Notas iniciais
Eu pensava que fosse ter tempo nesse feriado, mas passei ele longe de casa, bem longe, consequentemente, longe do meu querido note. Sinto muito pelo atraso e gostaria de agradecer aos que comentaram, mesmo que não tenham chegado a dez por capítulo. Esse e o próximo são um dos meus capítulos preferidos, espero que gostem porque eu amo! Quando ao Remie, tem muita gente perguntando pelo nosso querido Moony, sinto muito dizer que ele demorará para aparecer, e muito ainda. O relacionamento da Doe é o último a ser abordado, então ele será perto do final. Triste, eu sei. Capítulo dedicado a Captain Dream, Isa, whatever e NatKoreana que favoritaram a fic, muito obrigada. Boa leitura! Ps¹: No gif Karen Gillan como Lily Evans.

Capítulo 13

A proposta

Merda!

Não era um intruso. Eram cinco intrusos.

Um olhar lhe disse que eram estranhos. Estrangeiros. Estava fortemente armados, e suas peles estavam obscurecida pela sujeira, como se tivessem estado viajando por um longo tempo.

— Olhem, moços — um deles grunhiu enquanto lentamente a esquadrinhava dos pés a cabeça — É uma gata molhada.

— Não — outro interveio — Ela é uma dessas criaturas marinhas, uma sereia.

Riram em coro. Olhando-os um por um, Marlene duvidou se entre todos reuniam uma dúzia de dentes. Ingleses. Eram Ingleses. Que merda estavam fazendo em Hogwarts? Pela enorme quantidade de armas que levavam, eram mercenários. Não só isso, ela podia assegurar que não eram o tipo de homens que se afastavam de uma briga, embora fosse com uma mulher. Ela podia lutar com homem comuns, mas estes brutos viviam de brigar. Armada só com uma faca, as possibilidades de vencê-los eram escassas. Olhou brevemente para a lagoa. Estava vazia.

— Está sozinha, moça?

Seus olhos se estreitaram. Aparentemente sim. O maldito Normando se escondeu! O cavalheiro covardemente tinha escapado, deixando-a só para brigar com os ingleses.

— Não é uma moça comum — um deles se deu conta — Olha-a, é uma lady.

— Hm — o primeiro disse — Acredito que estás certo, uma lady sozinha neste lugar — ele a observou com curiosa especulação, arranhando a barba — Está perdida?

Marlene podia não ter a vantagem no que se referia às armas, mas ela tinha coragem e experiência, e isso era muito. Ela os observou, um por vez antes de trincar os dentes.

— Me ouçam bem, Ingleses bastardos, não estou perdida. Sou uma das Donzelas Guerreiras de Hogwarts e estou aqui com meu exército. Se não partirem neste instante, os chamarei para terminar com vocês.

Por um momento seu ardil funcionou. Por um momento eles se congelaram, olhando-a perplexos. Em seguida o barbudo franziu o cenho.

— A donzela guerreira de onde?

Eles trocaram umas nervosas risadas, que logo foram francas gargalhadas. Todos exceto um homem no fundo, que de repente se encontrou ameaçado por uma adaga.

— Hogwarts — Sirius disse claramente enquanto pressionava a ponta de sua faca contra a garganta do inglês. Já era hora, Marlene pensou aliviada. Esse homem engenhoso devia ter-se mantido debaixo da água para em seguida sair desapercebido e aparecer atrás dos intrusos — Façam o que ela lhes disse — ordenou — Partam silenciosamente, e não matarei a seu amigo.

Marlene franziu o cenho. Não tinha paciência para as negociações de Sirius. Estes não eram o tipo de homens para negociar. Além disso, agora que o normando estava aqui, os dois tinham uma boa chance de vencer aos mercenários. Então com um grito de "Agora!" para alertar ao Black, ela levantou sua vara de pescar e a sacudiu diante dela, fazendo retroceder aos intrusos.

— O que? — questionou Sirius confuso.

— Agora! Agora! — O que acontecia a ele? Ela deu um passo para frente e agitou a vara de pesca novamente, desta vez golpeando a um dos Ingleses na cabeça.

— Maldição! — gritou Sirius unindo-se a ela. Empurrou para longe a seu cativo, mas antes lhe roubou a espada. Em seguida estendeu seus braços amplamente, espada e adaga em suas mãos para manter a distancia aos mercenários.

Até então, os ingleses tinham extraído uma ampla gama de armas. Até o homem que Marlene tinha golpeado, recuperou-se. Enquanto a loira lutava com esse homem, o moreno brigava com os outros quatro. Um olhar rápido permitiu ver que Sirius era um espadachim respeitável. Ainda assim, ela não se atreveu a confiar em suas habilidades pois a briga era contra quatro de uma vez. Marlene avanazou para frente, atacando as costas de um segundo homem.

