Dragon Ball - A Saga de Yamoshi
25 Kuririn VS Rosai! O Despertar do Rei dos Mares!
Notas iniciais

O cenário era a Casa do Kame, uma ilhota no meio do oceano, deixada a Kuririn por parte de Mestre Kame, após sua morte anos atrás. Lá, onde Oolong e a Tartaruga do Kame concertavam a casa, outrora danificada pela batalha entre Chaos e Cyborg Tao, Marron tomava sol estirada numa cadeira de praia, ao lado de Lunch, enquanto Kuririn manejava o cajado de Kame, vestindo o casco de tartaruga em suas costas. Ele apontava o cajado sob a rocha específica, de frente pro mar e sentia uma grande vibração. Esse cenário de aparente paz fora quebrado, quando um cometa vermelho atingira a areia da praia, quase estragando todo o trabalho que Oolong fizera:
— Ora essa! Era só o que me faltava! — o porquinho sai praguejando — Quem é você e o que quer aqui uma hora dessas, posso saber? — ao ele se aproximar e identificar a armadura negra, sai de cócoras a correr, se escondendo atrás de Kuririn — Ele é um... ele é um dos servos de Yamoshi!
— Eu naturalmente não sinto a energia dos outros, devido a minha genética, mas você, velho... — Marron, que saltara no momento em que a colisão ocorrera, nota — Você devia ter sentido a presença dele antes de chegar, não teria? — ela coloca o vestido cor marrom, esperando uma resposta de seu pai, mas recebe a resposta do Serviçal em questão
— Se não é uma garota atrevida! Devia ao menos se apresentar quando se está na presença de um Deus! — o Serviçal alto e de corpo troncado, se revela, de cabelos castanhos e olhos cor de mel, a trajar armadura negra, que fazia contraste com a capa, ombreira esquerda e botas de cor cinza — Como tenho algum senso de etiqueta, irei me apresentar... eu sou Rosai, do Espectro de Rinoceronte! Um dos Servos do Cavaleiro da Desolação e o quarto mais poderoso da ordem!
— O quarto mais poderoso? — Kuririn engole seco, encarando a figura curiosa de Rosai, ao se lembrar de quando lutou contra Raikou, que lhe dera certo trabalho e pela ordem dos ataques, devia ser inferior a Rosai — Que seja! Eu sou Kuririn, discípulo de Kame... em memória de Raikou, um Serviçal que conheci, eu irei enfrentá-lo!
— Você continua a virar as costas, não é? — Marron diz, secamente, permanecendo na frente do pai — Continua a ignorar que mamãe morreu. Você devia ter dito que lutaria em memória dela. Mas quando não é pelo seu mestre, você diz qualquer outro nome. Lutar por um servo de Yamoshi? — Marron cerra os punhos, cabisbaixa — Você nunca foi tão baixo, pai...
— Na verdade Kuririn sempre foi baixo, igual eu! — Oolong tenta uma piada, mas o clima já estava desfeito — Eh... acho que seu pai se referiu a Raikou, por que ele tem uma história com o tal servo aí, que tem um senso de estética terrível, aliás. Citar sua mãe não faria muita diferença na provocação inicial típica de um combate, nesse momento!
— Você parece ser um porquinho inteligente! Me pergunto como resistiu ao Reino das Feras, sendo um animal... — Rosai move seus pés pela areia, arqueando os joelhos e e socando a palma da mão esquerda — Mas me dizer que não possuo senso de estética? Logo eu, o Serviçal mais elegante da armada de Yamoshi-Sama!?
