Notas iniciais
Diminuiu o número de comentários, a fic não ganhou nenhum favorito, mas nada pode abalar a minha FELICIDADE! Gente, além de uma das minhas autoras preferidas voltar (Sim, a Tess que escreve Kind of Married) a diva da Maah esta começando um projeto novo completamente BlacKinnon! É muita felicidade para uma pessoa só. Então não pensem que não postei o capítulo sexta-feira porque estava chateada, pois não estava. Eu realmente não tive tempo, mas estou postando hoje, domingo, porque amanhã provavelmente não terei tempo. A respeito do capítulo de hoje, é completamente BlacKinnon como eu havia dito e dedicado ao dia internacional das mulheres, ou seja, meu dia também. Boa leitura! Ps¹ No gif Blake Lively e Ben Barnes como Marlene McKinnon e Sirius Black. Gente! Eles não ficam lindos como nosso casal BlacKinnon? Quem souber de fics onde a Lene seja a Blake, me mandem imediatamente! Sujeito a recompensa por esse IMENSO favor.

Capítulo 16

A fuga

Marlene despertou antes dos outros. O chão estava úmido pelo orvalho, seu estômago grunhia de fome e suas mãos estavam adormecidas onde estava as ataduras. Ela espiou a Sirius, Graças a Deus, os lobos não o tinham devorado de noite, parecia respirar, e o sangue não se filtrava pela atadura em sua perna. Não o tinha matado com seu curativo depois de tudo.

Raios de luz se filtravam pelos pinheiros, e ela soube que os mercenários despertariam logo. Enquanto isso ela precisava delinear a estratégia que tinha formado em sua mente. Sirius tinha pensado que era um erro dar aos ingleses o nome e a localização de Hogwarts, mas Marlene sabia o que fazia. Não era tão tola para conduzir ao inimigo até as muralhas do castelo. Ainda assim, quanto mais perto ela estivesse de seus aliados quando dominasse a seus sequestradores, melhores eram as chances de sobreviver, e mais provavelmente uma tropa de cavalheiros de Hogwarts pudesse partir em perseguição dos ingleses. Era um risco, sim, mas como seu pai, ela encontrava impossível negar-se a fazer uma aposta e a correr riscos. Se Deus quisesse, sua sorte seria mais favorável que a do seu pai.

Ela olhou brevemente novamente a Sirius, que enrugava sua testa em seu sono. O normando não confiava em seu julgamento. Apesar de tudo o que ela tinha feito para salvar sua perna, sem mencionar o que tinha feito para salvar seu pescoço, ele ainda não tinha fé nela. Marlene suspirou brandamente. Por outro lado, possivelmente era melhor que o Black não compreendesse seus planos. Ao menos quando o momento chegasse de fazer o engano, ele não poderia delatá-la.

O resto do acampamento despertou gradualmente, os mercenários deram um café da manhã de pão e vinho aguado a seus cativos, não por bondade, a não ser para prepará-los para a longa viajem que tinham pela frente. Foi um trajeto comprido, especialmente considerando a renguera de Sirius, e a cor cinzenta de sua face. Pela tarde, estava claro que ela teria que entrar em ação mais cedo do que esperava, embora ainda estivessem bastante longe de Hogwarts Sirius não poderia tolerar muito mais caminhada. O sangue se filtrava de sua ferida novamente, manchando a atadura. Portanto, a única notícia era que essa caminhada com rumo sul dos mercenários os tinha levado perto da cabana no bosque. Quando ela conseguisse assegurar a escapada desses selvagens, não teriam que ir muito longe para procurar refúgio.

— A atadura precisa ser trocada," disse a Otis enquanto entravam na clareira do bosque — E preciso encontrar as plantas para deter o sangramento.

Não me parece tão grave — disse Otis com o cenho franzido.

— Se ele perder muita mais sangue terão que levá-lo carregado — para dar credibilidade a sua afirmação, os joelhos de Sirius se dobraram e só os rápidos reflexos dos homens a seu lado conseguiram que ele não caísse completamente.

— Muito bem — disse Otis depois de um breve rugido, irritado pelo atraso — Hick, Dick, levem-na para que procure suas malditas plantas!