— Você Inglês asqueroso! Dê a volta e briga!

O convite funcionou. Suas palavras efetivamente distraiu a um dos homens do ataque a Sirius. Agora ele a enfrentava, com um olhar assassino em seus olhos.

O primeiro pensamento de Sirius quando Marlene gritou "Agora!" e começou a sacudir sua vara de pescar foi que ela havia se tornado louca. Se tivesse tido um pouco de paciência, ele poderia ter sido capaz de convencê-los de retirar-se sem brigar. Seu segundo pensamento, vendo essa mulher enlouquecida, armada com uma vara de pescar e uma pequena faca, enfrentando a um gigante com um facão e a outro brandindo uma espada, foi que se ela sobrevivesse a essa briga, lhe daria o golpe de sua vida.

E logo já não pôde vê-la. Três homens o atacavam ao uníssono, armados com espadas, adagas, e martelos de guerra. Fez um amplo arco com sua espada, forçando a seu inimigos a retroceder, e rapidamente decidiu que essa batalha não ia terminar nada bem, nem para ele nem para Marlene. Esses Ingleses claramente eram mercenários, cavalheiros com muita experiência, mas com pouca honra. O melhor que podia desejar era conseguir raciocinar com eles, como tinha tratado de fazer antes que a impetuosa donzela o tivesse forçado a entrar na batalha. Infelizmente, pensou, bloqueando a espada de um homem e evitando um martelo de guerra que não lhe pegou na cabeça por uns milímetros, teria que contentar-se em mantê-los a distância.

— O que querem? — gritou, usando sua adaga para desviar a ponta de uma espada.

— Algo que tenha em sua bolsa! — respondeu um homem com uma cicatriz sobre seu olho enquanto o atacava com o martelo de guerra.

— Não tenho bolsa!

— Oh, sim, e nós não temos armas! — um deles disse com desdém, agitando sua espada. Preocupado para se esquivar de duas adagas, Sirius sofreu um corte enquanto tentava bloquear a espada com seu braço. Ofegou dolorido e retrocedeu um passo.

— Muito tarde, tolo! — gritou Marlene. De relance Sirius a viu avançar com a vara de pescar, efetivamente para golpear ao homem do facão na virilha em seguida ela virou uma perna e chutou aos outros homens nas costelas — Outro ladrão veio antes que vocês!

Seus oponentes ficaram perplexos por esta revelação só por um momento antes de avançar novamente. Sirius foi forçado a desviar o ataque de duas espadas. Desta vez ele conseguiu golpear a ponta de uma espada com sua adaga. Mas a segunda espada apontou mais abaixo, dando em seu quadril. A folha de aço cortou sua capa, detendo-se perto de sua carne, mas deixou um machucado considerável.

— Vocês são nobres! — o barbudo que brigava com Marlene gritou — Certamente alguém pagará um bom resgate por vocês!

Sirius atacou para frente com sua espada, ferindo o ombro de um dos ingleses, que o amaldiçoou. Mas o homem cuja espada o tinha golpeado momentos atrás agora extraía um pau, repleto de pregos metálicos. Se algum era o momento apropriado para raciocinar, este o era.

— Não poderão pedir resgate por mim! — exclamou Sirius — Esta dama já pediu um resgate por mim, não poderão pagar duas vezes o mesmo resgate!

— Sim! — gritou Marlene — Ele é meu refém! Ele me pertence!

— Seu refém? — o barbudo perguntou com desdém — Já veremos!

O pau foi para a cabeça de Sirius e ele levantou sua adaga para desviar sua trajetória. O pau saiu voando mas também a adaga do Black. Agora ele tinha só uma espada para enfrentar a três homens. Esquivou o golpe da espada de um, mas a adaga de outro se alojou atrás do ombro do moreno. Sirius apertou seus dentes contra o repentino ataque e olhou brevemente para ver como ia Marlene. Sangue gotejava de seu braço, mas o corte não era o suficientemente profundo para obstaculizar seus movimentos. Ela se equilibrou para frente novamente com a vara de pescar, mas desta vez a vara se quebrou no escudo protetor de couro de seu oponente, deixando-a com um pedaço de pau mais curto que uma espada e muito menos intimidante. Apesar de tudo, ela o brandia como se fosse uma espada feita com o mais fino aço de Toledo. É obvio, o pedaço de vara se rompeu pelo ataque do facão.

