Dois lados do amor
23 os trigêmeos Swan-Mills
Notas iniciais
Alexandra Woods
Ter dito a Clarke que a amava foi completar o nosso ciclo, ama-la foi inevitável, era como se Clarke fosse destinada a ficar comigo, não acredito em vidas passas, mas se existisse com toda certeza minha vida estaria atrelada a dela. Clarke desperta o meu melhor, e exatamente por isso que naquele dia eu me desesperei ao não encontra-la naquele hospital, já tinha deixado Regina fora de alcance daquele louco. E foi por pouco que quase não a perdi, quando vi que ele iria atirar nela não pensei duas vezes em salva-la mesmo que custasse a minha vida, nunca pensei que fosse do tipo que amaria alguém ao ponto de me arriscar por um amor, mas por Clarke vale cada sacrifício, cada dificuldade que venho enfrentando na minha recuperação faço não só por mim como por ela também, desde que recebi alta, venho me recuperando lentamente, Regina disse que não sabe explicar como eu sobrevivi, mas eu sei foi ela, Clarke foi a responsável prometi a ela que sempre estaria ao seu lado, se tem uma coisa que eu faço é não quebrar minhas promessas.
Agora estávamos morando temporariamente na casa do casal encantado, e se arrependimento matasse eu já estaria debaixo de sete palmos, Regina esta sendo o meu maior teste de paciência, a cada minuto ela me lembra de que eu estou quase uma invalida, repouso se tornou a palavra mais dita naquela casa, até meu fiel parceiro de traquinagem quando me vê não diz mais titia e sim repouso, acho que até o Lexa quando late que dizer isso também. Clarke esta sendo meu consolo no meio disso tudo, ela me conforta e sabe me dobrar quando é preciso, mas se tem uma coisa que esta me deixando quase subindo pelas paredes é abstinência sexual, por Deus eu durmo quase todas as noites ao lado de um avião e não posso toca-la, Clarke até esta dormindo com pijamas super comportados tentando diminuir meu fogo mais é difícil. Ontem eu consegui ao menos uma brincadeira mais avançada pena que não consegui chegar a segunda base, Regina essa esta virando fiscal do sexo, todo dia ela me lembra que eu não posso, mas se tem uma coisa me faz justiça é que pelo o que estou passando é que ela também esta passando pelo mesmo, nunca vi minha irmã tão mau humorada pelas manhãs desde que ela e Emma engataram o relacionamento, saber que Swan esta tão na seca quanto eu me consola embora seja mesquinho de minha parte.
Cora Mills esta em Boston desde o dia trágico, papai toda semana vem, mesmo que passe só um ou dois dias, o bom de tudo isso foi a decisão de virem morar em Boston, agora com minha irmã grávida tudo mudou, nem eu muito menos Emma podemos ajuda-la, pelo contrario nos duas é que parecemos duas idosas em final de carreira, não consigo se quer levantar da cama sozinha sem que todo meu abdômen doa. Ao menos posso jogar videogame Emma nem isso consegue. E pesar que nossas vidas quase fora tiradas por um ato irracional, fiquei muito abalada ao saber que o Dr. Gold faleceu, não só ele como colegas meus de trabalho, pacientes que não resistiram, fora os que sobreviveram mas com sequelas, o meu caso me deixa preocupada sinto que meu corpo não me corresponde como antes minha dicção esta afetada e eu não faço ideia se vou voltar a ficar cem por cento. Regina disse que fiquei morta por mais de dois minutos e isso pode ter me afetado, Emma analisou meus exames e disse que tudo pode ser revertido ou pelo menos quase tudo.
Chegou o dia da primeira consulta do pré-natal que Regina faria, Emma tentou ir com ela, mas bastou minha irmã dizer não que aquela panda aceitou, eu tentei ir, mas Clarke não deixou e eu estou começando a achar que sou a Emma da relação.
Estava sentada na sala com a outra invalida e junto a Clarke e meu sobrinho quando minha irmã e mamãe chegaram, o choque foi ver minha mãe do jeito que estava ela entrou apoiada por Raven e Octavia, minha mãe parecia em estado de choque, Costia entrou logo atrás.
— sente ela nesse sofá. – minha irmã indicou paras as duas internas.
— o que aconteceu? – quis levantar do sofá, mas Clarke me olhou com aquele olhar dela como se dissesse fique bem sentada aí.
— Regina o que foi isso? – Emma quase deu um pulo da cadeira, seu estado não permitiu.
— Amor fique quietinha aí, ela está bem só esta um pouco... um pouco surpresa. – Vejo minha irmã com uma expressão estranha, ela estava feliz, mas assustada ao mesmo tempo.
— é alguma coisa com o nosso filho. – Emma perguntou olhando tanto para minha irmã quanto para Costia.
— Calminha aí Dra. Swan que aqui – ela apontou para o ventre da minha irmã – esta tudo em ordem, sua sogra é que muito. – a olho com um olhar de quem diz não fale demais. – muito sensível. – vejo Costia me olhar com um sorriso debochado.
— então o que aconteceu? – Clarke pergunta olhando para todas.
Regina respira fundo, vai até sua bolsa e entrega a Emma uma caixa branca, minha cunhada a olha como se não entendesse muito bem o porquê do presente. Assim que ela abriu vejo o olho dela se arregalarem, minha irmã já estava chorando em pé a frente dela. Emma ficou muda achei que ela fosse ter um troço, a mulher mal respirava, os olhos dela marejaram.
— oh meu Deus. – foi a única coisa que ela conseguiu falar mesmo com um sussurro eu consegui ouvir. Emma já era branca ficou quase incolor, Ela não conseguia tirar os olhos da caixa.
— Emma.. amor você esta bem? – vejo Regina a olhar preocupada.