— Eu não sou um animal, eu sou um humano, tá ouvindo? Ah, e sobre sua escolha estética, seu cabelo é castanho, mas seus adornos são cinzas, tipo, nada a ver! — Oolong diz, ainda se escondendo atrás da perna de Kuririn, a tremer — Os outros ao menos tinham uma coerência no conceito, mas já vi que você é o piorzinho deles e... — um tiro de energia prateada passa voando próximo da cabeça de Oolong, que fica quieto na hora — Agora é com você, Mestre Tartaruga... — ele sussurra no ouvido de Kuririn, que ainda estava tenso
— Não, não é a vez dele ainda! — Marron ouve e se impõe — Serei eu quem irei lutar, fazendo isso em memória de quem realmente importa! Eu o farei isso em memória de minha mãe... — flashes do passado se passam em sua mente, de uma pequena Marron abraçando sua mãe apática, porém, sempre carinhosa com ela — Além desse motivo, bem, eu treinei muito nos últimos dias e quero ver se deu resultado. Eu não posso sentir o Ki delas, mas acredito que Pan e Bra já estão lutando e eu não vou ficar para trás!
— Não, Marron! Mesmo que você me odeie agora, eu não irei deixá-la lutar sozinha! — Kuririn se aproxima, colocando a mão sob o ombro dela — Rosai disse que é o quarto mais poderoso e isso me faz pensar que Raikou era mais fraco que ele. Se eu tive certa dificuldade contra Raikou, bem, eu não sei o que pode acontecer com você se...
— E você lá se importa se eu morrer? — Marron vira o rosto para trás, furiosa, com lágrimas a escorrer — Você deixou a mulher que mais te amou nesse mundo morrer, quando você estava no mesmo local que ela! Se tivesse ficado ao lado dela, ao invés de prestar atenção em outras coisas, ela ainda estaria viva! E tem mais... — naquele momento, um som estridente ecoara
— Já foi o suficiente, menina atrevida! — Lunch, de cabelos loiros, já vestida com sua camisa verde e bermuda bege, encara Marron após desferir um tapão em seu rosto, que deixara uma marca vermelha — Você só pode estar ficando louca se acredita que seu pai não se arrepende de não ter ficado ao lado dela durante todo o momento! Por acaso esqueceu que ela era bem mais poderosa que ele? — Marron fica acuada, pois de certa forma respeitava Lunch e vê-la em sua forma rebelde, facilitara as coisas — Era mais fácil sua mãe ter salvo o Kuririn do que ele ter salvo ela! Agora pare de se lamentar e siga em frente! — Lunch sai dali a passos pesados, voltando para sua cadeira de praia
— É, o clima não é dos melhores... — Kuririn se afasta, se voltando para a rocha onde treinava e dizendo — Marron, minha filha, lute sozinha então. Eu não irei interferir, a não ser que seja realmente necessário. Essa luta é sua... — ele se senta sob o rochedo, enquanto Oolong se escondia atrás dele. A Tartaruga do Kame continuava a empilhar tábuas e Lunch ia assistir de camarote de sua cadeira de praia, tomando um gole suco, satisfeita por ter acabado com aquela discussão inútil.
O Serviçal tinha um sorriso de deboche no rosto, fazendo uma reverência a Marron, sua oponente, que o encarava, ressentida. Todo aquele momento de paz havia-se ido com a chegada dele e ela tinha de se vingar. Aquela ilha, onde agora os coqueiros davam plantas carnívoras, ao invés de coco; raízes cresciam mesmo na areia e o mar congelava a cada minuto; esses eram sinais evidentes de que não seria habitável dentre poucos dias. Kuririn devia almejar pelo fim do Império de Yin se quisesse voltar a seus tempos de paz e agora confiava, mesmo a contragosto, a tarefa de acabar com Rosai, a sua filha Marron.
A garota ajeita o vestido e se coloca em posição, de braços semicerrados na altura da cintura e punhos fechados, levando a perna esquerda pouco mais a frente que a direita. Por mais alguns segundos eles se encaram, quando o choque ocorre! A colisão de braço ao centro faz a areia da praia voar, com os ali presentes cobrindo o rosto. Rosai segue numa sequência de três socos no estômago de Marron, terminando por arremessá-la em direção as crostas de gelo com um chute direto no queixo. Kuririn assistia a tudo, tentando não se deixar levar pelas emoções:
— O que está achando, garota atrevida? — Rosai aterrissa calmamente sob uma crosta de gelo, sorrindo para uma Marron que limpava o sangue do rosto — Depois que acabar com você, o que não será tão difícil, eu vou matar todos os outros, incluindo seu pai, que não consegue dar conta nem de criar sua filha!