Sirius tinha a intenção de lançar-se para o atacante dela, para defendê-la do facão que poderia lhe romper o crânio tão facilmente como tinha quebrado a vara de pescar. Mas devido a esse instante de distração enquanto olhava para Marlene, quando carregou para frente, foi dar com uma das espadas dos mercenários.

A espada se afundou profundamente em sua coxa, e por um momento não houve dor, só paralisia. Ele tentou avançar, estendendo sua espada para o homem que já estava indo por um segundo golpe a Marlene. Quando o homem extraiu violentamente a espada do músculo da perna, Sirius sentiu que se respiração se cortava. Ele cambaleou, tratando de pôr seu peso sobre sua perna sã e tratando de sustentar para o alto sua espada.

— Diabos! — gritou a loira — Bastardos! — ela deixou de brigar por um instante para olhar ao Black. Os olhos dele se alargaram quando viu o homem com o pau levantando seu braço atrás dela, mas ela deteve o ataque tão casualmente como quem espanta uma mosca, deu-se volta para cravar a ponta de sua faca em sua mão. O homem gritou e deixou cair sua arma, apertando o braço sangrento e Sirius não sabia se sentia-se impressionado ou mortificado. Por cima de tudo, sentiu-se aliviado. Até Marlene olhar ao Inglês restante — O que lhe tem feito a meu refém?

— Ele já não é teu, moça — o homem que o tinha ferido na coxa sustentava sua adaga contra a garganta de Sirius, e Sirius caía a seus pés.

— Lógico que é! E agora o arruinaram, quanto me darão por um Normando rengo?

Sirius tinha suficiente consciência para sentir-se completamente traído. Ele tinha arriscado sua vida para ajudar à ingrata moça, e ela não se importava nem um pouco com seu sacrifício ou sua dor. Sua única preocupação era que o valor do resgate tinha diminuído.

Marlene mordeu o interior de sua bochecha e forçou seu olhar para longe de Sirius. Vendo o Normando sendo ferido tão cruelmente a tinha afetado muito mais do que se atrevia a demonstrar, e a visão de seu sangue a fazia se decompor. Jesus, ela odiava render-se. Ela odiava isso mais que perder. Como seu pai Viking tinha-lhe ensinado, era melhor sofrer uma ferida grave que vergonhosamente cair ao chão sob o peso da espada inimiga. Mas quando Marlene viu a folha de aço enterrada na coxa de Sirius, foi como se a espada lhe tivesse perfurado sua própria carne. Seu coração se apertou, e soube que se não parasse de brigar, Sirius morreria.

Então, resistindo o impulso de continuar com a briga, pondo cara de valente apesar de seus nervos, ela cedeu sua última arma, cravando-a na mão de seu atacante, e girou para os mercenários com desafio em seus olhos.

— Malditos! A quem de nós serve um refém morto? — murmurou entre dentes.

— Não o está — o que tinha Sirius disse — Nem sequer está prejudicado. Bom, nem tanto.

Tinha sido gravemente ferido. Uma náusea subiu a garganta dela enquanto via sangue emanando da ferida. Mas não se atreveria a revelar sua preocupação por Sirius. Ela disse a si mesma que era por razões egoístas. Se Sirius voltasse para Hogwarts ferido ou, Deus não o permita, morto, James Potter a faria responsável por isso.

E entretanto, em seu coração, algo começava a crescer, um pouco de respeito pelo normando, um respeito que bordeava perigosamente a afinidade.

Ela opôs pouca resistência enquanto lhe atavam as mãos em suas costas, e em seguida conduzida pelo bosque, embora estivesse tentando fazer o trajeto tão difícil como fosse possível. Sua atenção estava centrada em Sirius, quem estava tão silencioso como a morte.

— Se ele morrer... — ela disse secamente.

— Não o fará.

— Mas sua perna?

— Vai sarar.

— Não se não deixar de sangrar.

— Por Deus! Parece sua maldita mãe.

— Quererá dizer sua maldita mãe morta — a voz doutro inglês soou e o mesmo se inclinou para perto de Marlene — Otis se cansou de uma moça muito faladora e a calou... para sempre.

O homem queria impressioná-la. Mas Marlene não estava impressionada. Homens como esses que percorriam o país vendendo sua força ao mais alto pagador, tinham lealdade tão mutantes como o vento. E a maioria deles tinham um passado criminal. O que fazia que todos ali presentes tivessem algo em comum, ela pensou maliciosamente, perguntando-se se James Potter estaria preparando a forca para ela neste momento.

[...]

— Outra vez! — ordenou Lily fechando o visor contra o sol ardente da tarde, seus pés bem abertos, e levantava sua espada contra Sir Diggory, o mesmo abaixou seu escudo.