Marlene tomou seu tempo em procurar as ervas. Os ingleses não sabiam a diferença, e o atraso lhe faria ganhar tempo para pôr sua estratégia em ação. Depois de um longo tempo, ela finalmente conseguiu descobrir a planta adequada e enviou a Hick para cortar folhas para ela. Quando voltou para a clareira do bosque, Sirius estava apoiado contra a árvore, adormecido, e Otis caminhava impacientemente, vendo o sol poente.

— O que os demorou, moça? — ele perguntou — Poderíamos ter chegado em Hogwarts a esta altura.

Centenas respostas ácidas vieram a sua mente, mas ela se mordeu a língua.

— Não estou mais feliz que você por tudo isto — lhe disse amigavelmente — Eu tinha esperado ter esvaziado os cofres de Hogwarts a esta altura.

— Sim? — Otis arqueou suas sobrancelhas — E por que quereria esvaziar os cofres? Disse que pertence a Hogwarts.

— Sim — continuou ela — Pertenço a Hogwarts, por anos me mantiveram como uma escrava — a loira olhou sonhadoramente à distância — Esta era minha oportunidade de vingança, mantendo como refém ao Normando favorito — por fim emitiu uma risada amarga — Agora vocês ficarão com o resgate e eu voltarei para a escravidão.

As sobrancelhas de Otis convergiram enquanto considerava suas palavras. Marlene se afastou satisfeita. Tinha plantado as sementes da dúvida. Embora o plano de engano apenas tivesse começado, era suficiente por agora com que tivesse deixado ao inglês pensando.

— Desatasse-me agora para que possa curar sua ferida?

Otis soltou suas ataduras, mas a mantinha bem cuidada enquanto ela trocava as atadura de Sirius. Marlene tragou em seco enquanto via o trabalho feito na noite anterior, embora os pontos se mantivessem firmes, o sangue ainda emanava da ferida. Ela pressionou as folhas verdes gentilmente contra o corte, cortando outra tira de tecido de sua anágua. Sirius provavelmente tinha razão, antes que passasse uma semana, já não teria mais anágua para fazer ataduras.

Justo quando atou as pontas da atadura, os olhos de Sirius se abriram.

— Água — murmurou ele e ela assentiu.

— Otis, tem água fresca?

Ela viu Otis franzir o cenho ante esse tratamento familiar, mas entretanto obedeceu, lhe lançando uma bolsa de couro com água que tinha juntado mais cedo do arroio.

A loira ajudou Sirus a beber. Seus olhos se encontraram, e ela sentiu novamente essa curiosa aliança, a sensação de que ambos se conheciam a muito tempo e para sempre. Mas não podia permitir-se ser seduzida por seu companheiro. Seu êxito dessa noite dependia em grande grau do engano, e ela não se atreveu a permitir que a inteligência de Sirius se interpusesse em seu caminho ao êxito. Então ela desviou seus olhos antes que ele pudesse lhe ler os pensamentos.

Quando ele terminou de beber, ela devolveu a bolsa a Otis. Intencionalmente deixou que seus dedos roçassem com os do inglês, resistindo o impulso de estremecer-se com o contato. Enquanto outros se ocupavam armando um fogo, ela iniciou uma conversa privada com Otis, esperando que essa intimidade o desarmasse e o fizesse esquecer de atá-la novamente.

— Quanto estão planejando pedir pelo normando? — murmurou.

Otis se encolheu de ombros. Estava claro que não tinha pensado nisso.

— É o melhor cavalheiro de Hogwarts — ela voltou a insistir.

— Cinquenta libras? — ele adivinhou.

— Cinquenta? — ela sorriu brandamente — Oh, vale muito mais que isso, asseguro-lhe isso, os cofres de Hogwarts podem pagar um resgate alto.

— Você gostaria de ver quebrado ao Lorde de Hogwarts, verdade? — ele estreitou seus olhos conspiratoriamente e ela o lançou um olhar perverso.

— Mais ou menos.

Otis a olhou, como se compreendesse seus motivos muito bem, e ela devolveu o olhar.

— Huh — disse por fim, estudando o rosto delicado da loira para procurar sinais de engano — E quanto teria pedido você por ele?

