Dois lados do amor

7 O pior cego e o que não quer ver


Notas iniciais
boa noite pessoal! não podia deixar vocês na mão demorou mas saiu mais um capitulo, quero agradecer a todos que estão acompanhado e comentando, e quem tiver alguma duvida pode deixar nos comentários que assim que puder responderei.

— Lexa? – Regina chama pela irmã, mas só encontra o apartamento das duas em silencio a mais nova não estava a morena decide ir tomar um banho relaxante pretendia ficar um bom tempo em sua banheira. Os últimos acontecimentos passavam como um filme na cabeça da Mills, primeiro o cenário de terror, depois Lili e o filho, a morena leva suas mão as têmporas massageando com a esperança dos problemas desaparecessem.

Em quanto Regina tentava relaxar, Lexa foi ao mercado próximo da casa delas, sempre era assim quando a irmã não estava bem ela fazia cada mimo só para não vê tristeza no rosto da sua irmã. O carrinho já estava cheio com tudo que Regina mais gostava, tinha o chocolate belga amargo que ela tanto adorava seu vinho favorito e as tulipas, faltavam apenas os ingredientes pera a massa que ela faria para o jantar, Lexa já tinha programado toda a noite das irmãs. Ela só não esperava dar de cara com Griffin e Collins.

— Clarke. – Griffin que estava de costas debatendo qual bebida levaria com Collins tomou um susto ao escutar aquela voz a chamando.

— Lexa, não tinha visto você, o que faz aqui? – a loira pergunta claramente surpresa em encontrar a outra lá.

— Compras da semana. — fala olhando fixamente nos olhos da loira.

— Dra. Woods algum jantar romântico?- Collins pergunta o rapaz analisava cada item do carrinho de Lexa. Inevitavelmente a loira também acabou olhando. Fazendo com que Lexa quebrasse o contanto visual com a loira e o olhe-se com uma cara nada boa para ele.

— duvidas em qual levar. – disse apontando para os vinhos, ignorando completamente a pergunta do rapaz.

— vinho não é o meu forte. – Clarke responde claramente constrangida com o clima instaurado entre eles.

— vamos fazer uma reunião entre os internos que ir Lexa. – Finn convida.

— é Woods para você Collins, Lexa é só para os íntimos. – a frase final disse olhando para Clarke, que a essa altura estava como rosto ruborizado.

— então Lexa você entende de vinhos? – Clarke pergunta quebrando o clima desconfortável que estava entre os três.

— claro, terá algum prato especifico? – o tom de voz usado por Lexa era frio deixando claro que não estava gostando da situação.

— princesa eu vou pegar o que falta e encontro você no caixa tudo bem? – Finn fala encarando à morena que fazia questão de ignora-lo.

— Claro, vou daqui a pouco. – respondeu à loira, agradecendo aos deuses seu colega sair dali.

Com a saída de Collins de perto das mulheres o clima fica estranho, Clarke não olhava para Lexa enquanto essa estava parada olhando fixamente para o rosto da loira.

— então ele é seu amiguinho? – Lexa continuava com seu tom de voz frio.

— Woods ele é um colega. – a loira não gostou nada da outra ter mudado da agua pro vinho com ela, a algumas horas atrás uma Lexa carinhosa estava com ela essa era fria indiferente, mas Clarke acabou justificando mesmo não entendendo o porquê de fazer aquilo.

Lexa resolve ir à prateleira escolhendo um vinho e entregando a loira. Lexa agora a olhava de forma fria.

— leve este. – disse entregando o vinho a loira. — garanto que não passará vergonha, a safra desse vinho é ótima.

— abrigado. – a loira deu um leve sorriso a Lexa.

— tenha uma boa noite senhorita Griffin. – dito isso a Mills volta ao seu carrinho com a intenção de seguir seu caminho.

— Lexa, eu.. o que foi? Porque você esta me tratando friamente agora? — Clarke não estava entendendo o motivo de Lexa de uma hora pra outra estar a tratando daquela forma.

— não é nada PRINCESA. – a ultima palavra Lexa disse pausadamente baixo próximo do ouvido da loira, lógico que ela não tinha gostado da forma que o rapaz tinha se referido a outra.