— Minha lady, não quero ser desrespeitoso mas...

— Avança — ela agitou a espada para baixo, levantando uma nuvem de pó quão a ponta da espada tocou o chão.

— Minha lady?

— Vem para mim, covarde! — a ruiva flexionou seus joelhos, sacudiu sua cabeça, e levantou a espada uma vez mais.

James o perde, ela pensou, se ele escolheu fazer uma percorrida pelo castelo com o construtor, discutindo mudanças para a fortificação de Hogwarts, antes que passar o tempo treinando com seus cavalheiros. Ela morreria antes de deixar que os soldados de Hogwarts se tornassem preguiçosos simplesmente porque “o novo senhor” tinha melhores coisas que fazer.

Os homens de James foram vacilantes para brigar com ela ao princípio. Ela era estava acostumada a isso. Os homens temiam machucá-la. Mas sabia que uma vez que entravam em combate com ela, uma vez que ela provava ser uma oponente de peso, uma vez que ela ganhava seu respeito, os Cavalheiros da Ordem aceitariam treinar com ela voluntariamente, ao igual a seus próprios homens faziam. Enquanto isso, ela punha tudo de si quando os atacava e não se defendia com unhas e dentes quando eles o faziam. Com sorte, ela lhes proporcionaria um ou dois arranhões com a espada que eles poderiam lhe mostrar ao Potter no jantar.

James pensativamente caminhou o perímetro da fortaleza, assentindo aos esboços e agradado com as ideias de seu construtor. A adição de uma muralha interna encerrando a fortaleza melhoraria enormemente as defesas do castelo. Os grãos poderiam ser guardados dentro de uma das seis novas torres, e novas celas podia ser cavadas por debaixo para ter mas provisões de cerveja, queijo, pescado, carne para os invernos duros ou em caso de ser sitiados.

O melhor de tudo era que podiam começar de uma vez, já que a construção não requeria desmoronamentos na muralha externa, podia ser feita com completa segurança. Se o clima do verão se mantinha, e se suficientes pedras podiam ser conduzidas, a construção poderia estar bem avançada antes inverno. Havia só uma coisa que James queria discutir com Sir Caradoc, e isso eram os benefícios de cavar uma fossa ao redor o castelo. Isso requereria uma fortificação extra da muralha existente e adicionar uma ponte levadiça. Era um trabalho considerável e caro, e o Potter não estava completamente convencido de sua utilidade.

Voltando para os esboços do construtor, disse-lhe que teria uma decisão tomada ao dia seguinte. Então o deixou para encontrar-se com Caradoc.

Enquanto se aproximava do campo de treinamento, ouviu um violento intercâmbio de aço com aço, gritos de dor, de fúria e de vitória. Ele viu Sir Caradoc fora do campo, apoiado contra a cerca, observando os diferentes combates com intenso escrutínio. Tão concentrado estava seu homem que lhe levou um terceiro olhar antes que Caradoc desse conta de quem se aproximava. Uma vez que ele o reconheceu, afastou-se da cerca e girou para ele. O olhou com desconforto.

— O que acontece? — perguntou James — Já engravidou a uma moça? — o homem só grunhiu, olhando ausentemente através de campo — O que acontece, Caradoc? — perguntou novamente, conhecedor dos humores negros de seu homem — Fala!

O Dearborn cuspiu no pó e golpeou um punho na palma de sua mão.

— Não quero interferir, sabe — ele começou sem olhar aos olhos de James — Sei que os costumes escoceses não são bem... bem, são diferentes aos nossos.

James pestanejou e Caradoc lutou com as palavras.

— Não duvido das boas intenções dela, o que trato de dizer...

— Ela?

— Sua esposa — Caradoc trocou seu peso para seu outro pé e começou a falar mais rapidamente, como se preparasse para o golpe que viria ao final de seu discurso — Ela tem determinação. Isso é verdade. E espírito. Mas, os escoceses não têm esse feroz tipo de...

— O que acontece, Caradoc?

O homem pressionou seus lábios, relutante a continuar, então girou e sacudiu sua cabeça assinalando o campo de treinamento.

Sir Diggory, o Cinza, treinava ali, seus joelhos flexionados, seu escudo para frente, sua espada se movia só de vez enquando e como se defendesse a si mesmo das garras de um gatinho. Então James viu o gatinho. Ela sacudiu sua espada com ambas as mãos, lançando golpes à esquerda e à direita, provocando, evitando, investindo... Seu coração saltou.

— Mãe de Deus! — disse entre dentes, fechando a mão no punho de sua espada embainhada e avançando. Mas Caradoc o deteve, pondo seu próprio corpo entre James e o campo de treinamento. Ignorando o olhar assassino do Potter.

