Notas iniciais
Oi, oi, oi. Boa tarde a todos. Como estão? Sentiram saudades? rs Cheguei para a alegria de todos, antes de mais nada, preciso dizer que isso de agendamento é uma mão na roda, não preciso mais acordar cedo, posso fazer minhas coisas na madruga, agendar e pronto. Amei *-*' Enfim, vamos ao que interessa. Arrumei um tempo maneiro até fevereiro e to pensando em manter dois capítulos por mês até lá, não é uma promessa, pode ser que em dezembro eu não consiga por está tramando outras coisinhas, mas janeiro e próprio fevereiro eu vou fazer isso sim. E ai a faculdade começa e vamos aquele esquema básico de bimestrais, infelizmente é uma realidade que não posso fugir. Quanto a história não revelo nada, mas eu gosto desse capitulo, apesar de curto, algo que notei, essa fic eu sempre faço os capítulos mais curtos, mas é que eu gosto de trabalhar um tema só nela, mas a partir do próximo vou me policiar para deixar maior, abordando outros pontos do que está ocorrendo, já que agora todo mundo ta ciente, de onde a Sakura ta, o que ta rolando na vila e agora veremos uma faceta dos aliados do Sasuke, deixando as tramas esclarecidas. Agradeço de todo o coração pelos comentários do capitulo passado e pelas novas e lindas pessoas que estão acompanhando e favoritando a história. ♥ Uma boa leitura a todos. ;*

O corpo todo de Sakura estava dormente. Os hematomas da luta no riacho tinham começado a clarear, mas ainda era algo muito brando, muito pouco em tempos normais ela já deveria estar curada disso. E isso se devia a subnutrição que vinha recebendo, por alguma razão o pouco que comia ali tinha se tornado o nada. E agora ela não tinha mais força para brigar ou para manter os olhos abertos.

O Inesperado

Karin observava Sakura pela pequena claraboia da porta da cela. A prisioneira estava deitada no chão de pedra, de costas para a entrada, não dava para dizer se estava dormindo ou acordada. Suspirou, a bandeja com a comida tremendo em suas mãos. Não entendia porque eles precisavam manter essa garota ali. Por que ela tinha que alimenta-la? Por que não davam um fim nela de uma vez?

O estranho da Akatsuki tinha sugerido isso. Ela não era do interesse de nenhum deles, Sasuke podia ter deixado Juugo acabar com ela no riacho e não faria a menor diferença. Mas não, ele a trouxe e depois de ter dispensado a coisa rosa e inútil, o mascarado também mudou de ideia. Reavaliei as possibilidades. Foi o que ele disse, mas uma pulga incomodava Karin, que talvez essa reavaliação não tenha sido solitária.

Agora lá estava ela, sendo forçada a cuidar dessa garota, essa não era a função dela. Não era carcereira, nem tinha a obrigação de ser. Tinha uma posição de prestigio, ou quase isso. Não deveria ser submetida a um dever tão reles. Além do que algo na presença dessa Sakura não fazia bem a Sasuke, ela podia sentir que ele em sua postura taciturna vacilava sempre que ela era o tópico da discussão e agora também remexia-se inquieto quando o assunto era o outro lá, o antigo companheiro.

Já fazia quase uma semana que Sasuke estava fora e ela não tinha ideia de quanto tempo mais isso duraria. Fitou a bandeja em suas mãos, conhecia suas obrigações. No entanto em uma cela, sem sol, com alimentação precária muitas coisas poderiam acontecer que estavam fora do controle e capacidade de Karin. Sakura era uma prisioneira e machucados aconteciam, infecções aconteciam, uma recusa em comer – quem sabe? – e principalmente mortes aconteciam com muita frequência.

Levou a bandeja para os fundos da grande caverna despejando todo o seu conteúdo em uma corrente de água. Não era culpa dela se as coisas acabassem não acontecendo como Sasuke e Tobi previam, a vida era feita de inconstâncias. E foi assim que os dias foram passados. Toddos os dias Karin cumpria seu dever, apesar de Sakura não ter mais visto sinal de comida ou bebida. Sua fraqueza era tanta que não tinha vontade, nem forças para trocar de posição no chão sujo.

Sasuke não voltou, o mascarado não voltou e ela ficou lá. Esquecida por eles e pelo mundo. Dormia bem mais do que qualquer outra coisa, seu sono era um canto seguro, a salvo. Podia lembrar de Konoha e sentir os cheiros e gostos. Nos últimos dias sua mente estava precisamente focada na culinária de sua terra. Até o lamen ela podia apreciar como uma iguaria notável, ainda mais porque todas as suas lembranças comendo ele vinha Naruto junto e sua risada tão característica que preenchia todo o ar. Era bom, era quente, a única quentura que restava.

As vezes sonhava com o tempo de gennin, com Sasuke ainda no time, mas não gostava mais desses sonhos. Pois quando acordava a lembrança amarga do Sasuke atual afugentava o carinho e a afeição pelo antigo e isso doía. Doía tanto quanto o resto das dores que tinha por todo o corpo.

Sua consciência era letárgica, estava ali, mas não estava. Os olhos abertos, mas não assimilava muito bem o entorno. Por isso não prestou atenção quando ele entrou, sua cabeça estava em outro lugar. Presa em uma tarde fresca, após um treinamento exaustivo. Sai falava alguma besteira para irritar Naruto. A algazarra estava formada, ela deu um esporro neles. Gritou com eles também, mas sem de fato brigar.