— Não fale do meu pai desse jeito! — Marron dispara a toda velocidade, numa sequência de socos e chutes de alta potência, os quais Rosai ia rebatendo e contra-atacando, atingindo socos pelo corpo de híbrida-Android — Seu desgraçado! — ela trava o braço de Rosai com sua mão esquerda, quando com a direita, desfere uma esfera de energia em sua amadura negra, o fazendo recuar — Então essa é sua fraqueza, não é? Essa droga de armadura! — Marron ergue o braço direito, gerando um disco de energia dourada e o lançando em direção a peito de Rosai
— Naquela hora você me pegou desprevenido, garota atrevida... — Rosai apenas acena com seu braço, renegando o disco de energia com seu bracelete cinzento — E não vá me dizer que o disco está voltando por trás, por telecinesia? — o Serviçal eleva seu Ki, fazendo transbordar uma aura cinzenta, a qual engole o disco de Marron, o desfazendo em partículas — Como pode ver, o nível aqui é bem mais alto, ainda mais agora, que você arranhou minha armadura! — Rosai segue numa dança elegante pelas crostas de gelo, ao desferir uma rasteira
— Não vai me pegar, não mesmo! — Marron salta e vira num chute de alta potência, o qual o Serviçal barra com seu braço direito, a pegando pela perna com a mão esquerda e girando-a desenfreadamente, até atirá-la de costas contra o gelo, que se parte em pedaços — Gaaaaaaaah!! — ela sente suas costas latejarem, quando vê a perna chegando para lhe esmagar e rola para o lado, já alçando voo, enquanto Rosai espatifava o que restara do gelo naquele lugar — Toma isso!! — três discos de energia rodearam o Serviçal, numa perseguição de segundos, quando ele elevou novamente seu Ki, revelando a aura do Espectro de Rinoceronte, que se manifestara gigantesco e engolira os Kienzans
— Rino-Canhão Celeste! — de mãos unidas rente ao abdome, Rosai deixou escapar por entre o desenho circular que seus dedos faziam, um canhão de energia colossal, em tons de prata, o qual Marron tentou segurar de mãos nuas, sendo pressionada ao extremo — Embora não seja tão poderosa, devo admitir que tem bastante coragem, garota atrevida! — naquele momento, um Ki amarelado começara a transbordar do corpo de Marron, que se revelara de olhos opacos — O que é isso? Será algum potencial oculto?
— Haaaaaaaaaaaaaaaaaa!! Pela minha mãe, eu lutarei até o limite! — Marron vocifera, com sua energia ilimitada vindo toda de uma vez só, gerando um caos em seu ser — Eu vou lutar... — ela ia absorvendo aquele ataque, mesmo que isso danificasse seus músculos — Eu vou lutar até o fim... — Marron já estava perdendo a consciência quando terminou de absorver o ataque — Eu vou... — Rosai parte para o ataque final, numa cabeçada de alta velocidade, quando colide com o casco de tartaruga
— Então você quebrou uma promessa novamente! — Rosai recua cambaleante, após ajeitar o nariz no lugar, que colidira com o casco duro e rústico preso as costas de Kuririn — Sua "adorável" filhinha não irá ficar muito feliz com isso, pode apostar!
— Ele tem razão, papai... — Marron cai de cara no trecho congelado — Me deixe morrer, assim eu me encontrarei com a mamãe, quem realmente me ama... me deixe morrer aqui...