— Não me importa se ela empunhar uma espada. Pelo que os homens de Hogwarts dizem, ela tem feito desde que era menina. Mas os cavalheiros temem por sua segurança, e...

— Te afaste, não há nada mais do que tenha que preocupar-se — para seu grande assombro, estava tremendo, e sua voz saiu como uma débil brisa.

Caradoc o olhava com temor e James soube que devia controlar-se antes de confrontar Lily. Rapidamente reprimiu todas suas emoções menos a fúria. Então, empurrou Caradoc, tirou-lhe a maça que tinha pendurada no cinturão e passou a seu lado indo para seu oponente.

— Lílian Potter!

Seu grito foi o suficientemente alto para deter ainda ao homem mais distante no campo de prática. O gritou assombrou Lily, embora não tanto como ao Sir Diggory, quem saltou no ar.

James cruzou o campo com passos largos, a maça firmemente segura em seu punho.

— Me perdoe, meu lorde. Eu... — Diggory se adiantou e James o ignorou.

— Me dê essa espada! — o olhar foi duro em direção a ruiva.

Virgem Maria! Sua voz lhe tinha servido no campo de batalha para dar ordens a muitos homens. Que diabos a fazia tremer agora? Lily atirou seu escudo. Tirou-se o elmo, e seu cabelo ruivo se soltou, o sol forte da tarde o dava um brilho acobreado.

— Por que devo dar?

— Agora! — ele bramou como um louco.

Ela comprimiu seus lábios e esticou a mão em sua espada.

— O que significa tudo isto? — demandou a ruiva — Não tem direito a...

Mas ele não estava escutando. Apontando à espada de Lily levantou a maça e então, com um poderoso golpe, dirigiu a arma para baixo. A refinação aço não podia competir com a maça brutal, e a espada se quebrou secamente. Os dois pedaços caíram ao chão como ossos secos.

Lily sentiu um nó em seu estômago. Por um momento, não pôde respirar. Sua espada. A espada que seu pai lhe tinha dado, a espada que levava seu nome no cabo. A espada que ela tinha empunhado com grande esforço em cada vitória. Para sua completa mortificação, seus olhos se encheram lágrimas enquanto olhava fixamente a espada quebrada.

Mordeu-se o lábio para deter o pranto. Lily, a Donzela Guerreira de Hogwarts não chorava. Nem por dor. Nem por medo. E certamente não por algo tão insignificante como a perda de uma espada. Não choraria. Não daria a James essa satisfação. Mas para seu horror, no terrível silêncio que seguiu, um soluço apareceu em sua garganta, e ela sabia que devia fugir de uma vez, escapar antes de passar essa vergonha ante os cavalheiros.

Não confiava em si mesma para falar. Endireitando suas costas, girou e avançou. Os cavalheiros se fizeram enquanto ela caminhava dignamente para o portão e cruzou jardim para a fortaleza. Se pudesse manter essa farsa de compostura até chegar a sua habitação, poderia encerrar-se e chorar em seu travesseiro. Mais tarde lutaria com a traição de James. Mais tarde seria capaz de pensar claramente para planejar uma retribuição adequada a essa humilhação. Mas por agora, tudo o que queria era chegar a sua habitação sem derrubar-se diante da gente.

James a observou deixar o campo, e girou para encontrar-se com variado pares de olhos que lhe comunicavam o julgamento de Hogwarts a respeito de sua conduta. Ele olhou a espada quebrada e amaldiçoou.

— Ela é uma mulher! — bramou, o suficientemente alto para que todos o ouvissem — Por Deus! Vocês poriam em risco a vida da lady da fortaleza? Não querem herdeiros para Hogwarts? — ele sacudiu sua cabeça e se passou a mão por seus cabelos, então lhes lançou um olhar letal — Ninguém vai treinar com ela outra vez. Entendem-no?

Os homens de Hogwarts moveram seus pés e murmuraram uma resmungona aceitação. Ordenou voltar para suas tarefas e voltou para onde estava Sir Caradoc.

— Ela não te causará mais problemas — disse a seu homem, lhe devolvendo a maça.

Caradoc grunhiu e James cruzou seus braços sobre seu peito, justo no ponto onde seu coração se sentia pulsar estranhamente descompassado. Por alguma impensável razão, subitamente ele precisava dar-se explicações a si mesmo.

— A moça não tem nada que fazer no campo de batalha, Dearborn — murmurou — Não me importa o que seu pai lhe permite fazer, a insistência dela de dirigir sua própria arma demonstra um enguiço em meu dever de amparo para ela. É o dever de um homem proteger a sua esposa, assim como estabelecer as regras para que ela obedeça.

