Notas iniciais
Eu mudei um pouco a história original de Skyrim, mas a fanfic não tem nada a ver com o jogo. Ela se passa depois de tudo ter acontecido no jogo.

– ... E então, quando nosso herói estava prestes a morrer no julgamento, vocês sabem o que aconteceu? — A velha perguntou a todas as crianças do orfanato que estavam ali escutando a história, e recebeu um "não" de todos como resposta. — Um dragão apareceu! Um dragão tão grande que foi capaz de destruir todo o forte de Helgen — Ela gesticulou os braços frenética.

– Bobagem! Até parece que dragões existiram — Disse um garoto do contra, desconfiando das palavras da velha, que com toda calma o respondeu.

– E quem disse que não existiram, meu jovem? — Ela esboçou um sorriso nos lábios antes de continuar. — Dragões são sorrateiros, embora sejam enormes... Eles ressurgem assim que os deuses nos dão um novo presente. — As crianças se entreolharam curiosas, e logo os cochichos começaram. — ... Um presente capaz de acabar com todos esses dragões, e nos dar paz novamente.

– A senhora acha que os deuses vão nos dar esse presente, enquanto ainda estivermos vivos? — Uma garotinha sentada na janela perguntou, ainda observando a praça central de Riften, qual estava vazia e escura. Ela se virou, e os cochichos mudaram de assunto "Mais uma vez a esquisitona está imaginando coisa impossíveis..."

– É uma pergunta muito interessante, Magnolia! — A velha sorriu, satisfeita por ter escutado a pergunta da menina. — Mas Alduin morreu, e agora podemos viver em paz!

A garota, assim que teve sua pergunta respondida, voltou a olhar pelo vidro embaçado, mas agora com os olhos no céu.

– Muito bem, crianças! Está na hora de dormir, todos já pra cama, soldados. — Ela se levantou de sua cadeira, e as crianças se levantaram do chão, correndo para sua camas. A garota parou de viajar em seu pensamentos e foi junto. — Boa noite, soldados? — A velha perguntou, e uma jovem ruiva veio imediatamente remexer a lenha da lareira, para que as crianças não morressem de frio durante a noite.

– Boa noite, senhora Hulda! Boa noite, senhorita Tialfi! — As crianças se despediram, e as duas foram até seus aposentos pra dormir também.

– Ei, Klaus... Você acha que a história da senhora Hulda é verdade? — Um dos garotos perguntou ao outro, sussurrando.

– Claro que não! São apenas lendas que devem existir a séculos.

– Deve ser por isso que ela conhece... — Ambos riram com a piada de mau gosto do garoto.

– A história é real. — A menina estranha se intrometeu imediatamente. — Não digam isso da senhora Hulda, ela é muito boa pra nós.

– Ah, fica quieta menina! Você é bem esquisita, não é à toa que você acreditou. — Um dos meninos resmungou

– Ser esquisito ou não, não tem nada a ver com acreditar em lendas. — Ela retrucou.

– Viu? "Lendas". Quer dizer que não existe, agora para de encher... — Disse o outro menino.

– Aí, vocês querem para de discutir? A gente tá querendo dormir aqui. — Uma garota charmosa reclamou e imediatamente os dois pararam de discutir com a garota esquisita.

Sem se importar, a garotavirou de lado, fechou os olhos e sussurrou "Eles existiram", e finalmente dormiu.