Donzela Guerreira
14 Este é o lugar de minha eleição
Notas iniciais
Capítulo 14

Este é o lugar de minha eleição
No momento que James se foi e mandou ao carpinteiro com pranchas de madeira, Lily tinha tirado sua armadura e posto uma suave túnica, sua compostura estava recuperada. Deixou ao homem trabalhando e foi em busca de Dorcas. Havia coisas que fazer, além das defesas do castelo. Algo tinha que ser feito em relação às apostas de seu pai. De acordo com Dorcas, a noite anterior seu pai tinha perdido muito dinheiro com os cavalheiros da Ordem.
Mas quando Lily confrontou Dorcas, descobriu que sua irmã, uma comparação de eficiência, já tinha falado com os homens. A morena opinava que os normandos não eram tão bárbaros como Lily imaginava, porque pareciam bastante pormenorizados respeito a todo o assunto, e haviam devolvido seus lucros de bom grado, todos menos Lyon, quem tinha aventurado no o bosque e tinha sido roubado pela A Sombra. Entretanto, Lily suspeitava que a cooperação tinha mais que ver com a doçura de Dorcas que a decência dos cavalheiros.
Finalmente, e apesar sua determinação de manter-se ocupada com outras coisas, Lily encontrou a si mesma levada pela curiosidade, de volta ao campo de treinamento. Ela conseguiu evitar ser vista, parando-se na sombra dos canis. De relance, observou James pôr a seus homens abaixo rigorosas rotinas, lhes lançando bolsas de areia até que eles quase não pudessem levantar suas armas. Então ele os mandou fazer agachamento, não umas uma dúzia, como Lily pedia-lhes, a não ser cem. Com a armadura completa.
Ela franziu suas sobrancelhas em desaprovação. Seus homens odiariam ao Potter no final do dia, estava segura. O próximo abuso de James foi um desafio aos cavalheiros dela de pulsear com ele. Um por um aceitaram seu desafio, e um por um foram derrotados por sua força bruta. Lily sacudiu a cabeça. Ao entardecer, as costas de James teria uma faca cravada nela.
Enquanto observava James vencer ao jovem Kenneth, o mais jovem dos cavalheiros, lutando com ele no chão, os instintos dela passaram a governar sua conduta. Saiu de seu esconderijo, determinada a reparar o dano causado pelo Potter. Mas ainda antes que emergisse das sombras, ficou no chão, atônita pela imagem ante ela. James, rindo triunfante, saltou para ficar de pé, ajudou ao derrotado Kenneth a levantar-se e agitou o cabelo do moço. E para o choque de Lily, Kenneth estava sorrindo de orelha a orelha.
Em realidade, todos seus homens estavam sorrindo, apesar dos narizes sangrentos e os olhos com hematomas, suas caras mostravam sorrisos. Onde estava sua fúria? Onde estava sua vergonha? Tinham passado horas sendo abusados, golpeados, feridos. Todos tinham sido vencidos exclusivamente pelo Normando. Por que não ferviam de indignação?
Inclinou-se de novo contra a parede, alucinada. Como o tinha feito? Como James tinha conseguido maltratá-los tão solapadamente e entretanto ganhado não só seu respeito, mas também sua óbvia adoração? Era isso o que brilhava nos olhos de Kenneth. O jovem claramente adorava a James. E parecia que todos os homens o faziam.
Ela suspirou assombrada. Talvez nunca entendesse aos homens. Era como se conquistando seus corpos, James de algum jeito ganhou seus corações.
Ela olhou pensativamente o chão, incorporando a ideia em sua mente. Então olhou ao bonito Normando com seus ombros amplos e seu cabelo despenteado, seus faiscantes olhos e seus dentes brilhantes. Possivelmente, ela pensou com um calafrio, era a mesmo tática que ele planejava usar com ela.
[...]