As sobrancelhas castanhas de Caradoc se levantaram quase imperceptivelmente.

James tratou de convocar um sorriso de auto satisfação, mas falhou. Maldição! Ele pensou, deveria se sentir satisfeito.

— Talvez devesse deixar claro a ela que tudo isto não era sua culpa, o lugar de uma mulher é na fortaleza — Caradoc continuava com o cenho franzido — As Mulheres foram feitas para costurar, bordar e ter bebês, não para dirigir armas de guerra.

— Sim. — concordou o Dearborn, mesmo mantendo o cenho franzindo.

— Meu Deus! Ela não tem nada que fazer mesclando-se com temerários cavalheiros que poderiam feri-la sem querer — vislumbrou uma clara imagem de Lily caindo morta e isso o golpeou com força.

— Meu lorde? — Caradoc o segurou pelo ombro.

James olhou a seu homem ausentemente. A quem estava enganando? Ele não procurava estabelecer regras para Lily. Ainda no breve tempo em que a tinha conhecido, sabia bem que isso era impossível. Ela era diferente a qualquer mulher que jamais tivesse conhecido: de grande vontade, inteligente e independente e ele respeitava qualidades. Por todos os Santos! Admirava-as! Não, a verdade era que ele estava aterrorizado pela segurança física dela. Que Deus o ajudasse! Quando tinha visto sua bela esposa brigando com homens duas vezes maiores que ela, arriscando seu pescoço contra um perito cavalheiro, seu coração havia-se sentido esfaqueado tão violentamente que tinha temido ter recebido uma investida através de seu peito.

O que só significava uma coisa.

— Maldição — murmurou.

Estava desenvolvendo debilidade por sua esposa.

Sacudiu a cabeça, então tomou uma respiração profunda antes de ir para a fortaleza. Se estivesse em seu poder deter Lily para que nunca mais levantasse uma espada outra vez, faria-o, embora tivesse que romper cada espada da armaria.

— Lily!

A ruiva se levantou da cama, freneticamente enxugando as odiosas lágrimas de sua face, e olhou à porta travada. Não ia abri-la.

— O que quer? — mais rosnou do que perguntou.

O trinco se moveu em resposta enquanto James tratava de abrir a porta. Seu coração golpeava contra suas costelas. Ele sacudiu o trinco com mais força, sem êxito.

— Lily — seu tom era mais calmo, mas seu tom agudo — Deixa me entrar.

— Não!

Um comprido silencio seguiu.

— Abre a porta, Lily — sua voz era mais suave desta vez, mas ainda mais perigosa.

— Não.

Não havia resposta, nem movimento. Nem som de nada vindo além da porta.

Lily escutou sem respirar e em silêncio até estar segura que ele se rendeu e se foi.

E então a paz foi quebrada com um estalo.

A porta de madeira explodiu para dentro. As lascas e os pedaços de madeira voaram por todos lados. A barra de ferro retorceu sob o impacto e os sustentos de couro se saíram da parede. O que ficava da porta caiu ao piso como uma besta derrotada. E da soleira, através de uma nuvem de pó, com a grande tocha de seu pai pendurando de uma mão, avançou James, olhando-a como o mais feroz dos Vikings.

O Potter estava fora de si. Estava parado ali, como um bárbaro com tocha na mão. Tinha sido forçado a voltear a porta de sua própria habitação e o tinha forçado sua própria esposa! Como se atrevia Lily a...

Lily.

Ela se encolheu para trás, olhando-o com olhos úmidos e inchados, tão à defensiva e tão nervosa como um lobo ferido. Ele supôs que o fato de ter entrado no quarto usando uma tocha não ajudava à situação.

— Me deixe sozinha! — gritou ela.

Manchas avermelhadas e rastros de lágrimas em suas bochechas. Seus olhos estavam vermelhos e inflamados. E embora ela tratasse de disfarçar a angústia, um soluço em seu peito a traía. Diabos! Sua forte e temerária esposa tinha estado chorando.

O aperto da tocha se afrouxou. Seus ombros caíram. A tensão em sua testa se relaxou. Nada dissolvia melhor e mais rápido a fúria de James que as lágrimas. Algo a respeito das suaves e doce linhas na face de uma mulher transfiguradas pela dor lhe apertava o coração. E sabendo que ele era a origem dessa dor... A culpa o invadiu.

— Lily — ele falou com uma gentileza que o surpreendeu ainda a ele, cuidadosamente deixou a tocha a um lado e caminhou a pilha de refugos que os separava.