— Eu jamais faria isso, filha. — Kuririn pega Marron em seu colo e voa até Lunch — Leve-a para longe daqui, Lunch! Ela já fez demais por essa guerra. Deixe o resto comigo, tá legal? — Lunch ampara a fraca Marron — Taitsu saberá o que fazer. Deixe ela falar o que quiser, pois ela é livre pra decidir o que é bom ou não pra ela. Só não quero que se entregue a morte, pois isso seria um desperdício da pessoa que ela é! — lágrimas escorrem do rosto de Kuririn — Minha querida filhinha. O legado que Número 18 deixou nesse mundo... — e assim, Kuririn limpa as lágrimas do rosto e cai direto sob a crosta de gelo, encarando Rosai
— Está vendo, Marron? — Lunch, emburrada, acelera sua moto, levando a garota na garupa, que ia abraçada a ela — Ele sempre quis o seu bem... Atchim! — os cabelos loiros se tornam azuis — Ué, o que eu tô fazendo? Ah sim, vamos a uma loja de roupas, Marron!
— Ei, não me esqueçam aqui! Eu sou jovem demais pra morrer! — Oolong gritava lá de longe, mas já era tarde demais — Que droga! Terei de ficar aqui e correr o risco de virar porco assado, infelizmente... — a Tartaruga do Kame olha pra ele com ar de autoridade e ele volta a pregar tábuas, assobiando, como se nada fosse — Eu gosto de trabalhar... como amo trabalhar... — ele cantarolava, enquanto assistia o embate entre Kuririn e Rosai
— Meu mestre me deixou essa ilha, assim como seus pertences, pois confiava que eu daria conta de mantê-los quando ele se fosse. É claro que para isso, terei de acabar com você, Rosai... — Kuririn, que trajava o gi laranja do Clã Tartaruga, gira seu cajado pelo braços e termina com ele apoiado em seu braço direito, em contraste com o casco de tartaruga roxo, pendurado as costas — Essa será uma luta até a morte! — o manto do Kaioken eclode sob o corpo de Kuririn, num escarlate fluorescente — Kaioken 20x!!
Rosai faz uma reverência, passa as mãos pelo seu rosto liso e belo e depois avança, numa cabeça letal. Kuririn desvia e da um mortal para trás, atingindo um chute de alta potência nas costas do Serviçal, que apoia as mãos sob a crosta de gelo e ergue sua perna esquerda num chute, atingindo o queixo de Kuririn, o lançando aos ares. Reaparecendo lá no alto, Rosai termina num chute pra baixo, seguido de dois socos nas costas de Kuririn, no caso atingindo o casco roxo, o fazendo despencar pelo impacto, quando o monge faz a volta lá embaixo, sua aura vermelha refletida no azul do oceano. Ele faz o retorno e ambos colidem lá no alto.
Um golpe de cajado no rosto e outro no peito, quando Rosai segura o terceiro golpe de cajado e puxa Kuririn por meio dele, lhe aplicando uma joelhada de alta potência no estômago, fazendo sua coluna repuxar e o monge cuspir sangue. O Serviçal termina com um soco de marreta na cabeça, atirando Kuririn para baixo novamente, mas o pequeno faz a volta lá embaixo e retorna por trás, pegando Rosai pela capa e usando-a para enforcá-lo. Um puxão no pano e Rosai tem seu corpo inclinado para trás, onde Kuririn desfere a joelhada que faz a coluna do Serviçal estralar.
O Espectro de Rinoceronte aparece quando Rosai eleva seus poderes, gerando um domo de energia que afasta Kuririn. A capa já estava rasgada e por isso o servo de Yamoshi terminou por arrancá-la fora, quando percebeu que sua amadura sofrera uma grande rachadura, a qual, o tirara fora do sério. O Kaioken 20x sofre um abalo sísmico, quando Rosai atinge um chute direto no peito de Kuririn, que revida o segundo chute com o cajado e dispara uma esfera de energia azul direto na cara do oponente. Rosai não se abala e chega sorrindo, em socos consecutivos, atingindo Kuririn no rosto várias vezes, antes do monge recuar e levar as mãos de dedos estendidos frente ao rosto.