Por muitas horas, os ingleses os forçaram a caminhar. Viajaram possivelmente dez milhas para o oeste, entrando no bosque, passando o limite de Hogwarts, e entrando nas terras de seus vizinhos, os Weasley. À noite, o estômago de Marlene estava grunhindo como um javali selvagem. Os mercenários tinham levado as trutas pescadas nessa manhã, mas não pareciam ter intenção de as comer. Não era que a mente de Marlene estivesse centrada na comida, apesar dos grunhidos de seu estômago. Seus pensamentos se centravam em Sirius. Sua cara se pôs tão pálida como o alabastro. Sua testa estava coberta de gotas de suor. Felizmente, o sangramento de sua ferida parecia haver-se detido.
Não foi uma tarefa difícil para ela implorar dos ingleses para cuidar do ferimento do Black, mesmo que isso a tenha custado mais um pouco de sua dignidade como guerreira e a marca da mão de Otis em seu rosto, por conta de seu abuso.
Marlene desejou não estar fazendo mais mal que bem. Tinha lavado a ferida de Sirius com água fresca. Ele não havia dito uma palavra, mas ela soube por seus ofegos ocasionais que era doloroso para ele. Ela tinha tratado numerosas feridas através dos anos, e conhecia tudo a respeito de dar pontos e enfaixar. Mas curar a um estrangeiro podia ser algo completamente diferente. O que curava a um escocês podia matar a um Normando.
Para melhor ou para pior, nenhum dos ingleses sabia a diferença entre romeiro e hortelã, nem estavam interessados em procurar ervas na escuridão da noite. Tudo o que tinha para trabalhar era água, um trapo, um pouco de cerveja, agulha e fio que um dos mercenários lhe deu.
— Bebe — disse ela enquanto empunhando a agulha passando a cerveja a Sirius.
Ele tomou um gole e a devolveu, ela tomou um gole, em seguida outro e logo um terceiro.
— Parece-te bem que tome álcool neste momento? — perguntou Sirius preocupado, vendo a agulha tremer na mão dela, em seguida ela tomou outro gole.
— Oh, sim — secou-se a boca com a mão e se endireitou — Não vais desmaiar, verdade?
— Não.
— Não vais chorar? — as orbes verdes dela o fitaram e ele sacudiu a cabeça — Ou gritar?
— Eu não grito — Sirius pareceu firme, mas ela vacilou.
— Se te doer muito, me chute com o pé ou...
— Por Deus! Tenha piedade, moça. Faça-o já.
De algum jeito ela conseguiu fazê-lo. Tentou imaginar que estava remendando roupa. Ajudou-a o fato de que Sirius não dissesse uma palavra. Sua respiração era agitada, e o suor brilhava em sua pele, mas não se moveu, apesar de que devia ter sido uma tortura. Depois que ela atou o último ponto, seus dedos começaram a tremer em uma reação atrasada desse calvário. Ela secou sua testa úmida com a manga de seu vestido e suspirou aliviada.
Sirius parecia pálido, ainda perto do calor do fogo. Seus olhos estavam semi fechados pela fadiga, sua mandíbula serrada. Involuntariamente lágrimas de dor se tinham deslizado silenciosamente por suas bochechas, e se secaram em sua cara. Seu peito subia e descia com uma respiração rápida e superficial, e seu cabelo caía emaranhado em sua testa. Para Marlene, o Black recordava a um herói de uma lenda Viking que seu pai estava acostumado a lhe contar.
Mas o que viu quando ela olhou a Sirius foi mais que a manifestação física do herói e mais que a beleza masculina. Ela captava sua coragem interna, uma força de vontade que a fez reconsiderar tudo o que tinha ouvido a respeito dos Normandos. Sirius Black não era um covarde. Era tão valente como qualquer um dos Cavalheiros de Hogwarts, e talvez mais valente.
Ela só rezava para que ele vivesse o suficiente para voltar a ser o guerreiro que ela tinha conhecido. Enquanto esquadrinhava o rosto cansado dele, tirou seu cabelo da testa, lavou sua pele quente com um trapo molhado e apagou os rastros secos de suas lágrimas. Era um desejo desconcertante. Quase não conhecia o homem, e por certo não sentia muito afeto por ele. Antes que suas mãos pudessem delatá-la, manteve-as ocupadas cortando tiras de tecido de linho de sua anágua e enfaixando a ferida. Quando terminou, sentiu seu olhar sobre ela, quente e penetrante.