— qual é o seu problema? Ele é um colega eu o conheço há mais tempo que você. – Clarke responde num tom ríspido.

— Meu problema, quer saber qual é o meu problema? — Lexa que já tinha largado o carrinho e agora encarava a loira. – Você Griffin é o meu problema, o que aconteceu com aquele papinho de “eu não posso”, “não é o melhor momento” se não queria não vieste com desculpas, somos mulheres adultas. – Lexa fala tudo de uma vez deixando a loira surpresa.

— não tenho que te dar satisfação da minha vida Woods, qual é o seu problema? Há algumas horas atrás você veio com o papinho de “sermos amigas” agora vem com essa cena toda, saiba de uma coisa Woods não sou dessas que você que transa e fica a sua disposição para quando você bem quiser, você foi só uma noite então pode parar com esse showzinho. – ao terminar de dizer tudo Clarke viu a expressão de Lexa mudar para decepção.

A discussão entre as duas já chamava a atenção de algumas pessoas no mercado inclusive Collins.

— tenho uma boa reunião senhorita Griffin e não se preocupe não voltarei a importuna-la. – dito isso Lexa sai em direção ao caixa.

— Bom jantar romântico Woods. – Clarke responde mais alto para que a outra ouvisse.

No apartamento Regina já estava para ligar para Emma quando a campainha toca, fazendo a morena largar o celular e ir atender a porta.

— oi. — a loira diz quando Regina abre a porta.

— Emma já ia ligar pra você, como foi a reunião, vocês decidiram alguma coisa? – Regina dispara a fazer perguntas fazendo com que a loira risse do jeito de sua amada.

— primeiro me deixe entrar. – já que a morena assim que abriu a porta disparou a fazer perguntas. – segundo me dê um beijo, pois já estava morrendo de saudades de ti. – a morena pega a mão da loira a puxando apartamento adentro levando até o sofá, após se sentarem Mills de um beijo regado de carinho na loira.

— então me conta tudo.

— nossa você é muito curiosa minha rainha. – a curiosidade de Regina estava estampada em seu semblante.

— Fala logo Emma você não sabe como minha cabeça esta com tudo isso. – aloira puxou a morena a beijando, beijo esse que foi aprofundando Emma puxa a Mills para seu colo fazendo que ela se sentasse com uma perna em cada lado da loira, o beijo foi ficando urgente, as mãos de Emma apertavam a cintura de sua namorada de forma possessiva. Quando o ar se fez necessário fazendo com que ambas encerrassem o beijo, a morena cola sua testa na da loira, ambas com os olhos fechados aproveitando o momento.

— agora você pode me contar. Mills quebra o silencio fazendo com que Emma desse um sorrido meigo.

— posso, senta aqui do meu lado que eu vou te falar tudo. – após a morena sentar ao seu lado, Emma contou tudo que ocorreu. Lili já tinha contratado um advogado para que procurasse Emma, segundo ele ela estava disposta a dividir a guarda do menino, os motivos para que a levasse ela ter ocultado a existência do menino ele não soube informar, foi acordado que por enquanto Chris ficaria com Emma assim que ele receber alta, enquanto a mãe não tinha condições para isso, David amigo e advogado da loira solicitou um exame de DNA já que o ovulo fecundado e implantado foi o da loira. O acordo foi todo acompanhado por um conselheiro tutelar que ficaria responsável por acompanhar o caso, Emma também deixou claro que pretende pedir guarda compartilhada do menino, mas isso teria que ser decidido em juízo.

Quando Emma contou tudo Regina ficou surpresa, afinal esperava uma situação pior, mas parece que foi o contrario se Lili já tinha a intenção de procurar Emma era sinal que ela queria que a loira participasse da vida do filho delas.

— já falou com Ruby para saber quando ele terá alta?

— sim, estava com ela agora pouco ela disse quem em dois dias se com os resultados dos novos exames dele apresentar evolução ela daria alta. – a loira disse com um tom cansado.

A atenção de das duas foi tirada com a porta sendo aberta, e uma Lexa cuspindo fogo entrando no apartamento. Emma deu um olhar cúmplice para a namorada, sabia que as irmãs precisavam de um momento a sós.

— Amor eu vou tomar um banho. – dito isso Emma da um beijo casto nos lábios da morena e se retira da sala.