— Naruto...

Ela sentiu um sacolejo que a despertou um pouco. Algo a puxou, Sakura abriu os olhos, a tempo de ver uma cabeça a cima da sua, cabelos negros, pele branca, quase o Sai, mas não era o Sai. Era Sasuke quebrando a lembrança gostosa que ela tinha.

— Sakura? Sakura? — ela gemeu baixo, fazendo uma careta — Droga! — Sasuke virou a cabeça de Sakura para cima, tocando o queixo e fitando os lábios ressecados e partidos.

Ela estava tão fraca que não tinha forças para afasta-lo, para pedir que ele não a tocasse. Mas não foi necessário falar nada, abruptamente ele a soltou. Saindo da cela, ela ficou a fitar a porta aberta por onde ele tinha passado, mas Sasuke não tardou a retornar com duas garrafas de água nas mãos. Abriu a primeira e a puxou para junto de si, permitindo que sorvesse o liquido. Aquele foi o momento mais desperto dela nos últimos dias. A bebida desceu acalmando sua garganta seca, batendo em seu estômago vazio.

A primeira não foi o suficiente ele logo abriu a segunda e se tivesse uma terceira ela teria aceito de bom grado. Sasuke a observava tomar a água com sofreguidão, a analisava com muito cuidado e atenção, aquela era a última coisa que esperava ver ao retornar. A visão fraca e desidrata o desagradou. Karin teria muita coisa a lhe explicar.

Como se pressentisse a chegada e o desejo de Sasuke por vê-la, Karin apareceu, alarmada por encontra a porta da cela arreganhada. Ficou ainda mais espantada ao vê-lo dentro dela. Ele se virou, o cenho franzido e irritado.

— Karin! Você pode me explicar como ela está nesse estado? — rosnou baixo e ameaçadoramente. Ela estremeceu, não fazia ideia que Sasuke já tinha retornado, tentou manter a tranquilidade, desviando o olhar.

— Eu não sei, eu faço o que você pediu, talvez seja alguma infecção, alguma doença... — não dava para dizer que Sakura se recusava a comer com eles tendo essa conversa na frente da dita cuja.

— Não tente me fazer de idiota — ela se calou, abaixando a cabeça. — Traga-me dois baldes de água.

Mesmo a contragosto Karin fez o que lhe foi pedido. Sasuke soltou os braços e pernas de Sakura. No estado em que estava ela não representava nenhum um perigo, nem poderia causar danos, a levou para o canto da cela e sem dificuldade a despiu. Quando Karin voltou com os baldes parou ao fitar a cena, seu rosto branco. Sasuke ergueu a cabeça, a voz de comando presente.

— A água.

Ela largou os baldes ao lado dele, mortificada ao vê-lo banhar aquela garota estupida. Sua respiração chegava a ficar agitada quando ele passava um pano úmido pelas crostas que eram os machucados que Sakura tinha adquirido na batalha e durante a estadia, enquanto se debatia. A Haruno também estava desperta, fitava-o intensamente, encolhendo todas as vezes que a água gelada batia em seu corpo. Sasuke a vestiu com a mesma roupa que ela estava antes e a carregou até o ponto em que as correntes estavam.

— Karin, venha cá. — a terceira pessoa presente no recinto se aproximou, fitando Sakura com amargura. — Cure-a.

— O que? — a surpresa era tanta que as palavras engasgaram em sua garganta — Você não está falando sério, está?

— Eu pareço estar brincando — ele se virou para ela, os lábios de Karin estavam exprimidos em uma linha tênue e ela tremia de ódio, fitando de Sasuke a Sakura.

— Não vejo razão para fazermos isso por ela. É só uma prisioneira. — disse com desdém, a voz vacilando perante o olhar dele.

— Eu não estou pedindo para você ver uma razão. — ele declarou sem permitir recusas.

— Isso é um absurdo.

— Cure-a! — ela queria gritar, queria desesperadamente gritar com ele, por estar pondo-a nessa situação.

Com todo o esforço do mundo Karin se abaixou ao lado de Sasuke e curou os machucados visíveis, fechando as feridas que tinham voltado a ficar avermelhadas após o banho. No entanto não fez nada pelas marcas que ela tinha na barriga e nas costas, verificou se tinha algo quebrado, como não tinha deixou assim. Sasuke não a obrigou a tratar disso também. Seria demais. Quando terminou ergueu-se em um pulo, ultrajada.

— Talvez Tobi estivesse certo e nós devêssemos mesmo acabar com ela — disse antes de se afastar. Porque sim, ela precisava dar um fim nessa garota. Sasuke não era ele mesmo perto dela.

Sasuke soltou um longo suspiro fitando a porta por onde Karin tinha acabado de passar. Quando se voltou para Sakura ela tinha os olhos cravados nele.

— Por que? Por que está fazendo?

Por que Sasuke? Por que estava fazendo isso?

Página: Fleur D'Hiver

Notas finais
Eu tenho uma amiga que diz que eu só sou feliz fazendo a Sakura sofrer. éa/ Bem, a Karin é muito importante para a história em si, talvez do time Hebi ela seja com Sasuke de suma importância, não apenas para fins maléficos, vamos observar e ver o que vai acontecer. Mas me digam, o que acharam? Fui muito má? Fui muito cool? Sasuke mereceu ouvir o que ouviu? Comentem, elogiem, critiquem, opinem. Nos vemos na próxima, até mais!