— Sei que deveria estar agradecido — murmurou o moreno — Mas suspeito que desfrutou de cada espetada da agulha.
— Equivoca-te — ela corajosamente fitou as orbes azuis dele. Algo carregou o ar por um instante, produzindo uma espécie de faísca. Seus olhos se encontraram, e era como se seus espíritos se sincronizassem, criando um laço tão potente e eterno como a fusão de dois metais.
Ainda quando seus olhares se separaram um momento depois, o vestígio dessa união permaneceu, uma compreensão tão verdadeira e profunda que para Marlene foi difícil falar ou olhá-lo novamente.
— Amanhã — ela finalmente murmurou — Precisarei trocar as ataduras.
— Bem — então o Normando conseguiu dizer uma última palavra, rompendo a tensão com humor — Uns poucos dias mais de me pôr ataduras, e não ficará um centímetro do vestido.
Sirius dormiu superficialmente. Em parte devido a sua dolorosa ferida. Em parte porque seus sentidos estavam plenamente alertas, dado que se achava rodeado por seus inimigos nas terras selvagens da Escócia. E em parte porque suas emoções em relação à bela sequestradora escocesa descansando a uns metros giravam em sua cabeça como um torvelinho.
Marlene era um anjo ou um demônio? Importava a ela seu bem-estar, ou só estava preocupada com seu valor como refém? Ele pensou que tinha descoberto sua verdadeira natureza, que ela o tinha ajudado por razões puramente egoístas. Depois de tudo, se ele morresse, ela não só perderia a seu refém e com isso seu poder de negociação, mas também seria considerada responsável por sua morte. Era por isso que ela queria tratar sua ferida. Seu próprio bem-estar dependia disso. Mas após que ela o tivesse costurado, ele se deu conta que tudo isto também tinha sido uma odisseia para ela.
E depois, quando capturou seu olhar, quando negou ter sentido prazer por sua dor, ele reconheceu uma cara inocente, honesta e vulnerável. Sinceridade se refletia em seus olhos, e ele sentiu nesse instante a mesma proximidade de espírito que algumas vezes tinha experimentado quando fazia amor com uma mulher.
Era absurdo. Marlene não era alguém confiável, sem importar o que ele tinha visto em seus olhos. Ela era impulsiva e imprevisível. E ela odiava aos Normandos. Ela tinha começado essa aventura com a ideia de traição em mente, e embora as coisas tivessem ido muito mais além de suas intenções, era sua culpa que eles estivessem nessa situação. Ela seria capaz de dizer algo, de fazer qualquer coisa com o objetivo de avançar com seu próprio plano. Incluindo, ele pensou maliciosamente, enfeitiçá-lo com esses olhos verdes.
[...]
Toda a tarde, Lily se sentiu nervosa como um camundongo esperando que o gato atacasse, especulando a respeito de quando James reclamaria seu beijo. Enquanto ele estava sentado ao lado dela no jantar, brincando com seus homens, ela se perguntava se ele escolheria fazê-lo nesse lugar público.
Mas não foi assim.
James não lhe aproximou quando Diggory começou a recitar uma canção a respeito de um homem com três esposas. Quando seu pai começou a jogar aos jogo de dados com Sir Warin, quem enviou a Dorcas um piscar de olho conspiratório antes de começar a apostar, James não fez nenhum movimento para aproximá-la a seus braços e reclamar seu beijo.
Deveu-se ter esquecido dela, Lily decidiu. Era completamente provável, dado quão atentas estavam as faxineiras com ele essa noite, enchendo sua taça cada vez que ele bebia um gole e alimentando seu tremendo apetite. Seus cuidados possivelmente o faziam endurecer em seu meio da perna e abrandar em seu cérebro.
