Dois lados do amor
22 Três
Notas iniciais
Regina Mills
Ontem fez um mês que Emma e Lexa estavam internadas, Minha esposa voltaria para casa hoje já minha irmã ficaria pelo menos uma semana amais lá. Minha mãe e Clarke estão me ajudando com Chris, esse por sinal até catapora pegou nesse período, me fazendo tirar uma licença de dez dias já que ele não queria mais ninguém se não fosse eu. Durante esse mês confesso que minha cabeça só focava em Emma, Lexa e meu filho. Estive tão cansada essa ultima semana, acho que todo esse estresse emocional esta sugando todas as minhas energias, meu humor passou a variar de forma assustadora, e para fechar com chave de ouro acho que peguei uma virose ou alguma infecção, pois desde ontem tudo que ponho na boca tem me levado a vomitar, até mesmo água eu coloco pra fora, resultado Clarke que estava passando esses dias em minha casa ajudado com o Chris me levou para a emergência, no dia em que minha esposa vai receber alta eu adoeço.
— serio Clarke é só uma virose. – digo, enquanto ela dirige.
— Regina se Emma descobrir que você ficou doente e eu não cuidei de ti como ele me fez prometer acho que serei caçada por toda essa cidade. – não pude deixar de rir do comentário dela, vi no dia em que Emma a fez prometer isso.
— Emma é uma exagerada.
— Regina você já pensou que pode ter dado certo a inseminação que tu fizeste no mês passado. – outro fator que mexeu com meu emocional foi minha primeira tentativa de inseminação ter falhado.
— Clarke você sabe que não, minha menstruação veio, certo que ela só apontou, mas até cólicas eu senti. – no dia em que minha menstruação veio foi um dos mais frustrantes de minha vida. Contudo no atual momento foi até melhor, Emma irá ficar em casa de licença por pelo menos três meses, Lexa eu já adiantei a ela que ficaria no mínimo cinco.
— olha não é tão absurdo assim tem mulheres que sofrem sangramentos mesmo estando gravidas.
— Clarke eu estou bem, era esperado que da primeira tentativa não desse certo.
Fomos o resto do caminho caladas, ao chegarmos ao hospital, Costia me esperava na recepção.
— Mills, Clarke me avisou que você esta doente, vim vê como esta!- após aquele dia trágico pude ver um lado dela que não conhecia. Todos ali ficaram abalados, o diretor Gold tio dela foi uma das vitimas que perderam a vida naquele dia.
— só uma virose nada demais, Griffin é que exagera. – vejo Clarke revirar os olhos, e Costia não segurar o riso.
— então vamos fazer alguns exames. — ela diz me acompanhado.
— Regina eu vou ficar com há Lexa um pouco assim que tiver os resultados Costia me avisa pode ser? – ela pergunta olhando para outra loira, que confirma com a cabeça.
Passei cerca de umas duas horas ao lado da Dra. Gold, confesso que ela estava bastante mudada e se parece mais com a mulher que Lexa sempre descrevia, estávamos em seu consultório, já havia tomado soro e agora só esperávamos os resultados dos exames.
— Serio Costia você deveria estar atendendo suas pacientes. – ela estava comigo desde que cheguei aqui.
— não estou reclamando. Diz sorrindo.
— você é obstetra não clinica geral. – ela revira os olhos.
— não me lembro de você reclamando disso no dia que lhe auxiliei.
— aquilo foi um caso extremo, mas nunca a agradeci pelo que fez. – vejo que falar daquele assunto a incomodava.
— não precisa, faria de novo se necessário. – era notório que ela ainda não superou.
— graças à você Lexa e Clarke estão vivas. – só de pensar que minha irmã poderia estar morta agora me deixa emocionada, tanto que minhas lágrimas já escorriam pelo meu rosto.
— você anda muito sensível? – ela me olha com um discreto sorriso.
— meu humor esta oscilando muito, é muita coisas acontecendo ao mesmo tempo Emma, Lexa a gravidez que não deu certo. – a vejo sorrir ao olhar algo em seu computador.
— você me da um minuto tenho que resolver um imprevisto. – ela diz já se levantando seguindo até a porta do consultório.
Cerca de meia hora depois ela retorna acompanhada de Emma, Clarke e Lexa que estava em uma cadeira de rodas assim como Emma. Vê as três ali me deixou curiosa. Vejo Costia sentar em sua cadeira novamente, Emma ficar ao meu lado.
— Regina. – Costia chama minha atenção. – quando Clarke me ligou hoje mais cedo me contando que você estava “doente” não pode deixa de me preocupar contigo. Por isso estava na recepção hoje esperando por vocês.
— o que esta acontecendo, porque estão todas aqui, Emma você não deveria esta tão próxima de mim, pode se contagiar. – digo alternando meu olhar entre Costia e minha esposa.
— Calminha aí Mills, o que você tem não é contagioso mas vai requerer cuidados, uma boa alimentação e nada de extravagância pelos próximos nove meses. – ela disse nove meses? Fique sem reação, olhava para Emma que sorria feito uma criança, Lexa estava com os olhos marejados.
— esta dizendo que eu estou.. – Consigo terminar de dizer minha voz embarga meus olhos já estavam marejados, Emma me da um beijo na minha bochecha e sussurra um obrigado.
— parabéns Regina e Emma vocês estão gravidas... que dizer só você Regina... ah vocês entenderam. – eu só conseguia pensar era que eu estava esperando um bebê.
— meu amor eu não sei o que dizer. – Emma que já chora ao meu lado, não tinha como minha loira esconder o seu sorriso.
— Emma nos vamos ter um filho. – digo a olhando, meu sorriso deveria estar indo de orelha a orelha.