O Taiyoken eclode, cegando Rosai e até mesmo Oolong, que corria feito louco pela praia, até ser amparado pela Tartaruga do Kame, que protegera os olhos a tempo, com óculos escuros tipo Kame. Aproveitando a cegueira momentânea de Rosai, Kuririn prepara o Kamehameha envolto pela aura do Kaioken 20x, o atirando rumo ao Serviçal, que o agarra de mãos nuas, percebendo o som da aura a se mover. Kuririn sorri, triunfante, quando diz:
— Agora é sua vez, Rosai! Vamos ver se consegue segurar meu ataque de mãos nuas! — Kuririn eleva a aura de seu Kaioken — Sei que posso morrer, mas eu vou dar um passo maior dessa vez! Kaioken 25x!! — automaticamente, o poder do Kamehameha aumenta, fazendo os braços tomados por veias saltadas de Rosai cederem e o Serviçal tomar o impacto do ataque, sendo atirado ao oceano em processo de congelamento, o qual se parte em pedaços, fazendo as ondas virem a superfície — Desculpem, minha amigas do mundo subterrâneo, por perturbar a paz em seu território, mas foi preciso!
— Minha armadura... — Rosai ressurge do meio das águas gélidas, com vapor a sair de seu corpo, quando ele eclode num manto de energia prateada, se revelando sem armadura, a qual boiava partida no oceano, até afundar — O que foi que você fez... minha bela armadura, meu símbolo de devoção a Yamoshi-Sama! O que foi que você fez? — a figura de um rinoceronte gigante tomou parte do cenário, num espectro fantasmagórico, quando Rosai disparara em uma cabeçada letal
— Mil Disparos... Kienzaaaaaaan!!! — Kuririn gera mil Mini-Kienzans sob os céus, gastando grande parte de sua energia, fazendo o Kaioken 25x oscilar e seus músculos começarem a ceder — Morra, Rosai! Eu não vou te perdoar pelo modo como tratou minha filha! — a chuva de Kienzans vem certeira, mas Rosai atravessara todos eles, com a figura do rinoceronte espectral os engolindo, a desmanchá-los em partículas. A cabeçada atinge Kuririn direto no peito e Rosai o lança com um chute de esquerda, em direção a praia.
— Não pode ser... Kuririn! — Oolong corre até o amigo, vendo-o a sangrar pela boca, de Kaioken desativado — Você está bem, Kuririn?
— Eu... eu vou ficar bem, Oolong... fuja para o mais longe que puder e... — Kuririn vê que Rosai vinha a toda velocidade — Salve sua própria vida...
— Eu não vou fugir dessa vez! — Oolong vocifera, se transformando num pinguim gigantesco, onde Rosai colidira e recuara para o mar, até Oolong sofrer do impacto e voltar a forma base — Pode vir, servo de Yamoshi! Não vou deixar meu amigo morrer por que sou um covarde... dessa vez irei lutar!
Num piscar de olhos, Rosai aparece próximo de Oolong e enterra uma esfera de energia em seu peito, fazendo o porquinho cair para trás, vertendo grande quantidade de sangue. Aquela imagem choca Kuririn, que só tem a reação de saltar de pé, mesmo fraco, rompendo parte de seus músculos e desferindo um socão no rosto do Serviçal, que é atirando longe. Kuririn caminha a mancar, até o mar, enquanto a Tartaruga do Kame recolhia o corpo de Oolong para dentro da casa em restauração. Ao voltar para o lado de fora, a Tartaruga fica boquiaberta, dizendo:
— Então ele vai usar aquilo... — um súbito desabar de emoção lhe subiu a cabeça, como não ocorrera a centenas de anos — Nem mesmo Mestre Kame teve a ousadia de incomodá-las todos essas anos, mas ao que parece, ele é mais ousado! Ele viu que não havia alternativas e... — a Tartaruga vê Kuririn colidir a base do cajado de Kame na rocha que ficava de frente pro mar, com uma vibração de larga escala brotando dali e correndo pelo local, rachando a crosta de gelo e realizando o chamado — Venham, minha família...