— Cento e cinquenta.

— Cento e cinquenta?! — ele se surpreendeu, logo baixou sua voz — Poderia obter tanto?

— Sim — Deus, ela desejou que ele lhe acreditasse. Os escoceses, e ela sabia muito bem, não pagariam nem um xelim por um cavalheiro Normando.

Otis esfregou sua barba, digerindo essa informação. Ela queria lhe dar tempo para pensar, por isso esfregou as palmas das mãos, e lhe dirigiu o olhar.

— Tem algo um pouco mais potente para beber, Otis?

— Pode ser — disse ele a observando com desconfiança.

— Tenho que beber algo mais forte depois de ter que brincar de enfermeira com esse normando desprezível.

Ela se estremeceu, mas Otis não era tão estúpido como parecia.

— Briguei contra ele ontem e não me pareceu tão desprezível.

Marlene baixou as pestanas imitando a irmã menor, a única das três que usava os ardis femininos honestamente.

— Nesse momento, Otis, pensei que foste possuir-me quando terminasse essa briga — ela pressionou uma mão contra seu ventre, como se essa ideia a fizesse ofegar — Quero dizer, quando vi seus ombros largos, sua cara varonil e o comprido de sua espada... — Otis se endireitou, obviamente agradado com seus comentários aduladores — Que outra coisa podia fazer mais que me sentir aliviada de que você aparecesse para me defender? — ela continuou.

Ela deixou que seus dedos acariciassem sutilmente a borda de seu decote, desejando que ele olhasse justo ali. E Otis o fez, e ela viu o brilho de luxúria em seus olhos.

— Bem, não precisa preocupar-se, minha lady — ele ronronou — Não deixaria que lhe matassem.

— Sim? — ela permitiu que seu olhar vagasse por seu peito, aparentando interesse quando sentia repulsa — Estaria tão agradecida... se não o fizesse.

Com um sorriso ele procurou a bolsa de couro. Ela poderia lhe haver chutado a cara enquanto estava agachado, mas conteve o impulso. Otis lhe ofereceu a bebida e ela tomou com um sorriso tímido, tratando de não fazer uma careta enquanto levava a suja bolsa a seus lábios.

Sirius grunhiu, retorcendo suas mãos contra as ataduras. Que diabos planejava a zorra agora? Ele não podia ouvir o que lhe dizia ao inglês, mas estava claro que estavam formando certo tipo de aliança.

Isto era mau. Muito mau.

Marlene era certamente a moça mais tola de toda a Escócia. Não só se estava unindo a um bando de mercenários inescrupulosos, mas também parecia estar seduzindo ao líder. Sirius apertou os dentes. Sabia bem que a moça honestamente não estava atraída por esse homem. Mas igualmente, a decepção nublou sua visão enquanto a olhava brincar com o inglês, seus seios aparecendo pelo decote. E em seguida ela cometeu o pior engano de todos. Começou a beber. Ele já tinha visto o que o álcool poderia lhe fazer. Se ela se embebedasse essa noite, não queria nem imaginar o que poderia acontecer.

Mas ele estava impossibilitado de intervir. Preso à árvore, só podia observar como ela se afundava mais e mais a cada hora que passava. No momento em que o céu se obscureceu e as estrelas apareceram, ela estava trocando histórias com os mercenários sentados ao redor do fogo. Não muito depois, estavam cantando juntos, levantando suas taças, fazendo brinde de bêbados à saúde de suas putas favoritas, e no caso de Marlene, à saúde dos moços do estábulo.

Sirius mordeu o interior de sua bochecha, perguntando-se se ela realmente havia deitado com a dúzia de moços que mencionou por seu nome. Grunhiu, epensar que ela tinha tido a coragem de chamá-lo de sátiro. Eventualmente a conduta deles dera um giro previsível. Enquanto Marlene girava instavelmente em uma dança espontânea, acompanhada pelos aplausos dos homens, Otis tomou a liberdade de lhe dar um beliscão no traseiro.

Sirius sorriu sombriamente, sabendo que a moça daria a volta e golpearia ao homem com um certeiro soco. Depois de tudo, essa tinha sido sua reação quando tinha apertado seus seios por engano. Mas para seu desgosto, a maldita moça só riu e bateu na mão de Otis.