Com os olhos muito abertos, ela retrocedeu, chocando-se contra o bordo da cama. Antes que ele pudesse tomar uma respiração, ela se deslizou debaixo da manta e extraiu algo comprido de aço, uma adaga larga e afiada. Seus olhos se alargaram. Mãe de Deus, essa moça tinha armas escondidas em todos lados?

— Sinto muito o de sua espada, mas não tinha outra opção.

— Sinto muito! — desdenhou ela levantando a adaga para a garganta dele, as lágrimas em seus olhos pareceram congelar-se em gelo — Meu pai me deu essa espada, bastardo.

Ele retrocedeu ante a adaga contra seu queixo e se arrependia de ter descartado a tocha.

— Bem — disse secamente — Parece que armas não lhe faltam.

— E entretanto você persiste em me considerar inadequada para lutar.

Ela tinha razão.

— O que quer?

— Que me devolva o poder de comandar.

— Não.

Ele viu o temperamento dela ferver nas profundidades de seus olhos. Mas ela o tinha sob controle como uma chama acesa em uma lamparina fechada.

— Sabe quem sou eu? — Lily levantou seu queixo com orgulho e o olhou com seu nariz altivo — Sou Lílian, Donzela Guerreira de Hogwartss. Apanhei ladrões, feridos a cuatreros, e matei bandidos. Nasci com uma espada em minha mão. E você não tem direito a me tirar o poder de mandar neste lugar.

— Tenho todo o direito, sou seu marido e administrador deste castelo, por ordem do rei.

Ela baixou seus olhos à ponta da adaga, apoiada contra a veia no pescoço dele.

— Falas corajosamente considerando que é um homem cuja vida pendura de um cabelo.

— Não me matará. Minha morte despertaria o ódio de meus homens e começaria uma batalha sangrenta entre nossa a gente.

— Talvez só te danifique.

James não lhe acreditou nem por um momento. Ela era feroz e temerária, e ela o tinha talhado com sua espada uma vez. Mas ela não era uma selvagem de sangue-frio. O Potter deu de ombros, tanto como ele pôde sem cravá-la ponta de adaga em sua garganta.

— Será você esposa, quem deve despertar cada manhã ao lado de meu corpo ferido.

Lily tinha que admirar a coragem de James. Só que teria que tomar um pequeno giro de sua mão para lhe cortar a garganta. Mas ele tinha razão. Ela não tinha intenção de feri-lo. Estiveram quietos por um momento. E lhe ficava pouco de sua fúria. Se olharam e se estudaram um ao outro. Finalmente, depois de uma larga, e pesada respiração, James quebrou o silêncio.

— Muito bem, possivelmente lamentarei isto, mas tenho uma proposta para você.

— Continue.

— Seria mais fácil falar se não tivesse uma adaga em minha garganta.

Lily deixou a ponta da adaga onde estava e ele suspirou.

— Muito bem, quero que saiba isto, Lily. Nunca te darei o comando de meus cavalheiros. Guiei-os à vitória muitas vezes para pô-los a cargo de uma jovenzinha sem experiência em guerras — James olhou a adaga — Não importa quantas espadas possua. Devido que precisamos unir nossas forças, não posso permitir que continue treinando com os homens de Hogwarts.

— O que?! — questionou ela roçando-o acidentalmente com a adaga.

— Ahr.

— Perdão — murmurou a ruiva e ele a olhou como se não lhe acreditasse.

— Um exército não pode seguir dois líderes. Sabe isso. E acredito também que seria sábio não deixar que o orgulho interfira com o sentido comum. A simples verdade é que eu tenho mais experiência. Sou o melhor comandante.

A indignação cresceu nela, e seus punhos se esticaram ao redor do punho da adaga.

— Como te atreve a assumir isso? Como te atreve a assumir isso só porque sou escocesa e porque sou uma mulher poucos centímetros mais baixa que você. Eu posso dirigir um exército tão bem como você. Isto é um insulto, senhor.

— Não é um insulto — ele disse brandamente — É um fato e você sabe que é assim.

Ela grunhiu. Maldito Normando.

— Alguma vez viu uma batalha de verdade? — Lily comprimiu seus lábios — Viu-a?

— Não — ela admitiu.

— E tampouco a maioria de seus homens.

A ruiva levantou seu queixo com orgulho.

— Meu pai passou sua juventude sendo soldado nas fronteira.

— Isso é o passado, novas armas foram desenvolvidas e também novas defesas e novas estratégias — o sorriso desdenhoso dela o fez se calar.

— E Suponho que você conhece tudo isso.