— O que foi que você fez? — Rosai, limpando o sangue do rosto com a mão esquerda, percebe uma energia mística além do comum surgindo do oceano, a qual fazia o mundo tremer — O que está acontecendo? — em seu trono em frente a Árvore dos Mundos, Yamoshi vibrava de emoção, ao passo que distante dali, na Plataforma Celeste, Umihebi, o Serviçal mais poderoso, tremera de medo. No oceano gélido, Lunch para seu veículo e se volta para trás, com ela e Marron contemplando tal ato que entraria pra história. — Isso é inacreditável... você tinha uma arma como essa o tempo todo? — Rosai indaga a Kuririn, que sorria de canto, mal conseguindo se manter de pé
— Meu mestre a tinha e a deixou comigo... — naquele momento, os mares se abrem, quando uma torrente gigante de tartarugas saltam do meio das águas, espalhando uma chuva torrencial, numa dança a muito tempo não vista. O som tribal ecoa, quando, em várias cores e tamanhos, as tartarugas iam se espalhando, a invadir os céus com seu ritual, quando do meio delas, a Pequena Beldade e a Tartaruga Vidente saíram, numa dança sincronizada de um brilho monumental, anunciando a chegada do Rei. — Obrigado por atenderem ao meu chamado, pessoal! — Kuririn sorri, vendo a Tartaruga verde e escamosa do Kame rodar em uma espiral de fogo, quando o Rei brotara do meio das águas, se revelando acima de todas as tartarugas daquele local
— Foi uma promessa, não foi, Novo Rei dos Mares? — o Rei acena com a cabeça, em sua magnífica carapaça marrom — Eu disse que se precisasse e se realmente fosse merecedor, bastava tocar o cajado sob o centro magnético que rege os mares, a rocha sob a ilha central, onde o Rei dos Mares deve morar, que viríamos!
— Nem morto, essa energia... — Rosai sentia seu espírito ser esmagado, vendo todas as tartarugas a pairar em pleno ar, em uma aura mística multicor — Isso são as Hordas do Tempo? Não... são apenas a vontade um povo a muito esquecido! — Rosai entra em desespero — O que vocês estão pensando em fazer?
— O Rei dos Mares nos chamou por que precisa proteger um amigo... — o Rei murmura — E você, meu filho, não irá participar? É algo que só ocorre a cada centenas de anos, então, não perca a oportunidade! — naquele momento, a Tartaruga do Kame começa a flutuar da areia da praia, se juntando ao seu irmão de casco escamoso — Isso, agora que todos estão aqui, então, que o ritual se complete! — naquele momento, um sinal de esperança brotara no mundo — Que a Dança do Povo do Mar inunde o mundo com sua alegria! Está pronto, Novo Rei dos Mares?
— Mais do que nunca! — Kuririn simplesmente sabia o que devia fazer, pois aquilo agora ribombava em seu ser — Realizem a Dança, meus amigos... — ele salta em uma altura inacreditável, se colocando sob o casco do Rei, comandando com seu cajado — Uma dança de amigos para proteger um amigo...
— Esse poder, você está ciente de que nem mesmo Yamoshi seria páreo para algo assim? — Rosai indaga, incrédulo, sentindo seus músculos se retorcerem perante a presença daquele festival de energia — Por que irá gastar tal carta na manga com alguém como eu, um mero servo?
— Por que eu não tive escolha! Eu faço isso por Oolong, que quase morreu por mim. Faço isso pela minha filha, que amo independente de qualquer coisa. E faço isso por esse planeta, onde vivo desde que nasci! O Império de Yin cairá, mas pra isso, os pilares que o sustentam de pé precisam cair antes! — Kuririn comando com seu cajado — Você é um desses pilares, Rosai e por isso... precisa cair!
Naquele momento, a dança que era realizada sob o céus se volta num disparo contínuo de tartarugas que transfiguraram num vulto multicor, em direção a Rosai. O Rinoceronte Espectral eclode na gargalhada final e desesperada de Rosai, que parte em direção do ataque, mesmo sabendo que não teria a menor chance. Ele é despedaçado pelo ataque de Kuririn, com as tartarugas terminando a pairar sob aquele mar gélido ao final de tudo. Não tão longe dali, Marron se encontrava boquiaberta, ao perceber que fora seu pai que criara aquele belo ritual, em glória ao amanhã de um mundo incerto.