Após a saída da loira da sala Regina ficou observando a irmã que desembrulhava as compras.

— quer me falar o que te deixou assim? – a mais velha se aproxima da mais nova.

— não tem nada o que falar, irei preparar o jantar. – Lexa diz já indo em direção a cozinha.

— Alexandra, eu te conheço melhor que você mesma alguma coisa aconteceu. Olha estou aqui para o que você precisar. – Regina que seguiu a irmã ate a cozinha a abraçou por trás, escorando seu queixo no ombro da irmã.

— olha não foi nada ta bom. Lexa diz virando de frente a irmã dando um beijo no topo da cabeça dela. – estou chateada com algo que não merece minha atenção. Vá fazer companhia a Emma enquanto preparo nosso jantar, comprei tudo que você gosta chocolate, vinho e a sua massa favorita.

— e tulipas também. — Regina sorria para irmã, sabia que Lexa estava fazendo tudo àquilo por ela, o extinto superprotetor Mills estava em ação.

— estou aqui para o que precisar, quando quiser falar sabe que pode me procurar. – dito isso a morena da um beijo na bochecha da irmã e vai para o quarto.

A cabeça da Mills mais nova estava uma confusão, Lexa não entendia o porquê de ter reagido daquela forma, a loira tinha o direito de fazer o que quiser com sua vida, mas se viu cega de raiva, raiva essa que ela não sabia de onde vinha. As palavras de Clarke agora martelavam na sua cabeça, a loira deixou bem Claro que para ela Lexa foi só uma noite. Deixando uma Mills com orgulho ferido.

— se é assim que você que Clarke assim será. – dito isso Lex voltou sua atenção ao jantar que prepararia para a irmã.

Finn não comentou mais nada com Clarke, a reunião seria na casa da loira, contariam somente os internos Raven, Octavia e eles.

A noite foi relativamente animada tirando o fato de que Clarke estava apenas de corpo presente já que sua mente estava em outro lugar, a loira que estava sentada no segundo degrau da escada olhava fixamente para um ponto perdido.

— ei princesa quer conversar sobre o que ocorreu no mercado? – Collins falou se sentando ao lado da loira, Clarke olhou para as duas amigas que estavam apagadas uma em cada sofá.

— não Finn melhor deixar quieto. – ela responde baixando a cabeça.

— Clarke podemos não ser amigos ainda, mas gosto de você e amizade começa assim. – o rapaz fala segurando a mão da loira.

— eu dormi com ela. – a loira fala virando o rosto para rapaz.

— isso eu já havia presumido, ela não fez muita questão de tentar disfarçar que tinha algo entre vocês duas. – ele da um sorriso a loira.

— minha vida está uma confusão e ela vem mexe mais ainda com minha cabeça. – o rapaz passa o braço entorno do ombro da loira a puxando para sei peito deixando assim a loira aconchegada.

— loirinha você esta apaixonada por ela.

— que pergunta boba Finn. – loira trata logo de responder ao rapaz.

— não foi uma pergunta, eu vi como vocês duas se olhavam era com se não tivesse mais nada ao redor de vocês. – Clarke sai do abraço do rapaz e se levanta da escada.

— eu não posso Finn, seria um erro, olha como ta minha vida agora? Quem seria o louco que entraria num barco furado como esse! – loira fala indo em direção à sala pegando a garrafa de tequila que a pequena Blake tinha levado e dando um bom gole generoso da bebida que desceu queimando.

— Ela, Ela aparentemente esta disposta, Clarke quando nos apaixonamos não tem hora nem lugar simplesmente acontece, não seja boba na se negue essa chance de sair desse sua torre. – o moreno vai até ela pegando de sua mão a garrafa de bebida e se servindo da mesma.

— quem disse que eu estou apaixonada por ela, Finn não viaja ta ok, acho melhor eu ir dormir pode usar o quarto de hospedes se quiser. – Clarke sai da sala sua intenção era clara de fugir do assunto.

— é princesa o pior cego e o que não quer ver. – murmura o rapaz que seguia vagarosamente para um dos quartos da casa.

Notas finais
pessoal relevem os erros. espero que tenham gostado. não deixem de comentar.