— Oh MEU DEUS. – ela se levanta de uma vez. – ai meu deus como isso dói. – a vejo levar a mão a onde seria uma das marcas da cirurgia, quis rir dela, mas logo veio na minha cabeça que eu não estava muito melhor que ela.
— Emma por deus cuidado, você sabe que ainda esta frágil. – vejo Regina ir ao seu amparo.
Emma que já estava sentada no sofá novamente, respirava com dificuldade, não sabia era pela noticia ou pela dor.
— Amor calma, respira só respira, Emma fique acordada. – Regina da leves tapinhas no rosto dela, mas não teve jeito, vi minha cunhada aos pouco apagar. Na hora não teve como não me levantar e tentar ajuda-la. Até o cachorro meu xará levantou.
— Lexa senta. – triste nessa hora foi que eu e o Lexa (cachorro) sentamos sem pestanejar como bons obedientes que éramos.
As meninas que até então estava só de figurantes na sala correram ao socorro da minha cunhada, Costia caminhou até Clarke e cochichou alguma coisa no ouvido dela. Vê minha namorada e Ex-namorada sendo amiguinhas era no mínimo estranho.
— ELA O QUE? – Costia rapidamente tapou a boca da Clarke com uma das mãos, me olhando de canto de olhos.
— Já chega que palhaçada é essa Regina? Você por acaso esta esperando algum pokemon? (resultado de assistir muitos desenhos infantis com meu sobrinho) – Me levanto mesmo recebendo um olhar mortal das duas loiras a minha frente, caminho vagarosamente até onde Emma estava, que por sinal estava tornando, pego a caixa ao lado dela e foi aí que eu fiquei sem palavras, “ eu fui planejado, eu não e Nem eu”. Só podia ser uma coisa.
— três? Is... isso é serio Regina. – vejo minha irmã me da um sorriso tão radiante que não foi preciso que ela me respondesse nada.
Emma Swan
Três, Três... essa palavra vinha me tirando o chão, meu Deus são três, confesso que fiquei chocada, mas era real, seria mãe de trigêmeos minha ficha ainda não tinha caído, mas quem quase veio a baixo foi Lexa minha cunhada mudou de cor.
Na hora me faltou o ar, só de pensar que seriam três era inacreditável. Infelizmente fui uma das que entraram para a estatística de quem desmaiam.
— Regina tem certeza? Que são três. – era difícil de acreditas, na primeira tentativa acertarmos logo três de uma vez é no mínimo inesperado.
— Tenho amor, tenho o DVD do ultrassom quer ver? – minha esposa que agora estava sentada ao meu lado oferece com um sorriso contagiante.
— Cla..ro que eu quero. – Lexa (metida) respondeu saindo do transe que estava a quase cinco minutos olhando para o meu presente.
Nunca chorei tanto em minha vida, ver aqueles pequenos seres que eu já amo tanto mesmo com tão pouco tempo me deixava renovada. Costia tinha ido lá só para me explicar como seria partir de agora, ela deixou claros que minha esposa e meus filhos estavam ótimos, mas que este tipo de gestação requer muito cuidado, nos três primeiros meses nada de sexo como se eu tivesse opção, Regina não me deixa toca-la, segundo ela eu não tinha condições, ou seja, estou a dois meses sem sexo, o que vem me deixando estressada, mas Regina com um mau humor o cão.
Minha querida sogra ficou tão emocionada que teve que receber um calmante, mas acredito que Costia errou (tão inocente) na dose já que ela passou o restante do dia grogue, o que me deixou muito chateada (mentira). O que me deixava mais insegura era meu estado, até meu filho de um pouco mais de dois anos era mais útil em casa, eu e Lexa ficávamos a maior parte do dia jogadas no quarto ou quando as vigias saíam na sala, era no mínimo frustrante.
Agora não seria só eu, Regina e Chris agora viriam os bebes, e só de pensar nisso me deixava ansiosa. Se bem que até no fundo eu torcia por gêmeos, mas já estava radiante só pelo fato da minha esposa ter engravidado de primeira tentativa, só que são três, fora meu primogênito, agora seriam quatro filhos pequenos, esse será o maior desafio da minha vida. Sobre Regina essa mulher me fez ama-la mais ainda. Um novo ciclo começa, minha família vai aumentar, e Regina e eu como mãe seriamos testadas, mas não tenho duvidar que minha esposa nasceu para a maternidade.
Emma, eu estou com medo. – estávamos deitadas, já era quase duas da manhã e nem eu e ela conseguíamos dormir.
— Minha rainha não tenha, você e eu estamos juntas nessa, veja o lado positivo agora só faltam seis. – ela me olha não entendendo muito sobre o que eu havia comentado.
— seis?
— é amor eu disse dez filhos lembra? – minha esposa riu ao lembrar da conversa que tivemos meses atrás.
— deixa que a Lexa e a Clarke terminem de formar o time, acho que quatro esta bom demais. – ri muito só de imaginar minha cunhada com muitos filhos.
— já pensou em algum nome? – ela me pergunta com aqueles olhos castanhos que tanto me hipnotizam.
— se for menina com certeza ela vai se chamar Daenerys. – minha esposa fechou o sorriso na mesma hora.
— nada disso, minha filha não vai receber esse nome horroroso. – e ali eu vi que não teria vez.
— o que você sugere então?
— menina eu não sei, mas menino gostaria que recebesse o nome do meu pai. Henry.
— então se tiver algum menino aqui. – digo acariciando seu ventre que se eu prestasse bem a atenção já tinha um pequenino volume. – Henry será o nome dele. – vejo minha esposa me sorri de uma forma tão meiga.
Ficamos assim por mais algum tempo, conversando sobre os possíveis nomes, mal sabíamos que esse assunto seria motivo para uma guerra civil em nossa casa.
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