Uma raiva instantânea ferveu no sangue de Sirius. O que estava mal com essa moça? Ela só tinha mostrado ódio por ele, ao Normando, seu aliado. E agora bebia e dançava com os ingleses, seus inimigos. Não era de estranhar que o rei tinha querido que James tomasse o comando de Hogwarts. Essa mulher escocesa não tinha conceito do que era lealdade.

Ele observou em silêncio como ela dançava entre os mercenários, sacudindo seus quadris, curvando-se para frente para lhes permitir ver seus seios. Sirius apertou sua mandíbula. Ele só esperava que ela estivesse preparada para o que seria o resultado inevitável de sua sedução. E desejou não ter que ser testemunha do massacre que ocorreria.

— Esperem — Marlene gritou, escapando da mão de um dos canalhas ao lado do fogo, levantou suas mãos pedindo silêncio e os homens obedeceram reduzindo os grunhidos de ébrios a um ofego luxurioso — Antes que passemos a... — ela deu um sorriso libidinoso — A ação...

Os homens fizeram coro vulgarmente, e Dick se esfregou a entre perna. Ela se aproximou de onde Otis estava sentado, desentupiu a bolsa com vinho aninhada entre seus seios, e se inclinou para frente, permitindo que o vinho caísse em sua boca aberta. As palmas dele subiram para agarrar os seios dela, Marlene o deu uma pequena palmada.

Sirius não queria olhar, mas ele não pôde evitá-lo. Ele tinha jogado esses jogos, jogos de sedução e de provocação que avivava o desejo a um nível febril. Mas era diferente observar Marlene jogá-los. Lhe fazia queimar a pele, e não estava seguro se era de desejo, de desgosto, de inveja, de raiva, de luxúria, decepção ou vergonha. Mas todas essas emoções desconcertantes o dominavam enquanto brigava por desviar seu olhar.

— É muito tarde, minha lady — Otis disse — Eu já entrei em ação.

— Posso ver isso — Marlene se agachou ousadamente para olhar o volume na calça dele — Mas primeiro devemos nos assegurar que esta pomba não se voe — ela se levantou, dançou por um momento, e foi para Sirius — Verei se os nós estão fortes.

Sirius baixou seus olhos, não podia tolerar olhá-la enquanto ela se cambaleava. Suas emoções tinham congelado em uma só, tudo o que sentia era desgosto. Não tinha nada que lhe dizer. Nada. Entretanto não pôde refrear-se.

— Espero que te dê conta do que está fazendo — murmurou sentindo o vinho no fôlego dela quando Marlene soltou uma breve risada — Porque eles não vão ser gentis com você, esse tipo de homem nunca o é.

Ela sorriu enquanto trabalhava em suas ataduras.

— Não espero que sejam gentis — disse sorrindo enquanto trabalhava nas ataduras dele. Sirius franziu o cenho. Talvez ela fosse uma dessas estranhas mulheres que gostavam de ser possuídas rudemente. O deu um tapinha condescendente na mão — Mas penso que posso dirigi-los — ele grunhiu com desgosto. Nunca se tinha equivocado tanto. Verdadeiramente acreditava que Marlene fosse uma dama respeitável, que possuía escrúpulos, honra e virtude. Era óbvio agora que ela não era em nada a mulher que ele tinha imaginado.

— Ei, moça! — Otis ordenou — Parece-me que está demorando muito com o prisioneiro. Não estará manuseando-o, verdade?

O resto da companhia festejou a brincadeira.

— O que? E misturar gordura Normanda com boa carne escocesa? — questionou ela, fazendo-os rir jocosamente — Não, meu amor, me estou guardando para você.

Sirius olhou fixamente ao chão. Por Cristo! A donzela tinha uma língua mais suja que uma puta de porto. E soube que não queria ser testemunha das vulgaridades que aconteceriam.

— Mantém seus olhos abertos — disse ela como se lesse seus pensamentos.

Nem por cem quilogramas de ouro, ele pensou enquanto ela se afastava. Entretanto não pôde evitar olhar ocasionalmente à moça que começava a usar suas artimanhas de sua sedução.

