Don't You Love Me Anymore?
5 Capítulo 5
Aqueles dias em Nova York pareciam que não teriam mais fim. Eram tantos os detalhes, tantas coisas a se fazer na Mansão dos Vingadores que Steve queria, às vezes, jogar tudo para o alto e sair andando de volta pra vida que ele tinha em 1933.
Mas finalmente, depois de muitas reclamações, o trabalho estava terminado. O quartel general onde o grupo de super-heróis mais instável do universo iria residir estava pronto para receber seus membros.
− Enfim. Achei que nunca acabaria. – disse Steve, observando a mansão pelo lado de fora.
A residência foi construída, por fora, de tijolos vermelhos. Em volta havia uma grande área verde, que dava ao lugar um ar bastante bucólico. Seria um bom lugar para todos, Steve pensou.
Cada um possuía uma ala da mansão. Steve achou que tantas personalidades distintas juntas por um período grande de tempo não seria uma coisa muito boa; resolveu dar a cada membro um espaço particular, onde pudesse ter um momento de privacidade.
Cada ala havia objetos e decoração de acordo com a personalidade de cada um.
Outro detalhe que Rogers não deixou passar em branco.
E agora tudo estava pronto. As Indústrias Stark financiaram grande parte das construções. Então Steve achou justo que Tony ficasse responsável por abrir a mansão para os outros membros.
Rogers havia convocado uma reunião de apresentação, para dali uma semana. Agora que tudo estava pronto, não viu pressa na inauguração da mansão.
O loiro queria voltar para Califórnia e entregar a chave nas mãos de Tony, como havia prometido.
E aproveitaria para rever o moreno.
–--
− Tony, vamos. – disse Bruce, puxando Tony pela mão porta afora da empresa – Você prometeu ontem. Você precisa sair. Eu preciso sair.
− Mas...
− Nada de “mas”.
− Se não nos focarmos, não vamos terminar essa primeira parte. Eu ainda preciso rever muitas coisas nas suas anotações. Achei vários erros em alguns cálculos...
− Você pode parar com isso, meus cálculos estão perfeitos. Nós precisamos dar um tempo, nem que sejam algumas horas, do trabalho. Senão poderemos cometer falhas básicas, que podem simplesmente acabar com todo o trabalho.
Bruce puxava Tony pelo estacionamento da empresa, indo em direção ao seu próprio carro. Uma D20 ano 2009. Tirou as chaves do bolso e abriu a porta, permitindo que o outro entrasse, pelo lado do carona.
− Para um cientista, você tem um carro muito simplório, Bruce. – disse Tony, observando o interior do veículo.
− É, nem todos nascem em berço de ouro. Eu sei que o dono desse carro deve achar o mesmo. – respondeu Bruce, sentando em frente ao volante e fechando a porta do seu lado.
− Você roubou o carro? Uau. Gosta de viver perigosamente, dr. Banner?
− Eu não roubei, eu peguei emprestado – desconversou Bruce, ligando o veículo – mas o dono não estava precisando dele no momento; já eu estava nu e correndo do exército pelo Alabama.
− Nossa! Correndo nu pelos campos, eu gostaria de ter visto isso... – disse Tony, sem pensar.
Bruce riu do comentário do colega. Pensou até numa resposta maldosa, mas preferiu ficar apenas na risada. Só então Tony percebeu o teor do próprio comentário.
−...para usar a informação contra você depois. Não pense besteiras.
− Eu não disse nada, Tony.
− Mas eu sei que pensou.
− Você nunca saberá se pensei ou não.
− Isso foi maldade de sua parte, Bruce.
Bruce partiu com o veículo na única direção possível. Em vinte minutos ambos estavam em frente à praia, já fora do carro e observando o mar pelo calçadão.
O sol da manhã aquecia suas peles, e Tony começou a tirar a própria roupa.
− Se vamos aproveitar o dia de folga, devemos aproveitar direito.
Stark correu na frente, deixando as roupas pelo caminho. Sapatos, meias, o cinto, a calça e por fim a camisa. Pulou na água e sumiu embaixo de uma onda por alguns segundos.
Bruce apenas estava maravilhado, vendo toda a cena se desenrolar a sua frente. Stark não era apenas bonito, ele era divino. Uma mistura perfeitamente balanceada de beleza física e intelectual. Andando calmamente, recolheu as roupas, ainda quentes, de Tony que estavam espalhadas pela areia e as colocou todas juntas, próximas a um coqueiro. Tirou suas próprias roupas e colocou ao lado das deles, ficando apenas com uma bermuda por baixo. Tirou os óculos e pousou as lentes por cima de suas roupas. Podia ouvir Tony gritando da água, chamando-o.
− Nem todos apreciam uma correria antes de entrar no mar, sr. Stark.
− Acho que você passa muito tempo olhando aqueles números, dr. Banner. Você me trouxe aqui, você deveria ser o primeiro a se divertir.
− E quem disse que eu não estou? – perguntou Bruce, afundando a cabeça de Tony na água do mar.
− Isso é golpe baixo! Você precisa ser castigado.
E ambos passaram a manhã toda como duas crianças quando descobrem o mar pela primeira vez. Brincando com a água e a areia que grudava em seus pés.
–--
− Graças a Deus estou na Califórnia. – disse Steve, ainda no aeroporto internacional de Los Angeles. Ele estava do lado de fora, aguardando um taxi passar para leva-lo até Malibu. – Quando você precisa da eficiência dos taxistas, ela simplesmente não existe.
Já estava próximo ao horário de almoço e Steve ainda precisaria passar em casa para deixar as malas, antes de ir pra empresa de Stark.
“− Alô?
− Oi, Pepper.
− Sr. Rogers, como está?
− Eu estou bem. Olha, eu já estou saindo de Nova York. Estou no aeroporto. Só liguei para saber se...
− Não. Ele ainda não voltou.
− Certo – disse Steve, meio triste.
− Quer que o Happy o espere no aeroporto?
− Não, não é preciso, eu pego um taxi. Obrigado, de qualquer forma...”
Demorou mais alguns minutos até o taxi encostar. Mais trinta minutos e Steve estaria em casa. Aproveitou o tempo para descansar da viagem. Mal percebeu quando o taxi estacionou na porta da frente da mansão Stark.
− Mais alguma coisa, senhor?
− Sim, eu vou apenas guardar a bagagem e volto. Este é o endereço para onde irei. – disse Steve, entregando para o taxista um cartão.
− Certo.
Steve entrou como um furacão e levou as malas para o quarto, deixando-as próximas a porta. Desceu e entrou no táxi novamente.
Precisou de mais vinte minutos de trânsito até chegar à sede da companhia. O taxista se aproximava devagar, para estacionar o carro, e ao longe Steve avistou o que deixou seu coração em pedaços.
Em frente à porta de entrada estavam Tony e Bruce. Ambos estavam abraçados, mas mais que isso. Ambos pareciam trocar um beijo apaixonado.
Notas finais
Mais um capítulo.
E sim, começa as ~tretas.
Desculpem a demora. Precisei resolver algumas coisas de cunho pessoal então só tive tempo de postar a fic agora.
Obrigada por estarem comigo *---*
Bjo =*
Fale com o autor