Mas quando uma faxineira normanda salpicou com cerveja a calça de James, e ela se ajoelhou entre as pernas de seu marido para limpá-la minuciosamente, Lily decidiu que já tinha tido suficiente. Atirou seu guardanapo sobre a mesa e se desculpou. O Potter poderia escolher atuar como um adultero abrandado no cérebro, mas ela não tinha intenção de presenciar sua idiotice. Subiu furiosa a escada, amaldiçoando em silencio aos homens por imbecis mulherengos.
Nunca se deu conta que estava sendo observada, abriu a porta reparada da habitação, e quando se deu volta para fechá-la, uma mão grande a apanhou.
James.
Ela conteve a respiração e ele abriu a porta mais amplamente entrando no recinto.
— Tem os reflexos de um gato — provocou o moreno.
— Não se esqueça que os gatos tem garras — ela conseguiu dizer, seu coração em sua garganta enquanto o via fechar a porta atrás de si.
— Não se esqueça que sei como fazer os gatos ronronarem — James viu um rubor surgiu na face dela — Se esqueceu de nosso trato? — perguntou avançando para ela, levantando sua mão para afastar uma mecha de sua bochecha enquanto estudava sua face — Foi apurada.
— Pareceu-te, estava distraído.
— Sim? — um brilho de bom humor havia em seus olhos.
Apesar de sua irritação com ele, ela sentiu seu pulso acelerar-se enquanto James a olhava. Toda a tarde ela tinha ansiado e temido este momento, como se fosse a leitura de uma sentença. Toda a tarde se recordou a si mesmo que era só um beijo, depois de tudo. Ela podia suportar estoicamente um beijo. Simplesmente pensaria em algo mais: em um combate ou em seu cavalo ou a lealdade dos cavalheiros de Hogwarts, enquanto James recebia sua recompensa no trato.
Ela tragou com dificuldade. Estavam separados por uma curta distância. Os olhos dele brilhavam, com calma e superioridade. Um ângulo de sua boca se curvou para cima com picardia. E agora ela recordava seu poder de fazê-la tentar. Ou ao menos a seu corpo. Seu coração voava como uma mariposa encerrada, sua respiração se fez rápida, e o rubor esquentou suas bochechas. Malditos olhos! Ela não podia deixar que a hipnotizasse. Ela precisava parecer indiferente, desapaixonada. Tinha que recordar que esse transação não era mais que um simples acerto, não muito diferente do que seu matrimônio era em si mesmo. Mas a pesar de seus melhores esforços, sua voz saiu como um sussurro.
— Este é o lugar que escolheu? Nossa habitação?
James só sorriu, um sorriso malicioso e deixou que seu olhar vagasse pelo corpo dela.
Então ele alcançou o decote de seu vestido, e antes que ela pudesse protestar, baixou-o sobre seu ombro e mais abaixo ainda, despindo um seio.
— Este — murmurou — É o lugar de minha eleição.
Os olhos do Lily se alargaram, e sua boca abriu em perplexidade. A tinha enganado.
— Não!
— Oh sim — disse ele roucamente, seus olhos nublados pelo desejo.
— Não — repetiu ela sacudindo a cabeça incrédula.
— Deu sua palavra — lhe advertiu.
Lily fechou sua boca outra vez. Tinha razão o maldito. O normando tinha sido diabolicamente inteligente fazendo um truque com as palavras, mas ela tinha sido o suficientemente estúpida para acordar com o trato.
— Um beijo — ele sussurrou, estirando seu polegar audazmente para capturar seu seio.
A ruiva fechou os olhos enquanto uma onda de desejo a invadiu.
— Tão suave — suspirou James, acariciando sua carne nua com o anverso de seus nódulos — Tão cálida — contra os desejos dela, seu corpo respondeu, derretendo-se, esticando-se, ansiando. O Potter viu as orbes verdes se fecharam completamente.
Enquanto ele abrangia seu seio, medindo seu peso em sua palma acariciou a bochecha dela e lhe falou brandamente com ouvido.
— Tão bela. Tão doce como um pêssego amadurecido.