— Otis, amigo — ela ronronou — Onde pôs essa tua adaga, essa larga e dura?

— Está aqui, moça — ele respondeu, afrouxando os cordões de suas calças.

— Oh, querido, não referia a essa adaga, digo esta.

Em um segundo ela alcançou o cinturão e tirou a adaga da capa. Enquanto Otis pestanejava confuso, o chutou diretamente entre suas pernas. Sirius ficou momentaneamente paralisado. Mas quando, repentinamente sóbria, Marlene girou para outro mercenário, se endireitou assombrado. E quando o fez, descobriu algo surpreendente, as cordas ao redor de suas mãos estavam soltas.

— Corre! — gritou Marlene para Sirius — Corre! — Por Deus! O que acontecia com ele?

Sim, ela sabia que ele estava ferido, mas tinha dado muito tempo para preparar-se. Tinha passado mais de uma hora embebedando aos homens. E agora um deles se afastou para urinar. Era uma oportunidade ideal para que Sirius fizesse sua fuga. Por Deus! Não lhe havia dito que mantivesse os olhos abertos? Volteou para Hick do tronco onde estava sentado, em seguida saltou sobre o fogo para enfrentar a Dick com a adaga. De relance, viu Sirius que finalmente se pôs de pé, embora estivesse se movendo lentamente.

Sua sede de vingança avivada pela imagem patética de Sirius rengueando, fez que levantasse sua adaga, para em seguida cravá-la na parte alta da coxa de Dick.

— Isso — ela murmurou entre dentes — É por ter ferido a meu refém.

Ele gritou agarrando a perna, mas ela não sentiu remorso e o golpeou com a espada. O homem não tinha mostrado piedade com ela, depois de tudo. Tinha-lhe dado um tapa tão forte que seu rosto ainda latejava e tinha prejudicado seriamente a perna de Sirius, provavelmente incapacitando-o para sempre.

Ela olhou brevemente a seu redor, esperando ver Sirius rengueando para um lugar seguro, mas em troca o viu cambaleando para o fogo.

— Vá! Vá! — ela voltou a gritar.

Ele a ignorou e começou a brigar com o quarto inglês, armado só com seus punhos. Lançou-lhe um poderoso soco que alcançou o queixo do homem, seguido por um golpe no estômago que o dobrou em dois. Enquanto isso, Hick se tinha posto de pé, extraído sua adaga e caminhava para ela cheio de fúria.

— Então quer brincar de rude?

— Oh sim — assegurou Marlene estreitando os olhos.

A loira deu um passo para trás, sem dar-se conta que Otis tinha recuperado-se o suficiente para alcançar o tornozelo dela. Marlene perdeu o equilíbrio e caiu para trás, quase no fogo. Pior ainda, a arma lhe escapou da mão quando sua mão golpeou no chão.

Hick estava ainda avançando, quando ela recuperou o fôlego, Otis se inclinou sobre ela com um olhar assassino nos olhos. Ela lhe lançou um soco com toda sua força e que acertou no nariz. O golpe fez que seus nódulos pulsassem de dor, embora provavelmente não tanto como o nariz de Otis, que tinha se quebrado. Quando ela volteou sua cabeça, Hick já estava ali, brandindo a faca de A Sombra. A arma brilhava enquanto descia para o seio de Marlene. Ela rodou para um lado e a faca roçou suas costelas antes ficar cravada no chão. Em seguida ela juntou um punhado de terra e lançou na cara do inglês.

Hick saltou para trás, tratando de limpar os olhos. No caos, Marlene rodou sobre suas mãos e seus joelhos para ver se Sirius já tinha escapado. Tinha que admitir, que por estar tão ferido, o Black estava dando uma boa briga. Em vez de brigar como um perfeito cavalheiro, ele estava fazendo algo mais inteligente. Estava usando seus punhos e pés e cuspidas para vencer a seu oponente. Mas não podia aguentar muito. Ela viu sangue fresco filtrando-se pelas ataduras. E se seu inimigo o golpeasse no lugar mais vulnerável?