— Nos últimos seis anos não tenho feito outra coisa que comandar um exército.

Maldito, ela pensou. James tinha razão. Às vezes sua própria lógica infalível e seu obcecado pragmatismo eram uma frustração para ela. Quieto ainda, James não lhe ofereceu nada. Só lhe comunicou o que lhe tiraria.

— Qual é sua proposta então? — ela perguntou amargamente — Que arraste a um rincão e desapareça, deixando a você o comando dos homens?

— Não — ele franziu o cenho enquanto a ponta da adaga o cravava outra vez — Maldição, Lily. Pode apartar a adaga?

A adaga correu meio milímetro.

— Fala!

— Minha proposta é esta. Já ordenei aos homens que não treinem com você, e não retirarei essa ordem. Mas farei uma exceção no acordo por algo que eu quero para mim.

— Continua!

— Permitirei que brigue — ele disse — Mas só comigo.

— Com você?

— Só comigo.

Lily estava perplexa. Tinha notado quão arrogante era ele respeito a suas próprias habilidades, então, por que James queria perder seu tempo com alguém que ele considerava um lutador inferior? Por outro lado, se ela treinasse com ele, poderia chegar a conhecer debilidades, o que seria útil algum dia.

— O que quer em troca?

Ela esperava: o imediato retorno de Sirius possivelmente? Uma grande soma de dinheiro para a nova construção? Poder absoluto sobre o castelo... ?

— Um beijo cada dia.

Ela olhou em branco. Talvez tivesse ouvido mal.

— Um beijo.

— Sim — disse sério — Um beijo cada dia, no momento e em lugar que eu escolha.

Ela sorriu. Ele devia estar enlouquecendo. Um beijo não era nada. Ela tinha temido que ele pedisse muito mais sendo seu marido. No momento e em lugar de sua eleição? Ora! O que podia importar isso? James já a tinha beijado na capela diante de toda a gente de Hogwarts. No estábulo? Na cozinha? Não lhe importava realmente. Mas a parte cética dela teve um momento de dúvida. Certamente tal exibição de afeto tão simples não podia significar muito para ele.

— Isso é um fato?

— Sim — disse ele e ela estreitou seus olhos, poderia arrepender-se mais tarde, mas sua oferta era muito tentadora para ser ignorada.

— Feito — a ruiva abaixou sua espada.

— Começando esta noite.

— Começando esta noite — repetiu ela sem muita importância.

Então ele a enviou um sorriso pícaro que lhe produziu um calafrio no espinho dorsal e a fez perguntar-se se não estava entrando na cova do lobo.

— Estarei contando as horas, minha lady.

Ela silenciosamente se perguntou se ele saberia contar. A maioria dos homens de guerra tinham mais coragem que cérebro. Entretanto já tinha visto James lendo. E ele era muito mais que músculos e valor. Com uma reverência ele se despediu, e começou a partir para a porta vendo o desastre que tinha feito.

— Mandarei a um homem para repará-la.

— Espera — ela odiava que James a tivesse visto chorando — Se disser a alguém que eu... que eu estava...

Ele sorriu.

— Seu segredo está seguro comigo, com uma condição — James levantou a tocha e a pôs sobre seu ombro — Nunca. Nunca trave-me a porta outra vez.

Lily suspeitava que James estivesse falando de algo mais que a porta da habitação, a madeira, o ferro e o couro, ele os podia demolir com um só golpe. Não, ele falava da porta de seu coração também. Ela se deu conta de que ele podia derrubar essa porta tão facilmente como a de madeira. A angústia residual em seu peito lhe recordava que pela segunda vez, James tinha presenciado a perda de controle dela. Maldição com suas emoções femininas, provavelmente já lhe tinha dado a chave dessa maldita porta.

Notas finais
Será? Será Lily? Pelo menos o James percebeu que sente algo muito mais pela Lily do que desejo. Só eu amei quando ele gritou "Lílian Potter?" Ah eu com um sobrenome desse, se bem que prefiro Black. Enquanto relia o capítulo odiei e não odiei o James, não sei qual foi exatamente a reação de vocês quanto ao que ele fez, mas fiquei muito chateada por ele ter quebrado a espada dela. Quanto ao nosso BlacKinnon, a Lene é louca, fim. Amores da minha vida, acompanhei/favoritei/recomendei uma história a alguns dias, e ela é perfeita, ou pelo menos era até a autora excluir a conta. Estou com o meu coração partido! Alguém conhece a "Tess"? Se sim, me avisem que preciso implorar para ela repostar "Kind of Married". Com o fim da correria, já que volto para a faculdade apenas segunda-feira, 10 comentários atualização imediata. Beijos!