviçal ser destruído de dentro pra fora por um Yamoshi em fúria, em seu trono, frente a Árvore dos Mundos — Eu jamais irei me esquecer desse momento e do que ele significa...

Os restos de Toraru banham o solo em pedaços com uma cor escarlate, enquanto Pan guia Bra em direção a Corporação Cápsula, pra se recuperarem em Tanques de Regeneração. Em seu coração, Pan sentia que era uma nova pessoa. Ela se lembraria de Toraru e de como ele a ajudara a encontrar seu espírito, quem ela realmente era. Assim como Bra o fizera. Assim como seu pai, que já se fora. Assim como sua mãe, seu avô, Piccolo e todos seus amigos o fizeram:

— Depois dessa luta, Bra. Estou mais confiante do que nunca que iremos vencer Yamoshi e trazer tudo de volta ao normal... — Pan murmura, sentindo a respiração de sua amiga, a qual levava as costas — Mesmo contra adversários tão poderosos, nós nunca desistimos de lutar. E talvez seja esse o fator determinante para a vitória! Lutar até o fim, pelos laços que construímos!

Sumindo no horizonte, um espectro de tigre seguia Pan, até se desfazer em partículas. Os combates contra os Serviçais seguiam a seus acordes finais, restando apenas três deles a serem finalizados. Rosai, Sarukai e Umihebi, os três mais poderosos Seviçais, eram aqueles que ainda estavam de pé! Conseguirão os Guerreiros Z dar conta de tamanha ameaça e chegar até a Árvore dos Mundos para impedir Yamoshi a tempo?

Notas finais
Não percam, o próximo capítulo de Dragon Ball Sem Limites - A Saga de Yamoshi, será: Kuririn VS Rosai! O Despertar do Rei dos Mares!