— parabéns Regina. — ouço Clarke falar comigo, minha cunha não poupou sorrisos.
— mais um sobrinho. – Lexa que só não deu pulos de alegra devido seu atual estado.
— Regina espero que não tenha ficado chateada por ter trazido Lexa e Clarke para esse momento.
— eu agradeço por ter trago elas para esse momento, Lexa acompanhou até as minha consultas, fico mais do que feliz que ela e Clarke estejam aqui.
— Regina, eu vou receitar essas vitaminas e esse remédio para enjoo. – eu mal consegui prestar a atenção no que Costia dizia, só consegui olhar apara Emma e sorri.
— obrigado Dra. Gold. – Emma agradece ainda visivelmente emocionada.
Após todo aquele momento do choque inicial, não pude deixa de sorrir, aliás, Emma disse que eu sair distribuído sorrisos naquele hospital contrastando com o clima pesado que ainda dominava o ambiente. Emma recebeu alta e finalmente minha vida estava voltando para os trilhos, mamãe ficou tão feliz que chorou descontroladamente, Chris não entendeu muito bem o que era ganhar um irmão, mas vi que ele ficou feliz.
Agora com a gravidez, minha mãe mudou temporariamente para nossa casa, o que me surpreendeu foi que o pedido partiu da Emma, ela alegou que ainda não tinha condições de cuidar de mim, Emma teria que ficar de repouso absoluto por mais um mês, e mesmo assim após esse mês ela ainda teria diversas restrições. Nada comparando a teimosia da minha irmã Lexa que esta me dando mais trabalho do que dez crianças ao mesmo tempo, juro que já quis quebrar aquele lindo narizinho dela. Primeiro de tudo ela não queria ir para minha casa, tive que convencer Clarke a ir com ela, segundo o repouso Lexa teimava em não ficar repousando, a única que ainda a controlava era Clarke, mamãe fazia todas as vontades dela. Meus enjoos estavam melhorando, agora só sentia no período da noite.
É chegado o dia do minha primeira consulta do pré-natal, e também o primeiro ultrassom, confesso que estou ansiosa, Emma insistiu muito para ir mesmo sabendo que deveria ficar de repouso, mas resisti e ela não foi, ficando em casa com o bico mais fofo do mundo, Lexa era outra que até cogitou ir, mas Clarke cortou logo as asinhas dela. Mamãe me acompanharia, confesso que minha mãe já faz mil e um planos para o futuro neto ou neta.
— Regina espero que você e Emma tenham mais um, quero chegar aqui e ver meus netos correndo pela casa deixando a loira petulante doida do juízo. – minha não perdia a oportunidade cutucar minha esposa mesmo ela não estando presente.
— mamãe pra de chamar a Emma de loira petulante.
— querida reconheça que dói menos sua esposa é petulante. – desisto não vou discuti com minha mãe num dia tão especial.
— Regina sua mãe tem razão. – Costia entra na sala. Vejo mamãe revira os olhos ao ouvi-la.
— senhorita Gold. – o tom de voz de desprezo que minha mãe usa é no mínimo desconcertante.
— Cora Mills, não vou dizer que é um prazer revê-la, pois estaria faltando com a verdade. – mamãe e Costia nunca se deram bem.
— vamos deixar o momento nostalgia para depois mamãe e Dra. Gold. – resolvo cortar logo a troca de farpas.
Vejo as duas quase se fuzilarem só com o olhar.
— Regina pode ir aquela sala colocar essa bata para fazermos o seu ultrassom. – Costia com a presença da minha mãe fica mais seria. Em seguida levanto para ir, mas antes sussurro no ouvido da mamãe algo que ela precisava ouvir, “ela salvou Lexa, não se esqueça disso”. Vejo minha mãe murchar na cadeira enquanto Costia fingia que ela não estava ali.
Pouco tempo depois eu estava deitada na cama naquela posição constrangedora, mamãe fica de pé ao meu lado em silêncio enquanto Costia preparava o aparelho.
— tudo pronto Regina vamos começar, eu quero que você relaxe, sei que é incomodo, mas fique relaxada. – ela introduz o aparelho cuidadosamente em mim, assim que ela começa a fazer o exame noto que ela ficou um tempo parada com uma expressão indecifrável no rosto, Costia passou quase cinco minutos analisando a imagem que aparecia.
— Dra. Gold seu silêncio esta me preocupando. – digo já agoniada.
— Regina o que vou falar pode até assustar um pouco. — ela vira e fica de frente a mim, sinto mamãe apertar minha mão.
— diga logo criatura. – mamãe se manifesta já com um tom de voz que aparenta bastante preocupação. – é algum problema com meu neto?
— Costia não me esconda nada. – começo a ficar inquieta.
— acame-se, Regina sua gravidez vai requerer mais cuidado do que a maioria, mas nada de desespero. – a olho como quem suplicasse por respostas.
— Costia o que esta acontecendo. – a vejo abrir um sorriso, e apontar para o monitor.
— vê esse pequeno ponto aqui, esse é um embrião, vê esse outro aqui. – quando minha ficha cai não seguro as lágrimas, podia ver claramente eram Três pontinhos.
— são três? – não estava acreditando no que meus olhos viam.
— sim, parabéns Regina você esta gravida de trigêmeos. – sinto a mão da minha mãe solta a minha e em seguida um baque no chão, mamãe havia desmaiado.
— mamãe? – Costia corre ao auxilio da minha mãe. Mas claramente ela ria da reação dela.
Eu volto a olhar para tela não acreditando no que meus olhos me mostravam, eu estava gravida, gravida de trigêmeos, e agora?
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