Kuririn pousa junto do Rei, próximo da areia da praia. Ele desce e vê Oolong de pé, se apoiando no batente da porta da casa em restauração. Ambos sorriem um paro o outro. A Pequena Beldade segue até Oolong e lhe concede uma de suas bolhas, curando suas feridas, que o levariam a morte dentro de poucos minutos. Em seguida ela cura Kuririn, que agradece, a vendo se juntar a Tartaruga Vidente, ao Rei e aos outros. A Tartaruga do Kame então conversa com seu irmão:
— Então você vai voltar para o Reino Submarino, irmão?
— Irei, mas como bem sabe, quando quiserem, é só me chamar... — o valente guerreiro verde e escamoso, que vertia vapor ao invés de chamas agora, responde — Mas com relação ao restante, bem, acho que vai demorar uns anos pra você poder chamá-los novamente. Você e seu novo dono! — ele olha para Kuririn — Ou melhor, nosso novo dono...
— Eu já desconfiava que não seria tão fácil assim. — Kuririn diz, sorrindo de canto, vendo as tartarugas se posicionares para a partida, logo atrás do Rei — Quanto tempo irá demorar, Rei-Sama?
— Em torno de quinze anos. E que fique claro que isso é pouco no tempo das Tartarugas... — ele sorri, se voltando para o seus — Não nos incomode novamente, está ouvindo, Rei dos Mares? O Kame nunca teve tal ousadia e parece que faltou repreender seu pupilo um pouco mais! Hahahahaha... — e assim, o Rei segue viagem, com todas as tartarugas voltando para o Reino Submarino, com exceção da Tartaruga pessoal do Kame, que continuou ali com Kuririn, emocionada por esse grande momento
— Isso foi mesmo incrível... — Kuririn murmura — Quem diria que Mestre Kame também era uma figura lendária como essa! Agora que sou seu sucessor, preciso agir com sabedoria, pois não posso me aproveitar desse poder, a não ser que não haja saída.
— Você fez o certo, Kuririn. Embora Oolong seja um chato de galocha, ele tem um bom coração no fundo, bem no fundo. Beeeeeem no fundo, acredito. — naquele momento, Kuririn desatara a rir e Oolong ficara puto da vida com a Tartaruga, voltando a trabalhar a praguejar até a última geração da Tartaruga, mesmo que estivesse grato por eles terem lhe salvo a vida — A propósito, sobre o caso de Marron... — a tartaruga murmura a Kuririn — Tudo seria resolvido se vocês reunissem as Esferas do Dragão, não é? Eu acredito que muito em breve elas estarão de volta a esse planeta, um pequeno palpite...
— Bom, considerando o que vi aqui hoje, Tartaruga-San... Irei confiar em seu palpite! — Kuririn exclama, entrando em contato com Taitsu por meio de seu relógio, dizendo pra ela ter paciência com Marron, pois ela estava em uma fase difícil, mesmo que já fizesse tanto tempo desde o ocorrido — Se por acaso, as lendárias Esferas do Dragão reaparecerem, Taitsu nos avisará, pois o Novo Radar do Dragão está sempre ligado! Então, nesse momento, reunirei as esferas e trarei Número 18 de volta... e com isso, espero trazer minha filha também...
No Palácio Divino, Tenshin via a tudo do Poço dos Mundos, sem poder interferir. Além do ritual das tartarugas, outra coisa não lhe saía da mente. Chaos, fora de combate, mais uma vez fora emboscado por um inimigo sanguinário. Na Plataforma Celeste, Mirai Trunks elevava seus poderes, almejando atingir um nível capaz de acabar com seu oponente. A batalha continuava, em seu clímax antes do fim. Yamoshi comemorava em frente a Árvore dos Mundos, pois um poder além da sua imaginação havia sido invalidado para destruir seu servo e ele agora se via livre de tal ameaça! Conseguirá o Guerreiro do Futuro vencer Umihebi, o mais poderoso e chegar até a morada de Yamoshi?
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