Marlene tirou a faca de A Sombra da terra e se aproximou dos combatentes. Mas não houve necessidade de sua intervenção. Justo quando ia usar a faca, Sirius lançou um soco que desacordou o homem. De repente ouviu um murmúrio a suas costas, ao girar ela soube que ainda não tinham terminado. O quinto homem havia retornado. Não houve tempo para defender-se, nem tempo para dar a volta completamente, nem sequer tempo para olhar. O melhor que pôde fazer foi investir com a faca, cravá-lo cegamente e rezar para alcançar algum órgão vital do inglês. Mas a faca deu no ar vazio.

— Abaixe! — gritou Sirius.

Sem pensar, ela se deixou cair ao chão, graças a Deus. Porque nesse mesmo instante, o Black lançou sua adaga que passou a centímetros dela. Ouviu-se um grunhido, e em seguida a queda de um corpo, e soube que a faca tinha dado no alvo. Sem olhar para trás, agarrou uma adaga que estava atirada no chão e a bota com vinho deixada perto do fogo. Marlene ficou de pé e correu para Sirius.

— Vamos!

Meteram-se no bosque, correndo na escuridão. Marlene o ajudou, passando seu braço pelo ombro e carregando parte de seu peso. Talvez os ingleses os seguissem. Talvez não. Mas depois de uma milha ou duas de andar às cegas eles mesmos tinham-se perdido. Com os pulmões ardendo, Marlene finalmente se viu forçada a deter-se. Os dois ofegavam agitadamente no silêncio profundo do bosque. Enquanto recuperavam o fôlego, a voz de Sirius cortou o silêncio.

— Faça um juramento.

— Sim?

— Nunca faça isso novamente.

— Fazer o que?

— Correr semelhante risco, desafiar a inimigos que lhe superam em número e em peso, te misturar com inescrupulosos mercenários — ela franziu o cenho e ele continuou — Planejar uma fuga, sem consultar a seu aliado.

— Consultei-te, mas você estava muito enjoado para compreender.

— Corre, me ordenaste? Corre? — ele sacudiu a cabeça em descrença.

— És Normando — ela justificou se encolhendo de ombros e ele grunhiu.

— Sou um cavalheiro.

— Mas além de suas críticas — disse a loira enquanto começavam a caminhar novamente — Tudo resultou bem.

— Mas e se não tivesse saído bem? E se eles nos vencessem? E se um deles... ou todos... tivessem decidido aceitar sua oferta?

— Mãe de Deus! — se deteve Marlene abruptamente — Verdadeiramente acreditas que sou uma mulher indefesa? Todas as mulheres sabem que um homem é mais vulnerável quando tem as calças abaixadas.

Por Deus! Essa era a razão pela qual ela tinha passado horas seduzindo aos mercenários. Sirius enrugou suas sobrancelhas e suspirou. Ainda assim, ele tinha razão a respeito de uma coisa. Ela realmente não tinha considerado as consequências se perdesse a briga. Na verdade poucas vezes o fazia. É mas, se pensasse muito nas possíveis consequências de suas ações nunca em sua vida se atreveria a levantar uma espada.

Sirius não tinha as calças abaixadas, não por agora, mas isso não significava que não se sentisse tão vulnerável como os mercenários ingleses. Ele tinha sido testemunha do baile sedutor de Marlene, e não era imune a seus encantos.

I'm not falling in love x Operação BlacKinnon

Notas finais
Tinha prometido a mim mesma que não divulgaria fics, como fiz nas minhas outras fics, mas é mais um pedido do que uma divulgação. Quem poder ler e comentar em ambas essas fics, para as autoras divas postarem logo o próximo capítulo, eu ficaria imensamente feliz. Quem amar Jily e BlacKinnon vai com certeza amar ambas essas fics. Agora falando do capítulo de hoje, gente, que engenhosa a Lene, não? Ou seria louca? Sei que a amo e amo completamente BlacKinnon, não sabem como fico feliz em postar um capítulo todinho do meu casal preferido. Saudades de Jily? Eles voltam no próximo e só para honrar a nossa contagem #FaltamTrêsCapítulos para um dos momentos mais esperados da fic HAHA Espero postar no máximo quarta-feira, assim que terminar de postar aqui vou preparar o próximo, assim que terminar e tiver 10 comentários postarei imediatamente. Beijos!