Dois lados do amor
24 Leãozinho e Guaxinim
Notas iniciais
Clarke Griffin
O relógio já marcava duas da manhã, e eu ainda não consegui pregar o olho, então resolvi fazer uma das minhas coisas favoritas observar Lexa dormi minha namorada ainda tão frágil, mas não perdia sua beleza, sua serenidade que tanto me fazia sentir segura. O meu lápis e meu caderno de desenhos e a desenho dormindo, tenho vários desses. A noite estava calma até eu escutar um choro baixo, saio do nosso quarto que estávamos hospedadas na casa do “casal encantado” caminho até o quarto vizinho ao de Emma e Regina, era Chris que chorava, o fofinho estava sentado no berço com lágrimas ainda escorrendo no rosto.
— que foi pequenino? – ele me olha com carinha de sono, ele aponta para debaixo do berço, me fazendo me abaixar e olhar o que era. sua girafa de pelúcia tinha caído e rolado para baixo do móvel.
— mamãe. – ela falou já todo risonho, quando olho Regina nos observava da porta.
— ei meu rei o que foi em? – ela se aproxima e ele logo pede colo a ela.
— ele queria a girafa. – digo mostrando o bichinho em minhas mãos.
— ele dificilmente estava acordando de madrugada. – ela diz já ninando o garotinho, era incrível a cumplicidades daqueles dois, o garoto era muito apegado a Mills. – Clarke esta tudo bem?
— sim só falta de sono.
— isso é o que você inventa para si mesma todas as noites? – ela me olhava como se entendesse o que estou passando.
— passei a dormir menos desde que tudo aconteceu. — Vejo que ela entendia exatamente o que falava.
— As vezes acordo e vejo Emma dormindo, e mesmo assim vou verificar se ela esta respirando, me pego velando seu sono. – vejo que mesmo que nos não tenhamos levado um tiro não nos impediu de nos tonamos tão vitimas quanto nossas companheiras. Nosso trauma do medo de perdê-las estava nos assombrando.
— quando vi Lexa deitada naquele chão quase morta eu ... eu. – minha voz embarga, era difícil falar sobre aquele dia. – eu preferia ir junto com ela, Lexa é tão importante pra mim que minha vida sem ela perderia o sentido.
— Clarke elas estão bem, vamos superar juntas, Laxa e Emma não vão nos deixar então vamos superar mais essa. – ela coloca Chris de volta ao berço.
— como você consegue, digo como consegue voltar a dormir?- ela vem em minha direção pega minha mão a segurando.
— eu abraço minha esposa e tenho a certeza que ela não vai me deixar, Clarke ela não vai te deixar. – ela sai do quarto me deixando mais tranquila. Sigo para meu quarto deitando ao lado de Lexa e fiz o que Regina disse a abracei mesmo com todo cuidado Lexa se aconchegou em meus braços e a partir dessa noite voltei a dormir em paz.
Alexandra Woods
Ultimamente venho notando que Clarke não vinha dormindo direito, quando acordei mais cedo hoje ela ainda dormia, mesmo com toda dificuldade levantei e fui fazer minha higiene matinal. Quando voltei Clarke ainda dormia então resolvi fazer algo que a algum tempo não fazia preparar o café da manhã pra ela, pelo menos essa foi minha intenção, mas Cora Mills não permitiu fazendo ela mesmo o café, pôs tudo em uma bandeja e foi comigo até o quarto a loira ainda dormia.
— deixarei vocês a sós. – disse dando um beijo em minha testa se retirando quarto.
— obrigado. – sussurrei para ela.
Fui ate minha loirinha, me sentei na cama próximo do seu roto, distribui beijinhos por toda a extensão da face dela, Clarke começava despertar manhosamente. Vi um sorriso bobo se formar no seu rosto quando ela abril os olhos.
— bom dia leãozinho. – digo dando um selinho em seus lábios.
— bom dia meu guaxinim. – por essa eu não esperava, de onde ela veio com essa de guaxinim.
— guaxinim? – ela riu.
— eu gosto você é meu guaxinim, e na se discute mais sobre isso. – e eu não discutiria mesmo.
— trouxe uma surpresa. – ela me olha franzindo o cenho. — eu sei que você adora. – disse apontando para a bandeja de café da manha.
Clarke deu um pulo da cama. – Alexandra Mills você sabe que não pode fazer esforço. – e minha linda namorada soube quebra o clima.
— amor eu estou bem, e não fui eu que fiz mamãe não permitiu então relaxa e aproveita esse café que sua futura sobra fez para você. – digo roubando um beijo dela.
— oh amor obrigada, você aí toda romântica e eu dando uma de namorada surtada. – ela diz colocando seus braços envoltos do meu pescoço me puxando para um beijo calmo mais repleto de carinho.
— eu amo você Clarke! Quero que saiba que não há nada nesse mundo nada que me faça mudar o que sinto por você. – ela me olha com os olhos marejados me puxa para um abraço forte, na hora senti um pouco de dor mais não reclamei.
— Lexa você é o meu príncipe no cavalo branco, meu Shrek. – confesso que eu gargalhei quando ela me disse isso. — e pode me chamar de sua Fiona que eu não estou nem aí.
— então minha Fiona vai saborear o café delicioso que sua adorável sogra fez! – vejo o sorriso lindo dela.
Tomamos o café da manhã entre sorrisos e caricias nada muito ousado já que Clarke esta fazendo linha dura em relação a qualquer coisa que envolva algo mais quente. Clarke me acompanhou em uma leve caminhada pelo jardim da mansão, embora eu pareça uma idosa de mais de cem anos, andando devagar quase parando, em alguns momentos tive que me apoiar em Clarke, Regina disse que mesmo com um único tiro meu ferimento foi gravíssimo e que eu só sobrevivi porque fui operada as presas. Clarke me falava de como as coisas no hospital estavam indo, me falou também da proximidade entre ela e Costia, que por sinal eu precisava agradecê-la ainda, comentou também que o assunto que se fala lá é sobre meus futuros sobrinhos. Uma noticia que me preocupou foi saber que Lily acordaria a qualquer momento, Emma ainda não tem condições de voltar a trabalhar por isso esta afastada do caso dela.
À noite Clarke me fez uma surpresa, me preparou um jantar romântico no jardim mesmo da mansão com direito a luz de velas e tudo, sei que ela recebeu ajuda da minha mãe e irmã, pois era possível reconhecer o dedo das duas ali, mesmo assim não foi a melhor surpresa de todas. Naquela mesma noite Clarke me surpreendeu de formas opostas.
Estávamos conversando sobre nosso filho Juba(tartaruga), e como pretendíamos aumentar a família, notei que Clarke estava nervosa, eu sabia que ela queria me perguntar algo mas estava sem coragem.
— Clarke. – chamei sua atenção, já era a segunda vez que a loira se perdia em seus pensamentos. – amor o que foi, o que se passa nessa sua cabecinha? – a vejo ficar tensa, mas com a minha mão seguro a sua que estava recostada em cima da mesa.
— Lex eu... eu quero te dar um presente, mas antes quero que você saiba de toda a minha historia antes de tomar sua decisão.
— seja o que for continuarei do seu lado leãozinho. – vejo uma lágrima escorrer pelo seu rosto, que eu logo trato de seca-la. – Clarke eu não sei o que é mais confie em mim.
— Lexa eu.. eu já matei uma pessoa.
Fale com o autor