Ela se mordeu o lábio como se suas palavras quisessem abrir-se caminho até seus pensamentos, para fazê-la cair em um estado de encantamento. Com uma mão em suas costas, James empurrou o quadril dela contra o seu, pressionando seu membro ereto, crua manifestação de sua luxúria, contra o ventre dela.
— Sente quanto te desejo? — murmurou.
Sua cálida respiração lhe fez fazer cócegas a pele do pescoço, e quando o dedos dele roçaram a sensitiva carne de seu peito, ela sentiu seus joelhos tremeram.
— Posso tomar minha parte do trato agora?
— Sim — balbuciou ela fechando seus olhos mais forte ainda.
— Esta assustada — disse o moreno insatisfeito com a resposta dela.
— Não — mas ela se negava a abrir os olhos, não queria ver a crua luxúria em seu olhar, a curva de seu sorriso de superioridade.
— Então me olhe.
Lily tomou uma profunda inspiração e se forçou a abrir seus olhos. Estava perplexa. James não estava sorrindo. Nem seu olhar era de superioridade como ela esperava. O Potter a olhava quase como indefeso, como se ele, também, estivesse apanhado nessa corrente entre eles contra sua vontade. Viu o músculo tenso em seu queixo, como se ele estivesse sofrendo a mais capitalista das repressões. Então ele murmurou, como recordando-se a si mesmo.
— Um beijo, nada mais.
James sua cabeça, até que ela sentiu.
O ar úmido de sua boca lhe arrepiou a pele. O mamilo se esticou em antecipação, e ela conteve sua respiração, temendo mas desejando o que viria. A tensão era intolerável. E então sua boca se fechou, quente, úmida e terna, sobre ela. Ela conteve a respiração ante a sensação. Seu beijo era suave ao princípio, seus lábios gentilmente rodearam os seus, banhando a carne com sua língua. Ela brigava contra o poderoso prazer, engasgando um gemido que subia por sua garganta. Então ele aumentou a pressão, metendo-se mais profundamente entre seus lábios. Mãe de Deus! Era maravilhoso. E embora seu beijo se centrasse nesse ponto, ela sentiu os ecos de êxtase através de todo seu corpo, dentro de seus ouvidos, no outro peito e entre suas pernas.
James gemeu. Era o som de um animal luxurioso, sim, mas também de adoração e entrega. Era um som erótico que a empurrou o bordo da rendição. Ela deixou que sua cabeça caísse para trás, revelando sua gloriosa tortura, nunca dando-se conta de que seus dedos, por iniciativa própria, dirigiram-se para frente para entrelaçar-se com o cabelo dele.
James sentiu como se girasse em um torvelinho, completamente fora de controle, esse rio de desejo o arrastava temerariamente mais e mais longe da costa. E entretanto ele era capaz de nadar livremente. Não era que ele não tivesse beijado outros seios antes, de fato tinha beijado os seios de muitas mulheres. Os seios femininos eram uma das criações mais belas de Deus e ele os adorava como qualquer outro homem. Mas nunca havia sentido essa adoração tão intensa e dramática. Outro gemido escapou de sua garganta enquanto sofria uma agonia criada por ele mesmo. Deus! Queria-a. Com cada fibra de seu ser. Sua língua nunca tinha provado algo tão doce, e se tinha deleitado em sua carne como um homem faminto sentado a uma mesa servida para um rei. Seu corpo se estremeceu com a luxúria quase não contida, e seu membro pulsava insistentemente, demandando alívio.
Deus! Queria-a. Não, necessitava-a.
Merda com sua promessa! Ao diabo com sua honra! Devia tomá-la. Agora!
Lily ofegou com doçura. O som suave, tão cheio de desejo feminino, era um sinal de que certamente esta vez ela não o rechaçaria. E entretanto ainda da profundidades de seu desejo, amaldiçoou a essa moça que de algum jeito tinha conseguido desafiar seus próprios instintos com sua natureza obcecada.
— Não! — ela conteve a respiração — Para!
Descrença e desalento o invadiram. Para? Certamente ela não quis dizer isso. Ela o desejava. Sabia que era assim. Como então podia lhe dizer que não? Mas quando seus dedos começaram a sair de seu cabelo, separando o dela, era claro que Lily tinha intenção de frustrá-lo outra vez. Seu peito se deslizou liberando-se de sua boca, deixando seu apetite insatisfeito.
Cambaleando James deu um passo atrás, incapaz de fazer algo mais que olhá-la, as orbes verdes semi fechadas, a boca rosada aberta, sua respiração vindo em ofegos. Ela também parecia atormentada pelo desejo, tremendo subiu o vestido sobre seu ombro outra vez.
Por um longo momento, não houve sons no lugar mais que as respirações agitadas. Quando ela finalmente falou, sua voz era seca e tremente.
— Paguei meu preço. Amanhã então nos vemos no campo de treinamento ao amanhecer.
James lentamente apertou seu queixo até que seus dentes se juntaram com força. Como se atrevia Lily a reduzir esse momento de paixão compartilhada a um mero intercâmbio mercantil! Certamente ela se deu conta que era muito mas que isso. A moça não tinha coração? Lhe corria gelo pelas veias?
— Sim — replicou, desafiando o impulso de transpassar a parede com seu punho.
Ela assentiu e então lhe deu as costas, lentamente começou a estender as mantas, como querendo prescindir dele tão facilmente como uma mosca molesta. Ferveu com fúria impotente, resistindo ao avassalante desejo de arrebatá-la pelo braço, fazê-la girar, e beijá-la tão ferozmente na boca que seus lábios lhe arderiam por dias. Mas ele já o havia dito. Um beijo. Não mais.
James girou e saiu do quarto, pegando uma portada na porta nova. As armas penduradas das paredes da habitação tremeram e ameaçaram cair ao piso.
— Deito-me com a primeira moça que ver! — prometeu a si mesmo enquanto baixava a escada. Seu membro não podia suportar tanta frustração. Maldição! Não era saudável acumular tanta luxúria.
Quando entrou em grande salão, vislumbrou brevemente à serva que tinha servido o jantar. A morena o enviou um sorriso tímido. Ele levantou uma sobrancelha e fez gestos para a despensa. O sorriso dela alargou-se.
Em seu estado atual, deveria lhe levar uns minutos aliviar sua necessidade.
Através de hall, o pai de Lily reunia aos homens ao redor dele para jogar aos jogo de dados. James seria discreto, e ninguém se interaria. Observou à moça meter-se na despensa, e esperou um momento, então se dirigiu para onde ela tinha desaparecido.
A despensa estava escura e fresca e cheirava a queijo. James haveria preferido um lugar mais confortável para ser saciado, mas sua necessidade era urgente. Sua risada suave o conduziu ao rincão mais escuro da cela. Ele estava urgido, tomou pelos ombros e lhe deu um beijo brusco em seus lábios ansiosos. Enquanto se levantava as saias, James deslizou um dedo dentro de seu decote, liberando um de seus generosos seios. Apertou a suave carne de seus seios em sua palma.
“Será em outro momento que me dedicarei ao peito”, pensou. Suas mãos percorreram o corpo e se deu conta de que ela não fazia martelar seu coração como o fazia Lily. Não lhe cortava a respiração. Nenhuma onda de desejo o invadiu. Sua boca não era tão doce como a de Lily. Ainda seus gemidos pareciam fingidos e superficiais em contraste com os ofegos sensuais da ruiva. James a empurrou afastando-a e sentiu que sua ereção caía.
— Por todos os diabos! — rosnou.
— O que acontece? — a serva sussurrou, assustada.
— Vete! — grunhiu ele — Vete já!
Murmurando insultos de decepção e raiva, ela correu ao salão.
Quando a morena se foi, James se inclinou para frente contra a parede e golpeando sua cabeça contra o material frio com exasperação. Nunca seu corpo lhe tinha jogado contra essa maneira traiçoeira. Tudo era tão ridículo.
— Amanhã — jurou-se — Vou esgotar Lily no campo de treinamento, farei-a trabalhar até que suas pernas se paralisem de fadiga. Talvez assim ela não terá a força para resistir.
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